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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Homofobia no Brasil toma proporções alarmantes

Homofobia no Brasil toma proporções alarmantes
NA SEMANA QUE ANTECEDE A PARADA GAY DE SALVADOR, O DEPUTADO JEAN WYLLYS (PSOL-RJ) ESCREVE PARA O BAHIA 247 SOBRE CASOS ASSOMBROSOS DE AGRESSÃO A GAYS EM DIVERSAS REGIÕES DO PAÍS; SITUAÇÃO EXIGE MAIOR ATUAÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL NESTE TEMA

09 de Setembro de 2011 às 12:52

Por Jean Wyllys_Bahia 247* - A pacata cidade de Alfenas, MG, transformou-se, recentemente, em cenário para um crime grotesco, típico de cinema classe B, em que o jovem Gilvan Firmino Pereira teve seu corpo retalhado, fígado retirado e assado em uma sanduicheira elétrica simplesmente por ser homossexual. O algoz - um assassino frio de nome Fernando - teve o seguinte a dizer sobre o crime: "Estava sem sal, a carne era ruim então dei para o cachorro". Em Salvador, um estudante de Psicologia gay foi encontrado morto no seu apartamento com o corpo nu amarrado e perfurado por mais de uma dezena de golpes de faca.

Pergunto: estranho é o fato de Gilvan e o estudante baiano, as vítimas, relacionarem-se com homens ou o óbvio motivo – a homofobia – dos homicídios cruéis que lhes tiraram as vidas e, antes, a dignidade?

Aliás, "estranho" é uma palavra que sequer dá a dimensão do quão deveria incomodar as pessoas de bem esse sentimento (aversão ou ódio) que impulsiona alguém a cometer um crime dessa natureza. As diferentes expressões da sexualidade humana e mesmo as diferentes identidades sexuais ou performances de gênero não deveriam despertar nas pessoas nenhuma outra ação além da constatação de que somos plurais e de que assim sempre o fomos, e de que nossas relações sexuais e afetivas não têm como único objetivo ou objetivo principal a reprodução. Deveriam despertar a constatação de que, se homens e mulheres heterossexuais podem recorrer a academias de ginástica, cosméticos e cirurgia plásticas para ficarem de acordo com o que imaginam de si mesmos e, portanto mais felizes, então, transexuais e travestis também têm o direito de modificar seu corpo para ficar de acordo com o que pensam sobre si. Mas sabemos que a realidade na qual vivemos está longe de ser simples assim.

Devido às poucas conquistas políticas do movimento homossexual brasileiro e à visibilidade decorrente delas, a homofobia no Brasil está tomando proporções alarmantes, embora os praticantes da homofobia social ou letal se apressem em negar o fato com as "justificativas" e explicações mais cínicas possíveis: discursos semelhantes aos daqueles que querem negar a existência do racismo ou do machismo em nossa sociedade. Nem mesmo os heterossexuais estão protegidos de crimes de ódio motivados por homofobia. Recentemente, na Paraíba, um rapaz foi morto a tiros por um homofóbico quando tentava proteger um colega gay da violência deste; e, no interior de São Paulo, um pai de família teve parte de sua orelha decepada num espancamento promovido um grupo de rapazes apenas porque estava abraçado com o filho (os homofóbicos acharam que pai e filho formavam um casal gay).

É inegável que essa situação deve levar os defensores dos Direitos Humanos a incluir em sua agenda a violência contra homossexuais, que se expressa não só em assassinatos e agressões, mas sobretudo na própria negação de direitos. Alguma discriminação social sempre há de haver como correlata do direito de livre associação e como garantia da pluralidade dos homens e mulheres. Porém, o que não pode haver em hipótese alguma é a discriminação no acesso a direitos. E o direito inalienável à vida e ao casamento civil (escolher com quem se quer construir uma entidade familiar baseada no afeto e com projeto de vida comum e, por isso, gozar da proteção do estado) fazem parte disso.

Queremos os mesmos direitos com os mesmos nomes porque a nossa Constituição Federal diz que todas as pessoas são iguais perante a lei e não devem sofrer discriminação (arts. 3 e 5). Como deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro, mas também como cidadão homossexual e ativista de direitos humanos, estou propondo ao Congresso Nacional a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional para garantir o direito ao casamento civil a todas as pessoas, sejam gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais ou heterossexuais, e sou um árduo defensor do PLC 122, que amplia a Lei do Racismo para conter as discriminações por orientação sexual.

Como dizia Hannah Ardendt, "a pluralidade é a condição da ação humana pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos, sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoa que tenha existido, exista ou venha a existir".

*Jean Wyllys é deputado do PSOL pelo Rio de Janeiro

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Mais um ataque covarde a gays em Belo Horizonte

Casal homossexual é agredido em BH. É o segundo ataque violento em apenas uma semana




Uma das praças mais movimentadas de Belo Horizonte virou um campo de guerra. Em apenas uma semana, dois ataques violentos foram registrados no local. Um deles foi contra um casal homossexual.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Homofobia é coisa de viado


Vi no blog Preso por fora e reproduzo aqui.