Integrantes do movimento Mães de Maio vão a Brasília entregar carta a Dilma Rousseff pedindo acompanhamento da crise de segurança pública em São Paulo
Outras reivindicações na carta são o controle social do Ministério Público, a criação de uma comissão que apure os crimes cometidos por agentes do Estado e a apresentação dos resultados da Comissão Especial Crimes de Maio de 2006, criada pelo ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vannuchi no último ano do governo Lula. Este caso, no qual 493 pessoas foram mortas por grupos de extermínio, foi uma reação aos ataques realizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e completou seis anos no último dia 12 de maio, ainda sem solução.
Além disso é pedido acompanhamento rigoroso pelo Conselho Nacional de Justiça e pela Defensoria Pública da União dos processos relacionados aos crimes de Maio de 2006, abril de 2010, e aos assassinatos de músicos na Baixada Santista.
“Queremos também um encaminhamento efetivo no sentido de abolir definitivamente os registros de 'Resistência Seguida de Morte', 'Auto de Resistência' e afins em todo país – essa verdadeira 'licença para matar', inconstitucional, usada a torto e a direito por policiais assassinos em todo país", diz a carta que será entregue a Dilma. O documento pede ainda a abolição do artigo 329 do Código Penal, a chamada "resistência", que para o movimento abre uma brecha jurídica para promover execuções.
Os 15 pontos que compõem a carta foram definidos em articulação entre as Mães de Maio e a Rede Nacional de Familiares de Vítimas do Estado em todo Brasil, da qual fazem parte diversos coletivos que lutam por justiça contra crimes do estado. As Mães pretendem realizar ato para entregar a carta à Presidência da República durante o Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, que será realizado entre 25 e 29 de julho, no Complexo Cultural da República, em Brasília.
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