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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Use abuse: Dicas importantes para prevenir o estupro

Use abuse: Dicas importantes para prevenir o estupro 

Alô, homens, aproveitem as dicas e sejam felizes.




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quinta-feira, 18 de abril de 2013

"Ridículas"

"Ridículas" 

Mirian Goldenberg

 Pesquisa sobre corpo, envelhecimento e felicidade efoi perguntado aos entrevistados: "Você deixaria de usar algo porque envelheceu?". O resultado mostra uma diferença de gênero marcante: 96% das mulheres responderam "sim"; 91% dos homens, "não". 

"Dê um exemplo de uma pessoa que envelheceu mal", as mais citadas foram atrizes, cantoras e apresentadoras de televisão "que não aceitam o envelhecimento", "negam a idade", "fingem que são jovens" e "se comportam de forma inadequada para a idade". Os pesquisados enfatizam que, por não aceitarem o envelhecimento, elas são "ridículas": usam roupas inadequadas para a idade que têm, fazem excesso de cirurgias plásticas e namoram homens mais jovens. 


Uma professora de 60 anos reclama: "De um lado, existe a obrigação de permanecer jovem, com o corpo, o comportamento e o espírito alegre, exuberante. De outro, há o medo de parecer ridícula por não me comportar e não me vestir como uma mulher de 60 anos. Acho que tenho que ser mais discreta, elegante, quase invisível. Qual a medida certa? É um grande mistério". 


Já os homens pesquisados disseram que não mudariam ou não mudaram nada em sua forma de vestir, permanecendo, quando mais velhos, fiéis ao mesmo estilo que sempre tiveram. 


Uma jornalista de 59 anos disse: "Aposentei meus shorts, saias curtas, botas, camisetas decotadas, jeans e vestidos justos, apesar de continuar magra e com o corpo em forma. Passei por uma verdadeira transformação para me tornar uma senhora respeitável. Já o meu marido continua o mesmo garotão, vestindo o mesmo jeans desbotado, as mesmas camisetas surradas, o mesmo tênis velho. Morro de inveja!". 


O marido, um jornalista de 62 anos, contou: "Minha mulher parece outra pessoa. Cortou o cabelo bem curto. Mudou o guarda-roupa inteiro depois dos 50 anos. E ela é uma mulher linda, com o corpo mais bonito do que o de muita garota. Ela abandonou tudo o que sempre usou e gostou. Acha que tem que se vestir como uma velha só para os outros não fazerem fofoca".


O que você acha pior ao envelhecer: continuar tendo comportamentos e roupas de "jovem" ou mudar completamente de estilo em função do medo de ser considerada "ridícula"? 


MIRIAN GOLDENBERG é antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de "Coroas: Corpo, Envelhecimento, Casamento e Infidelidade" (Ed. Record)



sábado, 21 de julho de 2012

Em um mundo governado por homens, mulheres trabalham mais


Em um mundo governado por homens, mulheres trabalham mais





Homens que trabalham no Brasil gastam 9,5 horas semanais com afazeres domésticos, enquanto que as mulheres que trabalham dedicam 22 horas semanais para o mesmo fim. Os dados são do relatório “Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federação”, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta quinta (19). Com isso, apesar da jornada semanal média das mulheres no mercado ser inferior a dos homens (36 contra 43,4 horas, em termos apenas da produção econômica), a jornada média semanal das mulheres alcança 58 horas e ultrapassa em mais de cinco horas a dos homens – 52,9 horas – somando com a jornada doméstica. Ou 20 horas a mais por mês. Ou dez dias por ano.
A análise foi feita com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, que mostra também que 90,7% das mulheres que estão no mercado de trabalho realizam atividades domésticas. Enquanto isso, entre nós homens, esse número cai para 49,7%.
“Evidencia-se, portanto, que a massiva incorporação das mulheres ao mercado de trabalho não vem sendo acompanhada de um satisfatório processo de redefinição das relações de gênero com relação à divisão sexual do trabalho, tanto no âmbito da vida privada, quanto no processo de formulação de políticas públicas”, diz o relatório.
A violência de gênero não é monopólio de determinada classe social e nível de escolaridade. E não se manifesta apenas através da porrada, mas possui mecanismos mais sutis. Como manté-las trabalhando mais e não reconhecer essa diferença. Pior, subverter o discurso em favor do homem.
Trabalho doméstico não é considerado trabalho, mas sim obrigação, muitas vezes relacionado a um gênero, que tem o dever de cuidar da casa. É sintomático, portanto, que apenas recentemente a Organização Internacional do Trabalho tenha conseguido que os países aprovassem direitos iguais para trabalhadores domésticos em relação ao restante da sociedade.
A questão da jornada tripla (trabalhadora, mãe e esposa) é apenas um elemento para corroborar o fato de que vivemos em uma sociedade com um pé no futuro e outro no passado. A qual todos nós pertencemos e, portanto, somos atores da perpetuação de suas bizarrices. Discutimos muito sobre as mudanças estruturais pelas quais o país tem que passar, citando saúde, educação, transporte, segurança, mas esquecemos dos problemas ligados a quem que sofre com o desrespeito aos seus direitos fundamentais. Que não conhecem classe social, cor ou idade. Como as mulheres que são maioria numérica – e minoria em direitos efetivados.
Mesmo em cargo de chefia, as mulheres têm que provar que são melhores do que os homens. Quando o ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner morreu, houve gente que perguntou se Cristina teria capacidade de tocar o governo sem os conselhos dele na cama. Fino.
Temos uma mulher na Presidência. Simbolicamente relevante, politicamente insuficiente, não serve para justificar nenhuma mudança estrutural. São poucas as governadoras, prefeitas, senadoras, deputadas, vereadoras. Mas também CEOs, executivas, gerentes, síndicas de condomínios. Falta criar condições para que elas cheguem lá. Ou alguém acha que isso vai ocorrer por geração espontânea?
A Suprema Corte tem 11 assentos. Só dois deles pertencem a mulheres, infelizmente. Mulheres são maioria nas redações, mas não em cargos de alta chefia – muito menos entre os editorialistas, que redigem a opinião dos veículos de comunicação.
Diante de constatações vergonhosas, colocamos a culpa no processo de formação do Brasil, na herança do patriarcalismo português, nas imposições religiosas, no Jardim do Éden e por aí vai. É mais fácil atestar que somos frutos de algo, determinados pelo passado, do que tentar romper com uma inércia que mantém cidadãos de primeira classe (homens, ricos, brancos, heterossexuais) e segunda classe (mulheres, pobres, negras e índias, homossexuais etc).
É o que eu já disse aqui antes: todos nós, homens, somos sim inimigos até que sejamos devidamente educados para o contrário. E tendo em vista a formação que tivemos, é um longo caminho até alcançarmos um mínimo de decência para com o sexo oposto.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Carnes são para os homens, legumes são para as mulheres e babaquice é pra todo mundo

Carnes são para os homens, legumes são para as mulheres e babaquice é pra todo mundo

Foto: Supri Suharjoto/Shutterstock


Há muitos benefícios para quem é vegetariano, mas aparentemente ser homem (seja lá o que isso signifique) não é um deles. Um novo estudo descobriu que as pessoas associam carne à virilidade. Os pesquisadores exploraram as metáforas criadas sobre os alimentos e descobriram que a carne é classificada como um tipo de comida mais masculina do que o legume. Engraçado isso, porque se pararmos pra pensar, tem tanto legume com forma fálica por aí, mas beleza. O estudo mostrou que as pessoas enxergam homens carnívoros como seres mais masculinos do que aqueles que não comem carne. Imagino que tudo o que contenha soja seja para maricas, então.
Assim, os homens têm menos propensão a se tornarem vegetarianos porque não querem comprometer a sua masculinidade, ou como a própria pesquisa diz:
Para o forte, tradicional, macho, flexão de bíceps, homem americano, a carne vermelha é uma forte, tradicional, macho, flexão de bíceps, comida americana. Soja não é. Para comê-la, eles teriam de trocar a comida que eles vêem como forte e poderosa como eles próprios por uma comida que eles veem como fraca e covarde.
Talvez seja hora de os Produtores de Hortaliças da América lançarem uma campanha centrada em como as couves e as cenouras podem parecer viris. Homens de verdade comem rabanete, etc.
[Via LiveScience]

No Jezebel

domingo, 22 de abril de 2012

Até os homens estão fazendo depilação íntima. Missão cumprida.

Foto: Jezebel/Shutterstock

Até os homens estão fazendo depilação íntima. Missão cumprida.

Por Cassie Murdoch


Desde o surgimento da metrossexualidade, esse momento era inevitável. Homens que se depilam “lá embaixo” agora estão seguindo a tendência feminina, e esse mercado está crescendo, já que cada vez mais homens descobrem a alegria que é espalhar cera quente nos genitais e também a adrenalina de ter essa mesma cera puxada com uma força impressionante, arrancando cada pelinho de seu respectivo folículo ao mesmo tempo em que você perde um pouco os sentidos. Então, o que podemos esperar agora que não teremos mais de encontrar a árvore no meio da, hã, floresta? Muita coisa – talvez até coisa demais.
Caso você esteja querendo saber o que o cuidado com os pelos “de lá” envolve, é mais ou menos o que as mulheres fazem, ou seja, tirar todos os pelos ou só alguns — mas sempre da maneira mais dolorosa possível. Quem exatamente está se submetendo a uma coisa dessas? Se você for acreditar no New York Times, é homem de tudo quanto é tipo:


“O que nós estamos descobrindo é que todo mundo quer fazer”, disse Mike Indursky, o presidente da cadeia de spas Bliss, que oferecem uma depilação masculina da região íntima chamada “the Ultimate He-Wax” por US$ 125. “São gays, heteros, homens conservadores, liberais e de todas as idades. É uma coisa muito maior do que nós pensávamos que seria”.

TODO MUNDO MESMO, então. Eu te desafio a encontrar um cara só que seja andando por aí sem os “documentos” depilados (e Papai Noel não conta). Bom, já que é assim, vamos ouvir o que um convertido à depilação tem a dizer:

“Evan Scott, 32, um produtor musical que vive em Murray Hill, é adepto de uma depilação íntima básica há dois anos. ‘Eu gosto de me apresentar de uma certa maneira, seja estando nu ou vestido, e acho que me depilar é uma extensão de como eu me apresento’, ele disse. Vendo que muitas mulheres depilam essa área, ele também insinua que deve valer para os dois lados. ‘Se eu espero que uma mulher faça isso, acho que devo retribuir o favor’”


Ah, ok, agora a gente se depila como estratégia de marketing pessoal? Legal isso, hein. Essa coisa toda de “retribuir o favor” parece bem-intencionada, mas não acho que nenhuma mulher guardaria rancor se esse cara não arrancasse os pelos púbicos antes de sair com ela, assim como ninguém deveria guardar rancor de uma mulher que não cedeu às pressões da indústria da depilação.
Na verdade, quando você olha o fenômeno mais a fundo, para muitos homens é mais uma questão de criar uma ilusão de ótica e menos esse papo de igualdade com as mulheres:


“Alguns homens acham que existe um benefício extra em depilar as partes íntimas: há um ‘aumento’ aparente da atração principal, por assim dizer. ‘A depilação faz o, hã, equipamento parecer maior, porque não tem mais nada para escondê-lo”, disse Ramon Padilla, o diretor do salão Strip: Ministry of Waxing, no SoHo. Eles cobram US$ 85 por uma depilação que tem o sugestivo nome de “Boyzilian”, mistura de “boy” com “Brazilian” (o nome da depilação íntima em inglês, uma justa homenagem ao país que popularizou a prática).

Que nome ridículo… E o cara fala em equipamento? Então tudo bem espalhar cera derretida no ânus de alguém, mas não se pode falar a palavra “pênis”? Interessante. Enfim, essa tendência não é só estética, também tem a ver com sentimentos. De acordo com o dono dos spas Bliss, os clientes ficam viciados na confiança que adquirem:

“Os homens experimentam e depois falam ‘ficou melhor do que com aquele arbusto que eu tinha antes’. E é verdade. Você se sente mais confiante, mais másculo, ao invés do que seria esperado”.

Chega dessa conversa de reafirmar a masculinidade e aumentar a confiança — vamos falar a verdade sobre esse negócio todo de se depilar. O que está motivando isso? Bom, se nós acreditarmos no que o Ramon Padilla diz, não tem a ver só com essa coisa de masculinidade. É de fato um tipo de castração. Segundo ele,

“a imensa maioria dos homens diz que sua esposa ou namorada mandou que eles se depilassem. As mulheres deles os trazem, dizendo ‘se eu vou fazer, você também vai’”.


A culpada é sempre a mulher (às vezes armada com um Satinelle)! Porque, claro, vocês sabem como são as mulheres, sempre exigindo que os maridos sejam perfeitos e façam as mesmas coisas que elas na categoria “cuidados pessoais”. É por isso mesmo que insistimos que nossos maridos usem absorvente por alguns dias todo mês. O que é bom para um também serve para o outro, não?
Falando sério agora, meninos: nem venham com essa de querer culpar a gente. Se vocês querem depilar ou tirar com pinça (argh!!!) tudo o que têm aí embaixo até não sobrar nada para contar a história, vão em frente. Mas não façam por nossa causa. Aparar os pelos de vez em quando não mata ninguém, mas a maioria das mulheres não liga de ver a árvore no meio do… Hã… Bosque… Bom, você entendeu.
Agora veja isso (e tente esquecer do que leu logo depois, o que é quase impossível):


“o salão Face to Face oferece uma depilação íntima completa chamada ‘Ao Sul da Fronteira’ por US$ 70, mais tratamentos adicionais. Também oferecemos o ‘embelezamento íntimo’, colocando cristais na forma de figuras de estrelas e golfinhos na área recém-depilada”.


Agora vamos fazer um coro: fale um “não” para cada pelo arrancado nessa depilação “Ao Sul da Fronteira”. Sério, o que é isso? Tem muitas coisas que dá para aguentar no mundo — terremotos, guerras, fome, a Celine Dion — mas um golfinho de cristal colado no pinto não dá, né?
Tradução: Patricia Fincatti
Fotos: olly/Shutterstock 

No jezebel

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

E o Brasil na contramão das lutas sociais: Na Colômbia, agora é lei: homens e mulheres devem ter salários equivalentes



E o Brasil na contramão das lutas sociais...: Na Colômbia, agora é lei: homens e mulheres devem ter salários equivalentes


Renata Giraldi*

Agência Brasil

Brasília – O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, sancionou a lei que determina que homens e mulheres tenham equivalência de salários. A medida atende a uma série de apelos de entidades de defesa das mulheres que se queixavam da discriminação salarial por sexo ou gênero, como definem os especialistas.

"Acabo de aprovar a lei que elimina a discriminação que existe contra as mulheres em matéria salarial", disse o presidente. Segundo ele, estudos recentes mostram que mulheres que ocupam os mesmos cargos de homens e têm tarefas idênticas às desempenhadas por eles chegam a receber um salário 20% inferior.
Santos determinou ainda que o Ministério do Trabalho atue com "muito rigor" no cumprimento da nova lei. De acordo com o departamento nacional de estatísticas da Colômbia, no trimestre entre agosto e outubro de 2011, a população economicamente ativa estava estimada em 22,8 milhões de pessoas, dos quais 9,76 milhões, o equivalente a 42,8%, eram mulheres.

Na relação de desempregados, estimados em cerca de 2,18 milhões, 1,24 milhões de pessoas eram mulheres, o equivalente a 56,8%.
*Com informações da Presidência da República da Colômbia e da agência pública de notícias de Portugal, Lusa // Edição: Juliana Andrade