Mostrando postagens com marcador Marconi Perillo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marconi Perillo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Perillo: Dispositivo midiático joga a toalha

Perillo: Dispositivo midiático joga a toalha


Carta Maior

Tucanos e demos ainda esperneiam e se agarram à estaca fixada por José Serra, em abril -- "Sinceramente, eu dou meu voto de confiança ao Marconi Perillo', disse então o o ex-governador de SP ao Estadão (14-04-2012). Os fatos diluvianos despejados esta semana na CPI do Cachoeira, porém, romperam o dique político demarcado por Serra, cujo objetivo era impedir que a água caudalosa vertida de Goiás dissolvesse o plano de utilizar o julgamento do mensalão, em plena campanha municipal de 2012, como alicerce aglutinador do udenismo anti-petista, já de olho na disputa de 2014. Inútil. O vertedouro das evidências contra Perillo tornou-se incontrolável. 

Um Relatório da PF enviado à Procuradoria geral da República, e publicado pela revista Época, elucida as etapas da triangulação --até agora tortuosa- da venda de imóvel do governador de Goiás ao contraventor Cachoeira. Fica claro que o dinheiro saído dos cofres do Estado serviu a três senhores simultaneamente --e nenhum deles era o interesse público do povo goiano.

Em abril do ano passado, Perillo liberou cerca de R$ 9,6 milhões de pagamentos atrasados referentes a obras supostamente realizadas pela Delta no Estado (cabe à CPI avaliar e identificar essas obras); ato contínuo a Delta depositou R$ 5,4 milhões na conta de empresas de fachada do bicheiro (o que reforça as suspeita de que o ubíquo Cachoeira é sócio-proprietário da Delta, assim como fermentam sinais de que é uma espécie de dublê de governador no Palácio das Esmeraldas); das empresas do bicheiro migraram três cheques no valor total de R$ 1.400.000 para uma confecção de um sobrinho de Cachoeira, que em seguida 'comprou' a citada casa de Perillo, teoricamente avaliada em R$ 900 mil e na qual Cachoeira foi preso. 

Enfim, o dinheiro público viajou dos cofres do Estado para os bolsos das diferentes instâncias do 'condomínio goiano', garantindo ainda um 'plus' a Perillo na venda do imóvel. Serra e Cia vão continuar falando grosso na tentativa de evitar a derrocada do dominó que tem em Perillo uma peça de posicionamento estratégico. Mas, sintomático do isolamento de Perillo, se ressentem da ancora midiática. Hoje, dois pilares do dispositivo conservador --jornais o ''Globo' e o 'Estado De São Paulo'-- jogaram a toalha em notas editoriais nas quais entregam o tucano à própria sorte. 

Os textos utilizam termos idênticos, como se fossem reciclagens de uma mesma matriz. Diz o Estadão: "Reduzido aos seus termos básicos, tratou-se de um acordo, intermediado por Cachoeira, pelo qual o governo de Goiás pagaria R$ 9,6 milhões devidos à Delta em troca de um pedágio de R$ 500 mil para o governador. Quase tão antigo como o Brasil, é o clássico esquema de criar dificuldades para vender facilidades. O alegado suborno de Perillo se materializou no bojo de uma transação imobiliária" . 

Reitera o Globo: "O relatório (da PF) desfaz a confusão, e dele não sai bem o governador. Em linhas gerais, na versão da PF, sustentada por sugestivos diálogos grampeados, Perillo vendeu a casa a Cachoeira, em cujo preço foram incluídos R$ 500 mil, pagos pela Delta e entregues ao governador para facilitar a liberação de pagamentos do estado (...) caso indiscutível de corrupção, com a criação de dificuldades para a venda de facilidades.

Editoriais do dispositivo midiático conservador refletem o isolamento do governador tucano Marconi Perillo:

O triângulo goiano
O Estado de S. Paulo - 18/07/2012


Dificilmente o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, deixará de ser convocado pela segunda vez para depor na CPI mista do Congresso que investiga a relação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos, administradores públicos e empresários. Da primeira vez, em junho, ele foi chamado na condição de testemunha. Dominou a sessão, para a qual, aliás, arregimentou uma entusiasmada claque. Da próxima vez, se ocorrer, depois do recesso parlamentar que vai de hoje até o fim do mês, irá na condição de réu.

Mas não é certo que volte a dar o seu "showzinho", como diz o líder petista na Câmara dos Deputados, Jilmar Tatto. Segundo ele, a oitiva seria redundante porque a comissão já teria elementos para representar contra Perillo junto ao Ministério Público e ao STJ, onde são julgadas ações envolvendo governadores de Estado. O goiano provavelmente tratará de obter do Supremo Tribunal Federal (STF) a licença já concedida a outros depoentes, a começar do próprio Cachoeira, para entrar mudo e sair calado da sala de reuniões da CPI.

De todo modo, a sua sorte no inquérito parece traçada - e não será apenas porque o PT quer o seu escalpo e extrairá tudo e mais alguma coisa da oportunidade de se vingar do adversário que revelou ter alertado o então presidente Lula, numa conversa a dois, sobre um esquema em curso na Câmara para a compra de votos a favor do governo, que entraria para a história com o rótulo de mensalão. O que ameaça o futuro político de Perillo são as contundentes evidências de sua participação no triângulo em cujas outras pontas estão Cachoeira e a notória construtora Delta, de Fernando Cavendish.

Até os companheiros do PSDB, a julgar pelo que dizem e como o dizem, o defendem mais por dever de ofício do que por convicção de sua inocência. É sintomático que o presidente da legenda, o pernambucano Sérgio Guerra, prefira dar ênfase à necessidade de a CPI focalizar outros governadores, como o petista Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, onde a sociedade entre o bicheiro e a empreiteira tentou abocanhar lucrativos contratos, e o peemedebista Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, o mais ostensivo dos amigos políticos de Cavendish. Mas o fato é que, por enquanto, há pouco contra Agnelo e nada contra Cabral.

O golpe talvez decisivo para a reputação de Perillo é um relatório de 70 páginas da Polícia Federal enviado em fins de junho à Procuradoria-Geral da República, do qual a CPI não tinha conhecimento. Divulgado pela revista Época, o documento se vale da interceptação, nos primeiros meses do ano passado, de 169 telefonemas entre Cachoeira, seu agente político Wladimir Garcez, ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia e homem de confiança de Perillo, e o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu. As conversas giram em torno do que o relatório denomina "compromisso" entre o governador e a empresa.

Reduzido aos seus termos básicos, tratou-se de um acordo, intermediado por Cachoeira, pelo qual o governo de Goiás pagaria R$ 9,6 milhões devidos à Delta em troca de um pedágio de R$ 500 mil para o governador. Quase tão antigo como o Brasil, é o clássico esquema de criar dificuldades para vender facilidades. O alegado suborno de Perillo se materializou no bojo de uma transação imobiliária. Ao revender a casa que comprara dele, por interposta pessoa, o contraventor repassou a um assessor do governador o meio milhão solicitado. O dinheiro, vindo de uma empresa laranja da Delta, tinha sido lavado pelo esquema Cachoeira.

As conversas grampeadas batem com os extratos bancários em poder da CPI. Neles se verifica que, entre fevereiro e maio de 2011, a Delta repassou ao grupo Cachoeira R$ 5,4 milhões, ou nada menos de 56% do total recebido do governo. A formidável comissão dá ideia da gordura que a empreiteira tinha para queimar em seus negócios com a administração pública de Goiás e do preço cobrado pelo bicheiro por sua influência no Estado. No seu depoimento, Perillo negou peremptoriamente que ela existisse. Talvez a palavra certa não seja influência - e, sim, poder.

domingo, 3 de junho de 2012

Agora vai: 'Davi contra Golias', ex-assessor de Perillo quer abrir sigilo



Agora vai: 'Davi contra Golias', ex-assessor de Perillo quer abrir sigilo

O jornalista que coordenou a propaganda do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em 2010 demonstra disposição em ir à CPI do Cachoeira para falar sobre a acusação de que foi pago por empresa ligada ao contraventor Carlinhos Cachoeira. "Estão brigando com um Davi, só que esse Davi não tem medo de nenhum Golias, não", diz Luis Carlos Bordoni. Em nova entrevista ao Estado de S.Paulo, Bordoni afirma que negociou diretamente com Perillo o pagamento de R$ 120 mil pela atuação na campanha, contradizendo a versão do governo, de que o valor foi de R$ 33,3 mil. "Vou solicitar que seja quebrado o sigilo telefônico tanto meu quanto da minha filha e que também o façam com o telefone do sr. Lucio Gouthier Fiúza (assessor particular de Perillo) para constatarmos quem está falando a verdade. Já que eles querem a briga neste nível, nós vamos brigar neste nível", disse Bordoni.
O jornalista afirma que, "se for para estabelecer a verdade, eu vou a qualquer lugar para defender o meu nome e o da minha filha. Se quiserem enlameá-los, como estão tentando fazer agora, vamos ver como vai ficar esse jogo de forças aí (...) Quer dizer que durante todas as campanhas que eu fiz eu era o bom e o maravilhoso, e agora eu sou o mentiroso e o irresponsável? Talvez então eu tenha sido mentiroso e irresponsável ao pedir voto para ele?". Perillo negou as denúncias na sexta-feira. "As afirmações do senhor Luiz Carlos Bordoni em relação à campanha do governador Marconi Perillo são mentirosas e irresponsáveis", diz a nota oficial do governo goiano. O governo diz ainda "estranhar" o fato de Bordoni, "na falta de uma explicação plausível que justifique o crédito na conta corrente de sua filha, fazer circular esta versão fantasiosa, querendo incriminar a campanha do governador Marconi Perillo".
Li no Jornal do Brasil

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cachoeira esnobou ligação de Marconi e irritou governador


Cachoeira esnobou ligação de Marconi e irritou governador 

Numa interceptação feita pela Polícia Federal na operação Monte Carlo, dia 14 de julho do ano passado, delegados descobriram que o contraventor Carlinhos Cachoeira rompeu relações com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). 


Nesse dia, o ex-vereador Wladimir Garcez, o braço político de Cachoeira, liga para o chefe e reclama que ele não atendeu às ligações do governador, que ficara irritado. 


O contraventor responde que não podia falar porque estava com Eduardo Siqueira Campos e Ataídes de Oliveira. O MP de Goiás abriu ontem investigação sobre as relações de Marconi e Cachoeira.




.Congresso em Foco


.

domingo, 6 de maio de 2012

Cachoeira chegou ao governo Serra

Cachoeira chegou ao governo Serra


Além de Marconi Perillo, governador de Goiás, outro tucano ilustre parece ter se envolvido com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e os seus esquemas ilegais e imorais. Quando governou São Paulo, José Serra fez alguns negócios esquisitos.

A revelação está na revista IstoÉ que chegou às bancas, em reportagem de Pedro Marcondes de Moura.

Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com governos estaduais e municipais, chegaram ao principal bunker da oposição: o Estado de São Paulo. Em Brasília, parlamentares que compõem a “CPI do Cachoeira” já tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho do ano passado e janeiro deste ano. Elas apontam que a construtora Delta, braço operacional e financeiro do grupo do contraventor, foi favorecida nas gestões de José Serra (PSDB) e de seu afilhado político Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura e também quando o tucano ocupou o governo do Estado. Em 31 de janeiro deste ano, por exemplo, Carlinhos Cachoeira telefona para Cláudio Abreu, o representante da empreiteira na região Centro-Oeste, atualmente preso sob a acusação de fraudar licitações e superfaturar obras. Na ligação, o bicheiro pergunta se Abreu teria conversado com Fernando Cavendish, oficialmente o dono da construtora, sobre “o negócio do Kassab”. Em seguida, diz a Abreu que o prefeito de São Paulo “triplicou o contrato”. Essa conversa, segundo membros da CPI e do Ministério Público de São Paulo, é um dos indícios de que a organização de Cachoeira também teria atuado com os tucanos e seus aliados em São Paulo. “Os depoimentos de Cachoeira e Abreu serão fundamentais para que se descubra o alcance das relações entre a empreiteira e políticos”, diz o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG). 


Cliquem aqui e leiam a íntegra da reportagem.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Marconi Perillo é meu Richard Nixon

Marconi Perillo é meu Richard Nixon

Henrique Morgantini

Marconi, assim como Nixon, tem a mania de perseguir jornalistas. Em diversas ocasiões e de diversas formas. Dos mais distantes aos mais íntimos.


Não somente meu. Mas também de todo aquele que ainda conseguir atinar para a miséria que é aquela aparente retidão de caráter e de postura constantes. Um robozinho da perfeição. Perillo, governador de Goiás, está preso como na terrível maldição do eterno mesmo sorriso emoldurado pela inverdade das sensações. Nada o altera, ele nada sente e se o faz, pouco importa: ele sempre terá o mesmo sorriso para apresentar.
Assim como Richard Nixon, ex-presidente americano por dois mandatos, Perillo está congelado em uma perigosa e traiçoeira forma, que o aprisiona a ser o que é sem que ele mesmo pense na possibilidade de se transmutar em outra coisa. Sem pensar, sem saber, sem expressar qualquer outra reação que não aquele sorriso plastificado, Perillo está acelerarando um carro o máximo que puder em uma única estrada sem saber aonde ela vai lhe levar ou se levará a algum lugar. Com o tempo, o visual que se tem do passeio neste carro torna-se entediante e sem sentido.
Assim é a postura sempre escorreita, inverossímil no mundo das pessoas reais, de Marconi Perillo: entediante, sem sentido e sem qualquer direção.
Até então, ser assim é uma opção claramente pessoal e, num Estado livre, é mais que permitido, é até incentivado. Que se seja como se quiser ser. Mas o problema neste caso é que neste longo passeio que Perillo está dando sem saber para onde vai, ele está também nos levando. A população de Goiás segue no banco ao lado, sem acesso ao acelerador, ao freio e tampouco ao volante. A única coisa que se pode fazer é gritar por ajuda, tentar abaixar o vidro e espernear, na esperança de que alguém do lado de fora nos veja acenando e, olhando em nossos olhos de forma sincera e clara, perceba o nosso desespero.
Se você ouvir o grito longínquo e vir nossos olhos, sim, somos nós, povo de Goiás em instintivo desespero. Enquanto o motorista segue com ar perfeito, puro, constante. O mesmo sinistro e malévolo sorriso perfeitinho.
Marconi Perillo tem um bordão. De onde estou é possível imaginar que ao chegar perto dele eu possa sentir o cheiro de plástico recendendo de suas roupas caras, empedernidas, deveras elegantes. É como uma Barbie: perfeita, milimétrica, moldada na forma em que nada sai do lugar jamais. Pois Marconi para Goiás, assim como foi Nixon para a América dos anos 1970, era isto: este perigoso brinquedo perfeito cujo principal cuidado é não engolir e engasgar com as peças pequenas.
O bordão pessoal de Marconi Perillo é: “o meu forte é fazer amigos”. Há um fascismo preso neste discurso. Uma espécie da ditadura da bondade, da felicidade – novamente – plástica que somente reverbera a ausência. A ausência de realidade, de personalidade, de temperamento, de possibilidades de escolhas para agradar ou desagradar. Enfim, tudo o que há no ser humano e o torna apaixonadamente imperfeito e real, nele é só ausência. O filtro da vida o fez puro. Uma máquina de só agradar, só fazer amigos. Marconi não vai ao banheiro ou não solta gases e põe a culpa nos outros. Isto não é fazer amizades.
Marconi, como Nixon, tem a mania de perseguir jornalistas. Em diversas ocasiões e de diversas formas. Dos mais distantes aos mais íntimos – que trabalham para seu governo – seu forte é calar opiniões. Defende-se, é claro, como todo bom conservador de cristaleira, na ideia de que busca seus direitos através das vias jurídicas. Balela, Marconi não usa a Justiça, mas se impera por sobre ela através de seu poder e intimida, influencia e realiza outros verbetes facilmente imagináveis para conseguir as decisões que almeja.
Em diversas esferas, comparam Marconi Perillo a um ditador, um rei, um coronel. Nada disso. Marconi é simplesmente o espectro de tudo que ainda resiste num último fôlego do que há de mais atrasado, falso, vencido, enganoso, malévolo, decadente e egoísta na politica deste país. Ele é o último refúgio que ainda consegue se manter em pé e talvez por isto mesmo ainda tente fazer com que os outros creiam que ele é viável, jovial, bom e perfeito.
Mas quem chegar perto desta figura, com a forma correta de aspirar o ar à sua volta narina adentro, poderá sentir que o cheiro do velho e do antigo nele contidos estão misturados pela cobertura de uma grossa camada plástica que eterniza o mesmo sorriso, a mesma falsa perseverança e que só o permite dizer, como um boneco eletrônico, o mesmo bordão:
– O meu forte é fazer amigos.

No Brasil247