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domingo, 25 de dezembro de 2011

A cretinice contra Eliana Calmon

A cretinice contra Eliana Calmon




O título do comentário do bedel Fernando Rodrigues, publicado em seu blog, tenta imputar irregularidade à ministra Eliana Calmon e, como de praxe, o texto desmente o título do artigo.
Fica a dúvida: com esse procedimento, o bedel estaria a serviço de quais interesses? Confira:
Eliana Calmon recebeu R$ 421 mil de auxílio-moradia
A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça, recebeu R$ 421 mil de pagamentos de auxílio-moradia atrasados. O valor foi pago em três parcelas. Duas (totalizando R$ 226 mil) em 2008 e uma (R$ 195 mil) em setembro deste ano.
Esses pagamentos a membros do Judiciário foram fixados em 2000 pelo Supremo Tribunal Federal.
As informações estão na Folha de hoje (aqui, para assinantes do jornal e do UOL).
Embora legal, o recebimento de pagamentos atrasados de auxílio-moradia está no centro da polêmica atual no Poder Judiciário. Alguns juízes teriam recebido tudo de uma vez, o que seria irregular por ferir a regra da igualdade estabelecida à época da criação do benefício.
No caso de Eliana Calmon, as parcelas foram pagas, segundo a assessoria, "também aos ministros do STJ [Superior Tribunal de Justiça] que tinham esse direito, na mesma época, e segundo os mesmos critérios". A corregedora nacional de Justiça está entre os 9 dos 33 ministros do STJ que receberam auxílio-moradia atrasados neste ano de 2011, segundo revelou a Folha nesta semana, num valor total de aproximadamente R$ 2 milhões.
No Supremo Tribunal Federal (STF), pelo menos dois ministros receberam pagamento de auxílio-moradia: Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski. Ambos divulgaram notas oficiais sobre o atual episódio. Aqui, a de Pelulo. E aqui, a Lewandowski.
P.S.: na Folha de hoje (para assinantes do jornal e do UOL), coluna sobre a inexorável perda de poder dos juízes.
No FAlha

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ih!!! Essa denúncia está cheirando coisa de fofoqueiro: Ela disse que eu disse mas eu disse que ele disse...

Ih!!! Essa denúncia está cheirando coisa de fofoqueiro: Ela disse que eu disse mas eu disse que ele disse...


PM João Dias Ferreira negou reportagem da vEJA (MINÚSCULA)


Em entrevista à Folha de S. Paulo, hoje, Ferreira negou que tenha afirmado que entregou pessoalmente valores ao ministro do Esporte, Orlando Silva. Agora, ele afirma que outra pessoa é quem informou isso a ele. "Em nenhum momento eu falei que eu vi o ministro receber. Eu falei que o braço direito dele, que é o Fredo [Ebling], falou para mim várias vezes que entregou", disse Ferreira.  


O policial militar do Distrito Federal João Dias Ferreira pediu adiamento do depoimento que daria nesta terça-feira (18) à Polícia Federal em Brasília sobre as acusações de fraude no Ministério do Esporte. Segundo a PF, ele alegou problemas de saúde para justificar a falta. O depoimento ainda será remarcado.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Assim caminha o PIG

Assim caminha o PIG

Lino Bocchini, editor e criador do censurado blog "Falha de S. Paulo, fala à reportagem a respeito de sua idéia, da repercussão e da atitude de parodiar um dos maiores jornais do país que tomou junto a seu irmão, Mario Bocchini.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Está aberto o processo da ditadura contra Dilma

O STM liberou o processo contra Dilma, e quem fez o processo, quem relatou?

Ah! Foram os torturadores. Tá bom!


Está aberto o processo da ditadura contra Dilma


Superior Tribunal Militar acata pedido do jornal e libera acesso ao arquivo. Quais serão as consequências da divulgação das informações agora?

“STM libera processo da ditadura contra Dilma”: essa é manchete de capa da edição desta quarta-feira 17 do jornal Folha de S.Paulo. A matéria principal ocupa quase toda a página 4 e na abertura já comemora: “advogada da Folha diz que resultado é vitória ‘de toda a sociedade’ ”.

Essa “vitória” que o jornal encampa em nosso nome começou a ser organizada em setembro deste ano, quando a Folha protocolou mandado de segurança no Superior Tribunal Militar. Na ocasião, ela argumentou que era direito de todos os brasileiros saber o histórico da candidata antes que as urnas presidenciais fossem abertas.

No STM, o julgamento foi suspenso duas vezes, mas a Folha não se fez de rogada, em 19 de outubro apelou para o Supremo Tribunal Federal, na esperança de que ele determinasse a abertura dos arquivos antes da realização do segundo turno. Relatora do caso, a ministra Cármem Lúcia, devolveu o caso ao STM, que só agora, por 10 votos contra 1, liberou o acesso do ávido jornal paulistano ao processo.

Na próxima semana será publicada a ata da sessão e a partir daí os repórteres da Folha poderão se deliciar com a leitura de tudo o que os ditadores e seus funcionários escreveram sobre nossa presidenta eleita quando ela tinha cerca de 20 anos.

Até aqui, o que, em síntese, todos sabem, é que Dilma Rousseff combateu a ditadura militar desde muito jovem. Militou numa organização guerrilheira chamada Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares, ficou presa por mais de dois anos, foi torturada barbaramente e depois de libertada retomou sua vida no Rio Grande do Sul.

Do meu ponto de vista, é o suficiente, não preciso saber mais. Fico satisfeito em ter conhecimento que, mesmo usando de métodos que nunca aprovei, ela teve a coragem de combater os terroristas que tomaram de assalto o governo e o Estado brasileiro em 1964. Eram eles, como se sabe, militares, apoiados e sustentados por civis, entre os quais muitos empresários, inclusive da área de comunicação.

No entanto, para muita gente conhecer este resumo daquela fase da vida de Dilma não bastou. Desde o momento em que ela foi cogitada como candidata do presidente Lula, a internet foi dominada por uma onda de mensagens que questionavam o currículo militante da candidata. Taxada de cara como “terrorista” até uma ficha falsa foi montada, a descrever os atentados, sequestros e assaltos a banco nos quais ela teria se metido.

A mesma Folha, na época, foi o único jornal que embarcou na história da suposta ficha e a publicou em primeira página, com os devidos comentários desairosos. Sem ouvir antes a acusada. Revoltada, Dilma reagiu, pediu direito de resposta, o jornal foi obrigado a lhe dar espaço e a recuar na denúncia, reconhecendo que não tinha atestado a autenticidade da peça montada não se sabe aonde, o que se constituiu num dos episódios mais vergonhosos da história recente do jornal.

Porém, seus proprietários não pararam por aí e durante toda a campanha eleitoral colocaram jornalistas para investigar este período de sua vida. Não faltaram entrevistas com ex-companheiros de militância, nem com ex-militares ou carcereiros que teriam tido contato com Dilma nos anos 70. O que se buscava então era, digamos, algo mais concreto no currículo da militante: teria participado de algum sequestro ou assalto? Atirado ou matado alguém? Delatado companheiros? Em nenhum momento, porém, qualquer jornalista, depois de muitas entrevistas e pesquisas em outros arquivos que existem pelo País, conseguiu qualquer prova de participações ou atos da jovem de 20 anos em eventos semelhantes.

O que imaginavam os que pretendiam “conhecer melhor a história” da candidata era que, se acusada concretamente de participação numa ação violenta, haveria material de combustão suficiente para abalar sua campanha eleitoral. Numa sociedade pronta para ser comovida por campanhas conservadoras incentivadas por parte da grande mídia, é fácil imaginar a repercussão que teria uma manchete do tipo “Dilma participou de assalto que ocasionou morte de inocente”.

Esta manchete – ou similares – nunca chegou à televisão ou aos grandes jornais, embora tenha frequentado à exaustão a internet. Durante a campanha de José Serra, porém, cansamos de assistir a insinuação: “no meu currículo não há manchas, nem zonas obscuras”, ele dizia sempre, a deixar claro que o candidato “do bem” não tinha nada a esconder, mas a “do mal” deveria ter.

Às vésperas da realização do segundo turno, a liminar da Folha de S.Paulo endereçada ao STF gerou uma onda de rumores nas campanhas. Esperava-se que uma “grande novidade” vinda da abertura do processo causasse comoção suficiente para abalar a trajetória da candidata rumo à vitória nas urnas. A sabedoria da ministra Cármem Lúcia, porém, tirou do Supremo a responsabilidade pela decisão e inviabilizou o final da história antes do pleito.

Dentro de alguns dias o caso terá seu desfecho. Todo o Brasil saberá o que está escrito na ficha real de Dilma Vana Rousseff guardada no cofre militar até aqui.

Saberemos finalmente se a presidenta eleita – não diplomada ainda -, no auge dos seus 20 anos, participou ou não de assaltos, sequestros e atentados. Conheceremos também como foi seu comportamento nas masmorras.

Estará tudo lá, escrito, bonitinho, preto no branco, apenas marcado pela ação do tempo. Com carimbos, assinaturas, rubricas e protocolos. Também pareceres, fotos, recortes de jornais, talvez. Tudo com as devidas chancelas de Humberto de Alencar Castelo Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel.

Os jornalistas da Folha devorarão avidamente as informações do processo e nos brindarão com um resumo delas. Outros órgãos de imprensa, como já fizeram no dia de hoje com a decisão do STM, repercutirão tudo.

Aí então, uma parte dos brasileiros dirá: nada me toca, continuo a admirar a coragem que a presidenta tinha aos seus 20 anos. Se ela de fato participou de algum ato violento, seus algozes já a fizeram pagar por isso. Mesmo assim, não reconheço nenhuma credibilidade nos arquivos infectos e nos processos manchados de sangue dos generais que escreveram o pior momento da nossa história. E credibilidade é matéria prima da imprensa.

Porém, haverá quem vá dizer: não avisamos? Vocês elegeram uma terrorista.

O efeito que este debate irá causar ninguém sabe medir. È fato, porém, que a Folha comemora hoje a “vitória de toda a sociedade”. Enquanto ela comemora, muitos arquivos e processos continuam fechados. E torturadores e seus mandantes caminham impunes por nossas ruas. Ou morrem de velhice.

Celso Marcondes

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Faça-me o favor, me economize Falha!

Faça-me o favor, me economize Falha!

Não gosto e não leio a Falha, hoje no twitter me atrevi a ler depois que li o tweet da , que fala sobre o assessor pessoal da Presidenta Dilma ser um ex - office boy, achei bacana, afinal sempre é bom ler e saber de pessoas que superaram e conseguiram lugares "melhores" no mundo do trabalho, fui procurar outros links e acabei lendo a Falha.

Bem, o artigo está hilário.

A Falha diz entre outras coisas:

"Anderson Braga Dorneles, 31, é uma espécie de "faz-tudo".

"O assessor mantém relação com a família da presidente, em especial com a filha, Paula, e a mãe, Dilma Jane".

"A relação de confiança teve início há 17 anos"

Dilma o levou como estagiário para a Secretaria de Minas e Energia gaúcha e depois para o governo de transição do presidente Lula, em Brasília, em 2002.

"Anderson passou a frequentar a casa de Dilma e se tornou um "assessor para todas as horas".

"Anderson tem informações sobre a reservada vida de Dilma"

"A dedicação fez com que trancasse a faculdade de direito durante a campanha".

"Em comum, eles têm a torcida pelo Internacional".

"Mas apesar da lealdade à presidente eleita Anderson passou dificuldades com o temperamento de Dilma". E, aqui eu pergunto: COMO É? Depois de 17 anos de convivência o Anderson só descobriu o temperamento de Dilma agora?

Faça-me o favor, me economize Falha!


sábado, 9 de outubro de 2010

Especialistas culpam Serra por fracasso com a dengue

Você não verá o candidato tucano se gabar desse seu feito em programa eleitoral.

MÁRIO MAGALHÃES
da Folha de S.Paulo, no Rio

Ao assumir o Ministério da Saúde, em 31 de março de 1998, José Serra anunciou o seu objetivo imediato: combater o mosquito transmissor da dengue que provocava então uma epidemia no Rio, em Minas e em outros Estados. Comparou o desafio a uma "guerra" na qual o triunfo seria das "forças da saúde".

Quatro anos depois, na sexta retrasada, seis dias antes de deixar o ministério para se dedicar a campanha à Presidência, Serra, 59, desembarcou no Rio. Chegou em meio a uma nova epidemia. O economista que assumiu a Saúde com a promessa de derrotar a dengue deixa o governo marcado pelo recrudescimento da doença.

A Folha mostra a seguir que a dengue se expande apesar de recorrentes alertas. Cientistas afirmam que o Ministério da Saúde cometeu erros na transferência da execução do combate antidengue às prefeituras, que se precipitou ao dispensar milhares de agentes sanitários e que não coordena, uniformiza ou monitora suficientemente as ações municipais.

Para os especialistas, professores de quatro universidades, o governo errou ao abandonar um projeto antidengue de 1996 e ao não assegurar a continuidade de iniciativas. A erradicação da enfermidade é considerada quase inviável, mas o seu alcance poderia ser muito reduzido.

Nova epidemia

Em 1998, o quarto ano do primeiro governo FHC, o Brasil registrou o maior número de casos de dengue desde que a notificação se tornou obrigatória, em meados da década de 1990: 559.237.

Como ocorre historicamente em epidemias da doença, os surtos suscitam o revigoramento de ações preventivas. Em 1999, foram notificados 209.294 casos, uma queda de 63%.

Desde então, os números crescem. Em 2000, houve 238.995 casos (14% a mais). Em 2001, 399.306 (aumento de 67% em relação ao ano anterior). Em 2002, já em fevereiro somam-se quase tantas mortes (25) pelo tipo de dengue que causa febre hemorrágica quanto em todo o ano passado (28). A evolução da dengue no Rio, escolhido por Serra em 1998 para sua primeira viagem como ministro, é mais dramática.

A epidemia de 1998, que estimulou a "guerra" anunciada pelo ministro contra o Aedes aegypti, o mosquito transmissor, teve 32.382 casos no Rio.
Nos anos seguintes, foram colhidos os frutos de um programa preventivo, no qual se destacavam mais de 5.000 agentes sanitários contratados havia anos em regime temporário pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde), o órgão executivo do ministério.

Em 1999, houve 9.083 casos. Em 2000, menos ainda: 4.281. O ano de 2001 foi o primeiro em que os mata-mosquitos da Funasa, dispensados, não atuaram em nenhum dos 12 meses do ano anterior. A dengue, então, voltou mais intensa do que quando Serra assumiu -68.438 pessoas infectadas, mais que o dobro das 32.382 de 1998. Já há 39.502 notificações em 2002.
Para ler na íntegra aqui


sábado, 18 de setembro de 2010

Erenice deve engrossar as estatísticas de desemprego.

Oras! A matéria da Folha de São Paulo diz "Erenice Guerra pretendia trabalhar como advogada quando saísse do governo "ganhar dinheiro" apontando erros em processos contra investigados por corrupção.", e, qual o problema? O que o jornalão queria que ela fizesse após sair do governo?

Para o jornal, me parece que, é proibido ganhar dinheiro com o trabalho de advogada? Que é proibido uma advogada falar que vê erros em processos?

Só resta para Erenice engrossar as estatísticas do desemprego e viver de brisa, já que depois que se trabalha no governo a pessoa vive de brisa e é pecado ganhar dinheiro. É isso?


Erenice planejava defender investigados por corrupção quando saísse do governo

ANDREZA MATAIS DE BRASÍLIA
HUDSON CORRÊA DO RIO

A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra pretendia trabalhar como advogada quando saísse do governo e "ganhar dinheiro" apontando erros em processos contra investigados por corrupção.

Foi o que ela confidenciou em conversa telefônica gravada, com autorização da Justiça, pela Polícia Federal no dia 14 de maio de 2008.

Na época, Erenice ocupava o cargo de secretária-executiva da Casa Civil e era braço-direito da ministra Dilma Rousseff, hoje candidata à Presidência pelo PT.

O alvo da escuta era o interlocutor dela no diálogo, o ex-ministro das Minas e Energia Silas Rondeau, que havia sido exonerado do governo um ano antes, depois de a PF acusá-lo de receber propina dentro do gabinete.

Em 2008, Rondeau era também investigado pela PF por suspeita de tráfico de influência num esquema com o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Por isso o telefone dele tinha sido grampeado.

Na conversa interceptada pela polícia, porém, o ex-ministro tratava de uma terceira acusação: Rondeau havia sido denunciado pela Procuradoria da República ao Superior Tribunal de Justiça sob acusação de envolvimento em desvios de dinheiro de obras públicas.

No telefonema, Erenice procurou acalmar Rondeau. "Isso [a denúncia] não se sustenta, Silas. Um dia eu ainda vou sair daqui e ganhar dinheiro com essas coisas fora, viu? Fica tranquilo, que acho que isso vai resolver fácil, porque não se sustenta de jeito nenhum."

Na íntegra aqui