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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Onde mora a beleza feminina? Há beleza na dor?:Ensaio fotográfico mostra que o câncer de mama

Onde mora a beleza feminina? Há beleza na dor?: Ensaio fotográfico mostra que o câncer de mama exige mais seriedade

Scar Project - O câncer de mama não é uma fita rosa 

Obvius

Onde mora a beleza feminina? Há beleza na dor? Quem sabe as respostas possam ser encontradas nos ensaios fotográficos que David Jay faz para o SCAR Project. Um projeto que mostra que o câncer de mama exige mais seriedade que uma fita rosa e que o encanto feminino é superior ao sofrimento.


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© David Jay, Scar Project, (Emily Kaplan).

Todo dia ela faz tudo sempre igual. O despertador toca, ela acorda preguiçosamente desarrumada e corre para o banheiro, toma um banho com o sabonete líquido que promete uma pele aveludada, lava o cabelo com o shampoo que reconstrói o que a coloração da moda destruiu, substitui o café da manhã que estava acostumada a tomar na casa de sua mãe por um iogurte que promete deixá-la mais leve, a roupa deve dar a impressão de que ela acorda linda e a maquiagem deve esconder as olheiras causadas pelas noites em busca do príncipe encantado. O cotidiano da música de Chico Buarque é belíssimo. O nosso, nem tanto assim.

David Jay é um fotógrafo que está acostumado a conviver com a feminilidade. Fotógrafo de moda há 15 anos, ele convive diariamente com questões que permeiam o universo da beleza feminina: a busca pelo corpo perfeito, a ditadura da magreza, a efemeridade com que a moda trabalha, enfim, todas essas barreiras pelas quais as mulheres devem passar ao nascer de cada dia.

Mas o projeto de sua autoria que mais chama a atenção nada tem a ver com o mundo da moda, apesar de estar completamente ligado à vida feminina. No SCAR Project nos é apresentada outra visão da beleza feminina: sem idealizações, sem as construções materiais que a moda implica, sem a urgência que nos é imposta.

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© David Jay, Scar Project, (Jessica Dietz).

O primeiro contato com as fotografias do projeto pode causar várias reações; haverá aqueles se que se revoltam e argumentam que não há beleza na dor, que isso é exploração. Mas há que se dar a chance de as imagens falarem mais do que o superficial. Há, sim, beleza na dor, mas não a beleza massificada de todos os dias: há o encanto inerente à condição humana, na sua total fragilidade.

Tudo começou quando Jay viu uma amiga de apenas 29 anos ter que passar por uma cirurgia mastectômica, que consiste em retirar completamente a mama e é um dos possíveis tratamentos para o câncer. Segundo David, essa foi a maneira que ele encontrou de confrontar e aceitar a situação. Daí em diante, várias mulheres foram fotografadas pelas suas lentes.

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© David Jay, Scar Project, (Jolene Von Millanitch).

De acordo com o fotógrafo, o objetivo do projeto é o mesmo de outras campanhas: o de alertar mulheres para o perigo do câncer de mama. Porém, são dois os grandes diferenciais: o primeiro é o público alvo, que é o de mulheres jovens; o segundo é a honestidade com que ele procura mostrar a doença
.
Para Jay, as campanhas de combate ao câncer acabam não alertando para o real perigo, escondidas atrás de laços rosa e propagandas “fofas”. Seu objetivo vem na contramão dessa ideia, nas suas palavras: “Eu não vou mostrar apenas metade da história - que tudo vai ficar bem e essas meninas têm câncer de mama, mas irão continuar com suas vidas - porque esse não é o caso. Eu gostaria que fosse o caso, mas a realidade é que algumas dessas meninas estão morrendo e é importante ter a sua história, mas também porque essa é a realidade da doença.”

Ele ainda argumenta que em uma análise mais demorada é possível perceber que as imagens não são estritamente sobre o câncer de mama, mas sim sobre autoaceitação, compaixão, amor e humanidade. O fotógrafo complementa: “Trata-se de aceitar tudo que a vida nos oferece... toda a beleza... todo o sofrimento também... com graça, coragem, empatia e compreensão. "

Dizem que a mulher é o sexo frágil. Mas que mentira absurda! Sábias palavras, Erasmo!

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© David Jay, Scar Project, (Kristen Bagby).

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© David Jay, Scar Project, (Sara Aspiring).

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© David Jay, Scar Project, (Shante Smalls).

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© David Jay, Scar Project, (Sona Shorde).

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© David Jay, Scar Project, (Sylvia Soo).

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

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© David Jay, Scar Project.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Super-heroínas contra o câncer de mama

Super-heroínas contra o câncer de mama 

Por Samir Naliato


Em Moçambique, a Associação da Luta Contra o Câncer (ALCC) divulgou anúncios nos quais famosas super-heroínas dos quadrinhos aparecem fazendo o autoexame de prevenção.
Mulher-Gato, Mulher-Maravilha, Tempestade e Mulher-Hulk estrelam as propagandas, que dizem. "Quando falamos sobre câncer de mama, não há mulheres ou supermulheres. Todas devem fazer o autoexame mensalmente. Lute conosco contra o inimigo e, quando tiver dúvidas, converse com o seu médico".
De acordo com a associação, o câncer de mama é um dos mais frequentes entre as mulheres de Moçambique, e o objetivo é divulgar a doença ao máximo por todo o país com o intuito de prevenir e reduzir o diagnóstico tardio.


Confira os quatro anúncios abaixo.
Associação da Luta Contra o CâncerAssociação da Luta Contra o CâncerAssociação da Luta Contra o CâncerAssociação da Luta Contra o Câncer


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cientistas descobrem vírus que elimina o câncer de mama


Cientistas descobrem vírus que elimina o câncer de mama

No CubaDebate

cancer-de-mama1Cientistas do Medical College of Pennsylvania State University, disseram esta semana ter descoberto um vírus que pode matar todos os estágios do câncer de mama "em sete dias" na primeira aplicação em um laboratório.
O vírus, chamado adeno-associado tipo de vírus 2 (AAV2), ocorre naturalmente e está em 80% dos seres humanos, mas não causa doença.
Os pesquisadores descobriram as propriedades para matar o câncer, em 2005, depois que cientistas da Universidade da Pensilvânia, observaram a morte de células de câncer cervical. Eles também descobriram que as mulheres portadoras do vírus AAV2 e papilomavírus humano (HPV) que causa câncer cervical, tiveram uma baixa tendência de desenvolver câncer cervical.
Segundo os investigadores, quando combinaram recentemente em um laboratório , o AAV2 erradicou todas as células do câncer de mama "em sete dias." Melhor ainda, mostrou-se capaz de matar células de câncer em várias fases, negando a necessidade de diferentes tratamentos utilizados hoje.
"Se pudermos determinar quais genes virais estão sendo usadas, podemos ser capazes de introduzir esses genes em uma terapia", disse pesquisador associado da Universidade da Pensilvânia, Samina Alam. "Se pudermos determinar o caminho que está causando o vírus, então nós podemos projetar novas drogas que atuem sobre essas vias. Ou podemos apenas ser capaz de usar o próprio vírus. "
O Centro de Controle de Doenças diz que o câncer de mama é o câncer mais comuns que afetam as mulheres americanas.
A U. S. Cancer Society estima que cerca de 39.520 mulheres americanas morrerão de câncer só neste ano, dos 230.480 novos casos descobertos neste ano pelos médicos .
(Extraído da revista Molecular Cancer Tradução:. Cardinale Ivana para Patria Grande)