segunda-feira, 29 de março de 2010

PAC 2: O discurso de Lula




Selecionei, para vocês, a parte que me pareceu mais significativa do discurso de lula, hoje, no lançamento da segunda parte do Plano de Aceleração do Crescimento, que reproduzo abaixo, pois os jornais ignoraram solenemente o discurso presidencial e ficaram só tratando de matéria eleitoral.

Educação
Nós estamos trabalhando firmemente para não sermos apenas campeões de exportar suco de laranja, minério de ferro ou soja. Nós queremos exportar muito mais coisas, dentre elas o conhecimento e a inteligência do povo brasileiro, que será aprendida em um processo de qualificação, melhorando as universidades, fazendo mais universidades, mais escolas técnicas, mais Cefets. É isso que vai permitir que a gente possa fazer o Brasil ingressar no rol dos países desenvolvidos.

Certíssimo, presidente, mas faltou citar a educação básica, que permite às nossas crianças chegarem a esse ponto preparadas para o volume de conhecimento exigido pelo mundo moderno.

Mercado Interno
“E obviamente que isso só pode ser feito se você tiver a roda da economia girando, se você estiver gerando emprego, se você estiver gerando salário, se você estiver gerando renda. Porque uma coisa, uma coisa todos os economistas, todos os advogados, todos os políticos precisam saber: a coisa mais importante que aconteceu neste país, no nosso governo, foi a prova de que é plenamente possível você compatibilizar o crescimento com a distribuição de renda, concomitantemente, não esperar que o segundo degrau seja feito para você subir o primeiro. E o resultado disso foi o enfrentamento da crise, no ano passado.”

Tradução: o nosso progresso, nosso bem estar, nosso avanço social virá de nós próprios. Durante décadas, a cada crise mundial, exigiam-nos mais recessão, mais arrocho, mais sacrifícios ao povo brasileiro. Era a história do bolo crescer para depois dividir. Quando fomos ver, nem bolo tinha mais.

Estado não é só para reprimir pobre
“O povo nordestino, o povo do Norte e o povo da periferia dos grandes centros urbanos – de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro – sabe disso. O Sérgio Cabral sabe da alegria daquele povo da favela de ver o Estado lá dentro, não apenas levando polícia, mas levando assistência, levando casa, levando educação, levando emprego, levando cultura. As pessoas percebem que o Estado está lá dentro. E qual é o meu orgulho? É o que acontece no Rio de Janeiro, acontece em São Paulo, acontece em Salvador, acontece em Aracaju, acontece em Recife, acontece em Fortaleza, ou seja, não tem uma capital deste país… Eu vou dizer mais: não tem uma cidade deste país que não tenha hoje um investimento do PAC.”
É por isso que a Dilma disse corretamente: ser republicano não é retórica de palanque. É colocar em prática. (…) Eu não estou contente com o que nós fizemos até agora, e acho que nenhum de vocês está contente, porque nós temos a obrigação de fazer mais, temos competência de fazer mais. O povo pobre deste país precisa que a gente faça mais, e a economia precisa que isso aconteça.”

O nosso povo precisa de governantes que ousem. Bons moços não nos levarão a lugar nenhum. Ou o Brasil cuida da parte mais pobre da sua população, a tira das condições subumanas em que estão milhões de seres humanos ou este será um país de rancores. Nossas elites não suportam isso. Para eles e para nós, modernidade e progresso são coisas diferentes.

Nosso povo precisa do Estado como grande capitão desta nave brasileira. O governo não tem que fazer tudo sozinho, mas tem que apontar o rumo, virar o barco e motivar a sociedade a remar. Eles, neste barco, só querem o chicote.

A íntegra do discurso pode ser obtida aqui.http://imprensa.planalto.gov.br/download/Informe_da_Hora/pr1766-2@.doc

Fonte:Tijolaço

1 comentários:

Anônimo disse...

Dá-lhes Lula!