Mostrando postagens com marcador Holanda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Holanda. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de maio de 2012

Lula agradece pelo Prêmio das Quatro Liberdades, recebido na Holanda

Lula agradece pelo Prêmio das Quatro Liberdades, recebido na Holanda


O ex-presidente Lula agradeceu, em um vídeo de oito minutos, a entrega do Four Freedoms Awards (em português, “Prêmio Internacional das Quatro Liberdades 2012), homenagem a ele concedida pela fundação holandesa Roosevelt Stichting. O ex-presidente está seguindo recomendações médicas e ainda deve evitar viagens internacionais. Por isso, o prêmio foi entregue a Clara Ant, diretora do Instituto Lula, que esteve neste sábado (12) em Middelburg, na Holanda. Estavam presentes à cerimônia a rainha Beatrix e o primeiro-ministro dos Países Baixos, Mark Rutte.
 Vídeo: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Lula ganhou o prêmio, segundo a fundação, por “ter demonstrado ao longo de toda a sua vida um compromisso com a justiça social e econômica, e por ter contribuído para promover um clima de paz e conciliação entre as nações do mundo”.
A Roosevelt Stichting também afirma que Lula é uma inspiração à comunidade internacional por sua “ascensão da pobreza abjeta à Presidência do Brasil, e sua determinação em livrar o Brasil da extrema pobreza e da injustiça social que por tanto tempo flagelou seus cidadãos menos afortunados”.
Em sua fala, Lula lembrou que, na raiz do Prêmio das Quatro Liberdades está o pronunciamento histórico do ex-presidente americano Franklin Delano Roosevelt, “um dos grandes democratas da nossa era”. A expressão “Quatro Liberdades” se refere a um discurso proferido em 1941 no Congresso Americano por Franklin Roosevelt. Na ocasião, o presidente dos EUA disse que um mundo seguro necessitava de quatro tipos de liberdade: de opinião e expressão, de culto, liberdade das privações e liberdade dos temores. ”Ao enunciar as quatro liberdades, Roosevelt revela uma compreensão justa das relações entre os níveis da vida em sociedade, pois ele parte do plano mental e espiritual para chegar aos fundamentos econômicos e políticos”, disse o ex-presidente Lula.
Lula refere-se às duas primeiras liberdades, a de opinião e expressão e a de culto, como liberdades análogas à cúpula de um edifício, “devendo assegurar a todos o direito de pensar e crer. Mas para levantar-se bem alto, o edifício deve contar com sólidos alicerces”. Esses alicerces, segundo Lula, seriam as duas outras liberdades, chamadas “liberdades de base”, a liberdade das privações e a liberdade dos temores. “Estas devem assegurar uma vida digna a todos, acima da penúria, garantindo uma participação justa nos bens materiais”.
O ex-presidente termina sua fala dizendo-se otimista com o futuro. “Quando hoje olho ao meu redor e vejo que, nos quatro cantos do mundo, há nesse momento milhões e milhões de homens e mulheres que não se deixam dobrar pela opressão e pelas dificuldades, sinto-me reconfortado. Tenho motivos para encarar o futuro com otimismo” e encerra com uma citação de Goethe: ““Só merece a liberdade e a vida quem luta por elas cada dia”.
O Four Freedoms Awards
A homenagem é concedida desde 1982 a pessoas e instituições que se engajaram para proteger a liberdade usando instrumentos pacíficos. A cerimônia de premiação aconteceu neste sábado, 12 de maio, em Middelburg, na Holanda. Além do homenageado principal, pelo conjunto das quatro liberdades, a Roosevelt Stichting concedeu outras quatro medalhas:
Liberdade de opinião e expressão: Al Jazeera
Liberdade de culto: arcebispo Bartholomew I
Liberdade das privações: Ela Ramesh Bhatt
Liberdade dos temores: Hussain al-Shahristani
Saiba mais sobre o prêmio no site da oficial do Four Freedoms Awards (em inglês):http://www.fourfreedoms.nl

No Instituo Cidadania

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Virou moda: Entrega do prêmio Four Freedoms, ‘Quatro Liberdades’, para Lula na Holanda


Virou moda: Entrega do prêmio Four Freedoms, 

 ‘Quatro Liberdades’, para Lula na Holanda 




A fundação holandesa Roosevelt Stichting entregará neste sábado (12) o Four Freedoms Awards (em português, “Prêmio Internacional das Quatro Liberdades 2012) para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diretora do Instituto Lula, Clara Ant, receberá o prêmio em nome do ex-presidente, que por recomendações médicas ainda deve evitar viagens ao exterior. Lula gravou um vídeo de agradecimento ao prêmio. Estarão presentes na cerimônia a rainha Beatrix e o primeiro-ministro dos Países Baixos Mark Rutte.
Lula ganhou o prêmio, segundo a fundação, por “ter demonstrado ao longo de toda a sua vida um compromisso com a justiça social e econômica, e por ter contribuído para promover um clima de paz e conciliação entre as nações do mundo”.
A Roosevelt Stichting também afirma  que Lula é uma inspiração à comunidade internacional por sua “ascensão da pobreza abjeta à Presidência do Brasil, e sua determinação em livrar o Brasil da extrema pobreza e da injustiça social que por tanto tempo flagelou seus cidadãos menos afortunados”.
A homenagem é concedida desde 1982 a pessoas e instituições que se engajaram para proteger a liberdade usando instrumentos pacíficos. A expressão “Quatro Liberdades” se refere a um discurso proferido em 1941 no Congresso Americano por Franklin Roosevelt. Na ocasião, o presidente dos EUA disse que um mundo seguro necessitava de quatro tipos de liberdade: de opinião e expressão, de culto, liberdade das privações e liberdade dos temores.
A cerimônia de premiação ocorrerá em 12 de maio em Middelburg, na Holanda. Além do homenageado principal, pelo conjunto das quatro liberdades, a Roosevelt Stichting concederá outras quatro medalhas:
Liberdade de opinião e expressão: Al Jazeera
Liberdade de culto: arcebispo Bartholomew I
Liberdade das privações: Ela Ramesh Bhatt
Liberdade dos temores: Hussain al-Shahristani
Saiba mais sobre o prêmio no site da Roosevelt Stichting: http://www.fourfreedoms.nl/
Para mais informaçõesJosé Chrispiniano
Assessoria de Imprensa
Instituto Lula
imprensa@icidadania.org
00 55 11 2065-7022/9563-0286

sábado, 10 de março de 2012

É possível mudar mentalidades e sistemas de transporte: Como os holandeses venceram a ditadura do automóvel

É possível mudar mentalidades e sistemas de transporte: Como os holandeses venceram a ditadura do automóvel



Um vídeo de enorme importância para o Brasil mostra como é possível mudar mentalidades e sistemas de transporte
Outras Palavras não publica normalmente material em outros idiomas, mas o vídeo acima (em inglês – para legendas em português, clique em “CC”, sob a tela) merece uma exceção. Precisamente no período em que surge no Brasil uma forte mobilização em favor de outro sistema de transportes e mobilidade, ele mostra que esta luta pode ser vitoriosa. Está focado na Holanda, provavelmente o país que melhor superou a locomoção baseada no automóvel individual — substituindo-a por uma vasta rede de trens, bondes e ciclovias.
Em seus 6m29, o documentário revela algo chocante: a cultura da bicicleta sempre foi forte na Holanda; no entanto, há menos de quarenta anos, o trânsito era tão hostil às bicicletas como o de nossas cidades. Num único ano (1971), houve 3,3 mil mortes no trânsito — entre os quais, 400 crianças — parte importante dos quais, ciclistas. Os dados são ainda mais expressivos por se tratar de um país cuja população (16,6 milhões) é semelhante à da região metropolitana de São Paulo.
As mortes estão estreitamente relacionadas a um processo muito semelhante ao vivido hoje no Brasil. Libertada do domínio nazista em 1945, a Holanda viveu, nos 25 anos seguintes, um enriquecimento acelerado, que beneficiou todas as classes sociais. A renda per capita cresceu 222%, entre 1948 e 1970. Boa parte dos que passaram a viver em condições mais favoráveis aspiravam ao padrão de consumo tradicional, em cujo centro está o automóvel. Para abrir avenidas, destruíam-se conjuntos residenciais e ciclovias. Praças foram convertidas em estacionamentos. O deslocamento médio realizado diariamente por um holandês passou de 3,9 para 23,2 km.
Dois fatores colocaram o modelo em xeque. O primeiro, e decisivo, foi uma intensa mobilização social contra a ditadura do automóvel, a partir dos anos 1970. Ele serviu-se do apego da população à bicicleta, que remota ao começo do século 20. Convergiu para intensas mobilizações em favor de um novo projeto de cidade. É algo que pode se dar também no Brasil contemporâneo, caso haja uma articulação mais forte entre movimentos como as lutas pelo direito à moradia, as bicicletadas e o ambientalismo urbano.
O primeiro choque mundial de combustíveis, em 1973, foi o catalisador final. Dependente do petróleo ao extremo, a Holanda viu-se contra as cordas, quando o preço do barril triplicou em poucas semanas. Porém, um governo ousado, dirigido pelo primeiro-ministro trabalhista Joop den Uyl, reagiu com medidas como os “domingos em carro” e a proibição dos automóveis no centro das cidades.
Combinada com a mobilização social já existente, esta atitude deu início a uma revolução urbana. O traçado viário das cidades foi inteiramente transformado, para que surgissem áreas seguras para ciclistas. O uso da bicicleta, que declinara 6% ao ano no pós-II Guerra, cresceu entre 30% e 60%, em poucos meses. Junto com as ciclovias, floresceu um vasto movimento de recuperação das cidades, que transformou em praças e parques áreas antes colonizadas pelos carros. A profusão de espaços públicos e os contatos sociais e a sensação de liberdade que eles proporcionam são, por sinal, um dos ingredientes centrais para o encantamento produzido por cidades como Amsterdam.
O documentário termina com uma provocação: “Os graves problemas causados pelo automóvel não eram uma exclusividade dos holandeses”, diz o locutor. E instiga: “A saída que eles encontraram também não precisa ser”…
Bastam alguns minutos, após descer na estação ferroviária de Amsterdam, para sentir a enorme transformação no ambiente urbano.




Blog Coletivo Outras Palavras

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

E a punição aos pedófilos?: Igreja católica pede desculpas pelos casos de pedofilia na Holanda


E a punição aos pedófilos?: Igreja católica pede desculpas pelos casos de pedofilia na Holanda


Os bispos holandeses afirmaram nesta sexta-feira que lamentam e pedem desculpas sinceras às vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero, depois da publicação de um relatório que assinala milhares de vítimas desse crime.
"Lamentamos os abusos", indicaram os bispos em um comunicado. "Compadecemo-nos das vítimas e apresentamos a elas nossas sinceras desculpas", acrescentaram.
Uma comissão investigadora independente revelou hoje que várias "dezenas de milhares de menores" foram abusados sexualmente na Igreja católica holandesa entre 1945 e 2010, e 800 supostos autores foram identificados. 
"Várias dezenas de milhares de menores enfrentaram formas leves, graves ou muito graves de condutas sexuais que ultrapassavam os limites entre 1945 e 2010 na Igreja católica holandesa", indicou o comunicado da comissão, cuja investigação teve início no dia 24 de agosto.