domingo, 27 de maio de 2012

Um post para eu ler mil vezes para ver se aprendo: Engula esse orgulho e peça ajuda

Um post para eu ler mil vezes para ver se aprendo: Engula esse orgulho e peça ajuda


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Por Bia Bonduki

Já teve a sensação de buscar tanto a independência que, quando ela finalmente vem, não há mais sossego? Uma sensação de visão em preto e branco: se eu sou independente, não peço ajuda, se peço ajuda, não sou independente. Sabe como? Ela às vezes acontece entre algumas mulheres, e é normal. Segundo a psicóloga Odila Weigand, vivemos em tempos em que a terapia é muito mais aceita e acessível (pergunte a seus pais quem fazia análise no tempo deles para entender), e é uma forma muito comum de buscar auxílio. Mas é nas coisas mais simples que parecemos ainda não saber admitir que não damos conta.
Um exemplo simples: quantas vezes você já se viu desesperada porque tentou fazer um trabalho e simplesmente não conseguiu? E ao pensar que, pois é, ficaria mais fácil contratar alguém que fizesse, sua cabeça foi invadida por pensamentos como “Tá louca?”,  “Qualquer um consegue fazer isso” e “Você é uma mulher ou uma rata?”. Ou pior, quando você tem um objetivo, tem dificuldade de conquistá-lo e fica botando desculpa no resto da vida.
Quando você procura outras soluções que vão além das que você pode dar, você reforça a capacidade de outra pessoa e arruma tempo pra cuidar das suas. Olha que bonito! O objetivo deste post não é, efetivamente, resolver sua vida, e sim mostrar que há milhares dessas pessoas por aí esperando para mostrar essa capacidade. Darei aqui três exemplos que me rodearam recentemente, e espero que se apliquem, ou sirvam de inspiração.
A eterna dureza – Cuidar das próprias finanças é um exemplo lindo de emancipação, o problema é realmente SABER cuidar delas. Se você vive no vermelho e pedindo empréstimo, desculpe, você não sabe. Não basta achar que o próximo salário resolve sua vida, tem que reestruturar gastos. Como? Consultores financeiros. Encontre um de confiança que ajude a refazer suas contas e abra espaço para uma forma de poupar. Talvez você sofra no começo até se estabilizar, mas, garanto, nunca mais você fica no escuro porque esqueceu de pagar a conta de luz e não tem como cobrir quarenta mangos (que humilhação).
Bacon não é verdura – Não, eu não vou falar sobre estar gorda, magra ou normal. É sobre comer direito. Sabe afta, azia, dor de barriga? É sinal que você tá comendo mal, e isso vai refletir de maneira pior lá na frente (como por exemplo um colesterol estratosférico e difícil de baixar). Nem vem com a ladainha que “ai, no bairro onde trabalho só tem lanchonete”, que os serviços de entrega estão aí para isso. Existem vários que levam uma marmita superbalanceada até o seu trabalho, e muitos deles oferecem até uma opção, se for o caso, para quem faz dieta.
Tire a bunda do sofá – Exercícios, uma visão arfante e suada do que eu considero o inferno. Mas tenho que fazer. Tenho fibromialgia e a as opções de tratamento são ou antidepressivos (nem mooorta) ou esportes (que eu detesto, mas aceito). O colesterol estratosférico supracitado também é meu. Resolvi a pendenga contratando um personal trainer. É caro? Pra caramba. Mas se você somar todos os rompantes de “o próximo verão é sem burca” que teve, todas as academias que começou e não foi, vale cada centavo. E o personal conta até 20 pra você, o que eu considero a maior vantagem.
Como você pode ver, autossuficiência não dá prêmios no fim da vida. Invariavelmente vai chegar um dia em que você vai entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, e torço para que nesse dia você saia ligando para toooda a sua entourage e construindo um mutirão de si mesma. Aí sim, a coisa toda anda.


No Jezebel

1 comentários:

Anônimo disse...

excelente, Ro! foto linda, vou roubatilhar, pode? bjs Midiacrucis