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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O julgamento do chamado "mensalão: Um alerta aos estudantes de direito

O julgamento do chamado "mensalão: Um alerta aos estudantes de Direito

Por: Maria Lucia Karam - Não Passarão: por Rubens RR Casara


A euforia midiática com o televisivo julgamento do caso chamado de “mensalão”, contando inclusive com comentaristas apresentados como professores e juristas, tem escondido sérios danos ao Direito perpetrados nas longuíssimas sessões que fazem pensar se o notável saber jurídico que se supõe existisse quando da indicação dos magistrados que integram o STF não teria se perdido com o passar do tempo.

O julgamento padece de um vício original: a violação do basilar princípio do juiz natural. Cidadãos comuns processados perante o STF, quando a Constituição Federal estabelece a competência originária de tal órgão judiciário para atuar tão somente em processos em que figurem como réus integrantes de determinadas funções públicas de especial relevância, assim ao mesmo tempo estabelecendo a competência residual dos juízes de primeiro grau para atuar em processos em que figurem como réus cidadãos comuns, a mera conexão entre causas não sendo contemplada na Lei Maior como razão para alteração dessa competência. A violação ao basilar princípio do juiz natural se revela também em relação aos réus integrantes daquelas funções públicas de especial relevância, na medida em que provas foram produzidas perante juízes de primeiro grau, quando provas válidas são somente aquelas produzidas perante o juiz natural, a norma constitucional claramente estabelecendo que “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”, não contemplando qualquer autorização para delegações na instrução do processo.

Mas, não é apenas a desconsideração do basilar princípio do juiz natural, já revelada em anteriores atuações do STF, que motiva as considerações aqui expostas. São sim algumas “pérolas” vindas no decorrer do contaminado julgamento.

Ouviu-se douto integrante do STF afirmar que manifestação do réu em torno da negativa de autoria do crime a ele atribuído – apresentando, por exemplo, um álibi – constituiriam alegação de fato modificativo, impeditivo ou extintivo do direito alegado pelo autor (!!!!).

Ouviu-se douto integrante do STF afirmar que a antiga Visanet Brasil (hoje Cielo) seria uma subsidiária do Banco do Brasil (!!!!).

Ouviram-se doutos integrantes do STF se referirem à concepção do domínio do fato, plenamente desenvolvida há pelo menos uns cinquenta anos, como se fosse uma grande novidade, e, pior, confundindo seu conteúdo que, de instrumento para a correta diferenciação entre autoria e participação viu-se transportado para o campo da análise probatória (!!!!).

Agora, chegando ao momento de fixação das penas (inusitadamente distante do momento do pronunciamento sobre a procedência do pedido condenatório – aliás, em tal momento, doutos integrantes do STF não falavam em procedência ou improcedência do pedido, falando em procedência ou improcedência da ação (!!!!) –, ouviu-se acirrada discussão entre os doutos julgadores acerca da regra aplicável na imposição da pena referente a crime previsto no art.333 CP, dada alteração legislativa na medida das penas cominadas – regra vigente a partir de 21/11/2003 estabelecendo pena de reclusão de 2 a 12 anos, enquanto regra anterior cominava a pena de reclusão de 1 a 8 anos. Na acirrada discussão, verificou-se então que não se sabia exatamente se tal crime se dera antes ou depois da lei nova, não se sabendo a data (ao menos aproximada) do oferecimento ou da promessa da vantagem. O réu fora condenado sem que se soubesse quando o fato ocorrera (!!!!). Diante da dúvida tardia, douto integrante do STF que aplicava pena de 4 anos e alguns meses utilizando como parâmetro a lei que elevara a pena cominada para reclusão de 2 a 12 anos relutantemente acabou por se convencer que a lei aplicável seria a que cominava a pena de reclusão de 1 a 8 anos, mantendo, no entanto, a mesma pena concretizada em 4 anos e alguns meses (!!!!).

Talvez fosse recomendável fazer um alerta aos estudantes de Direito: desliguem a TV!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Estudantes britânicas desesperadas "recorrem à prostituição"

Estudantes britânicas desesperadas "recorrem à prostituição"



Por Michael Holden
(Reuters) - Estudantes britânicos desesperados, com crescentes problemas de custos por conta das medidas de austeridade do governo, estão se voltando para a prostituição, os jogos de azar e outras atividades perigosas para financiar seus estudos, disseram líderes estudantis e de cooperativas de trabalhadores na quarta-feira.
A Cooperativa Inglesa de Prostitutas (ECP, na sigla em inglês), uma entidade que cuida das trabalhadoras do sexo, disse que o número de pessoas que procurou a organização em busca de ajuda dobrou no último ano, com estudantes se esforçando para cobrir as despesas.
"(O governo) conhece os cortes e os programas de austeridade e a remoção dos empréstimos, ele sabe que quando remove esses recursos empurra as mulheres para a pobreza", disse Sarah Walker da ECP à Reuters.
"O modo como as mulheres sobrevivem à pobreza geralmente é pela prostituição. O governo sabe disso e, francamente, não parece se importar."
Jovens foram os mais atingidos pela recessão econômica, com o desemprego juvenil agora totalizando 1,03 milhão dos 2,64 milhões de desempregados, o maior índice desde 1992.
No ano passado, o governo disse que iria se desfazer da Pensão para a Educação, um subsídio para estudantes adolescentes para ajudá-los a permanecerem na escola, e permitiu que as taxas de mensalidade subissem para 9.000 libras (14.000 dólares) por ano a partir de 2012.
Com empregos de meio período escassos e o custo de vida apertado pela inflação, a União Nacional dos Estudantes (NUS) disse que os jovens estavam adotando medidas desesperadas e perigosas para pagar por sua educação.
TRABALHO PERIGOSO
"Em alguns casos é a prostituição, mas também escutamos histórias de testes como cobaia em clínicas, jogos de azar... atividades perigosas, em que praticamente não há nenhum tipo de direito trabalhista", disse Estelle Hart, da NUS.
"Você sempre escuta que é muito fácil conseguir um trabalho em um bar. Bem, não é fácil conseguir trabalho em bar nesse clima econômico, não é fácil conseguir trabalho nenhum."
Um estudo feito por pesquisadores de uma universidade londrina, publicado no ano passado, mostrou que 16 por cento dos alunos estavam dispostos a se prostituir para pagar sua educação e 11 por cento iria trabalharia para agências de acompanhamento.
Hart disse que um estudo recente da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra, revelou que 25 por cento das strippers eram estudantes Ela disse que o governo tinha o dever de investigar quais eram os efeitos de suas mudanças e cortes nos orçamentos da educação.
A cooperativa das prostitutas disse que mulheres de todas as idades estavam sendo afetadas.
"Com a prostituição você pode trabalhar por talvez uma noite por semana e conseguir dinheiro para cobrir suas despesas", disse Walker.
O governo disse que estava providenciando 180 milhões de libras por ano para ajudar as adolescentes mais vulneráveis, e que nenhum estudante teria que pagar adiantado por seus estudos.
"Nossas reformas tornarão o sistema ainda mais justo, com mais apoio financeiro e menos mensalidades para pagar o empréstimo quando se conseguir um emprego bem remunerado", disse um porta-voz do Departamento para Negócios, Inovação e Habilidades do governo.



No Yahoo

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Estudante não terá meia entrada na Copa do Mundo 2014 - video

Estudante não terá meia entrada na Copa do Mundo 2014


O ministro do Esporte Orlando Silva afirmou nesta quinta-feira na NBR que a meia entrada para estudantes  não entrará na Lei Geral da Copa do Mundo. O projeto já foi encaminhado à Câmara dos Deputados.
Segundo Orlando Silvia, como não existe lei federal que trate da meia-entrada de estudantes, somente leis estaduais, o tema será tratado diretamente com cada estado. Apenas os idosos, de acordo com o Estatuto do Idoso, têm a meia-entrada garantida nos jogos.


sábado, 27 de agosto de 2011

Estudantes chilenos correm 1.800 horas sem parar em protesto

Estudantes chilenos correm 1.800 horas sem parar em protesto


Mais de 4.000 estudantes se revezaram durante 1.800 horas em corridas ao redor do Palácio La Moneda em Santiago. A ideia era correr o número de horas equivalente ao montante de dólares necessários, segundo os estudantes, para pagar os estudos dos 300.000 alunos mais vulneráveis do pais.

A manifestação inusitada foi feita durante dois meses e meio e registrando a participação de estudantes, pais, idosos e crianças sem interrupções, com jornadas durante o dia e a noite. O ato encerrou neste sábado (27) reforçando o pedido de educação gratuita e de qualidade e com uma grande corrente humana, passando a bandeira chilena de mão em mão.

Durante as últimas horas da corrida, o pelotão aumentou, até somar cerca de 500 pessoas, que corriam ao redor da sede do executivo, portando bandeiras chilenas, guarda-chuvas, cartazes, globos, e cantando em favor de uma educação melhor.

Mais de mil pessoas aplaudiam nas ruas, e os automóveis faziam soar suas buzinas em sinal de apoio.

Com informações da France Press

no Sul 21