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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mães de Maio vão pedir para a presidenta Dilma intervenção do governo federal na atual crise de segurança pública em SP

Mães de Maio vão pedir para a presidenta Dilma  intervenção do governo federal na atual crise de segurança pública em SP


Integrantes do movimento Mães de Maio vão a Brasília entregar carta a Dilma Rousseff pedindo acompanhamento da crise de segurança pública em São Paulo

Integrantes do movimento Mães de Maio, formado por familiares de vítimas da violência policial em São Paulo, vão a Brasília hoje (25) entregar uma carta para a presidenta Dilma Rousseff pedindo intervenção do governo federal na atual crise de segurança pública no estado de São Paulo. Na carta é pedido que o assunto tenha acompanhamento da Presidência, do Ministério da Justiça, da Secretaria de Direitos Humanos e de outros órgãos da esfera federal. De acordo com o movimento, a onda de violência policial já vitimou cerca de 200 pessoas nos últimos dois meses, sobretudo jovens pobres e negros, e o poder público estadual não tem demonstrado capacidade de lidar com a situação.
Outras reivindicações na carta são o controle social do Ministério Público, a criação de uma comissão que apure os crimes cometidos por agentes do Estado e a apresentação dos resultados da Comissão Especial Crimes de Maio de 2006, criada pelo ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vannuchi no último ano do governo Lula. Este caso, no qual 493 pessoas foram mortas por grupos de extermínio, foi uma reação aos ataques realizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e completou seis anos no último dia 12 de maio, ainda sem solução.
Além disso é pedido acompanhamento rigoroso pelo Conselho Nacional de Justiça e pela Defensoria Pública da União dos processos relacionados aos crimes de Maio de 2006, abril de 2010, e aos assassinatos de músicos na Baixada Santista.
“Queremos também um encaminhamento efetivo no sentido de abolir definitivamente os registros de 'Resistência Seguida de Morte', 'Auto de Resistência' e afins em todo país – essa verdadeira 'licença para matar', inconstitucional, usada a torto e a direito por policiais assassinos em todo país", diz a carta que será entregue a Dilma.  O documento pede ainda a abolição do artigo 329 do Código Penal, a chamada "resistência", que para o movimento abre uma brecha jurídica para promover execuções.
Os 15 pontos que compõem a carta foram definidos em articulação entre as Mães de Maio e a Rede Nacional de Familiares de Vítimas do Estado em todo Brasil, da qual fazem parte diversos coletivos que lutam por justiça contra crimes do estado. As Mães pretendem realizar ato para entregar a carta à Presidência da República durante o Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, que será realizado entre 25 e 29 de julho, no Complexo Cultural da República, em Brasília.

sábado, 23 de junho de 2012

Presidenta Dilma: " Não tenho qualquer sentimento. Nem ódio, nem vingança. Tampouco perdão"

Presidenta Dilma: " Não tenho qualquer sentimento. Nem ódio, nem vingança. Tampouco perdão"


Presidente comenta reportagens do EM sobre a tortura a que foi submetida durante a ditadura e afirma que todos têm o compromisso de não deixar jamais isso acontecer 


Denise Rothenburg e Gabriel Mascarenhas




"Vingar, ou se magoar, ou odiar é ficar dependente de quem você quer vingar, magoar ou odiar. Isso não é um bom sentimento para ninguém" - Presidente comenta reportagens do EM sobre a tortura a que foi submetida durante a ditadura e afirma que todos têm o compromisso de não deixar jamais isso acontecer"


Rio de Janeiro – Ao comentar a reportagem do Estado de Minas sobre a tortura que sofreu em Juiz de Fora (MG) no período da ditadura militar, a presidente Dilma Rousseff aproveitou para pregar o fim da tortura policial ainda existente no Brasil: “Venho dando depoimentos ao longo da minha vida. Alguns te asseguro muito difíceis. E este país evoluiu muito. E tem que evoluir mais, porque os depoimentos difíceis têm que ser eliminados em todas as esferas, inclusive na atividade da polícia, em geral”, disse a presidente.

A defesa abriu uma longa declaração de Dilma sobre a tortura e o depoimento ao Conselho de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG), publicado no domingo com exclusividade pelo EM. Ao falar desse assunto, a maneira incisiva com que ela se pronuncia sobre vários temas dá lugar à emoção e a um tom mais pessoal: “Eu acredito, vou te dizer assim com sinceridade: eu entendo o interesse de vocês, sou presidente e, afinal de contas, vocês quererem saber o que aconteceu comigo. É um interesse legítimo. Agora, em geral, posso lhes dizer o seguinte: algumas das figuras que me torturaram não tinham nomes verdadeiros. Há, vamos dizer, elocubrações”, disse a presidente.

Nesse momento, ela passa a falar o que quer ver como foco ao longo do período em que o país conviverá com a Comissão da Verdade. “A questão não é o torturador. É a tortura. O torturador é um agente, mesmo ele tendo a sua responsabilidade reconhecida depois do que aconteceu no julgamento dos que estiveram em Nuremberg”, disse Dilma referindo-se ao tribunal que condenou nazistas depois da Segunda Guerra Mundial. Lá foi aprovado que, mesmo cumprindo ordens, o torturador é responsável. 

Dilma disse, porém, não achar que o torturador seja o problema. “O problema é em que condições a tortura é estabelecida e operada. E isso todos sabemos em que condições foi. Ninguém aqui desconhece o que aconteceu neste país num determinado período de sua história. E todos nós, eu tenho certeza, que estamos aqui nesta sala, temos o compromisso de não deixar jamais isso acontecer”, afirmou.

Foi o momento mais pessoal da entrevista, em que o estereótipo da Dilma durona se esvai. “E eu te digo: com o passar dos anos, uma das melhores coisas que me aconteceram foi não me fixar nas pessoas (nos torturadores), nem ter por elas qualquer sentimento. Como eu disse no meu discurso, nem ódio, nem vingança, nem tampouco perdão. Não há sentimento que se justifique contra esse tipo de ato. Há a frieza da razão. E a frieza da razão é não esquecer e, por isso, nós criamos a Comissão da Verdade”, comentou. “Se vingar, ou se magoar, ou odiar é ficar dependente de quem você quer vingar, magoar ou odiar. Isso não é um bom sentimento para ninguém”, reforçou a presidente.

Nesse momento, entretanto, ela recupera mais a formalidade e se refere à Comissão da Verdade como o fórum que tem como missão “virar a página deste país”. E, assim, inspirada na Grécia, tão em voga por conta da crise econômica, ela concluiu: “Na Grécia, vivemos na época da Grécia, se não me engano, aletheia, verdade, é o contrário de lethe, esquecimento. A verdade é esta: não se esquece, mas não se esquece do ponto de vista histórico e não do ponto de vista individual”. 



Para ler a íntegra, AQUI

sábado, 24 de março de 2012

Capas da Veja, quanta diferença... Quem mudou? A revista ou a Presidenta Dilma?

Capas da Veja, quanta diferença... Quem mudou? A revista ou a Presidenta Dilma?


Em 2010, leia a manchete.
 

 Em 2012, leia a manchete.
 

sábado, 19 de novembro de 2011

Presidenta pavio curto: “Drogado, são 18h. Tchau, drogado, volta amanhã!”


Presidenta pavio curto: “Drogado, são 18h. Tchau, drogado, volta amanhã!”


“A presidente comandava uma reunião com representantes de vários ministérios para discutir o lançamento de uma política de saúde para pessoas com deficiências. Quando um funcionário do Ministério da Saúde sugeriu uma sigla para identificar a nova política, Dilma cortou:

-- O quê? Você está me sugerindo mais uma sigla? Você sabe quantas siglas tem no Ministério da Saúde? – e se pôs a enumerar várias delas. Ao citar os CAPs-AD (Centros de Atenção Psicossocial Antidrogas), voltou-se para um ministro ao seu lado:

-- Você sabia que os CAPs-AD fecham às 18h? Você chega para o drogado e fala: “Drogado, são 18h. Tchau, drogado, volta amanhã!”


Para a jornalista Vera Magalhães da FSP é uma descompostura da PresidentA Dilma.


E, segundo  Analice Gigliotti, vice-presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro. “O comentário da presidente é absolutamente pertinente. Um dependente de drogas não escolhe a hora de querer se tratar. Não escolhe a hora de precisar de tratamento. Se pudesse escolher, não seria um dependente de drogas”.

Se quem percebeu que o serviço está mal feito foi justamente quem manda na casa, a notícia é ótima. Pode ser um sinal de que as coisas finalmente podem começar a mudar.



Para ler na íntegra Aqui

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Na Bulgária, moradores guardam jornais e pôster de Dilma


Na Bulgária, moradores guardam jornais e pôster de Dilma


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Presidenta Dilma reivindica cota de ingressos populares para Copa



Presidenta Dilma reivindica cota de ingressos populares para Copa

Na conversa com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, a presidente Dilma sugeriu à entidade que ela ofereça uma cota de ingressos a preços populares, permitindo que também os mais pobres possam, se quiserem, assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2014.


 Valcke ficou surpreso com a proposta, mas afirmou que ela era simpática e que a Fifa poderia pensar em reservar parte das cadeiras nos estádios para esse fim.


Coluna do Ilimar Franco

Declaração à imprensa da presidenta Dilma em Bruxelas

Declaração à imprensa da presidenta Dilma em Bruxelas






ComtextoLivre

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Emocione-se: Carta para Dilma Roussef

Quantos e quantos Pedros há em nosso país? Pena termos tão poucas Doras Martins.


Se para cada Pedro tivéssemos uma Dora,  teríamos dias melhores.


Não é minha presidenta?


Carta para Dilma Roussef

(4'09''' / 977 Kb) -  Minha presidenta, ouvi com atenção seu discurso na abertura do  do debate geral da 66ª sessão  da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no último 21 de setembro.  Assim como tantos outros brasileiros e brasileiras, senti orgulho pelo seu tom seguro, digno e altivo com o qual expôs sua mensagem.
A senhora, em seu honroso posto de presidenta do Brasil, levou uma fala transparente e corajosa aos representantes de tantos países do mundo ali reunidos. Ser o Brasil posto na pessoa de uma mulher é algo muito significativo e bom. E a senhora bem destacou sua condição de mulher e das mulheres do mundo e das brasileiras.  A senhora disse ter orgulho pelo Brasil ser um vetor de paz, estabilidade e prosperidade. Mas, sabemos nós duas, e outros milhões de cidadãos brasileiros, que a coisa não é assim tão fácil. Como creio não ser fácil para a senhora ver tantos brasileiros ainda na linha cinzenta da fome, crianças subnutridas, ensino escolar claudicante e a saúde do brasileiro tão enferma.
A senhora tem família, tem filha e neto, e bem lembrou a dor das famílias que enfrentam as grandes crises deste mundo que se quer moderno e próspero. A corrupção nos maltrata, não é minha presidenta! E não deve ser fácil dormir, a presidenta do Brasil, com a revolta e vergonha que nos dão as notícias de todos os dias, nos jornais. Mas, de qualquer jeito, penso que a senhora segue o bordão atribuído a Santo Agostinho, segundo o qual dizia ele ter a esperança duas filhas lindas: a raiva do estado de coisas e a coragem para mudá-lo.
Acho que a senhora é esperançosa, minha presidenta. E foi sobre isso, sobre a esperança, que falei com Pedro, que estava ao meu lado, ouvindo-a também. Apresento-lhe o Pedro, minha presidenta: ele tem 17 anos e dez meses de vida e vive numa instituição desde os três anos de idade. Nem me pergunte, senhora presidenta, o porquê disso. O que lhe digo é que o Pedro está em crise também. 
Nos últimos meses, ele que sempre foi bonzinho para os seus educadores, começou a ter rompantes de desobediência, deixou a escola, abandonou o trabalho que lhe arranjaram e até brigou com a terapeuta, que, segundo ele, nada diz de novo. E, fuça daqui fuça dali, descobriu-se o mal que atinge Pedro - pavor e desesperança, senhora presidenta! E, vamos combinar, pavor e desesperança são dois substantivos que não combinam com quem vai fazer 18 anos!!! E o Pedro está com medo de fazer 18 anos: e virar cidadão, eleitor, trabalhador e ter que se sustentar e viver só. E o Pedro está triste, temeroso e cheio de dúvidas sobre o Brasil que o espera. Não sabe por onde ir e teme perder o único lugar seguro para voltar.
Sabemos nós duas, presidenta, que o desafio do Pedro não é mesmo fácil. A ele foi negada a família e sua esperada segurança e afetividade. A ele o Estado cuidou de forma indiferente e, até podemos apostar, negligente.  O Pedro é bonito, inteligente  e tem olhos calmos e tristes. E não entende porque ninguém o quis. Mas, eu disse ao Pedro que confie, que tenha esperança e que não desista. Afinal, tempos melhores virão. Tomara, não é minha presidenta?
Dora Martins é integrante da Associação Juízes para a Democracia.


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