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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Queremos o perfil Mães de Maio de volta. Abaixo a censura no Facebook!!!

Queremos o perfil Mães de Maio de volta. Abaixo a censura no Facebook!!!

Feminismo na rede

A página do movimento independente Mães de Maio foi suspensa aqui no Facebook. Cerca de 46 mil seguidores (diretos e indiretos) acompanham as mobilizações legítimas do Mães de Maio. De acordo com os representantes do movimento independente, o Facebok já havia feito solicitações para o envio de documentos com dados pessoais dos administradores do perfil e todas as exigências foram cumpridas. 

A página do Mães de Maio precisa voltar o quanto antes!!


Facebook retira do ar página das Mães de Maio


O Facebook excluiu hoje do seu sistema de redes sociais a página das Mães de Maio (link), grupo criado em 2006 por parentes de jovens assassinados após ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) de São Paulo. Em maio daquele ano cerca de 490 jovens teriam sido executados pela própria Polícia Militar.

Segundo Danilo Dara, um dos três editores responsáveis pelo perfil no Facebook, ao tentar logar a conta das Mães de Maio pela manhã foram direcionados para uma página com a mensagem de que "uma das prioridades do Facebook é o conforto e a segurança de nossos membros", junto ao aviso de que a conta estava bloqueada.
A página das Mães de Maio no Facebook existe a quase oito meses, tem cerca de 6 mil assinantes e 5,13 mil "amigos". Além disso, está ligada a grupos de discussão que juntos somam mais de 35 mil assinaturas
Os editores seguiram o passo a passo de como recuperar a página, cumprindo cada pedido do site. Entretanto, até agora, a conta não foi reabilitada. "Quanto mais tempo demorar, mais suspeitamos de que se trata de alguma forma de censura", argumenta Danilo.
Ele explica que o intuíto da conta no Facebook é fomentar discussões relacionadas aos direitos humanos, principalmente ligados aos abusos vindos de agentes da segurança pública. A ação mais recente do grupo foi uma carta protocolada e enviada à presidente Dilma Rousseff cobrando medidas em relação aos 490 jovens executados pela PM em maio de 2006.
Danilo afirma que não chegaram a publicar ou compartilhar nenhuma imagem de nudez, mesmo àquelas relacionadas a marchas feministas. "Apenas semana passada compartilhamos uma imagem em solidariedade à Marcha pelo Parto Humanizado, mas não me lembro haver alguma cena de nudez".






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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mães de Maio vão pedir para a presidenta Dilma intervenção do governo federal na atual crise de segurança pública em SP

Mães de Maio vão pedir para a presidenta Dilma  intervenção do governo federal na atual crise de segurança pública em SP


Integrantes do movimento Mães de Maio vão a Brasília entregar carta a Dilma Rousseff pedindo acompanhamento da crise de segurança pública em São Paulo

Integrantes do movimento Mães de Maio, formado por familiares de vítimas da violência policial em São Paulo, vão a Brasília hoje (25) entregar uma carta para a presidenta Dilma Rousseff pedindo intervenção do governo federal na atual crise de segurança pública no estado de São Paulo. Na carta é pedido que o assunto tenha acompanhamento da Presidência, do Ministério da Justiça, da Secretaria de Direitos Humanos e de outros órgãos da esfera federal. De acordo com o movimento, a onda de violência policial já vitimou cerca de 200 pessoas nos últimos dois meses, sobretudo jovens pobres e negros, e o poder público estadual não tem demonstrado capacidade de lidar com a situação.
Outras reivindicações na carta são o controle social do Ministério Público, a criação de uma comissão que apure os crimes cometidos por agentes do Estado e a apresentação dos resultados da Comissão Especial Crimes de Maio de 2006, criada pelo ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vannuchi no último ano do governo Lula. Este caso, no qual 493 pessoas foram mortas por grupos de extermínio, foi uma reação aos ataques realizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e completou seis anos no último dia 12 de maio, ainda sem solução.
Além disso é pedido acompanhamento rigoroso pelo Conselho Nacional de Justiça e pela Defensoria Pública da União dos processos relacionados aos crimes de Maio de 2006, abril de 2010, e aos assassinatos de músicos na Baixada Santista.
“Queremos também um encaminhamento efetivo no sentido de abolir definitivamente os registros de 'Resistência Seguida de Morte', 'Auto de Resistência' e afins em todo país – essa verdadeira 'licença para matar', inconstitucional, usada a torto e a direito por policiais assassinos em todo país", diz a carta que será entregue a Dilma.  O documento pede ainda a abolição do artigo 329 do Código Penal, a chamada "resistência", que para o movimento abre uma brecha jurídica para promover execuções.
Os 15 pontos que compõem a carta foram definidos em articulação entre as Mães de Maio e a Rede Nacional de Familiares de Vítimas do Estado em todo Brasil, da qual fazem parte diversos coletivos que lutam por justiça contra crimes do estado. As Mães pretendem realizar ato para entregar a carta à Presidência da República durante o Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, que será realizado entre 25 e 29 de julho, no Complexo Cultural da República, em Brasília.