quarta-feira, 25 de julho de 2012

Entidades divergem sobre nova proposta do governo aos professores federais

Entidades divergem sobre nova proposta do governo aos professores federais



Entidades divergem sobre nova proposta do governo aos professores federais
Professores ainda não têm decisão unânime sobre proposta do governo e greve já ultrapassa 60 dias (Foto: Antonio Cruz/ABr)
São Paulo – Sindicatos que representam os professores federais em greve têm posições divergentes em relação à última proposta feita pelo governo federal, na noite de ontem (25), para tentar um acordo e encerrar a greve no setor, que já dura 70 dias. A proposta, segundo o Ministério do Planejamento, inclui reajustes que variam de 25% a 40% e a antecipação da vigência do plano de reestruturação de carreiras. A próxima reunião está marcada para quarta-feira (1º). Até lá, as entidades levarão as propostas às bases, para avaliação em assembleias.
Para o Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), a proposta não teve avanço em relação à anterior. A entidade, cuja direção está reunida neste momento para definir as orientações, levará a nova proposta às assembleias nos estados para retornar à proxima reunião com o governo já com um posicionamento fechado.  “É a mesma essência da proposta anterior, ou seja, não reestrutura a carreira”, reclamou a presidenta do Andes, Marinalva Oliveira.  Os representantes do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) também não concordaram com a nova oferta.
Para o Andes, o que o governo fez foi aumentar os recursos disponíveis, de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões em três anos e, com isso, promoveu alguns ajustes na tabela, atendendo, principalmente, os docentes com mestrado, que teriam as perdas maiores na proposta anterior. Já a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), avaliou que a proposta do governo atendeu aos 15 itens solicitados pela entidade.

A proposta

O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, afirmou, durante a reunião, que a proposta feita era definitiva e fez um apelo para que as entidades votassem a proposta em suas bases, para deliberarem se a aceitam ou não. Ele afirmou também que o governo considera que um acordo com alguma entidade é fundamental para um projeto de lei seja encaminhado ao congresso.
"Nenhum professor vai ter perda", garantiu Mendonça. Segundo ele, a proposta apresentada garante a preservação do poder aquisitivo até 2015. O governo trabalha com um projeção de inflação de 20,8% até fevereiro de 2015. E a proposta apresentada ontem prevê reajuste médio de 25%.
Para chegar a essa tentativa de acordo, o governo eleva de R$ 3,92 bilhões para R$ 4,2 bilhões o impacto orçamentário da proposta original, apresentada há duas semanas.

Rede Brasil Atual

0 comentários: