por Paulo Cézar Pastor Monteiro
Das 20 universidades com mais alunos aprovados no VI Exame da Ordem, 19 são públicas e apenas uma é particular. Na lista divulgada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), nessa quarta-feira (08/05), a UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) lidera o ranking com 86,72% dos alunos inscritos no Exame aprovados.
A região Sudeste é a que possuí mais cursos, dez das 20 instituições listadas. Todas regiões contam com pelo menos uma universidade na lista.
Para a coordenadora da UFJF, a advogada Aline Araújo Passos, o principal motivo para as públicas liderarem os índices de aprovação, está no fato de que a seleção, feitas pelos vestibulares, é mais “rigorosa” do que a realizada nas faculdades privadas.
“A seleção mais rigorosa faz com que, no geral, as universidades públicas contêm com alunos mais bem preparados. Isso não significa que não há bons alunos nas particulares, mas as públicas apresentam turmas mais homogêneas”, observa Aline.
O curso de direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas) é o único de uma instituição privada na lista. Na décima colocação, a faculdade tem um índice de 74,36% aprovados – dos 39 que se inscreveram, 29 passaram. Para o coordenador do curso, Thiago Bottino, o mérito pelo bom resultado é dos alunos, que conseguem se preparar bem, mesmo a prova não sendo o foco principal.
“O perfil do curso da FGV é voltado para o mercado de trabalho e conta com uma grade de disciplinas mais modernas do que as das outras universidades presentes no ranking. Mesmo assim, nossos alunos tem conseguido obter bons resultados”, aponta Bottino.
Os dois professores avaliam positivamente o papel cumprido pelo Exame de Ordem de selecionar os bacharéis que irão exercer a profissão. Aline afirma que o MEC (Ministério da Educação) não consegue fazer o “controle necessário” da qualidade dos cursos e, por isso, a obrigatoriedade da aprovação é importante.
Apesar de comemorar o resultado, o coordenador da FGV faz a ressalva de que o ranking da OAB, não deve ser visto de maneira isolada. “A lista divulgada agora é uma foto, é preciso, no entanto, ver todo o filme. Um curso não pode ser considerado bom ou ruim só porque esta nessa lista, deve-se olhar o resultado ao longo do tempo”, pondera.
Aline e Bottino explicam que os cursos que coordenam não contam com programas voltados para o Exame da OAB e indicam que o caminho para os bons resultados, passar por um bom curso e, principalmente, a dedicação do bacharel durante o período de formação.por Paulo Cézar Pastor Monteiro
Das 20 universidades com mais alunos aprovados no VI Exame da Ordem, 19 são públicas e apenas uma é particular. Na lista divulgada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), nessa quarta-feira (08/05), a UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) lidera o ranking com 86,72% dos alunos inscritos no Exame aprovados.
A região Sudeste é a que possuí mais cursos, dez das 20 instituições listadas. Todas regiões contam com pelo menos uma universidade na lista.
Para a coordenadora da UFJF, a advogada Aline Araújo Passos, o principal motivo para as públicas liderarem os índices de aprovação, está no fato de que a seleção, feitas pelos vestibulares, é mais “rigorosa” do que a realizada nas faculdades privadas.
“A seleção mais rigorosa faz com que, no geral, as universidades públicas contêm com alunos mais bem preparados. Isso não significa que não há bons alunos nas particulares, mas as públicas apresentam turmas mais homogêneas”, observa Aline.
O curso de direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas) é o único de uma instituição privada na lista. Na décima colocação, a faculdade tem um índice de 74,36% aprovados – dos 39 que se inscreveram, 29 passaram. Para o coordenador do curso, Thiago Bottino, o mérito pelo bom resultado é dos alunos, que conseguem se preparar bem, mesmo a prova não sendo o foco principal.
“O perfil do curso da FGV é voltado para o mercado de trabalho e conta com uma grade de disciplinas mais modernas do que as das outras universidades presentes no ranking. Mesmo assim, nossos alunos tem conseguido obter bons resultados”, aponta Bottino.
Os dois professores avaliam positivamente o papel cumprido pelo Exame de Ordem de selecionar os bacharéis que irão exercer a profissão. Aline afirma que o MEC (Ministério da Educação) não consegue fazer o “controle necessário” da qualidade dos cursos e, por isso, a obrigatoriedade da aprovação é importante.
Apesar de comemorar o resultado, o coordenador da FGV faz a ressalva de que o ranking da OAB, não deve ser visto de maneira isolada. “A lista divulgada agora é uma foto, é preciso, no entanto, ver todo o filme. Um curso não pode ser considerado bom ou ruim só porque esta nessa lista, deve-se olhar o resultado ao longo do tempo”, pondera.
Aline e Bottino explicam que os cursos que coordenam não contam com programas voltados para o Exame da OAB e indicam que o caminho para os bons resultados, passar por um bom curso e, principalmente, a dedicação do bacharel durante o período de formação.
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