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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Racista nojenta!: Acusada de abusar de aluna de sete anos, professora diz que não gosta de negras

Racista nojenta!: Acusada de abusar de aluna de sete anos, professora diz que não gosta de negras

 Professora se diz muito racista a ponto de encostar em uma estudante

professora racista
do canal KHOU11
Stokes disse que não toca crianças negras nem nas mãos

A professora de uma escola de Humble, no Texas, Estados Unidos, fez uma forte declaração para se defender de uma acusação de abuso sexual de uma aluna.

Esther Irene Stokes, de 61 anos, disse que não poderia ter tocado as partes íntimas de uma garota de sete anos cuja mãe alega ter sido abusada na classe porque não gosta de alunos negros.


Segundo o site Huffington Post, a professora da Northwest Preparatory Academy disse ainda que foge dos abraços de alunos negros.

De acordo com o detetive do departamento policial de Humble, J. Blanchard, a aluna disse que estava sozinha na classe com a professora e que Stokes a tocou em partes íntimas por cima da roupa.

Para refutar a acusação, Stokes disse que não toca crianças negras nem nas mãos por conta de suas tendências racistas.

Apesar de a escola onde teria acontecido o abuso dizer que a professora foi demitida, o nome de Stokes continua na lista de profissionais da instituição.

A mãe da garota, Shawntel Reace, disse que vai retirar seus quatro filhos da escola.


Do R7 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Estupros têm um propósito

Estupros têm um propósito

Cem Homens


Atenção: esse texto fala sobre estupro, com algumas descrições que podem incomodar. 
Eu não falei no blog sobre o estupro na Índia, tampouco da garota vítima de vários monstros nos Estados Unidos, menos ainda da jovem que se suicidou aqui em São Paulo.
Não que eu estivesse indiferente a esses assuntos. Às vezes não dá tempo. Na maior parte delas, no entanto, a dor é tamanha que é impossível conseguir escrever qualquer coisa.
No caso da estagiária de direito, meu coração se partiu em mil pedaços. Eu também já fui  estudante de direito e ela morava no mesmo bairro que eu. A Ana Paula, minha amiga (@anapalonso), viu como fiquei ao saber da notícia: enjoadíssima, com ânsia de vômito.
Há uns dois meses dei uma entrevista pra TV PUC e cheguei antes do horário combinado. Fiquei sentada na praça de alimentação, observando as garotas que tentavam se equilibrar no salto alto depois de passarem o dia pra lá e pra cá. Eu me vi nelas. Eu já fui igualzinha. Eu poderia ser a Viviane, empolgadíssima por estar estagiando no maior escritório de advocacia do país.
Eu também já senti o desespero de não querer mais viver; eu fui agredida (não sexualmente) e me senti impotente. Por tudo isso, não fui e não sou capaz de escrever sobre Viviane.
E nem sobre o caso da Índia e nem sobre o estupro coletivo nos EUA. É tudo tão cruel, tão desumano, tão aterrorizante, que tem horas que a gente não consegue. Por isso, traduzo mais um texto da Soraya Schemaly, publicado no Huffington Post, a respeito dos dois casos.
Estupros têm um propósito 
A mesma pequena parte de mim que ainda quer acreditar em fadas quis acreditar que eu seria capaz de não pensar ou escrever sobre estupro ao menos por algumas semanas. Mas é  impossível. Não com leis na Califórnia dizendo que mulheres solteiras não podem ser estupradas. Ou enquanto uma garota de 16 anos, inconsciente, é estuprada por vários jogadores de futebol – e o assunto “divide” uma comunidade dedicada ao time. Definitivamente não dá para deixar passar quando detalhes sobre o estupro da jovem de 23 anos em Délhi, envolvendo estripação, falência múltipla de órgãos e a consequente morte,  vêm à tona e provocam protestos ao redor do mundo.
Não importa onde você estiver no mundo, o resultado do estupro- ”date rape,” “gang-rape,” “easy rape,” “emergency rape,” “war rape” –é o mesmo: opressão. As mulheres não são livres para viverem sem a ameaça constante de agressão e violência ou sem serem tratadas como objeto e propriedade.
soraya
Da última vez que chequei, existiam pelo menos quatro “capitais do estupro” no mundo. Você sabe no que isso nos transforma? Em “subúrbios do estupro”. Garotas e mulheres não são idiotas. Pelo contrário. Nós entendemos perfeitamente: devemos “ter cuidado”. Não faça algo que vá fazer você “se arrepender”. “Fique em casa”. “E daí se acontecer?” Nós não sentimos qualquer segurança de que nossa integridade física vai ser respeitada. Que nosso consentimento importa. Nós não podemos aproveitar os espaços públicos com a segurança que os homens têm.
Nossas tentativas de buscar igualdade e oportunidade são inibidas, não só pelo estupro em si, mas pela falta de consciência dos outros a respeito disso. O estupro é útil, mesmo quando acontece contra garotos e homens: ele sustenta um sistema que recompensa dominância física e sustenta a hegemonia dos homens.
Quando precisamente uma garota ou uma mulher NÃO pensa “poderia ser eu”? Qual adolescente nos Estados Unidos não pensa um pouco mais sobre ir ou não a festas? Ou mesmo a respeito de dormir? Quando se torna muito aterrorizante pensar nos fatos ou quando é mais fácil se alinhar aos poderosos e dominantes, culpe a vítima, na esperança de “ser protegida”.
Hoje em dia, mais garotas, pelo menos por um momento, pensam que podem ser drogadas e estupradas por uma autointitulada “Gangue do Estupro”, como a de Steubenville, Ohio. Caso você tenha perdido as últimas do caso, o estupro continua gerando choque e repugnância. Se não fosse a obstinação da blogueira Alexandra Goddard e a exposição do Anonymous, o estupro – que durou uma noite inteira – de uma garota inconsciente, literalmente arrastada e periodicamente violada, urinada e fotografada teria caído no limbo.
Tudo isso aconteceu enquanto 50 outros garotos e garotas estavam presentes – todos sabendo especificamente o que estava rolando. E, ESSE é o ponto, não é? Um aviso para as garotas que poderiam ajudá-los. Não é só o que aconteceu, nem as variações do que acontece todo dia, mas a ideia de que poderia acontecer. Em todo o mundo.
Se assumimos o risco – tipo, vivendo – e somos estupradas, as pessoas ficam confortáveis em dizer que estávamos “provocando”, mesmo se você for uma garota de 11 anos, como aquela que foi estuprada no Texas por pelo menos 18 caras; ou garotos molestados por padres. E, sim, eu sei que garotos e homens são estuprados. Eles sofrem tremendamente. Quase sempre, eles não têm apoio, não conseguem a ajuda que precisam e vivem o resto dos dias com grande sofrimento. Mas, isso também têm relação com o que foi dito antes, porque quando garotos e homens são estuprados, eles não são só agredidos, mas também dizem que os fizeram de “mulherzinhas”, demonstrando como eles não têm valor.
Isso é uma mensagem, também, aliás. E, sim, eu estou escrevendo em termos binários de sexo, porque eles são essenciais nesse sistema opressor. As chances de abuso aumentam entre pessoas que “não se enquadram”. Esses são ainda mais ameaçados.
Há alguma demonstração maior de que estupros são sobre poder e dominação – e não sobre sexo – do que os estupros coletivos sobre os quais estamos falando abertamente agora? No final, que diferença faz se o estupro envolve canos enferrujados na Índia, ratos enfiados em vaginas na Síria, violência diária contra garotas na França ou drogas para incapacitar garotas nos Estados Unidos? Eu não consigo enxergar por qual razão não se faz essa comparação quando elas são tão gritantes.
Estritamente falando, ignorar a relação de um estupro coletivo na Índia com um nos EUA – ou na França – deixa de fora informação contextual importante – social, cultural, legal e judicial. Há profundas conexões nas formas como os agressores são educados – em casa, na escola, na igreja, nos esportes – a denegrir o feminino e as mulheres como o caminho para glorificar sua masculinidade, para demonstrar sua dominância e superioridade, provando a insignificância de garotas e mulheres.
Tudo isso enquanto simultaneamente se constrói ideais inatingíveis de “pureza feminina”. Na Índia, onde o estupro é um aspecto arraigado na cultura misógina com a implacável violência contra garotas e mulheres, foi necessária a morte desta garota para finalmente fazer as pessoas acordarem.
No entanto, apesar do fato de ser um dos piores lugares do mundo para uma mulher ou garota, a Índia não detém o monopólio de ensinar mulheres a “se submeter” ao estupro ou a serem apontadas como culpadas. Ou violência contra a mulher. Só ficou mais óbvio. A massa de pessoas e o ódio evidente finalmente tornou impossível para que eles ignorassem a misoginia.
Como queríamos. Mesmo que eu genuinamente tenha vontade de pensar que globalmente nós estamos num momento estratégico de reflexão a respeito da violência contra a mulher, tenho grandes dúvidas.
Como Jessica Valenti aponta, nós temos um “problema de estupro”, mas teimamos em admitir isso. Nas últimas semanas, com a cobertura da imprensa, lia-se nas entrelinhas que “nós somos melhores que eles”, e que a misoginia e o patriarcado na Índia são coisas de lá. Assim, ficou a ideia de que “nós estamos bem”, e que as mulheres não tem nada a reclamar nos Estados Unidos.
O estupro é, na verdade, parte de um sistema de violência complexo e muito maior. Fingir que Steubenville é algo fora do comum, ou que os rapazes envolvidos é que estão fora do padrão, é de alguma forma ficar em conluio com os estupradores. E balançar a cabeça e apontar o dedo para a Índia é desonesto, racista, colonialista e hipócrita.
Lauren Wolfe, diretora do Women Under Siege Project, criou um “Basta de cultura do estupro em 2013″. Como ela e outros dizem, o primeiro passo para acabar com o estupro é parar de culpar a vítima, e focar nos estupradores e na cultura que os produz. Ela não está falando só do Congo, da Síria ou do Egito. Rapazes que drogam uma garota e depois a estupram, a sequestram, estupram de novo, fotografam, fotografam o estupro, urinam na garota e depois fazem vídeos tirando onda, fazem isso porque eles se sentem protegidos e no direito de fazê-lo. (Escrevi essa frase deliberadamente porque estou cansada de ver “ela foi estuprada”, como se ela tivesse alguma participação no próprio estupro ou que não houve um agressor.)
estupro
Esses rapazes não foram ensinados, como adultos, que tais ações são crimes contra a humanidade moralmente repugnantes. Porque nós rimos de estupro e zoamos quem reclama. As garotas que testemunharam esses eventos não falam porque elas acham que serão as próximas ou sabem que não acreditarão nelas. Elas aprenderam a internalizar isso.
Afinal, nós ensinamos nossas crianças que é aceitável para os garotos serem protegidos de xingamentos e punição após estuprarem, e eles vão para faculdades onde há “fábricas de estupro” e nas fraternidades os jovens brincam de “quem você estupraria”.
Os homens são incomparavelmente os maiores estupradores – de garotas, de garotos, de mulheres, ou de outros homens. A natureza de gênero deste crime é incontestável. Mas homens não nascem para estuprar. E, enquanto eu entendo que a maioria dos homens não andam por aí se achando os todo-poderosos, ou que eles têm o direito de estuprar, muitos deles pensam isso, sim. Eles se sentem no direito de fazê-lo. Tirar esse “privilégio cultural” deles não desumaniza ou oprime homens. Isso apenas liberta as mulheres e as pessoas que “não se adequam”.

sábado, 2 de junho de 2012

País hipócrita: Fotos de mães amamentando com uniforme militar geram polêmica nos Estados Unidos

País hipócrita: Fotos de mães amamentando com uniforme militar geram polêmica nos Estados Unidos




Fotos de amamentação estão causando polêmica de novo. Desta vez, porém, o problema envolve militares americanos. Um grupo do Facebook chamado Mom2Mom Breastfeeding Support Group postou na semana passada a foto acima, de duas mulheres uniformizadas amamentando. Agora, as mães que aparecem na imagem e o grupo da rede social estão sendo fortes alvos de críticas.

Um artigo do Huffington Post conta que, em entrevista ao Today Show, a militar da Guarda Aérea Nacional americana Terran Echegoyen McCabe – que aparece amamentando suas filhas gêmeas de 10 meses – afirmou não ser novidade o ato da amamentação com uniforme militar.

A mulher disse que amamenta a todo tempo e em todo lugar. A novidade foi ter tornado a foto pública. “Estou orgulhosa de estar usando um uniforme enquanto amamento. Estou orgulhosa da foto e eu espero que isso leve outras mulheres ao conhecimento de que elas podem dar de mamar, sejam elas oficiais, guardas ou civis”, disse Terran.

Mas não teve jeito: ela e a outra mãe da foto, Christina Luna, foram criticadas depois que as fotos começaram a circular na internet. “Como um combatente aposentado das Forças Armadas, eu acho que essas imagens estão completamente fora de sintonia por conta do uniforme militar. O que se tornaram as Forças Armadas?” comentou o usuário Jimmie L. Zawacki na foto publicada na rede social.

Até mulheres julgaram as mães: “Se algum de meus filhos sentir fome, eu vou alimentá-los, com o meu peito, mas eu não tiro fotos de mim fazendo isso… Há certo nível de responsabilidade em vestir aquele uniforme… Cubra-se caso você vá ficar parcialmente nua em um uniforme militar por respeito ao seu país e ao uniforme”, escreveu a militar Tish Karhoff no site do Mom2Mom.

Por outro lado, um ou outro militar apoiou a causa. No mesmo site, o militar Eric Hobard escreveu: “Eu saúdo as duas, como soldadas e mães americanas livres. Tenho lutado por pessoas que não conheço, em países que nada têm em comum comigo e por razões que nossos políticos não podem justificar. Considerando esse fato, eu lutaria para defender os direitos dessas duas americanas todos os dias da semana”.

A atenção do mundo pegou o Mom2Mom de surpresa, mas seus membros disseram estar de consciência tranquila. “Nós não fizemos nada de errado e esperamos que isso traga mudanças que protejam todas as mulheres que querem amamentar em público, com uniforme ou fora dele”, escreveram no site.

E você, o que achou da imagem?

Érika Kokay

Na Época

domingo, 29 de janeiro de 2012

Agrotóxicos: Estados Unidos rejeitam suco de laranja do Brasil. E agora, Cutrale?

Agrotóxicos: Estados Unidos rejeitam suco de laranja do Brasil. E agora, Cutrale?


















No MST
O governo dos Estados Unidos identificou em cinco cargas de suco de laranja brasileiro teor acima do permitido de um produto usado para combater doenças nas plantações. A utilização do agrotóxico fungicida carbendazim na produção de laranjas é proibida nos Estados Unidos, mas é usado em grande escala no Brasil.
De 80 navios de suco de laranja testados pela FDA — responsável por monitorar alimentos e medicamentos no país –, 11 apontaram presença de carbendazim acima do permitido, sendo cinco cargas do Brasil.
Para as cargas recusadas pela FDA, o importador tem 90 dias para exportar ou destruir o produto. Cada carga representa um navio, que pode transportar entre 15 mil e 40 mil toneladas do produto.
As grandes indústrias do setor são a Cutrale, Citrosuco, Citrovita (controlada pelo grupo Votorantim) e Louis Dreyfus. A ameaça de suspensão do comércio fez com que os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado disparassem na Bolsa de Nova York.
A Cutrale, sozinha, responde por 80% da produção mundial de suco de laranja concentrado (superior a um milhão de toneladas por ano) e exporta 97% da produção. Além disso, possui sete fábricas e exporta US$ 676,255 milhões.
Os Estados Unidos compram 15% de todo o suco brasileiro, maior produtor mundial da bebida, ou cerca de U$ 300 milhões dos US$ 2 bilhões vendidos no exterior pelo País.
Irresponsabilidade das empresas
Em 2009, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) cassou a autorização para o uso desse defensivo em citros. Mesmo assim, a indústria brasileira exportava para lá a bebida com esse agrotóxico.
O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), comandada pelo Christian Lohbauer, admitiu que os Estados Unidos podem vetar a entrada de suco de laranja do Brasil.
O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, afirmou que a indústria de suco de laranja foi "irresponsável" ao não informar os produtores sobre a proibição. "Se essa proibição ocorre desde 2009, é muita irresponsabilidade não haver um alerta ao produtor para que uma solução fosse discutida", disse.
Denúncia
Em agosto de 2011, 400 integrantes do MST ocuparam a Fazenda Santo Henrique, de 2,6 mil hectares, no município de Iaras, na região de Bauru.
Na época, o movimento apresentou ao Tribunal de Justiça Federal de São Paulo, ao Ministério Público Estadual e à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) denúncia de que "a Cutrale usa em larga escala, sem o devido controle, toda espécie de venenos, pesticidas e agrotóxicos, causando poluição das águas, rios, e especialmente poluindo o lençol freático que abastece o Aqüífero Guarani" (veja aqui).
A ocupação realizada no município de Iaras reivindicou a arrecadação da área para fins de Reforma Agrária e denuncia a indevida e criminosa utilização da área pela empresa Cutrale. A área utilizada pela Cutrale tem origem pública e, de acordo com a lei, deve ser destinada à Reforma Agrária.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem estudos que comprovam que a área é devoluta e disputa na Justiça a posse da Fazenda Santo Henrique.

sábado, 26 de novembro de 2011

A ética deles e a nossa

A ética deles e a nossa


Onde você se reconhece: lançando um olhar crítico sobre a sociedade oudisputando a tapas um pacote de waffles?
Hoje é sexta-feira negra (Black Friday) nos Estados Unidos. Ela acontece todos os anos, um dia depois do feriado de Ação de Graças e abre a temporada de compras do Natal. Neste dia, milhares (milhões?) de produtos são vendidos com grandes descontos pelos principais revendedores do país que chegam a abrir suas lojas às 4 da manhã. Para garantir a aquisição destes bens, os americanos fazem grandes filas. Chegam a acampar em frente às lojas, na noite anterior. Disputas e violência física também acontecem com frequência, quando as portas são finalmente abertas e as pessoas têm acesso aos artigos em promoção.
A sequência acima ironiza este movimento. Mostra que o poder quer proibir a crítica doOccupy, mas aceita — e estimula — os acampamentos montados para consumir. E trata como mob (conjunto desordeiro de pessoas, normalmente se comportando de forma ameaçadora) quem reivindica um mundo mais justo, mas vê como normais os que se acotovelam em supermercados ou se estapeiam (veja vídeo) por um pacote de biscoitos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A execução de Troy Davis pode ter criado um mártir da luta contra a pena de morte.




A execução de Troy Davis pode ter criado um mártir da luta contra a pena de morte.
A população dos Estados Unidos teve, nesta quarta-feira (21/9), a sua noite da pena de morte. Por coincidência, foram marcadas para as 19h (horário de Nova York) duas execuções, a 34ª e a 35ª do ano. No Texas, um supremacista branco foi executado pelo assassinato de um homem negro. Na Geórgia, um homem negro foi executado pela morte de um policial branco. Em Jasper, Texas, não houve comoção. Em Savannah, Geórgia, a execução pode ter criado um mártir da luta contra a pena de morte.
Milhares de pessoas protestaram na Geórgia. Centenas de pessoas fizeram vigília do lado de fora da instituição penal. Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas para pedir clemência em diversas cidades dos EUA, em Paris e em Londres. Pedidos de clemência foram feitos pelo papa Bento XVI, pelo ex-presidente Jimmy Carter, pelo prêmio nobel da paz Desmond Tuto, por 51 parlamentares federais, pela Anistia Internacional. Todos se convenceram da inocência do réu — menos o sistema judiciário. Troy Davis foi executado por injeção letal pouco antes das 23h e 15 minutos mais tarde foi declarado morto.
A Suprema Corte da Geórgia levou mais de 4 horas para anunciar sua decisão sobre um último recurso apresentado pela defesa do réu. Uma grande parte da população americana foi mais rápida em concluir que chegou a hora de colocar o sistema judiciário em julgamento. Há previsões de que a execução da Troy Davis vai fortalecer a luta interna contra a pena de morte, em um dos países que mais a executa no mundo. A contar de 1976, 1.093 presos foram executados por injeção letal, 157 por cadeira elétrica, 11 em câmara de gás, 3 por enforcamento e 3 por pelotão de fuzilamento, diz o siteda CBS.
Na madruga de 7 de junho de 1998, James Byrd, homem negro de 49 anos, sem emprego e sem carro, caminhava em direção a sua casa em Jasper, Texas, quando aceitou a carona na carroceria de uma camionete, com três homens brancos na cabine. Há 16 quilômetros da cidade, Byrd foi espancado, cortado no pescoço, acorrentado no para-choque da camionete e arrastado pelo asfalto da estrada por 5 quilômetros. Pedaços de seu corpo foram encontrados em 75 pontos diferentes e o que sobrou foi jogado em um terreno entre uma igreja de negros e um cemitério.
Por esse crime, Lawrence Russel Brewer, 44 anos, foi executado esta semana por injeção letal, por volta das 19h e declarado morto 10 minutos mais tarde. Seu amigo John William King, com quem planejava criar um núcleo da supremacia branca em Jasper, está no corredor da morte. Shawn Allen Berry foi condenado à prisão perpétua. As palavras finais de Brewer, antes da execução, foram: "Não tenho nada a declarar", segundo o chron.com.
O crime despertou uma avalanche de suporte no Texas e em todos os Estados Unidos em favor de leis que agravassem as punições para crimes motivados por raça, religião, deficiência, orientação sexual, nacionalidade ou descendência, de acordo com a Reuters. Em 2001, o Texas finalmente aprovou a sua lei do "crime de ódio", que levou o nome de James Byrd.
A única objeção e o único pedido de clemência em favor de Brewer foram apresentados esta semana por James Byrd Jr., filho de James Byrd. "Não se pode lutar contra o assassinato com outro assassinato", declarou ele a Reuters na terça-feira. "Eu espero que o estado lhe conceda a clemência que ele não concedeu a meu pai", disse.
Em Savannah, em uma noite de 1989, o assassinato do policial Mark MacPhail teve um motivo fútil. Ele foi socorrer um sem-teto, que estava sendo espancado por três homens por causa de uma latinha de cerveja. Levou dois tiros, um na cabeça, outro no coração. A revolta que se espalhou pelo mundo contra a execução de Troy Davis se deu porque havia dúvidas sérias sobre a autoria do crime. Várias pessoas testemunharam, recentemente, que outro participante do grupo, Sylvester Coles, admitira o crime em algumas ocasiões.
O jornal inglês The Guardian lembrou, em sua edição, que o Conselho de Perdãos e Livramentos Condicionais da Geórgia declarou, em 2007, que Troy Davis não seria condenado à pena de morte, se houvesse qualquer dúvida sobre sua culpa. Como o conselho negou na segunda-feira um pedido de clemência a favor de Davis, o jornal apresentou dez razões porque deveria fazê-lo:
1) Das nove testemunhas que apontaram Davis como o assassino do policial, sete se retrataram.
2) Um deles, Antoine Williams, revelou que várias testemunhas eram analfabetas à época da investigação policial, e sequer conseguiram ler as declarações escritas que lhes foram apresentadas para assinar.
3) As testemunhas teriam sido convencidas pela Polícia a declarar que ouviram Davis confessar o crime. Foram ameaçadas de elas mesmas serem levadas a julgamento, se não cooperassem.
4) Dos dois que não se retrataram, um se manteve em silêncio desde a condenação e se recusa a falar; o outro é Sylvester Coles que, por sinal, foi o primeiro a procurar a Polícia e a apontar para Davis como o autor do crime. Nos últimos anos, firmou-se a ideia de que ele fez isso para salvar a própria pele.
5) Recentemente, nove pessoas apresentaram evidências de que Coles seria o assassino. Segunda-feira, perante o Conselho, Quiana Glover declarou que em junho de 2009, ela ouviu Coles confessar que matara MacPhail, depois de se embebedar em uma festa.
6) À parte da evidência testemunhal, já colocada em dúvida, não há evidência forense para comprovar o crime.
7) Em particular, não há qualquer evidência de DNA que incrimine Davis. O grupo de direitos humanos "Projeto Constituição" afirma que três quartos dos presos, libertados eventualmente porque são declarados inocentes, foram condenados com base em falso testemunho.
8) A arma do crime nunca foi encontrada. Coles admitiu, uma vez, que possuía um revólver calibre 38, como o que foi usado no crime, mas que a deu a outro homem um pouco antes dos acontecimentos.
9) Tribunais superiores nos EUA se recusaram, repetidamente, a autorizar um novo julgamento para Davis, com o argumento de que ele não conseguiu "provar sua inocência". Seus defensores dizem que os tribunais deveriam se posicionar além de qualquer dúvida razoável da culpa do réu.
10) Uma das comprovações de que há uma dúvida razoável é a de que essa já é a quarta vez que a execução de Davis é programada. Entre as três que foram suspensas, a de 2008 foi interrompida a 90 minutos da hora marcada para a execução. Para os especialistas, isso é equivalente à tortura.

Vi no Conjur

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pobre contra rico nunca foi uma briga tão explícita como agora está acontecendo nos Estados Unidos, diz Paul Singer

Pobre contra rico nunca foi uma briga tão explícita como agora está acontecendo nos Estados Unidos, diz Paul Singer


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Este país não é mais aquele

Este país não é mais aquele



Bristol (EUA) - É desanimador o panorama politico no momento nos Estados Unidos. O candidato que lidera a campanha pelas  primárias republicanas, Rick Perry, do Texas, é um estudo em medievalismo: entre outras coisas, o homem  quer acabar com a Previdência Social, nega a evolução das espécies, acredita que o mundo foi criado como está na Bíblia e orgulha-se de ser o governador recordista em execuções, sendo que uma delas, ao que tudo indica, de um inocente. É também famoso por ter querido proclamar o Texas um país independente.
No último debate entre republicanos, o mediador perguntou a Ron Paul, representante do Tea Party, se ele deixaria morrer uma pessoa doente que não teve dinheiro para comprar seguro médico. Enquanto Ron Paul, um médico, gaguejava para encontrar as palavras certas, a platéia (formada por republicanos, é claro), explodiu em gritos de YES, YES!
Michelle Bachmann, outra flor do Tea Party, culpa “os pecados dos homens” por manifestações da natureza como furacões e terremotos, e inventou que uma vacina para prevenir o câncer cervical “leva à loucura”, obrigando associacões médicas do país a surgirem com desmentidos públicos. Assim comoRick Perry, Michelle Bachmann declara que o governo deve fechar a Agência de Proteção Ambiental e chama de mentirosos os cientistas que alertam contra as mudanças climáticas pela queima de combustíveis fósseis.
O Census Bureau informou que a pobreza entre a população americana chegou ao maior patamar dos últimos 52 anos. Quarenta e seis milhões e duzentos mil americanos vivem oficialmente na pobreza.Como era de se esperar, o grupo racial que tem visto a pobreza aumentar em maior número é o de negros, com hispânicos em segundo lugar. Mais impressionante ainda é que a partir do ano 2000 a disparidade entre os mais ricos e o mais pobres aumentou. A renda média dos 10% mais pobres da população caiu em 12%, enquanto a renda média dos restantes 90% caiu em apenas 1,5%. A renda dos 10% mais ricos aumentou. A renda mais alta da população pobre foi atingida  em 1999, último ano do governo  Bill Clinton.
Nesta terça-feira, uma eleição especial para o Congresso no estado de Nova York, para preencher a vaga deixada pela renúncia do democrata Anthony Weiner, foi ganha por um republicano – que imediatamente declarou que vai se opor aos planos econômicos do presidente Barack Obama.
Obama por sua vez mostra cada vez menos capacidade de liderar o país. Anda de estado em estado pregando seu novo projeto para resgatar a economia, mas estou convencido de que  vai novamente fracassar. Obama perdeu sua oportunidade ao deixar de apresentar um plano realmente ousado para combater a recessão quando assumiu o cargo em 2009. Procurou contemporizar, adotar meias medidas, cortejar republicanos – e foi por eles sistematicamente repelido, desrespeitado e ignorado.
Os republicanos, que por filosofia não acreditam em agências governamentais, tiveram porém a desfaçatez de abraçar com entusiasmo as revelações do Census Bureau (um órgão do governo federal), para colocar toda a culpa da lamentável situação do país em Barack Obama – como se George W. Bush, que levou a nação à ruína com guerras desnecessárias e déficit público monstruoso, não tivesse sido presidente entre 2000 e 2008.
A verdade é que os Estados Unidos vão descambando para a direita. Os fascistas do Tea Party acham que os milhões de desempregados no país estão desempregados por serem  “vagabundos”, por quererem viver da caridade pública.  Como vimos acima, acham que um pobre sem recursos para pagar seguro médico particular deve morrer, não ser socorrido pelo governo.
Depois que me mudei para cá, em 1990, Gorbachev caiu, a União Soviética acabou e os Estados Unidos assumiram sem contestação a posição de única super-potência mundial. Talvez o sucesso tenha subido à cabeça dos americanos. Talvez eles não estivessem preparados para tanto.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pré-candidata republicana diz que furacão Irene é recado divino aos EUA

Pré-candidata republicana diz que furacão Irene é recado divino aos EUA

Integrante do Tea Party atribuiu furacão à ação de Deus | Foto: Gage Skidmore/Flickr

Da Redação

A deputada republicana Michele Bachmann, pré-candidata à corrida presidencial dos Estados Unidos em 2012, atribuiu a chegada do furacão Irene a “uma mensagem divina de que Washington precisa mudar suas políticas públicas”. Ela disse a partidários da Flórida que o fenômeno natural era um “ato de Deus” e que o governo americano deveria ficar atento.

“Vocês pensariam que agora eles entenderam a mensagem. Um terremoto, um furacão. Estão ouvindo? O povo americano fez tudo o que pôde, e agora é hora de um ato de Deus e estamos recebendo isso”, disse ela, conseguindo risos do público. Bachmann é a pré-candidata republicana favorita do movimento conservador conhecido como Tea Party.

Os danos provocados pela passagem do furacão, que deixou pelo menos 18 mortos e cinco milhões de pessoas e empresas sem eletricidade pela Costa Leste dos Estados Unidos podem chegar a US$ 7 bilhões (R$ 11,25 bilhões). O Irene ruma agora ao Canadá.

Em julho, a republicana já tinha virado notícia por ter, no patrimônio familiar, uma clínica para “curar” gays. O estabelecimento pertence ao marido e serve para aconselhar aos homossexuais a rezarem e comparecerem à igreja para “solucionar o problema”.

Com informações da agência Reuters.

via Sul 21


sábado, 20 de agosto de 2011

A nova velha mentira dos Estados Unidos: Cuba, país terrorista

A nova velha mentira dos Estados Unidos: Cuba, país terrorista 

Cartel en una calle de La Habana que recuerda que Estados Unidos mantiene libre en Miami al terrorista Luis Posada Carriles, responsable de la voladura de un avión civil cubano que costó la vida a 73 personas. Posada Carriles tiene un juicio pendiente por esta causa en Venezuela.
Outdoor em uma rua de Havana para lembra que o terrorista Luis Posada Carriles permanece livre em Miami , responsável por explodir um avião cubano que matou 73 pessoas. Posada Carriles tem um processo pendente pelo mesmo motivo na Venezuela

Leia : La nueva vieja mentira de Estados Unidos: Cuba, país terrorista. Aqui

EEUU no tiene moral para incluir a Cuba en lista negra de países terroristas, afirma nota de la Cancillería. Aqui

Venezuela rechaza informe de EEUU sobre terrorismo. Aqui