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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

RJ: Justiça condena pedófilo que criou página no Orkut



RJ: Justiça condena pedófilo que criou página no Orkut

A Justiça Federal condenou um rapaz de 26 anos a nove anos e meio de prisão por criar uma página com material pornográfico no Orkut. Conforme a denúncia do Ministério Público Federal, o jovem, morador da zona oeste do Rio de Janeiro, também compartilhou as imagens nos programas eMule e MSN Messenger.
O suspeito não poderá recorrer em liberdade. Ele já estava preso, pela distribuição do material e por ter violentado uma criança de 6 anos e transmitido o ato por meio de uma webcam, desde dezembro de 2009. A prisão preventiva foi mantida.A ação foi movida pela procuradora Neide Cardoso de Oliveira, após denúncia, encaminhada pela ONG SaferNet Brasil informando sobre a existência de conteúdo pornográfico infantil do perfil do Orkut "LS MODELS AS MAIS LINDAS BELDADES". A investigação conseguiu identificar o autor por meio da conta de e-mail utilizada e do IP do computador. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua casa, foram encontradas fotos e vídeos de pornografia infantil em seu computador além de conversas por MSN com outros pedófilos.
O jovem alegou que um hacker teria invadido seu computador e postado os materiais e que não teria familiaridade com o Orkut. Mas as conversas flagradas em seu computador mostraram que ele usava contas de e-mails diferentes como forma de tentar despistar a Polícia Federal.




No Terra

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

STJ definiu que o papel do Google é garantir o sigilo, a segurança e a inviolabilidade dos dados dos clientes, e não o de fazer controle de conteúdo.


STJ definiu que o papel do Google é garantir o sigilo, a segurança e a inviolabilidade dos dados dos clientes, e não o de fazer controle de conteúdo. 


Sigilo, segurança e inviolabilidade dos dados cadastrais dos clientes. As características do serviço oferecido pelo Google Brasil Internet Ltda. fizeram com que a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça livrasse o provedor do pagamento de indenização no valor de R$ 8,3 mil a internauta que foi ofendido no site de relacionamentos Orkut, administrado pela empresa.
De acordo com o colegiado, mesmo que o Google seja obrigado a manter o registro do IP (do inglêsinternet protocol), como é chamado o número de identifica cada computador na internet, e que tenha que remover todo conteúdo ofensivo, ele não deve controlar o material previamente.
O usuário do serviço conseguiu uma indenização de R$ 8,3 mil por danos morais, ainda em primeira instância. O Google não conseguiu reverter a decisão no recurso. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a empresa assumiu o risco da má utilização do serviço e o próprio Orkut deveria ter desenvolvido ferramentas para coibir abusos e ainda ter identificado o usuário responsável pelas ofensas.
Apesar de o serviço ser oferecido gratuitamente, há relação de consumo no caso, considerou a ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso. Esse ponto justificaria a aplicação do Código de Defesa do Consumidor na lide. Mesmo assim, ela lembrou que o Google, por meio de Orkut, presta serviço de provedor de conteúdo, sem participar ou interferir no que é veiculado no site.
"No que tange à fiscalização das informações postadas pelos usuários, não se trata de atividade intrínseca ao serviço prestado, de modo que não se pode reputar defeituoso, nos termos do artigo 14 do CDC", acrescentou. De acordo com o dispositivo, "o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos".
A ministra fez, ainda, outra consideração: o dano moral não pode ser considerado risco inerente à atividade dos provedores de conteúdo, já que suas atividades não implicam, para terceiros, riscos diretos maiores do que qualquer outra atividade. Assim, também descartou a aplicação do artigo 927, parágrafo único, do Código Civil.
Quanto ao controle prévio de conteúdos, ela disse que a prática violaria o artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal. "Não bastasse isso, a verificação antecipada do conteúdo eliminaria — ou pelo menos alijaria — um dos maiores atrativos da internet, que é a transmissão de dados em tempo real", observou.
Ao falar sobre o IP, ela disse que o sigilo deve ser absoluto, "sendo divulgado apenas mediante determinação judicial, pois, a partir dele, é possível realizar ofensivas direcionadas ao respectivo computador". Com informações da Assessoria de Comunicação do STJ.