Mostrando postagens com marcador Rafinha Bastos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rafinha Bastos. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de junho de 2012

Eu nem tentei mas Nina Lemos: Eu juro que tentei, Rafinha Bastos!

Eu nem tentei mas Nina Lemos: Eu juro que tentei, Rafinha Bastos!
Nina Lemos em seu blog


Por cinco segundos nessa noite de domingo, achei que eu pudesse gostar do programa novo do Rafinha Bastos (o importado “Saturday Night Live”, só que em versão brasileira e aos domingos). Eu mesma, que há um ano gritava na Marcha das Vadias: “abaixo o CQC” junto com centenas de mulheres, como profissional “séria”, falaria que ele era engraçado e agora fazia um programa legal.
Por que reclamamos em alto e bom som do Rafinha Bastos ano passado? Porque, entre outras coisas, ele fez uma “piada” onde disse que estuprador merecia uma medalha. Essa foi uma da série de graças ofensivas, defendidas por ele e sua turma como “liberdade de expressão”. Não acho que liberdade seja xingar os outros e fazer apologia ao crime. Mas, quem sabe? Dizem que o cara no fundo é talentoso. Vai que ele mudou de linha?
Com essa esperança, gostei do Rafinha Bastos por cinco segundos. Porque por cinco segundos ele conseguiu rir de si mesmo. Viva! Na abertura do programa, fez piada com o fato do programa “Saturday Night Live” ser aos sábados, pediu desculpas com uma lista a várias pessoas que se sentiram ofendidas por ele, “como os acreanos”, e arrasou fazendo merchandising de guaraná ao mesmo tempo em que falava que aquele era um programa independente e sem patrocínio. E eu também ri de mim mesma pensando: “meu deus, vou ter que falar bem do Rafinha Bastos!”.
Bem, não vou conseguir falar bem. E eu estava, sim, disposta, a dar uma chance (pelo menos por cinco segundos). Mas logo depois de Rafinha rir dele mesmo, esquetes sem graça e sem timing, estilo Zorra Total piorado,  tomaram conta do programa.
E aos poucos aquele Rafinha que me fez gritar na porta do clube de comédia onde ele é um dos sócios apareceu de novo, na hora de mostrar as noticias do dia. Marcha das vadias: “elas precisam emagrecer e fazer dieta”. “Amy Winehouse, seu sangue tem Aids.” Ele disse também que o segundo filho de Eike Batista torce para que o irmão Thor morra em um acidente para herdar a fortuna sozinho. Me senti dentro de um show de stand up “proibidão” e não gostei nada da sensação.
Não foi uma boa noite de domingo. Mas eu tentei, Rafinha Bastos.
PS. E sempre que eu escrevo sobre o Rafinha Bastos e seus amigos sou xingada da maneira mais baixa. Então, pelo jeito, também não vai ser uma boa segunda-feira. Só rindo. De mim mesma, no caso.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Piadas ofensivas em relação aos deficientes físicos e mentais:Justiça proíbe a venda de DVD de Rafinha Bastos

Piadas ofensivas em relação aos deficientes físicos e mentais: Justiça proíbe a venda de DVD de Rafinha Bastos


A Justiça de São Paulo concedeu liminar que proíbe a venda do DVD A Arte do Insultos, do humorista Rafinha Bastos.
No DVD, ele faz piadas ofensivas em relação aos deficientes físicos e mentais.
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (Apae São Paulo) entrou com ação cível para que a circulação e a venda do DVD fosse proibida.
Foi o secretário municipal da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida, Marcos Belizário, quem incentivou a Apae a entrar com a ação.






No PoderOnline

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Perdeu playboy:Piada de Rafinha Bastos gera indenização Wanessa Camargo



Perdeu playboy:Piada de Rafinha Bastos gera indenização Wanessa Camargo

Por Líliam Raña

O apresentador de TV Rafael Bastos Hocsman, o Rafinha Bastos, foi condenado a pagar indenização de 30 salários mínimos por dano moral à cantora Wanessa Camargo, ao seu marido, o empresário Marcus Buaiz, e ao bebê do casal. O juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, da 18ª Vara Cível de São Paulo, julgou procedente a ação proposta por Buaiz, marido da cantora. Cabe recurso contra a sentença desta terça-feira (17/1).
Na edição do dia 19 de setembro do programa CQC, quando o colega Marcelo Tas comentou sobre como Wanessa estava "bonitinha" durante a gravidez, Rafinha Bastos proclamou: "Comeria ela e o bebê, não tô nem aí! Tô nem aí! (sic)." A frase gerou repercussão na imprensa e nas redes sociais, a maioria delas criticando o comediante. Marco Luque, também comediante e integrante do CQC, e amigo de Buaiz, foi um dos que desaprovou o comentário do colega.
O advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, que representa Marcus Buaiz, argumentou na ação que a frase do apresentador desrespeitou "valores éticos e sociais da pessoa e da família" e o comportamento seguinte de Rafinha tornou-se "tão grave quanto" o comentário. O apresentador teria continuado a ironizar a situação e renovado em público a "agressão à honra" de Wanessa e seu marido.
No pedido ao juiz, o advogado alegou que a liberdade de expressão artística não abriga o humor lesivo ao patrimônio moral de terceiros, conforme a Constituição. E mais: descreve antecedentes de Rafinha que já lança comentários polêmicos, como a do ator Fábio Assunção como garoto-propaganda de empresa de celular, "é uma operadora de traficantes e drogados".
A situação de Rafinha Bastos se agravou, segundo os advogados do casal, porque ele não se retratou. Segundo a petição, era esperado que ele refletisse sobre o caso e considerasse a repercussão negativa que suas declarações tiveram para pedir desculpa, "ou, no mínimo, buscando suavizar a aleivosia assacada, anunciasse a ausência de intuito ofensivo naquilo que dissera".
Processo 583.00.2011.201838-5
Despacho Proferido
Com essas considerações, que hei por bastantes e suficientes, atento ao mais dos autos, JULGO PROCEDENTE a ação para CONDENAR a Requerida a pagar ao A. a importância suso fixada, a título de reparação pelo dano moral sofrido, com juros da data do fato e correção monetária a contar desta data, até o efetivo pagamento, pagando ainda as custas e a honorária de 15% sobre o débito final.
P.R.I. R$ 2.028,13 – Preparo.

No Conjur

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Eu repudio, de todas as maneiras e em nenhum caso, qualquer manifestação que provoque constrangimento à qualquer pessoa, diz Fabio Assunção

Eu repudio, de todas as maneiras e em nenhum caso, qualquer manifestação que provoque constrangimento à qualquer pessoa, diz Fabio Assunção 

Sem citar o nome de Rafinha Bastos, Fábio Assunção postou uma mensagem no Facebook


Mensagem na íntegra:

"Eu repudio, de todas as maneiras e em nenhum caso, qualquer manifestação que provoque constrangimento à qualquer pessoa, seja o motivo que for. Imagino o desconforto do público tendo que engolir um alimento tão estragado e enjoativo, levado a acreditar que isso é bacana. 

O que é perecível passa, não resiste ao tempo. E é um desafio de gente grande, de grandes artistas, não preterir a inteligência...e o bom gosto quando os risos estão sendo conquistados com tão pouco, com migalhas, por um público com a crítica ainda em formação. Isso para mim traz à discussão que existem tarefas muito mais grandiosas para um artista brasileiro hoje, além de fazer sua própria arte. Há um público a ser conquistado, carentes de humor, que merecem outro approach, consideração e encaminhamento.
Fabio."



sábado, 8 de outubro de 2011

O CQC ainda está no jardim da infância do politicamente incorreto

O CQC ainda está no jardim da infância do politicamente incorreto

Milton Ribeiro no Sul21


O humorista Rafinha Bastos foi afastado por tempo indeterminado do programa CQC. O motivo foi a deselegante brincadeira feita com a cantora Wanessa Camargo no programa exibido no último dia 19 de setembro.
As reação mais forte partiu de Marcos Buaiz, marido de Wanessa e sócio de Ronaldo Fenômeno na agência de marketing 9ine. Ele se posicionou publicamente contra a piada de Rafinha, fazendo com que o dito ganhasse enorme repercussão.
O imbroglio remete aos novos limites admitidos para o humor em nosso país. Na década de 80, Os Trapalhões, programa dominical da Globo liderado por Renato Aragão, brincava com a cor da pele das pessoas. Nos anos 90, dentro da Escolinha do Professor Raimundo, Chico Anysio debochava dos homossexuais. Ainda toleraríamos tais piadas hoje em dia?
A turma do CQC | Foto: Band / Divulgação
O chargista e jornalista Arnaldo Branco diz que existe realmente “uma tendência mundial de testar os limites”. “Nos Estados Unidos, por exemplo, Stephen Colbert disse barbaridades na cara do Bush e o Ricky Gervais (que é inglês) apresentou o Globo de Ouro em estilo kamikaze. Só que aqui, se o patrocinador chia, demitem todo mundo. Não obstante, o CQC é um humor infantilizado, principalmente porque você sente os caras se comprazendo com a molecagem, com a própria ‘ousadia’ – mais do que sentindo orgulho autoral por uma piada bem elaborada”.
O CQC é uma franquia de uma produção argentina, já antiga. A sigla original significa “Caiga Quien Caiga” (Caia quem caia), cuja melhor tradução talvez seja “Doa a Quem Doer”. Durante muitos anos o programa foi apresentado na TV América argentina e reproduzida pela TVA aqui no Brasil. Os apresentadores argentinos eram muito bons e o que chamava a atenção era a total falta de cerimônia em perguntar o que o público gostaria de saber. Esta seria a principal diferença entre o original e a cópia, pois em vez de colocar os entrevistados em dificuldades por fatos de sua biografia, muitas vezes parte-se para o insulto ou a para uma saia-justa baseada numa livre-associação de trocadilhos e pegadinhas”.
O escritor e publicitário Nelson Moraes, que mantém o blog Ao Mirante, Nelson, – atualmente “em coma” –, fala sobre os insultos: “Caras como o Rafinha Bastos se valem do nicho ainda aberto de um humor politicamente incorreto no Brasil (nicho que a TV Pirata conseguiu mais ou menos preencher na década de 80). Então, ele acha que fazer apologia ao estupro, à truculência, à grosseria é preencher este nicho. Lembra o menino na escola gritando palavrões lá no fundo da classe, esperando ser mandado à diretoria pra poder chamar a professora de reacionária”.
"Rafinha comprovou que celebridades dotadas de poder revidam" | Foto: Band / Divulgação
Branco cita a questão da fórmula do programa, a qual utiliza muitas vezes perguntas capciosas a subcelebridades – e, às vezes, perde em sagacidade para elas. Branco fala em subcelebridades porque “celebridades mesmo, com poder, podem revidar, como o Rafinha acaba de descobrir”.
O chargista do Sul21 Eugênio Neves conta que viu poucas vezes o CQC por não gostar da fórmula, mas que uma vez achou tudo muito simbólico. “Era o aniversário da modelo Ana Hickmann e eles estavam na porta importunando os convidados que chegavam. Não gosto daquela gente, mas acho que eles têm direito à privacidade. Então, naquele dia, o repórter tinha no bolso um monte daquelas bombas que detonam quando a gente joga no chão. Uma hora ele se descuidou, bateu mais forte no casaco e aquilo começou a explodir descontroladamente. O cinegrafista perguntou se deveria continuar filmando e o repórter, realmente assustado, mandou aos gritos ele parar. E houve o corte. Eu achei uma bela isonomia: eles incomodando os convidados e sendo incomodados por um fato inesperado. Ou seja, quando é com os outros vale tudo, quando é comigo… Ora, se o humor vale num sentido, por não valeria no contrário?”.
Marconi Leal, redator de Zorra Total e romancista, analisa o humor do país de uma forma geral: “A nova geração, influenciada pelo humor americano, entrou em cena com uma variação dostand-up. Mas o stand-up brasileiro, ao contrário do que seus propagadores imaginam, está a léguas do americano e a milhares de léguas do inglês. Ele teve que se adaptar a sua audiência, e a audiência brasileira quer saber de piadas de sexo, de preferência que envolvam peido e palavrão – e não excluo a classe A desta preferência. Então, virou uma coisa meio bizarra onde o humor cerebral do stand-up é confundido com o insulto puro e simples, coisa própria de quem não domina uma linguagem que é estranha a nossa cultura”.
A Praça é Nossa: o verdadeiro humor nacional? | Foto: Divulgação
Marconi abre a questão da existência ou não de um humor nacional. “O conceito de ironia fina é estranho ao brasileiro. Preferimos ficar com o humor de tipos, que saiu do teatro, foi ao rádio com Max Nunes, desembocou na televisão (tendo em Jô Soares, Agildo Ribeiro e Chico Anysio seus maiores expoentes) e está aí até hoje, em programas como o Zorra Total e A Praça É Nossa. Como na política, cada povo tem o humor que merece. Se esse tipo de comédia fosse rejeitado pela população, esses programas não existiriam. E, no entanto, estão entre os de maior ibope na TV. Houve um período em que a televisão tentou quebrar esse paradigma, lançando programas como Armação Ilimitada, TV Pirata, Dóris para Maiores, Casseta & Planeta Urgente, Comédias da Vida Privada. Mas atualmente, com a ascensão da classe C, a tendência é a volta ao pastelão estilo novela. O Casseta & Planeta é o exemplo mais pungente disso que falo: quebrou a tradição de maneira radical nos primeiros anos e, nos últimos, vinha reproduzindo a comédia de tipos”.
Arnaldo Branco também fala da comédia de tipos brasileira ao afirmar que não há nada de ingênuo em programas como o Zorra Total, pois eles sabem exatamente a quem falam. “Pode até ser mais apelativo, mas só lá você pode ver um gigante do humor físico atuando, como Paulo Silvino. Ademais, tanto o humor popular quanto o erudito se valem de arquétipos; alguns dos clichês do Zorra são ecos distantes da commedia dell’arte. O programa está muito longe da sofisticação de um Millôr, mas também está distante da truculência de um CQC que, aliás, só é truculento com quem não sabe se defender. Toda vez que topam com o Maluf viram escada para o cara”.
"É um humor sem fundo, que só explora o ridículo. O humor mais nobre é o que diz o que não se pode dizer." | Foto: Divulgação
O chargista Eugênio Neves chama a atenção para passividade bovina de alguns humoristas. No passado, eles poderiam até ser um contraponto ao que dizia o editorial da empresa; porém, como hoje os contratados baixam a cabeça para a orientação dos veículos onde trabalham, restaria a eles o humor a favor ou o escracho como objeto de riso. “Quando tiram sarro de algum rico suspeito, não é relevante como foi obtida a fortuna, a crítica vem pelo viés errado. Ou seja, não há a tentativa de desnudar parcialmente a vítima do humor. É um humor sem fundo, que só explora o ridículo. O humor mais nobre é o que diz o que não se pode dizer. Veja o que faz o Iotti no Rio Grande do Sul, a criminalização dos movimentos sociais é a mesma pauta de seus patrões. É triste quando a piada serve de ilustração para o editorial”.
Para Nelson Moraes, o problema específico do CQC independe da passividade em relação à emissora onde é apresentado. “Se formos olhar o formato do programa, os caras não têmtiming, estão sempre um tom acima, são canastrões que acham que textos irreverentes atenuam uma encenação mambembe. Aquilo é uma tentativa de humor. Na verdade, o Brasil ainda está no jardim da infância do politicamente incorreto. Nosso senso de humor vai de um extremo a outro — do escracho com os desfavorecidos – o que em si não é problema, se não fosse monotônico — à superproteção aos desfavorecidos — o famoso humor a favor, que é o cancro da piada. Praticamente não temos nuance, é tudo em torno disso”.
A falta de nuances também é referida por Eugênio, que o considera fatal. “Dilma é a faxineira, Sarney, o vilão onipresente, Kadafi é um ditador sanguinário e Chávez um pateta. É o humor do senso comum. Ou talvez falte informação a eles para explorar as contradições”.
Marconi Leal: "Tudo o que não for padrão de cores poderá ser alvo de processo"
Porém, o que parece preocupar a sociedade brasileira são as regras de convivência e os limites do humor. O repertório cultural, político e religioso de cada um interfere na reação, por exemplo, ao CQC. O Brasil respeitador do politicamente correto seria demasiadamente suscetível? Marconi Leal chuta o balde. “Para piorar o panorama do humor brasileiro atual, você tem o politicamente correto. Certo, o politicamente correto não é uma invenção nacional, surgiu nos EUA, enquanto nós somos ibéricos burocratas, normativos, autoritários. O estado, no Brasil, regula até como o sujeito deve escovar os dentes. Nos EUA – e não sou nenhum admirador dos americanos – se publicam biografias não-autorizadas, há produtos e marcas que são esculhambados em rede nacional de televisão, há figuras públicas que não são perdoadas ao menor deslize. Aqui, a justiça manda recolher livros do mercado, processa sicrano porque chamou fulano de feio ou gordo (e fulano ganha o processo), e por aí vai. Você sabia que não se pode fazer piada com enfermeira em meios de comunicação no Brasil? O sindicato delas foi à Justiça e ganhou esse estranho direito. Só sabe da censura quem enfrenta esse tipo de cerceamento diariamente. Daqui a pouco, a TV brasileira só vai poder exibir o padrão de cores. Tudo o que não for padrão de cores poderá ser alvo de processo”.

sábado, 1 de outubro de 2011

Queria comer e foi comido

Queria comer e foi comido


Queria comer e foi comido
Foto: Divulgação

Dias atrás, o programa CQC, da Bandeirantes, exibiu uma das piadas mais infames já vistas na televisão brasileira. “Eu comeria ela e o bebê”, foi o que disse o apresentador Rafinha Bastos sobre a gravidez da cantora Wanessa Camargo. Neste domingo, a direção da Band avalia se repreende ou se afasta em definitivo o apresentador do programa comandado por Marcelo Tas.
Aparentemente, a decisão já está tomada – e tudo indica que Rafinha, que queria comer, será comido. Não fosse assim, dificilmente o apresentador Marco Luque, que faz parte da bancada do CQC, teria tido a liberdade para divulgar a nota que soltou nesta semana. “Sobre a piada feita pelo Rafinha Bastos, no Programa CQC que foi ao ar no dia 19 de setembro, eu, como pai, entendo e apoio a revolta e a indignação do Marcus Buaiz, um homem que conheço e respeito. Se fizessem uma piada com este contexto sobre a minha família, certamente ficaria ofendido. Com certeza uma piada idiota e de muito mau gosto”, registou o comunicado.
Portanto, o clima esquentou de vez no CQC e o eventual afastamento de Rafinha Bastos levantará discussões candentes no Brasil. Afinal, o humor deve ou não ser totalmente livre? Recentemente, Rafinha esteve envolvido em outra polêmica quando disse que uma mulher deveria agradecer ao estuprador pelo favor prestado. Isso tem graça? Deve ter lugar na televisão brasileira? Incita a violência?
De acordo com a delegada Rosmary Corrêa, presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina, sim. Ela o convidou a visitar o conselho para conhecer, de perto, as consequências que um estupro produz numa mulher. Rafinha refugou. Rafinha apenas enviou um comentário, por sua assessoria de imprensa: “Se os comediantes tiverem que responder por toda piada que fazem, não vão ter tempo pra mais nada na vida. Nem pra fazer comédia".
Degradação do humor
O fato é que Rafinha, protagonista do que se convencionou chamar de stand-up comedy, representa a decadência do humor no Brasil. Desde o ocaso de Chico Anysio na Globo, este sim um dos maiores gênios do humor de todos os tempos no mundo, os programas passaram a apostar na agressão gratuita ao outro – gente comum ou celebridades. Uma espécie de bullying televisivo. E o que começou com o Casseta & Planeta espalhou-se por todos os canais.
Perder o espaço na Band pode ser muito ruim para Rafinha Bastos. Graças à exposição no CQC ele foi apontado como a pessoa mais influente do mundo no Twitter e, graças a isso, conquistou gordos contratos publicitários, com empresas como Nokia e Pepsi. Fora do CQC, e simbolizando um humor sem graça e que provoca mais indignação do que risos, ele perderá também a atratividade comercial.
É, Rafinha.
Querias comer, mas foi comido.


No Brasil247

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Depois de chamar Daniela Albuquerque de "cadela" Rafinha Bastos pede desculpas - vídeo



Depois de chamar Daniela Albuquerque de "cadela" Rafinha Bastos pede desculpas


Rafinha Bastos resolveu pedir desculpas ao vivo para Daniela Albuquerque. Após insultar a apresentadora da Rede TV! na última semana, o humorista disse que foi injusto.

“Eu resolvi virar um bom moço e falar dos meus pecados. Semana passada aqui no 'Top 5' eu ofendi a apresentadora da Rede TV! Daniela Albuquerque e foi injusto, não deveria ter dito aqui e por isso eu peço que você me perdoe, porque não foi certo o que eu fiz”, disse o apresentador do "CQC".

No programa da semana passada, Daniela ficou em primeiro lugar no quadro Top 5 por causa da forma como pronunciou em inglês a palavra Octógono, quadra onde acontecem as lutas de MMA.

Após a exibição do ranking dos melhores vídeos, Rafinha debochou da mulher do dono da Rede TV!, dizendo que não teria paciência para ensiná-la a falar: "Se fosse eu já dava uma cotovelada: 'É octógono, cadela!' Põe esse nariz no lugar", disse.



O Dia Online