Ninguém pode prever o que resultará da CPI do Cachoeira.
Tampouco é possível afirmar, categoricamente, sob a ótica jurídico-penal, que a Veja é sócia do esquema criminoso do bicheiro.
Demóstenes é praticamente réu confesso, mas sob a Veja há apenas indícios – fortes indícios, entretanto – que indicam não apenas que a revista se beneficiou de práticas criminosas de Carlinhos Cachoeira para fazer “jornalismo”, mas, sobretudo, e isso é o mais grave, que o fazia com viés inequivocamente político e com o objetivo de atentar contra a administração pública.
A CPI vai esclarecer tudo. Ou não.
O fato é que o jornalismo bandido -ou “jornalismo canalha”, termo que dá título ao livro de José Arbex Jr. de 2003 – da Veja está acuado.

Em 2003, José Arbex Jr. já dissecava o jornalismo canalha da Veja
A capa desta semana é mais um primor da revista da família Civita.

Ao acusar a iminente CPI de ser uma cortina de fumaça para influenciar o julgamento do chamado “mensalão”, a Veja não está “acusando o golpe”. Em verdade vos digo, a capa é a reação de quem já está cuspindo sangue, dentes e otras cositas más…

A Veja após o anúncio da CPI do Cachoeira
A “reportagem” que valeu a capa é patética. Ou sórdida, diria o menino narrador do aclamado “Festa no covil”, do mexicano Juan Pablo Villalobos.
A “matéria” encerra sugerindo que um bom objeto para uma CPI seria investigar os blogs que a turma de Serra chama de “sujos” e que Veja chama de “achacadores” da Internet.
Atacado abaixo da cintura pela revista, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), respondeu com um direto no fígado, um cruzado no cara e umuppercut no queixo da revista.
Em contundente nota, o petista questiona diretamente: “Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira?”.
Maia partiu pra cima de Veja como quem corre atrás do trombadinha que tentou assaltar sua carteira: “posso assegurar que haverá, sim, investigações sobre as graves denúncias de que o contraventor Carlinhos Cachoeira abastecia jornalistas e veículos de imprensa com informações obtidas a partir de um esquema clandestino de arapongagem”.
O golpe de misericórdia vem logo em seguida: “vale lembrar que, há pouco tempo, um importante jornal inglês foi obrigado a fechar as portas por denúncias menos graves do que estas. Isto sem falar na defesa que a matéria da Veja faz da cartilha fascista de que os fins justificam os meios ao defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos”, diz a nota de Maia.
Para ler na íntegra AQUI
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