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terça-feira, 17 de julho de 2012

Caso Globo venha de novo com "inéditas": 10 coisas sobre Rosane Collor que o Fantástico não mostrou

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Caso Globo venha de novo com "inéditas": 10 coisas sobre Rosane Collor que o Fantástico não mostrou
Manu Barem

A entrevista com Rosane Collor exibida peloFantástico na noite deste domingo foi em tom de “ex-primeira dama conta tudo pela primeira vez”, mas fora o neologismo “Jesuscidência” (J-E-S-U-S-C-I-D-Ê-N-C-I-A), que levou os tuiteiros ao frenesi total, a reportagem não apresentou muitas coisas novas. Temas como a macumba na Casa da Dinda, redenção de Rosane à igreja evangélica e seu novo livro com os bastidores do casamento com o ex-presidente Fernando Collor já haviam sido abordados em uma entrevista para a Veja em dezembro de 2007 e também em uma reportagem da TV Folha que foi ao ar em 27 de maio deste ano.

Comparando as informações das três reportagens, é possível encontrar algumas curiosidades da época da vida de Rosane ao lado de Collor e também incoerências entre o que a ex-primeira dama disse desde 2007 até o a reportagem do domingo passado. A seguir, 10 coisas sobre Rosane Collor que o Fantásticonão mostrou.

1 — Collor caiu na real que não era mais presidente quando acabou a gasolina. Do helicóptero. (Veja, dez/2007)
Fernando me disse que tinha um último desejo. Queria ver uma escola que estava sendo construída nas proximidades da Casa da Dinda. Estávamos sentados no banco de trás do helicóptero. Fernando fez esse pedido. Sem nem consultar o piloto, o ajudante pediu desculpas e informou que não havia gasolina. Fernando chorou. Foi o momento em que ele teve consciência de que não era mais presidente da República.


2 — Rosane afirma que a mãe de Collor morreu por causa das denúncias do filho Pedro contra o ex-presidente (Veja, dez/2007)
 Foi quando o Pedro Collor fez as denúncias contra a gente. Além do caráter político, havia uma questão familiar muito importante em jogo. A mãe do Fernando, dona Leda Collor, morreu por causa disso. Dona Leda tinha pressão alta e tomava remédios controlados. (sobre o momento mais difícil)

3 — Fernando Collor tinha uma relação competitiva com o irmão (Veja, dez/2007)
Eles se desentendiam desde que nasceram. Pedro, assim como Fernando, tinha um temperamento muito forte. Eles simplesmente não conseguiam conviver. Não lembro de um Natal que Fernando tenha passado com a família dele em 21 anos de casamento. Além disso, o Paulo César Farias montou um jornal em Maceió para concorrer com o jornal que pertencia à família do Fernando e era dirigido pelo irmão. Isso deixou o Pedro irado. Ele achava que o Fernando estava por trás do jornal do Paulo César.

4 — O ex-presidente era um homem violento (pelos menos com objetos e consigo próprio) (Veja, dez/2007)
Já quebrou uma mesa de madeira após uma discussão. Às vezes nem era só por ciúme. Ele tinha muita raiva do que saía na imprensa. Quando soube que VEJA publicaria a matéria com as denúncias do Pedro Collor, ele deu murros na parede e derrubou tudo o que havia sobre a sua mesa de trabalho. Disse todos os palavrões possíveis. Falou que iria se vingar e que o Pedro pagaria por aquilo.
Às vezes, quando ficava bravo, ele dava socos e batia com a cabeça na parede. Uma vez ele quebrou a porta da casa da mãe por causa de um acesso de raiva.

5 — Na entrevista para o Fantástico ela disse que os trabalhos eram feitos na Casa da Dinda, mas para a Veja ela disse que era na casa vizinha (Veja, dez/2007)
Aconteceu. Eu e Fernando de fato participamos de trabalhos espirituais. Alguns chegaram a ocorrer na Casa da Dinda, mas eu não gostava muito. Pedi para acabar com isso lá em casa. Aí os trabalhos começaram a ser feitos numa casa vizinha, cedida por um amigo.

6 — Apesar de Rosane Collor saber que a renda do marido era de R$ 25 mil, não desconfiou de sua mesada de R$ 40 mil e presentes como um porsche (Veja, dez/2007)
Sempre achei que o Fernando fosse rico. Quando moramos em Miami, ele me deu um Porsche de presente. Tínhamos uns dez cartões de crédito. Também guardávamos dinheiro em um cofre da casa. Quando voltamos ao Brasil, continuamos vivendo maravilhosamente bem. A minha mesada era de 40 000 reais. Passávamos o réveillon em Angra dos Reis com ilha alugada, com segurança, mordomo e até helicóptero. Também costumávamos esquiar em Aspen. Com a nossa separação, em 2005, descobri que Fernando tem uma renda mensal declarada de 25 800 reais.

7 — Até as roupas de Rosane eram pagas pelo “Esquema PC” (Veja, dez/2007)
Veja – Durante o governo Collor, uma frase de PC Farias que ficou famosa dizia o seguinte: “Madame está gastando demais”. Quando a senhora descobriu que PC Farias pagava despesas pessoais da senhora e de sua família?Rosane – Fiquei sabendo disso pelo noticiário. Eu não sabia nem o que era fantasma. É muito difícil saber que até o seu dentista é pago por outra pessoa. Fernando me dizia que nada do que estavam falando era verdade. Tudo o que eu queria o meu marido me dava. Para mim, até então, o dinheiro era dele. Ele era muito fechado sobre a relação que mantinha com o Paulo César.

8 — A esposa de Bush enviou-lhe um livro que escreveu sobre seu cachorrinho (Veja, dez/2007)
Nos Estados Unidos, fomos hóspedes do George e da Barbara Bush. Ela sempre me mandava cartas e chegou a me enviar um livro que fez para o seu cachorrinho. Ela tinha um carinho especial por mim.

9 — Segundo reportagem da TV Folha, Rosane tem interesse em se candidatar à deputada federal pelo PV
Confira próximo ao minuto 1:50.
10 — Também na reportagem da TV Folha, Rosane diz que se surpreende ao ver o presidente ao lado de antigos inimigos políticos. 

Jezebel

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Entrevista de Rosane Collor ao “Fantástico” é uma ducha de água fria

Entrevista de Rosane Collor ao “Fantástico” é uma ducha de água fria


Ninguém discute que Rosane Collor seja uma personagem interessante para um programa dominical na televisão. O que espantou em sua aparição no “Fantástico” foi a tentativa de transformação de uma entrevista sem maiores novidades num evento de enorme importância.
Anunciada pela Globo desde a sexta-feira, e deixada para ser exibida no final do programa, depois de uma dezena de chamadas, a entrevista foi uma ducha de água fria.
“Revelações inéditas que confirmam boa parte do que Pedro Collor, o irmão de Fernando Collor, disse há 20 anos…”, afirmou a repórter Renata Ceribelli logo no início, deixando claro que não haveria nada de novo na entrevista.
Os primeiros dez minutos do encontro, que durou 25, foram dedicados à amplificação de uma história já conhecida sobre rituais de “magia negra” realizados na casa de Fernando Collor em Brasília, à época em que era presidente da República.
Como lembrou o próprio “Fantástico”, tanto Pedro Collor quanto a “feiticeira” que os realizou já haviam falado destes rituais em entrevistas. “Então no livro você vai falar justamente dos rituais que ele não gostaria que fossem contados?”, perguntou Ceribelli, ajudando a demonizar a prática e extraindo de Rosane a informação que houve trabalhos em cemitérios e sacrifícios de animais.
Um dos momentos mais comentados e engraçados da entrevista deu-se quando Rosane disse: “Não acredito em coincidência, acredito em jesuscidência”. Quem assistiu, porém, a entrevista dada a Eliane Trindade, exibida pela TV Folha em maio, notou que a frase, na verdade, é um bordão que ela repete com frequência.
Naquela entrevista, a ex-primeira-dama falou que tem interesse em disputar uma cadeira no Congresso, tema que não foi abordado no “Fantástico”.
Para Ceribelli, Rosane entrou em detalhes sobre a notória relação de Collor com PC Farias, tesoureiro de sua campanha, e sobre o medo que tinha que o então marido cometesse suicídio depois que o Congresso aprovou o processo de impeachment – uma revelação que o próprio ex-presidente fez ao “Fantástico” em 2005, como foi lembrado.
A maior novidade foi deixada para o 25º minuto da entrevista. Rosane Collor revelou que recebe R$ 18 mil de pensão do ex-marido, mas reivindica uma revisão deste valor na Justiça. Citou uma amiga recém-separada, cujo marido não é ex-presidente nem senador, que recebe pensão de R$ 40 mil.