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sábado, 22 de setembro de 2012

Mulheres protestam pelas ruas de Londres em "Marcha das Vadias"

Mulheres protestam pelas ruas de Londres em "Marcha das Vadias"

Ativistas da Marcha das Vadias tomaram as ruas de Londres em protesto contra contra a falta de punições a acusados de violência sexual neste sábado, 22. A marcha global foi criada após um policial de Toronto (Canadá) dizer que para não serem estupradas, "as mulheres não deveriam se vestir como vadias"

Mulheres seguram cartazes e gritam em protesto, durante a marcha  Foto: Justin Tallis/AFP
Mulheres seguram cartazes e gritam em protesto, durante a marcha

Cartaz diz: seja o que for que nós vestimos, onde quer que nós vamos, sim significa sim, não significa não  Foto: Justin Tallis/AFP
"seja o que for que nós vestimos, onde quer que nós vamos, sim significa sim, não significa não"

Ativistas da Marcha das Vadias tomaram as ruas de Londres em protesto contra contra a falta de punições a acusados de violência sexual neste sábado, 22. A marcha global foi criada após um policial de Toronto (Canadá) dizer que para não serem estupradas, as mulheres não deveriam se vestir como vadias  Foto: Oli Scarff/Getty Images

Mulheres seguram cartazes na marcha, protestando contra a negação de justiça, pela polícia e tribunais, às vítimas de estupro  Foto: Justin Tallis/AFP
Mulheres seguram cartazes na marcha, protestando contra a negação de justiça, pela polícia e tribunais, às vítimas de estupro

Dezenas de mulheres participaram da Marcha das Vadias neste sábado  Foto: Justin Tallis/AFP

Manifestantes escrevem palavras provocativas no corpo  Foto: Justin Tallis/AFP

Manifestante escreve escória no corpo  Foto: Justin Tallis/AFP
Manifestante escreve "escória" no corpo


Terra

domingo, 5 de agosto de 2012

Olha que bacana: Campeã olímpica, supera problemas de autoestima e se torna inspiração

Olha que bacana: Campeã olímpica, supera problemas de autoestima e se torna inspiração


Britânica Joanna Rowsell, à direita, sofre de alopecia desde os 10 anos de idade



Mais do que uma medalha de ouro em casa, a vitória do Reino Unido na prova por equipes femininas no ciclismo traduz uma história de superação pessoal. Integrante do time que conquistou o título em Londres diante dos olhos de Paul McCartney, a britânica Joanna Rowsell passou por cima da calvície na infância para se tornar campeã olímpica e servir de inspiração para outras garotas.
Rowsell foi diagnostica em 1998 com alopecia, doença que provoca queda dos pelos do corpo, quando tinha apenas 10 anos. Com 11, já tinha perdido sobrancelhas, cílios e quase todo o cabelo. A indignação foi a primeira reação, como era de se esperar, e a menina perguntava aos pais por que aquilo acontecia com ela, enquanto sonhava com o inexistente tratamento. Depois veio a vergonha de sair de casa.
  • Paul McCartney comemora ouro do Reino Unido na prova por equipes femininas do cilcismo
Foi somente com 15 anos de idade que o ciclismo entrou na vida de Roswell e seu foco mudou. Olheiros visitaram sua escola e a encorajaram a praticar o esporte.
“O ciclismo foi outra coisa para eu me focar. De repente minha aparência não importava mais, mas sim meu desempenho sobre a bicicleta e é por isso que fui avaliada”, contou a britânica após conquistar sua medalha de ouro no sábado.
“Foi ótimo quando comecei a vencer. Foi o melhor sentimento de todos”, completou a atleta.
O problema de autoestima foi sendo superado aos poucos e, atualmente com 23 anos, Roswell se tornou um símbolo de superação. Campeã olímpica em Londres, a ciclista entende agora a reponsabilidade que tem em inspirar pessoa que possam sofrer do mesmo mal.
“Eu não queria ser conhecida como a garota com alopecia. Eu não queria que fosse isso o que me definiria. Mas eu me dei conta agora que talvez eu tenha uma responsabilidade. Isso sempre será parte de mim, então eu posso abraçar isso e servir de inspiração para outras garotas”, disse ela.
Como se algo pudesse deixar melhor a conquista do ouro com direito a recorde mundial, estava na plateia o ex-Beatle Paul McCartney e o velódromo inteiro se uniu para cantar trecho da música “Hey, Jude” durante a celebração da vitória.

UOL

sábado, 14 de julho de 2012

#morri: Londres-2012 proíbe o uso de camisetas de "Che" Guevara

#morri: Londres-2012 proíbe o uso de camisetas de "Che" Guevara

Os espectadores das Olimpíadas de Londres não poderão entrar nos estádios com diversos tipos de itens e até mesmo roupas, informou nesta quarta-feira (11/07) o Locog (o Comitê Organizador das Olímpiadas na sigla em inglês) por meio de uma lista de restrições de duas páginas.
WikiCommons
A aplicação das regras será assegurada por um sistema de segurança que conta com câmeras, aparelhos de raio-X e mais de 23 mil seguranças, incluindo soldados do exército britânico e funcionários da empresa privada G4S.
Objetos e roupas que ostentam declarações políticas ou remetem a outras identificações comerciais que não a dos patrocinadores do evento estão proibidas. Dessa forma, o comitê evita que camisetas estampadas com Che Guevara ou críticas politizadas a empresas financiadoras das Olimpíadas estejam presentes na plateia.
As bandeiras, tão utilizadas nas comemorações de disputas, também foram alvo das restrições do comitê. Flâmulas de países que não estão participando dos jogos também não são permitidas, mas a regra não se aplica às bandeiras individuais da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Mesmo assim, apenas bandeiras com até 1 metro por 2 metros entrarão nos estádios.
Outros itens utilizados para torcer pelas equipes, como vuvuzelas, tambores, apitos e cornetas também foram vetados dos Jogos Olímpicos deste ano.
Assim como nos aeroportos internacionais, líquidos com mais de 100 ml e mochilas com mais de 25 litros de capacidade não poderão entrar. O porte de alimentos também sofreu restrições de modo que os espectadores não poderão trazer ao evento uma “quantidade excessiva de comida”, segundo o documento oficial.


Se os visitantes desejarem se alimentar, terão que arcar com os elevados custos das cantinas e restaurantes oficiais do evento, onde o almoço sairá por 40 libras, o hot-dog por 6 libras, uma garrafa de água por 1,60 libras e um refrigerante 2,80 libras.
Até os fornecedores oficiais de alimentos sofrerão restrições do comitê. “Por conta de obrigações com nosso financiador, o McDonalds, o Locog instruiu a equipe de catering a não vender batatas fritas no Parque Olímpico a não ser que façam parte do tradicional prato inglês ‘fish and chips’”, explicou em nota a organização do evento.  
O McDonalds, um dos maiores financiadores do evento, deve lucrar com as decisões. A empresa estabeleceu sua maior filial do mundo no Parque Olímpico com 1,5 mil lugares disponíveis.  
Na segunda-feira (09/07), a Assembleia de Londres, instituição legislativa que analisa as atividades do prefeito da capital britânica, recomendou a exclusão da Coca-Cola e do McDonald's do patrocínio dos Jogos Olímpicos de Londres, que começam em 27 de julho próximo. Para o órgão, as Olimpíadas, evento que recebe os melhores atletas do mundo, não deveriam ser usadas por empresas que fabricam produtos com altos índices calóricos, como refrigerantes e hambúrgueres.

Ópera Mundi

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Londres proíbe anúncio em ônibus que oferecia 'cura para gays'

Londres proíbe anúncio em ônibus que oferecia 'cura para gays'


  • Stonewall
    Anúncio da Stonewall diz: "algumas pessoas são gays. Aceite isso". Já a paródia que dizia que terapias poderiam mudar a orientação sexual foi proibida
    Anúncio da Stonewall diz: "algumas pessoas são gays. Aceite isso". Já a paródia que dizia que terapias poderiam mudar a orientação sexual foi proibida
As autoridades de transporte de Londres proibiram um anúncio veiculado nos ônibus da cidade que sugeria que gays poderiam ser curados.

A campanha, uma paródia de uma iniciativa do grupo pró-gay Stonewall ("Algumas pessoas são gays. Aceite isso"), afirma que terapias poderiam mudar a orientação sexual.

Com o enunciado "Não gay! Pós-gay, ex-gay e orgulhoso. Aceite isso!", a campanha seria veiculada nos ônibus na próxima semana.

Mas a autoridade de transporte londrina, Transport for London (TfL), baniu o anúncio após reclamações.

'Tolerante e inclusiva'

A Core Issues Trust, grupo cristão que está por trás da campanha banida, afirmou que a decisão constitui censura. O TFL, no entanto, argumentou que os anúncios não refletiam uma Londres "tolerante e inclusiva".

"Os anúncios não estão nem estarão em qualquer dos ônibus da cidade", disse um porta-voz da autoridade.

Desde abril, mil ônibus londrinos exibem os anúncios promovendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a campanha "Algumas pessoas são gays. Aceite isso".

Já os pôsteres bancados pela entidade cristã Anglican Mainstream e contratados junto às empresas de ônibus pelo grupo cristão Core Issues seriam veiculados em cinco rotas centrais de ônibus, incluindo destinos altamente turísticos e centrais como a Catedral de St Paul, Oxford Street, Trafalgar Square e Piccadilly Circus.

'Canais corretos'

O porta-voz da Stonewall, Andy Wasley, ressaltou que "não há anúncios promovendo vudu para curar gays em Londres", em uma crítica às entidades cristãs.

O prefeito Boris Johnson afirmou: "É claramente ofensivo sugerir que ser gay é uma doença da qual as pessoas se recuperam e não estou disposto a ver isso circulando nos ônibus da cidade".

Já o co-diretor da Core Issues Mike Davidson afirmou não ter se dado conta de que a censura estava em vigor na capital. "Usamos todos os canais corretos e fomos aconselhados pelas empresas de ônibus a seguir seus procedimentos. Eles nos deram OK e, agora, vetaram".

No UOL

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Estudantes britânicas desesperadas "recorrem à prostituição"

Estudantes britânicas desesperadas "recorrem à prostituição"



Por Michael Holden
(Reuters) - Estudantes britânicos desesperados, com crescentes problemas de custos por conta das medidas de austeridade do governo, estão se voltando para a prostituição, os jogos de azar e outras atividades perigosas para financiar seus estudos, disseram líderes estudantis e de cooperativas de trabalhadores na quarta-feira.
A Cooperativa Inglesa de Prostitutas (ECP, na sigla em inglês), uma entidade que cuida das trabalhadoras do sexo, disse que o número de pessoas que procurou a organização em busca de ajuda dobrou no último ano, com estudantes se esforçando para cobrir as despesas.
"(O governo) conhece os cortes e os programas de austeridade e a remoção dos empréstimos, ele sabe que quando remove esses recursos empurra as mulheres para a pobreza", disse Sarah Walker da ECP à Reuters.
"O modo como as mulheres sobrevivem à pobreza geralmente é pela prostituição. O governo sabe disso e, francamente, não parece se importar."
Jovens foram os mais atingidos pela recessão econômica, com o desemprego juvenil agora totalizando 1,03 milhão dos 2,64 milhões de desempregados, o maior índice desde 1992.
No ano passado, o governo disse que iria se desfazer da Pensão para a Educação, um subsídio para estudantes adolescentes para ajudá-los a permanecerem na escola, e permitiu que as taxas de mensalidade subissem para 9.000 libras (14.000 dólares) por ano a partir de 2012.
Com empregos de meio período escassos e o custo de vida apertado pela inflação, a União Nacional dos Estudantes (NUS) disse que os jovens estavam adotando medidas desesperadas e perigosas para pagar por sua educação.
TRABALHO PERIGOSO
"Em alguns casos é a prostituição, mas também escutamos histórias de testes como cobaia em clínicas, jogos de azar... atividades perigosas, em que praticamente não há nenhum tipo de direito trabalhista", disse Estelle Hart, da NUS.
"Você sempre escuta que é muito fácil conseguir um trabalho em um bar. Bem, não é fácil conseguir trabalho em bar nesse clima econômico, não é fácil conseguir trabalho nenhum."
Um estudo feito por pesquisadores de uma universidade londrina, publicado no ano passado, mostrou que 16 por cento dos alunos estavam dispostos a se prostituir para pagar sua educação e 11 por cento iria trabalharia para agências de acompanhamento.
Hart disse que um estudo recente da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra, revelou que 25 por cento das strippers eram estudantes Ela disse que o governo tinha o dever de investigar quais eram os efeitos de suas mudanças e cortes nos orçamentos da educação.
A cooperativa das prostitutas disse que mulheres de todas as idades estavam sendo afetadas.
"Com a prostituição você pode trabalhar por talvez uma noite por semana e conseguir dinheiro para cobrir suas despesas", disse Walker.
O governo disse que estava providenciando 180 milhões de libras por ano para ajudar as adolescentes mais vulneráveis, e que nenhum estudante teria que pagar adiantado por seus estudos.
"Nossas reformas tornarão o sistema ainda mais justo, com mais apoio financeiro e menos mensalidades para pagar o empréstimo quando se conseguir um emprego bem remunerado", disse um porta-voz do Departamento para Negócios, Inovação e Habilidades do governo.



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