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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Eu quero, meu pai compra: Pais preocupados em realizar todos os desejos dos filhos como se isso fosse garantia de felicidade

Eu quero, meu pai compra: Pais preocupados em realizar todos os desejos dos filhos como se isso fosse garantia de felicidade

Crianças são alvos disputados pelo mercado publicitário. No Brasil, meninos e meninas influenciam até 85% das decisões de compra de uma família. Mas, especialistas alertam que esse comportamento pode incentivar o consumismo.




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terça-feira, 10 de julho de 2012

Infância Livre de Consumismo denuncia: Campanha do Parque da Xuxa que fere as regras do Conar

Infância Livre de Consumismo denuncia: Campanha do Parque da Xuxa que fere as regras do Conar


Recebemos de Liria Varne uma campanha do Parque da Xuxa atualmente veiculada em canais de televisão infantis. Nós, do Infância Livre de Consumismo, denunciamos os filmes ao Conar e esperamos que saiam do ar o mais rápido possível. 

Os comerciais iniciam com uma criança cometendo uma atitude altamente perigosa e induzem crianças a praticarem a atitude sugerida, desobedecendo os artigos 33 e 37 do Código de Autorregulamentação Publicitária. Só depois aparecer um aviso *escrito* dizendo para "não fazer isso em casa". Como ficam as crianças que ainda não são alfabetizadas? Além disso, como fica a maioria das crianças não tem capacidade para compreender ironia, muito menos de distinguir realidade de fantasia, entendendo as atividades perigosas como divertidas e prazerosas?

A regra do Conar é clara: 
SEÇÃO 8 - Segurança e Acidentes
Artigo 33 - Este Código condena os anúncios que:
a. manifestem descaso pela segurança, sobretudo quando neles figurarem jovens e crianças ou quando a estes for endereçada a mensagem; 

SEÇÃO 11 - Crianças e Jovens
Artigo 37 - Os esforços de pais, educadores, autoridades e da comunidade devem encontrar na publicidade fator coadjuvante na formação de cidadãos responsáveis e consumidores conscientes. Diante de tal perspectiva, nenhum anúncio dirigirá apelo imperativo de consumo diretamente à criança. E mais:
I – Os anúncios deverão refletir cuidados especiais em relação a segurança e às boas maneiras e, ainda, abster-se de:
(...)
c. associar crianças e adolescentes a situações incompatíveis com sua condição, sejam elas ilegais, perigosas ou socialmente condenáveis;

Então, senhores, o que estão esperando para mandar tirar do ar esta campanha?



domingo, 1 de julho de 2012

Infância livre de consumismo: Carta Aberta ao Conar



Infância livre de consumismo: Carta Aberta ao Conar

Duas recentes medidas do Conar referentes aos abusos da publicidade voltada para as crianças nos deixaram preocupados e ainda mais descrentes da atuação deste órgão com relação à proteção da infância.


A primeira foi a decisão de sustar a campanha da Telessena de Páscoa por anunciar para o público infanto-juvenil um produto que só pode ser vendido para maiores de 16 anos (de acordo com regulamentação da SUSEP). A segunda foi a advertência dada pelo Conar à Ambev, com relação ao ovo de páscoa de cerveja da Skol.
Ambas atitudes do Conar seriam dignas de aplausos – se tivessem sido tomadas quando as campanhas publicitárias estavam no ar, na Páscoa, em março. Mas o Conar só agiu em junho, quando as campanhas já não eram mais veiculadas.
Com isso, não houve nenhum impedimento para que a mensagem indevida da Telessena atingisse impunemente milhões de brasileirinhos e que a Ambev promovesse bebida alcoólica através de um produto de forte apelo às crianças. A advertência à Skol é ainda mais ineficaz, pois não impede que no próximo ano, produto semelhante seja oferecido.
O Movimento Infância Livre de Consumismo vê nessas decisões a comprovação de que o atual sistema de autorregulamentação praticado pelo mercado publicitário brasileiro é lento, omisso e ineficiente. Fato ainda mais grave quando se trata da defesa do público infantil.
Por isso, exigimos que a publicidade infantil sofra um controle externo como todas as atividades empresariais. Reiteramos nossa postura de que, sem leis e punição, jamais teremos uma publicidade infantil mais ética.
Nós, mães e pais, exigimos respeito à infância dos nossos filhos e solicitamos que estas duas atuações não constem dos autos do Conar como casos de sucesso. Contabilizar pareceres dados depois que as campanhas saíram do ar, como exemplo da firme atuação do Conar, é propaganda enganosa. E isso contraria o tal Código de Autorregulamentação que os publicitários insistem em tentar nos convencer que funciona.
[Este texto faz parte de uma blogagem coletiva proposta pelo Movimento Infância Livre de Consumismo juntamente com blogs parceiros. Este movimento é composto por pais e mães que desejam uma regulamentação séria e eficiente da publicidade voltada para crianças. Para saber mais acesse: http://www.infancialivredeconsumismo.com.br 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Publicidade dirigida às crianças: Carta Aberta a Mauricio de Sousa

Publicidade dirigida às crianças: Carta Aberta a Mauricio de Sousa


Carta Aberta a Mauricio de Sousa, 

Somos pais e crescemos acompanhando as aventuras de sua turminha. Você, sem dúvida, tem o dom de se comunicar com a infância. Por isso, assistimos com atenção redobrada ao seu depoimento em apoio ao Somos Todos Responsáveis. 

E ficamos com algumas dúvidas. Você afirma que o melhor critério para saber se um anúncio é adequado ou não para o público infantil é perguntar ao redator ou ao desenhista "se ele daria isso ao próprio filho?".

Um tanto quanto subjetivo esse critério, não? Uma sociedade madura precisa de regras melhor definidas para funcionar. Além do mais, esse profissional pode não ter filhos e desconhecer o enorme desafio que é educar uma criança. Confiar que a simples intuição seja suficiente para guiá-lo na criação de peças que serão vistas por milhões de crianças é temerário.

Ficamos também com outra dúvida. Você diz que as crianças sem publicidade virariam "zumbis que vão numa fila sem pensar, sem avaliar". Poderia explicar melhor este seu ponto de vista? Porque as únicas filas que temos visto ultimamente são de pessoas cada vez mais jovens se sacrificando impensadamente para comprar o novo tablet, o tênis da marca descolada, assistir ao show do ídolo da vez ou dormindo dias na porta da loja para aproveitar a liquidação.

Essa campanha que você resolveu apoiar, Mauricio, também defende que o mercado publicitário continue se autorregulamentando. Como diria nosso querido Chico Bento, isso seria o mesmo que dar os pintim pra raposa tomá conta!

A verdade é que se a autorregulamentação funcionasse e tudo fosse uma questão de "amor e carinho" como você afirma, sua empresa não teria precisado firmar um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, como fez recentemente, para disciplinar os anúncios das suas revistinhas.

As leis existem para defender os mais fracos, Mauricio. Que podem ser fracos. Mas não são bobos.

A Campanha por Infância Livre de Consumismo enviou esta carta ao interessado desde a semana passada, mas até hoje não recebemos resposta.



No Infância Livre de Consumismo