Ricardo Noblat, colunista/blogueiro do jornal O Globo, publicou no sábado (11) um post que se espalhou por toda a imprensa feito cocada quente em quermesse.
O título incisivo – “Dias Tóffoli, ministro do STF, me agride com palavrões e baixarias” – surpreende e o texto detalha a “agressão”. O jornalista não omite que ouviu a conversa de Toffoli “sem [este] saber que eu o escutava”.
(…)
Reproduzo algumas coisas que ele disse (não necessariamente nessa ordem) e que guardei de memória:
- Esse rapaz é um canalha, um filho da puta.
Repetiu “filho da puta” pelo menos cinco vezes. E foi adiante:
- Ele só fala mal de mim. Quero que ele se foda. Eu me preparei muito mais do que ele para chegar a ministro do Supremo.
(…)
Por mais de cinco minutos, alternou os insultos que me dirigiu sem saber que eu o escutava:
- Filho da puta, canalha.
Depois disse:
- O Zé Dirceu escreve no blog dele. Pois outro dia, esse canalha o criticou. Não gostei de tê-lo encontrado aqui. Não gostei.
Arrematou:
- Chupa! Minha pica é doce. Ele que chupe minha pica.
Confira o post completo aqui.
No dia seguinte, Eduardo Pertence, filho de Sepúlveda Pertence, que foi ministro do STF, desmentiu Noblat. E depois o mesmo Eduardo voltou atrás, dizendo que, de onde estava, não poderia ter escutado o que disse Toffoli no momento em que Noblat o escutava, escondido, vale lembrar.
Nesta segunda-feira, via Twitter, internautas questionaram Noblat sobre suas críticas recorrentes a Lula, citando o apelido “sapo barbudo”, criado por Leonel Brizola e difundido por jornalistas e políticos.
Noblat rebateu enfaticamente o uso do apelido: ”Eu jamais chamei Lula de sapo-barbudo. Jamais. Leitores do blog podem ter chamado”, escreveu, como mostra a imagem abaixo.

Não demorou a ser desmentido pelo tuiteiro Enio Anselmo de Souza (@eniodesouza), que postou dois links com textos de Noblat usando o apelido, num contexto bastante crítico a Lula:
24/08/2009
06/10/2008
Cinco horas depois do desmentido, Noblat continua calado.
Num furo exclusivo da blogosfera suja, registraram a cara de Noblat logo após ter sido desmentido.

“O que eu vou inventar dizer agora?”
Esse é o sujeito que se esconde para ouvir conversas privadas. E que, pelo fato de não lhe ser favorável, usa o conteúdo dessas conversas aliada à sua visibilidade para atacar os desafetos.
É mais um dos tantos – embora ínfimos no universo da população brasileira – que não conseguem suportar o êxito de alguém como Lula e de um partido como o PT.
Como se diz por aí, azar o dele.
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