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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Comissão quer apurar denúncia de massacre de índios no regime militar

Comissão quer apurar denúncia de massacre de índios no regime militar 

A Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça da Câmara quer obter esclarecimentos sobre a denúncia do assassinato de 2 mil índios, entre os anos de 1972 e 1975, durante o regime militar.
Segundo reportagem do jornal A Crítica, de Manaus, os índios da etnia Waimiri-atroari teriam sido mortos porque eram contrários à construção da BR-174, que liga Manaus (AM) a Boa Vista (RR) e corta a área original da reserva indígena no Amazonas.
A presidente da comissão, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), disse que vai enviar requerimentos de informação para que a Eletronorte e a Fundação Nacional do Índio (Funai) enviem dados sobre os índios Waimiri-atroari. A deputada criticou a ausência de representantes das duas entidades na audiência que discutiu o assunto nesta quarta-feira (9).
Erundina afirmou que não se pode esquecer a história desses índios. Para ela, é necessário localizar e punir os culpados.
Durante a audiência, o indigenista missionário Egídio Schwade informou que existem documentos do Exército que se referem a ações para “assustar” os indígenas, com o objetivo de concluir as obras da rodovia na época. Schwade disse que o regime militar ainda é um período “muito nebuloso” da história brasileira e que há fatos que precisam ser esclarecidos. "Não se pode deixar adormecer um massacre desses, tão perto.”
Na próxima quarta-feira (16), a comissão vai realizar audiência com representantes de camponeses que também sofreram com o regime militar.

No Jornal do Brasil

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Onde estarão os Nobres?

Onde estarão os Nobres? 





As entrevistas deste vídeo foram realizadas no sábado, dia 21 de janeiro, no Pinheirinho, logo depois da tentativa de reintegração de posse frustrada por uma liminar de âmbito federal que obrigou a polícia a parar com a operação. As entrevistas retratam um pouco da história de luta da família Nobre há 7 anos no Pinheirinho. A família entrevistada mal sabia que na manhã seguinte, domingo 22 de janeiro, às 6h da manhã, a polícia voltaria (quebrando o "pacto federativo") com o aval da Justiça do Estado de São Paulo, do Governador Alckmin e do Prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury. Desalojaram violentamente os moradores, destruíram suas casas e violaram diversos direitos humanos, promovendo, inclusive, mortes. "Onde estarão os Nobres?" é a pergunta que ecoa ao final do vídeo... 

Coletivo de Comunicadores Populares
www.comunicadorespopulares.org

Filmagem e Entrevista: Cristina Beskow
Edição: Jefferson Vasques