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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Mãe afirma que Assange é crucificado por ideal de verdade

Mãe afirma que Assange é crucificado por ideal de verdade


O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, ameaçado de extradição para a Suécia por acusações de agressões sexuais, foi "crucificado" por defender seu ideal de verdade, afirmou nesta quinta-feirasua mãe, Christine, que pediu a ajuda do governo da Austrália.
A Alta Corte de Londres confirmou na quarta-feira a extradição para a Suécia, ao fim de uma batalha jurídica de 11 meses que pode continuar com uma apelação ao Supremo Tribunal.
Assange, cidadão australiano, é acusado por duas mulheres de ter forçado relações sexuais e tem 14 dias para apresentar uma apelação ao Supremo Tribunal britânico.
A Alta Corte de Londres confirmou na quarta-feira a extradição de Assange para a Suécia
A Alta Corte de Londres confirmou na quarta-feira a extradição de Assange para a Suécia
Christine Assange afirma que o filho, que abalou o governo dos Estados Unidos com a publicação de 250.000 telegramas diplomáticos do país, é perseguido por defender seu ideal de "verdade e justiça".
Ela pediu a Canberra que negocie um acordo com Estocolmo para obter a garantia das autoridades suecas de que não será extraditado aos Estados Unidos, onde poderia ser julgado por espionagem.


No JB

sábado, 29 de outubro de 2011

Wikileaks classifica matérias da Veja como "exageradas"


Wikileaks classifica matérias da Veja como "exageradas"

Jorge Lourenço


A repercussão da suposta relação entre do jornalista William Waack, da Rede Globo, com funcionários do governo americano foi um dos principais assuntos das redes sociais desde a tarde de quinta-feira. No entanto, analisando mais a fundo os documentos da vazados pelo Wikileaks a respeito da mídia brasileira, é possível colher um panorama mais amplo das impressões que o governo dos Estados Unidos teria do jornalismo nacional. 
Mídia paulista na frente
Entre os veículos mais citados nas mensagens estão os jornais Folha de S. Paulo (384 mensagens), Estado de S. Paulo (317 mensagens), O Globo(89 mensagens), Valor Econômico (em 84), Jornal do Brasil (em 23) e Correio Braziliense(em 11). A Veja lidera entre as revistas, presente em 85 mensagens. 
Classificação
Cada veículo também recebe uma classificação de acordo com a sua suposta orientação política. O JB é visto como centro-esquerda, a Folha como liberal e EstadãoO Globo eVeja são de centro-direita, segundo as autoridades americanas. A revista Carta Capitalaparece como nacionalista de esquerda. Alguns relatos classificam matérias da Veja como "exageradas". O exemplo mais notório foi a reportagem sobre o suposto envolvimento do PT com guerrilheiros das Farc. 
Documento relata impressões da Embaixada a respeito de reportagem da Veja
Documento relata impressões da Embaixada a respeito de reportagem da Veja
O relatório diz ainda que "enquanto os opositores e outros veículos de comunicação estão notavelmente desinteressados em prosseguir com as acusações e investigações, parece que a Veja está exagerando os fatos". 
Consultas informais
Nos documentos, que podem ser acessados pelo cablesearch.org , é possível encontrar relatos de vários encontros informais entre funcionários do governo americano e jornalistas brasileiros para obter informações. Num deles, em janeiro de 2010, o ex-colunista Diogo Mainardi aparece antecipando informações de sua coluna para os americanos num "almoço reservado".


No JornaldoBrasil 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

"Tem gente denunciou a tentativa de proibir um sutiã e agora fica quieto diante das pressões sobre o Wikileaks."



"Tem gente que denunciou a tentativa de proibir um sutiã e agora fica quieto diante das pressões sobre o Wikileaks."

Hipocrisia contra o WikiLeaks

Paulo Moreira Leite


Há menos de um mês, um número colossal de jornalistas levantou-se para defender uma propaganda de sutiã e calcinha.
Agora, ouço o silencio barulhento sobre o bloqueio econômico ao Wikileaks. É de envergonhar.

Vamos combinar. O sutiã e a calcinha de Gisele Bundchen faziam parte de uma campanha publicitária. Como diz o estatuto do conselho que regula o trabalho das agencias, é um debate que expressa a liberdade de expressão comercial. Você pode até considerar que o esforço para tirar a propaganda do ar foi um absurdo 
mas tem de reconhecer que há uma diferença nessa discussão.

O Wikileaks é parte da liberdade de expressão — sem adjetivos. Com certeza, seus documentos incomodam. São provocadores, como acontece com todas revelações que mostram que o rei está nu.

Foi assim, há mais de três décadas, com os papéis do Pentágono, que, graças a uma senteça da Suprema Corte, o New York Times pode divulgar em plena Guerra do Vietnã, trazendo para o público americano as discussões internas de Washington sobre o conflito.

A liberdade de expressão pode ser tão inconveniente como toda denúncia que incomoda os donos do poder nos EUA, na França, na Russia e no Brasil.

Ao liberar um conjunto de 250 000 documentos da diplomacia americana o Wikileaks prestou um favor à democracia mundial. Contribuiu para a transparencia. Permitiu que os cidadãos ficassem melhor informados sobre a atuação do governo americano. Flagrou figurões que diziam uma coisa em público e falavam o oposto quando se encontravam com a diplomatas dos EUA.

Numa demonstração de que não pretendia fazer um serviço leviano nem irresponsável, o Wikileaks entregou seu arquivo para respeitáveis veículos da imprensa internacional, reconhecidos por sua credibilidade e senso de responsabilidade. Nos EUA, o órgão escolhido foi o New York Times. Na França, Le Monde. Na Espanha, El País. E assim por diante.

Mesmo assim, a Casa Branca decidiu mobilizar sua máquina política para sufocar a organização. Mantem atrás das grades o militar que é suspeito — apenas isso, suspeito — de fornecer os documentos divulgados.


Seria equivalente a mandar prender o executivo do FBI que estava por trás das denuncias que alimentaram o escândalo Watergate.


Traduzindo em termos brasileiros e atuais, seria o mesmo que o governo Dilma Rousseff mandar prender o PM que faz acusações contra o ministro dos Esportes Orlando Silva — e olha que ele nem sempre se apoia em documentação tão sólida para dizer o que diz. Imagino a reação.

Não importa. Washington foi mais fundo. Pressionou empresas de cartão de crédito e outras instituições financeiras para cortar os canais de financiamento do Wikileaks, num esforço óbvio para inviabilizar seu funcionamento. Numa demonstração de que o mercado nem sempre obedece a uma célebre mão invisível, elas preferiram atender aos apelos da Casa Branca e interromper os pagamentos que garantiam o funcionamento do Wikileaks.

É inacreditável.

Na Época

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Assange recusa convite para congresso do PSDB e pede que seu nome seja retirado dos materiais promocionais

Assange recusa convite para congresso do PSDB e pede que seu nome seja retirado dos materiais promocionais


Associated Press


O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, recusou convite do PSDB para participar do congresso da Juventude do partido, que acontece em dezembro, em Goiânia.


O PSDB já dava como certa a participação de Assange, mas em email enviado ao secretário-geral da Juventude Tucana, Wesley Goggi, um emissário de Assange diz que ele agradece o convite, mas não poderá comparecer ao evento.


Pede, ainda, que o nome do fundador da organização seja "retirado" de materiais "promocionais" do congresso.






No Presidente40