O machismo inventa cada justificativa para violência contra a mulher, que até Deus duvida: Homem esfaqueia namorada e a filha dela por acreditar que as duas tinham um caso
Um homem esfaqueou sua namorada brasileira e a filha dela na noite do último domingo (25) em Lisboa, Portugal. Segundo informações do jornal local Correio da Manhã, o homem tentou matar as brasileiras por acreditar que elas mantinham uma relação sexual. Uma delas está em estado grave.
De acordo com o diário, Bruno Almeida, de 47 anos, era namorado da brasileira Ester Xabregas, de 43 anos. Ambos viviam juntos em Lisboa com a filha dela, a também brasileira Erillen Gaia, de 21 anos. A nacionalidade de Bruno não foi confirmada.
Na noite de domingo, Bruno mostrou às mulheres uma gravação onde se ouviam barulhos num quarto onde estavam mãe e filha, ainda segundo o Correio da Manhã. Ele acreditava que as duas tinham uma relação incestuosa.
Ester não teria aceitado as acusações e teria dito que queria se separar. Mas Bruno então teria trancado as duas dentro de casa para matá-las.
Ester foi esfaqueada várias vezes no rosto e na cabeça, seguindo o diário. A filha, para protegê-la, confrontou o agressor, mas também acabou sendo esfaqueada. Erillen teria levado vários golpes no abdômen, peito e pescoço. A jovem foi ainda atingida com um martelo de cozinha na cabeça. Internada no Hospital de Santa Maria, a brasileira está em estado grave, diz a publicação.
O agressor foi detido pela PSP (Polícia de Segurança Pública).
Um vizinho das brasileiras disse ao Correio da Manhã que as duas gritaram muito por ajuda.
— Elas gritavam muito. A mãe ainda veio à janela gritar por ajuda. Quando cheguei à porta elas estavam trancadas e batiam à porta.
— Chamamos a PSP, que chegou em poucos minutos. A Ester caiu logo no hall do prédio.
Quando a polícia chegou, Bruno já tinha mudado de roupa e as mãos estavam lavadas, diz o diário. Mas o sangue nas paredes e no chão era bem visível na casa.
O R7 tentou entrar em contato com a embaixada brasileira em Lisboa e com familiares das vítimas no Brasil, mas não foi possível até a publicação desta reportagem.
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