terça-feira, 19 de julho de 2011

Respeito às domésticas é possível e vai sair


Respeito às domésticas é possível e vai sair

A D. Margareth Galvão Carbinato, presidente do Sindicato dos Empregadores Domésticos de São Paulo, soltou algumas pérolas outro dia na Folha reclamando da decisão a Organização Internacional do Trabalho de considerar os empregados domésticos trabalhadores como os demais, em matérias de direitos.

”As empregadas têm mais direitos que as outras categorias: já comem, bebem e dormem nas casas dos patrões”
“Precisamos ter o pé no chão. O Brasil ainda é um país pobre e essas pessoas vêm de outros lugares em busca de um local para morar e ganhar o seu sustento”.


Ora, o fato de o empregador individual não ser um patrão igual a um grande empresa não pode fazer do trabalhador doméstico algo próximo de um escravo.

E, se houver boa vontade e criatividade, tudo pode ser resolvido.

Foi o que mostrou hoje o ministro Lupi ao anunciar que está quase pronto um plano para que os recolhimentos dos patrões sobre o empregado ou a empregada doméstica sejam feitos como os dos microempresários e empregadores individuais inscritos no Supersimples, com alíquotas menores e forma simplificada.

Até o final do mês, a proposta do Ministério do Trabalho será discutida com a Previdência e, depois, com a Fazenda.

Os tempos mudaram e que bom que mudaram. Há 50 anos, tinha muita gente argumentando contra o trabalho da mulher na base do “quem é que vai cuidar da casa”.
A d. Rubinato deve entender que todo mundo merece respeito nessa relação, e isso é perfeitamente possível
Fonte: Tijolaço

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