Segundo líderes do movimento grevista, a grande massa de professores realiza uma amarga experiência com este governo, que não dialoga, e poderão definir suas preferências partidárias e eleitorais considerando esta experiência.
Professores em greve cercam hoje o palácio de Serra
O sindicato dos professores da rede pública de São Paulo (Apeoesp) espera reunir 100 mil manifestantes hoje, em assembleia nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, para o que a entidade chama de uma resposta da categoria ao governador José Serra (PSDB) por menosprezar a greve iniciada em 8 de março e fugir da negociação.
“O governador não negocia e ainda manda bater no professor”, afirmou ontem a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha (Bebel), referindo-se ao episódio em que grevistas foram agredidos por policiais da Força Tática durante manifestação de protesto, quarta-feira, na cidade metropolitana de Franco da Rocha. Na ocasião, quatro manifestantes foram detidos e alguns ficaram feridos.
Segundo Bebel, a foto de primeira página da edição de ontem de Brasília Confidencial, que mostra três policiais militares imobilizando um manifestante, é o retrato da maneira como o governador Serra tem tratado o funcionalismo público estadual e, principalmente, o magistério.
“Não é só agressão física. O que dói mais na categoria é o governador não reconhecer a greve, se recusar a negociar e ridicularizar o movimento dizendo que ele atinge somente 1% das escolas. De muitas maneiras o professor tem sentido na pele o que é ser governado pelo PSDB”, disse Bebel.
A categoria reivindica reajuste salarial de 34,3%, entre outros itens. E tanto essa reivindicação quanto a greve, segundo a líder dos professores, foram fortalecidas involuntariamente pelo governador quando, na tentativa de enfraquecer o movimento, anunciou a concessão de bônus para professores e funcionários de escolas que apresentaram melhor desempenho em relação a ano anterior.
“Sentimos uma adesão ainda maior, já que somente uma em cada nove escolas do estado foram beneficiadas com a bonificação. A grande maioria não recebeu nada, aumentando o descontentamento da categoria”.
A presidente da Apeoesp acusa ainda Serra e o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, de criarem vários métodos de avaliação dos professores apenas para poder justificar a realização de cursos de qualificação em que são contratadas empresas de consultoria terceirizadas.
“A ex-secretária da Educação, Rose Neubauer, é uma das que deixou o governo de Geraldo Alckmin para abrir consultorias na área de educação e prestar serviços aos governos do PSDB. Todos os cursos são ministrados por gente ligada aos tucanos”, denuncia Bebel.
Brasília Confidencial (www.brasiliaconfidencial.com.br)
Fonte:Oni Presente Tweet
1 comentários:
É tudo ou nada!
Esmorecer jamais!
Adelante!
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