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quarta-feira, 14 de março de 2012

Racismo: Tucano, deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), chamou o policial negro de "macaco" e mandou o outro policial "tomar no c..." dentro do Congresso Nacional

Racismo: Tucano, deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), chamou o policial negro de "macaco" e mandou o outro policial "tomar no c..." dentro do Congresso Nacional



O deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) foi acusado hoje de racismo praticado dentro do Congresso. A Polícia do Senado vai investigar a ocorrência, que teve como alvo um servidor público. O boletim de ocorrência informa que o Leréia chamou o policial de pele negra de "macaco" e que mandou que ele "procurasse um pau para subir", antes de se dirigir do plenário para o cafezinho dos senadores.
A ofensa, de acordo com o documento, começou quanto o policial, que trabalha no Senado e não na Câmara, pediu ao deputado que se identificasse. Irritado, Leréia respondeu que o servidor deveria saber quem era ele ou que, então, "procurasse na Internet porque ele não iria se identificar". E repetiu a sugestão de "procurar um pau para subir", ofensa testemunhada de perto por dois senadores. Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) pediu ao policial que "não retornasse mais a falar com o cidadão que se dizia deputado". "Foi feio, o segurança usou a prerrogativa, mas ele não quis se identificar", lembrou Valadares. Já o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) entendeu que o policial falou com o deputado num tom elevado de voz e com o dedo em riste. "Eu teria dado voz de prisão" (contra o servidor), disse o senador peemedebista.
O boletim de ocorrência registra que não foi esse o primeiro envolvimento de Carlos Alberto Leréia numa ocorrência no plenário do Senado. Na ocasião anterior, ele teria mandado outro policial "tomar no c...".

domingo, 4 de março de 2012

Nariz de pinóquio ou de tucano?

Nariz de pinóquio ou de tucano?

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por Waldemar Rossi no Correio da Cidadania


Uma feliz coincidência a publicação pelo Diário de São Paulo de reportagem sobre a precariedade da Saúde Pública no estado e na cidade de São Paulo. Coincidência porque o início da série de reportagens de Fábio Pagotto se deu no primeiro domingo da quaresma, início da CF-2012 (Campanha da Fraternidade de 2012). A CF deste ano tem como tema “Fraternidade e Saúde Pública” e como lema “Que a Saúde se difunda sobre a Terra", frase extraída do livro Eclesiástico (38, 8)*.

O repórter visitou três AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) na capital paulista e, em resumo, detectou o seguinte: filas enormes, carência de médicos e de funcionários. Em Parelheiros, a espera é em média de 4 horas para o atendimento, consultas sem os devidos exames e receita de medicamentos sem o diagnóstico preciso. No Jardim Mirna não havia clínico geral e no Jardim Campinas não havia médico.

Entrevistado, o cardiologista Paulo Zuppo Júnior revelou que trabalhou para o SUS por três meses, mas saiu por falta de condições, pois precisava atender mais de 80 pacientes em plantão de apenas 12 horas, além da falta de remédios, de insumos e de mais profissionais e agentes de segurança. “Não posso colocar a vida dos pacientes em risco dessa maneira!”, afirmou. Revelou ainda que o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Guaianazes ficou sem pediatra por quatro meses.

Segundo o presidente do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), é uma vergonha a situação de alguns hospitais, comentando as mortes que ocorrem no Hospital das Clínicas. Revelou ainda que dos 55 mil médicos da cidade de São Paulo, 2/3 (mais de 37.000) estão no centro expandido, enquanto a periferia é carente desses profissionais. Por contradição, é justamente na periferia que moram os principais construtores desta cidade.

O governador Geraldo Alckmin reconheceu que faltam médicos nos hospitais da rede pública do estado e da cidade. Fez mais uma das suas tradicionais promessas, afirmando que irá apresentar um pacote para estimular a presença de médicos no SUS. Enquanto isso vai intensificando a terceirização do atendimento nos hospitais do estado e até no Hospital do Servidor Público Estadual. Colocou setores do Hospital das Clínicas - criado para atender gratuitamente a população do estado – a serviço de pacientes de convênios particulares, oferecendo-lhes o melhor e mais rápido atendimento, enquanto os mais necessitados esperam em longas filas, seja para o atendimento, seja para diagnósticos mais exigentes. E quantos morrem antes de serem diagnosticados?

Quanto ao pacote prometido para estimular a presença de médicos no SUS, nada mais é que um paliativo, pois todo o sistema de Saúde Pública está com carências estruturais e precisa ser reestruturado. A reestruturação exige investimentos que estão sendo canalizados para empresas particulares (OS – Organizações Sociais), que recebem1/3 do orçamento da saúde na cidade (mais de R$ 2 bilhões). Essas OSs deveriam aprimorar o sistema de saúde, entretanto, fazem dele uma fonte de lucro particular. Enquanto essa reestruturação não vem, as famílias dos trabalhadores de baixa renda padecem pela falta de atendimento adequado.

É bom lembrar que Geraldo Alckmin, médico, e seu partido (PSDB) estão no governo paulista desde 1994, portanto, há 17 anos. Foi vice de Covas, foi titular quando Covas faleceu e eleito governador em seguida. Seu sucessor, Serra, é do mesmo partido e seguiu a mesma política de precarização. Eleito em 2010, Alckmin cumpre nada menos que 13 anos à frente do estado de São Paulo. A decadência da Saúde Pública estadual é, portanto, de sua inteira responsabilidade. Os desmandos e desvios de verbas para outros fins são também de sua responsabilidade. Se a Justiça do estado – e do país - agisse conforme a boa ética, ele e tantos outros estariam respondendo por crimes contra a vida.

A Campanha da Fraternidade, portanto, encontrou uma boa alavanca no estado e na cidade de São Paulo, pois as denúncias circuladas por parte da imprensa vêm dar suporte às suas propostas: chamar a atenção da população para o caos na saúde pública no Brasil, incentivar à participação popular nos órgãos de controle do sistema de saúde e reforçar o movimento popular que luta para a implantação de uma política de investimentos públicos em áreas vitais para o povo. A saúde em primeiríssimo lugar.

Quanto às promessas do governador, que as vem repetindo há anos, dá pra acreditar? Alguns exemplos para elucidar o assunto: durante a campanha eleitoral de 2010, prometeu publicamente que iria decretar a redução nos pedágios nas estradas de rodagem do estado. Porém, autorizou novos aumentos já no ano de 2011. Na área da saúde, vem afirmando com freqüência que o convênio com as OSs melhorou o atendimento. Entretanto, impera o descaso total, sobretudo na periferia. Não é o nariz do Pinóquio que está crescendo, é o do tucanato.
*O Livro Eclesiástico não consta das traduções das igrejas protestantes

Waldemar Rossi é metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

É tucano ou barata morta?

É tucano ou barata morta?












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sábado, 12 de novembro de 2011

Enquanto Serra vai para o nordeste: Aécio Neves tem dia de candidato presidencial em Porto Alegre


Enquanto Serra vai para o nordeste: Aécio Neves tem dia de candidato presidencial em Porto Alegre


Após ato partidário, o senador percorreu a Feira do Livro de Porto Alegre, aos gritos de “Brasil, pra frente! Aécio presidente!” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Samir Oliveira no Sul21
Para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), 2014 já começou. Sua passagem por Porto Alegre nesta sexta-feira (11) deixa bem claro que os tucanos alinhados ao mineiro estão empenhados em torná-lo mais conhecido em outras regiões do país. Após um ato partidário no Clube do Comércio, no centro da Capital, o senador percorreu a feira do livro junto com correligionários aos gritos de “Brasil, pra frente! Aécio presidente!”. Tal como uma campanha eleitoral, ele abraçou cidadãos, comprou livros, tirou fotos e deu entrevistas.
O discurso de Aécio privilegia críticas ao governo federal e ao PT e tenta colocar o PSDB como recondutor do desenvolvimento nacional. “O PT abdica de ter um projeto de país para se dedicar a um projeto de poder. Essa é a prioridade deles, com quaisquer que sejam os aliados, a qualquer custo”, disparou o tucano.
Diferentemente do candidato à presidência pelo PSDB em 2010, José Serra, Aécio não tem pudores ao tratar de temas que alguns partidos de direita costumam camuflar. O senador defende abertamente as privatizações e a meritocracia no serviço público.
“Temos que assumir de forma muito clara os benefícios que as privatizações trouxeram ao Brasil. Temos que assumir nosso legado para ter uma agenda de futuro”, observou, acrescentando, porém, que “em termos de privatização, não há muito mais o que fazer”.
Para o senador, o importante é estabelecer parcerias com a iniciativa privada. “Conceitualmente, o PT tem uma enorme dificuldade de trabalhar com o capital privado”, alfineta.
Lembrando sua gestão como governador de Minas Gerais, o senador disse que lá “100% dos servidores são avaliados por metas”. “O setor público não tem que ser ineficiente só por ser público. Em Minas incorporamos na administração pública conceitos de gestão que buscamos no setor privado”.
Ana Amélia (PP-RS) foi muito elogiada por Aécio Neves: "ela encanta a todos por onde passa” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Senador evita confirmar candidatura e prepara roteiro pelo país
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) desconversava sempre que questionado sobre a possibilidade de ser candidato à presidência da República em 2014. Ele considera que, no momento, é preciso discutir propostas. “Nosso esforço hoje não é de identificar ou determinar candidaturas, mas de fortalecer o partido na sua base, unificar o discurso e ousar. No amanhecer de 2013 o PSDB tem que pensar quem será aquele que empunhará as bandeiras”, orientou o tucano.
Aécio anunciou que sua vinda ao Rio Grande do Sul faz parte de um roteiro de viagens que está preparando para percorrer o país.
Ato contou com presença de líderes partidários
O ato político em homenagem ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) contou com a presença de líderes e dirigentes de outros quatro partidos: PMDB, PP, PPS e DEM. A mais elogiada de todas foi a senadora Ana Amélia Lemos (PP). Aécio disse que “o Rio Grande do Sul brindou o país com a eleição de Ana Amélia, que encanta a todos por onde passa”.
Com um discurso conciliador, Aécio agradeceu a presença dos outros políticos e destacou que “é preciso unir forças em busca de um objetivo comum”.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

‘Se eu ganhasse R$ 712, ia ser servente de pedreiro’, diz tucano para professora de MG

‘Se eu ganhasse R$ 712, ia ser servente de pedreiro’, diz tucano para professora de MG

por Conceição Lemes


O jornalista Flávio Pena, assessor do deputado estadual Luis Humberto Carneiro (PSDB), provocou os professores acampados na Assembleia Legisativa de Minas Gerais (ALMG), dizendo:  “Se eu ganhasse 712 reais, ia ser servente de pedreiro”.
De quebra,  ofendeu os professores — há mais de 100 dias em greve pelo pagamento do piso da categoria estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) — e os serventes de pedreiro.
O jornalista Flávio Pena é tucano e o deputado Luis Humberto Carneiro, o líder do governo Antonio Anastasia na Assembleia Legislativa mineira.
Veja o vídeos:



Vi no Viomundo