Cenas chocantes colocam em dúvida atuação do judiciário e da Guarda Município de Jundiaí
Tirada à força de mãe cigana, criança chora muito em abrigo, diz psicóloga
Para especialista, separação foi violenta para menina de 1 ano e 2 meses. Juiz vai determinar se mãe tem condições de criar a filha.
A menina de 1 ano e 2 meses que foi tirada à força da mãe cigana em Jundiaí, a 58 km de São Paulo ainda chora muito no abrigo para onde foi levada após a separação, segundo uma psicóloga do local. A menina foi separada da mãe pela Guarda Municipal na segunda-feira (15), por determinação da Justiça. A decisão de levar a criança para um abrigo foi tomada depois de uma denúncia anônima. A mãe usaria a criança para pedir esmolas no Centro da cidade.
Fonte: Jornal Hoje-17/03/10
http://www.youtube.com/watch?v=kDrrCQcnEQQ
Conforme noticiado em vários canais de televisão, a cigana Dervana Dias teve a sua filha de 1 ano e 2 meses tomada do colo pela Guarda Municipal, após denúncia de que a cigana utilizava a menina para sensibilizar as pessoas para pedir esmolas no centro de Jundiaí.
Felizmente, temos notícias de que hoje (19/03) a cigana teve a criança devolvida enquanto a justiça decide se ela tem ou não condições de criar o bebê.
O que mais choca nas imagens é a forma abrupta como a criança foi retirada pela Guarda Municipal de Jundiaí que cumpriam o mandado.
Fico imaginando o pensamento da mãe naqueles momentos, sem saber ao certo para onde a filha iria ficar. Deve ter sido ainda mais desesperador ficar três dias longe do bebê que está em fase de amamentação.
Assistindo as imagens, é realmente chocante ver a mãe ser imobilizada e ter a criança retirada de seus braços, e ao que parece, sem nenhum tipo de orientação ou conversa mais civilizada por parte daqueles que cumpriam o mandado e sem nenhum constrangimento perante as câmaras, inclusive discutindo de forma um tanto desrespeitosa com a mãe.
Foi apurado que a mãe tem residência fixa e a criança está em ótimo estado de saúde. Além disso, a mãe se defende dizendo que estava vendendo cobertores e artesanato, e que nunca havia ocorrido fato semelhante em nenhum outro lugar.
A sensação que fica para muitos é a de preconceito, sendo que o caso foi denunciado como racismo pelo movimento Associação de Preservação da Cultura Cigana.
Este caso recorda outro episódio ocorrido em Jundiaí - também envolvendo crianças - que teve envolvimento de um juiz da cidade no caso sobre “adoções internacionais de crianças”.
Este caso também coloca em dúvida a atuação da Guarda Municipal de Jundiaí - se este tipo de abordagem foi meramente uma infelicidade pontual, ou se é comum este tipo de procedimento por toda a corporação.
Outras dúvidas que ficam
Qual foi o embasamento jurídico do juiz para determinar a tomada da criança? Não teria sido precipitado o mandado pedindo para tomar a criança?
Não seria papel da PM (e não da Guarda Municipal) no cumprimento do mandado?
Fonte: Blog Douglas Yamagata
Tweet
La guerra de los memes contra Cuba
Há 3 horas
0 comentários:
Postar um comentário