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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Por que eu não me surpreendo? Sósia de Aécio Neves protagoniza nova minissérie da Globo

Ontem à noite estava no Facebook e li os comentários do Eduardo Guimarães sobre a nova minissérie da TV que passa cenas de estupro explícito ao vivo. Os comentários eram hilários, criativos, e com doses deliciosas de ironia. Comentei com o Edu que eu não assistirei a série mas que leria os posts em seu blog, Blog da Cidadania. Agora pela manhã foi o primeiro blog que fui visitar e eis o texto, se deliciem.


Por que eu não me surpreendo? Sósia de Aécio Neves protagoniza nova minissérie da Globo



Paulo Ventura (Domingos Montagner) é o presidente da Câmara dos Deputados na nova minissérie da Globo, Brado Retumbante. Quando um acidente aéreo mata o Presidente da República e o vice, o personagem – da faixa etária de Aécio Neves, incrivelmente parecido com ele e mulherengo como o próprio, ainda que idealista e honesto como o Superman – assume a Presidência e passa a combater sem tréguas a corrupção que o antecessor deixou (!).
Acima de tudo, a produção deixa ver um fato até então insuspeito. Apesar de que a imprensa paulista passou a hostilizar o senador tucano por Minas Gerais, coincidentemente após o lançamento do livro Privataria Tucana, a mídia carioca – ou seja, a Globo – deixa ver que pode ter decidido pular fora do barco de José Serra, que, a esta altura, deve estar mordendo os cotovelos de raiva e inveja…
Quanto à estratégia da Globo, é apenas um começo de trabalho visando 2014. Mas ao levar ao ar material publicitário de tal porte em benefício de um político, a emissora da família Marinho escancara que a sua aposta no neto de Tancredo Neves não é pequena nem fortuita. O descaramento de colocar quase um clone dele como político incorruptível, um verdadeiro herói, só se justifica diante de grande esperança em que decole.
Não é a primeira vez que a Globo faz algo assim. Já fez uma novela inteiramente com finalidade política, só que como propaganda negativa. O Salvador da Pátria foi ao ar entre 8 de janeiro e 14 de agosto de 1989, ano da primeira eleição presidencial depois de vinte e um anos de ditadura e quatro de transição para a volta efetiva da democracia. Daquela vez, o protagonista pretendia parodiar o então candidato Lula.
A trama gira em torno de Sassá Mutema (Lima Duarte), um bóia-fria ignorante e ingênuo que se deixa cooptar por…  Sindicalistas! Sassá acaba convencido a se candidatar a prefeito e acaba se elegendo. A novela mostra a transformação de um analfabeto em político poderoso, mas ainda um títere usado ao sabor das conveniências. A má notícia é que Lula acabou não sendo eleito, naquele ano, ainda que não se possa culpar (só) a novela por isso.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Aécio amou odiar ‘A Privataria Tucana’

Aécio amou odiar ‘A Privataria Tucana’



Charge do Diogo


O livro A Privataria Tucana mal foi lançado e já  causou alvoroço tanto na base aliada quanto na oposição. No governo, só elogios. Já na oposição, as opiniões ficaram divididas. Serra achou “um lixo” e mandou a tropa serrista comprar todos os exemplares que encontrassem. Diante desse imprevisto, a editora já mandou rodar mais 850 mil exemplares e Serra já mandou reservar dinheiro do caixa do PSDB para comprar tudo de novo assim que a nova edição sair. Reinaldo Azevedo ligou para Serra pedindo para reservar um exemplar para ele, sob a condição de que ele não publique uma resenha em seu blog e que o livro não apareça na lista de mais vendidos da Veja.
Já Aécio Neves, publicamente, qualificou o livro como “literatura menor”, mas secretamente, gostou tanto que já está em sua segunda releitura. “Gostei bastante da parte que fala da espionagem e da evasão de divisas. Adorei o estilo do Amaury, detalhista, denso e ágil. É o próximo Dan Brown!”, deleitou-se o agora candidato tucano à presidência em 2014.


No JornaldaTarde

sábado, 12 de novembro de 2011

Mas quem não passa numa blitz pode subir uma rampa do Palácio ?

Mas quem não passa numa blitz pode subir uma rampa do Palácio?

Com apoio da Globo, Aécio Neves se lança a presidente
Foto: DIEGO VARA/Agência Estado


Nasceu, oficialmente, nesta sexta-feira a candidatura do senador mineiro Aécio Neves à presidência da República, em 2014. O marco zero é o comercial do filme “Tancredo, a travessia”, exibido no Jornal Nacional desta noite. A película, dirigida pelo cineasta Silvio Tendler, responsável por filmes políticos, como “Jango”, já está em exibição nos cinemas e contou com apoio da Globo Filmes. No comercial, houve espaço para uma aparição de Fernando Henrique Cardoso e outra de Aécio, que se resumiu a dizer “meu avô”. Depois de "Lula, o filho do Brasil", chegou a vez de "Aécio, o neto do Brasil".
Será isso o bastante para dizer que Aécio Neves já é o candidato em das Organizações Globo para 2014?
Talvez.
Para se viabilizar nacionalmente, Aécio terá que romper as fronteiras de Minas Gerais, onde conta com uma imprensa amiga, para dizer o mínimo.
E isso já começou acontecer. Neste ano, por exemplo, ele se tornou articulista da Folha de S. Paulo, onde publica artigos escritos por ghost writers centrados num tema quase monotemático do senador: o “choque de gestão”.
Num seminário do PSDB nesta semana no Rio de Janeiro, todas as atenções estiveram voltadas ao senador mineiro. “O partido se movimenta em torno dele”, admitiu ao 247 o deputado Walter Feldman, tido como um dos mais próximos aliados de José Serra. Feldman prevê que Serra, sem espaço para uma nova disputa presidencial, será candidato a prefeito de São Paulo, em 2012.
Fragilidades naturais
O esforço para fazer de Aécio um presidenciável já ganha até ares de pré-campanha. Nesta sexta-feira, ele esteve em Porto Alegre, onde caminhou pelas ruas, distribuiu afagos e cumprimentou populares, como se o Brasil vivesse já o clima de uma eleição. Nos próximos 30 dias, ele viajará pelo Brasil cumprindo o mesmo tipo de agenda.
No entanto, Aécio tem também fragilidades naturais, ligadas ao seu estilo de vida notívago e boêmio. Recentemente, ele foi parado numa blitz no Rio de Janeiro e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Curiosamente, a revista Veja desta semana publicou uma reportagem sobre personalidades que não se submetem ao teste do bafômetro.
A mais conhecida delas – Aécio Neves – não estava na reportagem.
Onde está Wally?, perguntam os leitores.
Onde está Aécio?
Na internet, muitos têm postados comentários fazendo trocadilhos com o nome do senador mineiro, que passou a ser chamado de “Aébrio”.
E isso é apenas parte da história. Basta lembrar do coro da própria torcida mineira, num jogo entre Brasil e Argentina em Belo Horizonte, que fez uma comparação desairosa entre o senador e o craque Diego Armando Maradona.
Aécio tem dito que será candidato em 2014 e que está disposto a enfrentar tanto Lula quanto Dilma Rousseff.
Mas quem não passa numa blitz pode subir uma rampa?
Abaixo, o trailer oficial do filme:

No Brasil247

Enquanto Serra vai para o nordeste: Aécio Neves tem dia de candidato presidencial em Porto Alegre


Enquanto Serra vai para o nordeste: Aécio Neves tem dia de candidato presidencial em Porto Alegre


Após ato partidário, o senador percorreu a Feira do Livro de Porto Alegre, aos gritos de “Brasil, pra frente! Aécio presidente!” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Samir Oliveira no Sul21
Para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), 2014 já começou. Sua passagem por Porto Alegre nesta sexta-feira (11) deixa bem claro que os tucanos alinhados ao mineiro estão empenhados em torná-lo mais conhecido em outras regiões do país. Após um ato partidário no Clube do Comércio, no centro da Capital, o senador percorreu a feira do livro junto com correligionários aos gritos de “Brasil, pra frente! Aécio presidente!”. Tal como uma campanha eleitoral, ele abraçou cidadãos, comprou livros, tirou fotos e deu entrevistas.
O discurso de Aécio privilegia críticas ao governo federal e ao PT e tenta colocar o PSDB como recondutor do desenvolvimento nacional. “O PT abdica de ter um projeto de país para se dedicar a um projeto de poder. Essa é a prioridade deles, com quaisquer que sejam os aliados, a qualquer custo”, disparou o tucano.
Diferentemente do candidato à presidência pelo PSDB em 2010, José Serra, Aécio não tem pudores ao tratar de temas que alguns partidos de direita costumam camuflar. O senador defende abertamente as privatizações e a meritocracia no serviço público.
“Temos que assumir de forma muito clara os benefícios que as privatizações trouxeram ao Brasil. Temos que assumir nosso legado para ter uma agenda de futuro”, observou, acrescentando, porém, que “em termos de privatização, não há muito mais o que fazer”.
Para o senador, o importante é estabelecer parcerias com a iniciativa privada. “Conceitualmente, o PT tem uma enorme dificuldade de trabalhar com o capital privado”, alfineta.
Lembrando sua gestão como governador de Minas Gerais, o senador disse que lá “100% dos servidores são avaliados por metas”. “O setor público não tem que ser ineficiente só por ser público. Em Minas incorporamos na administração pública conceitos de gestão que buscamos no setor privado”.
Ana Amélia (PP-RS) foi muito elogiada por Aécio Neves: "ela encanta a todos por onde passa” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Senador evita confirmar candidatura e prepara roteiro pelo país
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) desconversava sempre que questionado sobre a possibilidade de ser candidato à presidência da República em 2014. Ele considera que, no momento, é preciso discutir propostas. “Nosso esforço hoje não é de identificar ou determinar candidaturas, mas de fortalecer o partido na sua base, unificar o discurso e ousar. No amanhecer de 2013 o PSDB tem que pensar quem será aquele que empunhará as bandeiras”, orientou o tucano.
Aécio anunciou que sua vinda ao Rio Grande do Sul faz parte de um roteiro de viagens que está preparando para percorrer o país.
Ato contou com presença de líderes partidários
O ato político em homenagem ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) contou com a presença de líderes e dirigentes de outros quatro partidos: PMDB, PP, PPS e DEM. A mais elogiada de todas foi a senadora Ana Amélia Lemos (PP). Aécio disse que “o Rio Grande do Sul brindou o país com a eleição de Ana Amélia, que encanta a todos por onde passa”.
Com um discurso conciliador, Aécio agradeceu a presença dos outros políticos e destacou que “é preciso unir forças em busca de um objetivo comum”.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aécio propõe a defesa das privatizações de FHC na campanha tucana

Se os tucanos querem defender privatização, vamos à discussão. Aceitamos o debate!

Adriano Ceolin, iG Brasília
O senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) propôs hoje que a campanha do presidenciável tucano José Serra faça a defesa do processo de privatizações implementado, sobretudo, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. O assunto é tido como um dos pontos fracos dos tucanos, segundo a campanha de Dilma Rousseff (PT). “Querem falar de privatizações? Vamos falar dela. Querem condenar as privatizações? Estão de alguma forma dizendo a cada cidadão brasileiro que pegue o celular que está no seu bolso, que está na sua bolsa, e o jogue na lata de lixo mais próxima”, afirmou Aécio.


De acordo com ele, “foram as privatizações que permitiram a universalização de acesso à telefonia celular”.Aécio está em Brasília nesta quarta-feira para o encontro de todas as pessoas que participaram das eleições, derrotadas ou vitoriosas, pertencentes aos partidos da coligação formada por PSDB, DEM e PPS.

Além de Aécio, o evento conta com a presença do governador eleito de são Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do senador não reeleito do Ceará, Tasso Jereissatti (PSDB), do governador eleito no Paraná, Beto Richa (PSDB), da governadora não reeleita no Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), de Siqueira Campos (PSDB), eleito em Tocantins, entre outros.

O evento é aberto à imprensa e acontece no Centro de Convenções Brasil 21, mesmo local onde foi realizada a festa de lançamento da candidatura de Serra, em abril deste ano.

Uma das grandes questões da campanha no segundo turno é se haverá mais espaço para políticos de outros Estados. Isso porque há uma crítica muito forte de que a campanha no primeiro turno ficou concentrada em São Paulo. Os tucanos mineiros defendem o que chamam de “oxigenação da campanha” de Serra. Há setores que também querem uma maior exposição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Copiado do Último Segundo