domingo, 2 de setembro de 2012

Conselho decide a favor de professor demitido por homofobia

Conselho decide a favor de professor demitido por homofobia

Nossos Tons
Márcio Barrios

O ex-professor do Centro interescolar de Línguas do Município de Brazilândia, Distrito Federal, Márcio Barrios, no final de 2008 sugeriu como parte de um exercício com alunos entre 12 e 14 anos da rede pública, a tradução da música "I kissed a girl" (eu beijei uma garota), da cantora americana Katy Perry. No entanto, a diretora da escola, Maria Danizete, vetou o projeto, alegando que o conteúdo era impróprio, pois tratava do "homossexualismo" e "incitação ao consumo de bebidas alcoólicas". 

Apesar da negativa, o professor seguiu com o projeto e trabalhou a letra com os alunos. Denunciado pela escola, Márcio teve o contrato temporário rescindido por intransigência.

Na época, Márcio explicou que: "A música tinha os verbos no passado, conteúdo que eu estava trabalhando. Em momento algum fiz apologia ao homossexualismo (sic) ou ao consumo de bebidas alcoólicas".

Esta semana o Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos considerou a punição ao professor uma violação aos direitos humanos. Nessa quarta-feira (30/8), quase quatro anos após o ocorrido, o Conselho publicou no Diário Oficial do Distrito Federal, que recomenda o retorno do professor Márcio Barrios para as atividades laborais. 

Márcio acusou a Secretaria de Educação de preconceito e perseguição. Além disso, foi recomendado a abertura de um processo administrativo para verificar a conduta dos integrantes da direção e que os envolvidos sejam matriculados em cursos que trabalhem a questão da homossexualidade. 

"A SEE/DF entende a orientação sexual e a diversidade como tema essencial para o desenvolvimento humano de nossas crianças e adolescentes e a Rede Pública de Ensino do DF tem um histórico de ações desenvolvidas para os entendimentos dessa necessidade educativa. Tendo em vista a melhoria da qualidade educacional e o compromisso com a promoção dos cuidados de combate à discriminação, e a EAPE realiza um trabalho de formação permanente para professores e coordenadores da rede por meio de cursos oferecidos para a qualificação dos profissionais, trabalhando a temática em questão em parceria com outras Secretarias, como a Secretaria de Saúde e a própria Secretaria de Direitos Humanos."

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