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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ministra de Direitos Humanos evita falar em punição para acusados de racismo da UFMG

Ministra de Direitos Humanos evita falar em punição para acusados de racismo da UFMG

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Maria do Rosário Nunes evitou falar em punições para os alunos da Faculdade de Direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) acusados de racismo e preconceito em trote realizado, em março, na escola.


Fotos do trote em que uma caloura aparece amarrada e pintada de preto, carregando um cartaz em que é chamada de “Caloura Chica da Silva” --em referência à personagem histórica, uma escrava negra libertada que viveu em Diamantina (MG) no século 18-- enquanto outro aluno a puxa com uma corrente, e, outra, em que alunos fazem saudações nazistas, um deles com bigode semelhante ao usado por Adolfo Hitler, e outro estudante está amarrado numa pilastra, circularam nas redes sociais.


A UFMG abriu sindicância para apurar os fatos e identificar os responsáveis, que podem desde sofrer uma advertência até serem expulsos. O Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, também ligado à Presidência da República, pediu à UFMG providência e penalização dos alunos.


O Conselho ainda exigiu, em nota publicada no Diário Oficial da União, que a UFMG preste informações sobre as medidas adotadas para coibir “as práticas criminosas”.


Maria do Rosário salientou, porém, a singularidade de o fato ter ocorrido dentro de uma universidade. Indagada se deveria haver punição, a ministra dos Direitos Humanos defendeu “reflexão” sobre os trotes.


“Ninguém está acima da lei. O racismo é lei. A responsabilidade pode, sem dúvida, existir. No entanto, numa instituições de educação, acredito na transformação das pessoas e na reflexão”, disse.


“A atitude de alguns alunos é reflexo de como eles se comportam com o outro”. Segundo Maria do Rosário, a forte reação das pessoas, manifestada quando as fotos foram divulgadas na internet e pela imprensa, fará com que esses estudantes repensem seus atos.


“Essa atitude está sendo sentida pelos próprios jovens, no sentido deles repensarem e se posicionarem na forma de ver o mundo. De forma a perceber que a violência tem muitas formas de expressão, inclusive simbólicas”, disse a ministra.


“Isso aqui”, disse referindo-se ao trote na UFMG, “pode orientar todo o sistema educacional no enfrentamento de atitudes que são contra as pessoas negras, contra as meninas e as mulheres e contra os homossexuais, que em geral são também atingidos por violências no modo de falar e de agir nas instituições”, disse Maria do Rosário.


A ministra participou nesta quinta-feira (11) de debate sobre os trotes, no campus da UFMG, na Pampulha, em Belo Horizonte. O encontro, parte da campanha Trote não é legal, organizada pela universidade, discutiu a questão da recepção aos novos alunos. Segundo a vice reitora da UFMG, Rocksane de Carvalho Norton, a campanha Trote não é Legal já estava programada pela universidade e não é consequência dos fatos, objeto de sindicância na UFMG.


Ritos de passagem


“Precisamos mudar os ritos de passagem entre o ensino médio e a universidade. Os trotes são proibidos na UFMG. Fizemos a recepção dos novos alunos em 7 de março.


Lamentavelmente, três dias depois, em 12 de março, tivemos os trotes na escola de direito. A sindicância tem 30 dias para emitir um parecer, que podem ser prorrogados por mais 30 dias”, afirmou.
A coordenadora geral do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFMG Nathália Guimarães, 22, aluna de Ciência Sociais, defende que os trotes sejam modificados na UFMG. “Deve haver, e fazemos isso em muitas escolas da universidade, uma recepção aos alunos, quando podem ser discutidas as questões acadêmicas, não esses trotes violentos”, afirma a estudante.
Divulgação
Trote realizado por alunos da Faculdade de Direito da UFMG gera acusações de racismo
“O trote não é isolado. Ele mostra o que acontece na universidade, na sociedade. Ele reproduz o racismo, a homofobia e o machismo”.

midiamax

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Racismo: Pichação em frente a universidade: "A UFMG vai ficar preta"


Racismo: Pichação em frente a universidade: "A UFMG vai ficar preta"

Um bar que fica em frente à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, foi pichado com a frase "A UFMG vai ficar preta", num provável protesto à decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada no ultimo dia 26 de abril, que julgou ser constitucional o sistema de cotas para afrodescendentes.


A UFMG informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que repudia "qualquer tipo de manifestação racista". A universidade encaminhou registro fotográfico da pichação para o Conselho Universitário, que decidirá amanhã se vai abrir investigação para tentar identificar os suspeitos de terem pichado o bar.

No entanto, a UFMG esclarece que, desde 2009, adota o sistema de bônus para estudantes provenientes de escolas públicas, que difere do esquema de cotas para negros. O sistema de bônus prioriza alunos que estudaram por pelo menos sete anos em escolas públicas. Esses estudantes contam com um adicional automático de 10% sobre a nota dos concorrentes nos exames de seleção. De acordo com a universidade, se esses alunos se declaram negros ou pardos, têm um acréscimo de mais 5% no bônus.

A justificativa da UFMG para adoção desse sistema é que, independentemente da raça, o que conta no momento da seleção é o preparo a que o estudante teve acesso. E pelos cálculos da universidade, há uma diferença média de 10% entre o desempenho dos estudantes das escolas públicas e os das particulares.



No IG

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Casal gay é agredido em calourada na UFMG

Casal gay é agredido em calourada na UFMG

Diga NÃO à Homofobia