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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Aves que gostam de viver na lama.

Aves que gostam de viver na lama.

No Sul21

sábado, 24 de dezembro de 2011

Tucanos acreditam em Papai Noel: PSDB decide processar Amaury Ribeiro Jr



Tucanos acreditam em Papai Noel:  PSDB decide processar Amaury Ribeiro Jr


Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, disse há pouco a este blog que na próxima semana seu partido entrará com ações na Justiça contra o jornaista Amaury Ribeiro Jr., autor do livro "A Privataria Tucana", e o editor Luiz Fernando Emediaro, dono da Geração Editorial e responsável pela publicação do ivro. "Vamos para cima deles. O livro está repleto de mentiras", explica Sérgio.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Veja vai e volta, publica e despublica Privataria

Veja vai e volta, publica e despublica Privataria

Veja vai e volta, publica e despublica Privataria

 “Ontem à noite vi uma senhorinha no metrô lendo A Privataria”, conta uma editora de 247 ao entrar hoje na redação. A cena é compreensível. O livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., com denúncias documentadas sobre estripolias tucanas no processo de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, é o maior sucesso editorial deste final de ano. Em menos de um mês nas livrarias, 60 mil exemplares foram vendidos em todo Brasil. Outros 60 mil livros já estão impressos para serem distribuídos a partir de janeiro, numa estratégia da Geração Editorial para fazer de A Privataria Tucana o grande best seller brasileiro do verão. Há muito no livro, ao que parece, daquilo que o leitor gosta mas a mídia tem medo. Afinal, já se registrou o silêncio generalizado dos veículos tradicionais de comunicação – exceção feita a uma crítica tardia no jornal Folha de S. Paulo, em 15 de dezembro, a respeito do livro, mas agora este fenômeno já ganha características de medo. E tudo porque, com base nas denúncias documentadas do livro, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) conseguiu reunir 185 assinaturas para requerer a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Era das privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso. Uma vez instalada, a CPI poderá se mostrar um longo martírio para os tucanos, expondo intimidades daquela fase de maneira constrangera, em público.
Em sua edição online do dia 21, a revista Veja, da Editora Abril, chegou a publicar uma notícia, produzida pela Agência Estado, sobre a obtenção, por Protógenes, e com base no livro de Amaury, das assinaturas para a CPI. Hoje, porém, a matéria não existe mais naquele mesmo espaço virtual (página abaixo). Foi mandada para o buraco negro.
Veja, que publica semanalmente uma lista dos livros mais vendidos e não costuma dar as costas para os sucessos populares, não apenas, desde o lançamento de A Privataria Tucana, não fez nenhuma resenha sobre a obra, como barrou até mesmo uma matéria sobre os reflexos políticos que ela está provocando. Ou seja, nem o fato, nem a repercussão podem ser informadas aos leitores da publicação da Editora Abril. Na certa, porque seu conteúdo incomoda a fontes influentes da revista, como o ex-governador José Serra, que classificou o livro como “lixo”. Se não é isso, por que tanto medo de A Privataria Tucana?


Devido à tecnologia do mecanismo de buscas da internet, que tudo registra, mesmo que excluída, ainda é possível encontrar a matéria publicada com o lay-out da página de Vejaclicando aqui

No Brasil247

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

“Estou de alma lavada,” diz Mentor, relator da CPMI do Banestado

A Privataria Tucana: “Estou de alma lavada,” diz Mentor,  relator da CPMI do Banestado em 2005

Por Paulo Moreira Leite

Em 2005, o deputado José Mentor (PT-SP), era o relator da CPMI do Banestado, usina de investigação, denúncias e luta política interna tão grande que ela se encerrou sem votar seu relatório — um calhamaço de 2 000 páginas —  que continha boa parte das revelações divulgadas pelo livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Junior.

Vinte e quatro horas depois que 185 deputados assinaram o pedido de instalação de uma CPI sobre as denuncias do livro, Mentor deu uma entrevista ao blogue.
– O senhor já leu o livro do Amaury Ribeiro?

– Ainda não. Uma assessora comprou e está lendo. Vou fazer isso quando ela terminar. Nós paramos de investigar estes casos em 2005. O Amaury seguiu depois disso.  Com certeza avançou bastante.
– Como o senhor acompanhou a coleta das assinaturas para a CPI sobre o livro?

–  Estou de alma lavada. No dia em que fiz 60 anos anunciei que iria escrever um livro sobre aquela CPMI e continuo com meu projeto. Fico feliz em ver que parte de nosso trabalho está sendo reconhecido. Conheço boa parte dos documentos e acompanhei a denúncia. Sempre soube que deveria ser apurada.

– Se for mesmo instalada, a  nova CPI irá repetir a investigação da CPI do Banestado?

– Não. São objetos diferentes. A CPI do Banestado estava muito dividida. Não havia uma maioria. Ela nasceu da fusão de uma proposta do PT e outra do PSDB,  O senador tucano Antero Paes de Barros era o presidente. Eu era o relator. Nós discutíamos o tempo inteiro. O plenário também. Havia muita divergencia.
– Por que?

– No início, que coincidiu com aquele começo difícil do governo Lula, com investimentos contingenciados, sem crescimento, o PSDB achava que iria encontrar fatos para atacar o governo. Havia o interesse político de quebrar a confiança no Lula. Este era o foco real.  Quando se viu que essa alternativa não iria levar a muita coisa, pois não aparecia  nada, os trabalhos se dispersaram. Aos poucos, se viu que, ao contrário do que se pensava no início, as investigações começavam a mostrar irregularidades que comprometiam o PSDB. Foi ai que o Antero tentou encerrar as investigações de qualquer maneira.

– Como isso aconteceu?

– Nós tinhamos um prazo para trabalhar até 22 de fevereiro de 2005. Isso está escrito num documento oficial do Congresso Nacional. Mas tres meses antes, em  dezembro, o Antero proclamou o encerramento da CPMI de forma unilateral e ilegal. Mesmo assim, nós continuamos trabalhando. Fiz viagens pelo Brasil inteiro. Também fui a Madri. A Ideli (Ideli Salvatti, hoje ministra de Relações Institucionais) ajudou muito. Por fim, entreguei meu relatório, no prazo legal. Como a CPI havia sido encerrada, ele não foi votado. Mas está lá, no arquivo do Senado.

– O senhor tomou alguns cuidados no relatório?
– Sim. Documentos que deveriam permanecer em sigilo não foram incluídos.  Numa versão inicial, falava-se do laço de parentesco de um empresário com o José Serra. Retirei essa menção do relatório. Essa pessoa não estava sendo investigada porque era parente do Serra, mas porque seu nome apareceu no esquema de lavagem de dinheiro.
– O que estava acontecendo quando a CPI foi encerrada?

– A CPI acabou no momento em que nós iríamos votar um segundo pedido para convocar o Gustavo Franco (presidente do BAnco Central no governo de FHC). O pedido já fora aprovado na única votação feita pelo plenário mas não se marcava data data para o depoimento. Naquele momento, eles quiseram barganhar conosco. Queriam que a gente desistisse de convocar o Gustavo Franco, enquanto eles desistiriam de convocar o Antonio Ciprianni (empresário, dono da Transbrasil, próximo de Roberto Teixeira, advogado e compadre de Lula). Mas nós não queríamos barganhar nada. De nossa parte, eles podiam chamar o Cipriani. Nós queriamos ouvir o Gustavo Franco. Naquele momento, a Justiça uruguaia estava disposta a fornecer dados sobre uma factoring que descontava cheques. Havia possibilidade do próprio Comendador Arcanjo colaborar. Aí eles encerraram.

– O senhor foi acusado de cometer abusos. Por exemplo: de quebrar o sigilo de pessoas sem necessidade. Diziam até que usava informações para fazer chantagem…

– Diziam isso para tentar desmoralizar a CPI e uma parte da mídia comprou essa ideia. Queriam impedir que nosso trabalho fosse levado a serio. A CPI quebrou o sigilo bancário de 2 000 pessoas. Diziam que era demais. Mas fizemos uma reunião secreta na CPI para tratar do assunto. Eu pedi: “me apontem um nome que foi investigado indevidamente.” Ninguém disse nada. Também dei uma coletiva sobre esse assunto. Fiz a mesma pergunta para os jornalistas. Ninguém me apresentou nada. Só posso concluir que quebramos o sigilo de pessoas certas.

– Dizem que houve um acordo para o encerramento da CPI…

– Não houve acordo na Câmara. Isso eu posso garantir.

–Mas houve acordo entre o governo e a oposição?

–Só posso dizer que não houve nada na Câmara. Falo do que sei.

–Uma explicação para o encerramento da CPI é que ela ajudou a esconder descobertas que poderiam comprometer o PT e o governo…

– Pelo amor de Deus! Nem o Antero Paes e Barros afirma isso. Ele chegou a fazer um voto em separado, para substituir meu relatório. Não fala sobre isso.


Na Época

Chora Merdal, chora! Merval e os tucanos

Chora Merdal, chora! Merval e os tucanos





Por Alexandre Figueiredo no Mingau de Aço

Merval Pereira foi chorar nos ombros de Carlos Alberto Sardenberg, seu coleguinha das Organizações Globo, na rádio CBN. Merval está fulo da vida com o sucesso do livro de seu ex-empregado Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, que destrói os heróis sagrados do calunista da Globo.

O "imortal" até tentou forjar "superioridade", em artigo recente de O Globo, com pedantismo "legalista" e arrotando pretenso moralismo, tentando desqualificar "de forma nobre" o jornalista mineiro, que no entanto segue com as boas vendas do livro.

E, como quem deve teme, a histeria de Merval Pereira mostra o pânico em que ele e seus colegas se encontram diante dos escândalos envolvendo o tucanato nas denúncias fartamente documentadas sobre a farra financeira que se seguiu às privatizações do governo FHC. Merval deve ter sua fatia guardada naquela fortunalhada tucana das Ilhas Virgens.

A mídia tucana tenta fazer o possível para criar um espetáculo para distrair a opinião pública e evitar o sucesso pleno do trabalho de Amaury, que pode derrubar toda uma classe de tecnocratas que durante anos dominou o país.

Tem os chiliques de Merval Pereira e, certamente, de seus coleguinhas. Talvez a Miriam Leitão possa também disparar suas farpas contra o "livro de muito mau gosto" de Amaury. A Veja deve fazer os ataques mais violentos, deve se preparar para próximas artilharias, num trabalho paralelamente feito com sua edição conjunta de natal, retrospectiva e ano novo (tudo em minúsculas, porque, como toda megalomaníaca, Veja pensa pequeno).

A Folha de São Paulo, antes de Merval, também jogou pedras do escuro de suas redações contra Amaury, na tentativa de transformar o livro num fiasco. O Estadão deve ser mais "elegante" nos ataques, mas não menos duro. E a Rede Globo, com seu "novo" espetáculo jornalístico, com Patrícia Poeta e seu vozeirão substituindo o jeito maternal de Fátima Bernardes, tentará também mostrar sua pretensa superioridade diante do sucesso editorial de A Privataria Tucana.

Até mesmo a ex-VJ Soninha Francine - espécie de "Pedro Alexandre Sanches" da Era Lula - veio para socorrer o combalido José Serra, na medida em que este está acuado com as denúncias divulgadas e ainda com os fortes rumores de que estaria brigando com Aécio Neves e até com o "sertanejo pegador" Geraldo Alckmin.

E, fora do perímetro urbano do demotucanato, a velha mídia deve continuar distraindo o povão com popozudas, funqueiros, axézeiros, breganejos, com suas rádios FM, programas "populares" de TV e imprensa "popular" cheios de ninharias.

E como serão MC Leonardo e Pedro Alexandre Sanches, serviçais da velha mídia, diante do reconhecimento público do seu envolvimento com os barões midiáticos, ainda que indireto? Não se sabe, mas talvez nasça um Merval Pereira dentro deles tentando dizer que "nada tem a ver", que "cultura está acima das ideologias" e coisa e tal.

Só que esse papo de "acima das ideologias" o próprio Francis Fukuyama, ídolo de José Serra, Merval Pereira, Otávio Frias Filho e seus consortes, já disse muito em seus artigos sobre o "fim da história", muito antes dos "onze de setembro", das "primaveras árabes" e das "ocupações primeiro-mundanas' que mostram o quanto a História continua acontecendo.

A Privataria Tucana, definitivamente, tornou-se a "caixa de pandora" do Brasil atual. E muita coisa ainda vai acontecer por efeito desse livro.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

É tucano ou barata morta?

É tucano ou barata morta?












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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Após dias de silêncio, tucanos abrem o bico sobre livro que denuncia governo FHC

Após dias de silêncio, tucanos abrem o bico sobre livro que denuncia governo FHC



Em nota, PSDB qualifica livro como veículo de "calúnias"; para FHC, trata-se de uma "infâmia" | Foto: Reprodução / Geração Editorial
Felipe Prestes no Sul21
O PSDB quebrou o silêncio nesta quinta-feira (15) sobre o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que apresenta uma série de documentos que comprovariam o recebimento de propinas durante as privatizações realizadas pelo Governo FHC. O partido soltou uma nota oficial em que sugere que o livro tem o dedo do PT, servindo para desviar o foco sobre as denúncias contra ministros do Governo Dilma. O ex-presidente Fernando Henrique também divulgou uma nota sobre o tema.
“A nova investida ocorre num momento em que o PT está atolado em denúncias de corrupção que já derrubaram seis ministros, e aguarda ansiosamente o julgamento do Mensalão, maior escândalo de corrupção de que se tem notícia na história do Brasil”, diz trecho final da nota do PSDB. O partido também promete tomar “medidas judiciais cabíveis” contra o autor e os “associados às calúnias desse livro”.
O PSDB compara a obra jornalística com “farsas anteriores”: a Lista de Furnas, o Dossiê Cayman e o Caso dos Aloprados e acusa o PT de participar da elaboração destes documentos. “Uma constante dessa fabricação de falsos dossiês tem sido a participação de membros e agentes do Partido dos Trabalhadores. Os que não se envolvem diretamente nas falsificações não têm pudor de endossá-las publicamente, protegidos, alguns deles, pela imunidade parlamentar”, diz o texto. Os tucanos também aponta também para Amaury Ribeiro Júnior, ressaltando que o jornalista é indiciado pela Polícia Federal “por quatro crimes, incluindo corrupção ativa e uso de documentos falsos”.
A nota assinada pelo presidente da sigla, Sérgio Guerra, defende as privatizações e diz que elas foram “exaustivamente” analisadas pelo TCU, MPF e outros órgãos de controle. “As privatizações viabilizaram a modernização da economia brasileira, com centenas de bilhões de investimentos em serviços essenciais e a geração de milhares de empregos”, diz o texto.
Renato Araújo / Agência Brasil
Fernando Henrique Cardoso lembra que responsável pelo livro é "indiciado pela Polícia Federal" | Foto: Renato Araújo / Agência Brasil
FHC qualifica o livro como “infâmia”
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso começa sua nota oficial afirmando que “a infâmia, infelizmente, tem sido parte da política partidária”. Em um texto com o mesmo conteúdo que o da nota do PSDB, FHC também relembra o Dossiê Cayman, a Lista de Furnas e o Caso dos Aloprados. “Ainda nesta semana a imprensa mostrou quem fez a papelada e quem comprou o falso dossiê Cayman para usá-lo em campanhas eleitorais contra os tucanos. Esse foi o primeiro. Quem não se lembra, também, do “Dossiê dos Aloprados” e do “Dossiê de Furnas”, desmascarado nestes dias?”, diz.
O tucano também fala do indiciamento do autor do livro pela Polícia Federal. “Na mesma tecla da infâmia, um jornalista indiciado pela Polícia Federal por haver armado outro dossiê contra o candidato do PSDB na campanha de 2010, fabrica agora “acusações”, especialmente, mas não só, contra José Serra. Na audácia de quem já tem experiência em fabricar “documentos” não se peja em atacar familiares, como o genro e a filha do alvo principal, que, sem ter culpa nenhuma no cartório, acabam por sofrer as conseqüências da calúnia organizada, inclusive na sua vida profissional”, diz o ex-presidente, que deixou seu “protesto e solidariedade às vítimas da infâmia”.
Presidente do PSDB gaúcho diz que não teme CPI
O deputado federal Nelson Marchezan Júnior, presidente do PSDB gaúcho, foi um dos poucos tucanos a assinar a criação da CPI da Privataria. Marchezan explica que a assinatura partiu de um desafio do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB), quando se manifestava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) veementemente contrário a uma proposta que facilita o repatriamento de dinheiro do Exterior, sem declarar a origem.
Não vejo que possa ter algum problema de corrupção nas privatizações, então assino”, afirma Nelson Marchezan Jr. | Foto: Luiz Alves/Ag.Câmara
“Eu peguei a palavra e disse que seria vergonhoso aprovar isto. O Protógenes disse: ‘Se você é defensor disto (não aceitar a proposta), então assine a CPI da privatização’. Disse que espero a reciprocidade dele para assinar outras CPIs. Pela primeira vez em três décadas não há uma CPI acontecendo no Congresso. Não vejo que possa ter algum problema de corrupção nas privatizações, então assino”, afirma Marchezan.
O deputado revelou que não leu o livro, mas que leu uma reportagem da Folha de São Paulo sobre a obra e ouviu a opinião de colegas que estão há mais tempo no Congresso. Baseado nestes subsídios, acredita que não haverá qualquer problema para o PSDB com a criação de uma CPI. “O que me relataram é que o livro traz fatos que já foram tratados em uma CPI do Congresso, não há fato novo. De lá para cá, o autor do livro foi indiciado e ninguém do PSDB foi indiciado ou sofreu processo. A Folha diz que não há nenhum documento que vincule o Serra ou seus familiares”, afirma.
“Mas não eu li o livro, estou me baseando pela Folha de São Paulo e pelo que o pessoal que trabalhou em CPIs aqui relatou”, ressalta o presidente do PSDB-RS.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Aécio amou odiar ‘A Privataria Tucana’

Aécio amou odiar ‘A Privataria Tucana’



Charge do Diogo


O livro A Privataria Tucana mal foi lançado e já  causou alvoroço tanto na base aliada quanto na oposição. No governo, só elogios. Já na oposição, as opiniões ficaram divididas. Serra achou “um lixo” e mandou a tropa serrista comprar todos os exemplares que encontrassem. Diante desse imprevisto, a editora já mandou rodar mais 850 mil exemplares e Serra já mandou reservar dinheiro do caixa do PSDB para comprar tudo de novo assim que a nova edição sair. Reinaldo Azevedo ligou para Serra pedindo para reservar um exemplar para ele, sob a condição de que ele não publique uma resenha em seu blog e que o livro não apareça na lista de mais vendidos da Veja.
Já Aécio Neves, publicamente, qualificou o livro como “literatura menor”, mas secretamente, gostou tanto que já está em sua segunda releitura. “Gostei bastante da parte que fala da espionagem e da evasão de divisas. Adorei o estilo do Amaury, detalhista, denso e ágil. É o próximo Dan Brown!”, deleitou-se o agora candidato tucano à presidência em 2014.


No JornaldaTarde

Senador Humberto Costa - líder do PT no Senado - quer apuração sobre denúncias do livro "A privataria tucana"

Senador Humberto Costa - líder do PT no Senado - quer apuração sobre denúncias do livro "A privataria tucana"




O senador pernambucano destacou a contundência do material publicado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr, que traz 112 páginas de documentos oficiais obtidos legalmente durante a investigação.
 
“Os documentos são contundentes e mostram como essas pessoas conseguiram lavar bilhões de dólares em operações engenhosas e interná-los novamente no Brasil, em negócios de aparência legal. Os documentos são claros e não deixam sombras de dúvidas quanto à participação de dirigentes tucanos e familiares do ex-governador José Serra em negócios escusos, com dinheiro sujo desviado da venda das estatais de telefonia nos anos 90 pelo governo Fernando Henrique Cardoso”.

Deputado Ivan Valente - líder do PSOL - comenta o livro A Privataria Tucana: são denúncias muito graves

Deputado Ivan Valente - líder do PSOL - comenta o livro A Privataria Tucana: são denúncias muito graves 



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Comentários de tucanos sobre o livro A Privataria Tucana

Comentários de tucanos sobre o livro A Privataria Tucana


“Vou comentar o que sobre lixo? Lixo é lixo”, afirmou Serra ao ser questionado sobre o livro.


“literatura menor” classificou Aécio Neves


"Não li,é café requentado" senador Alvaro Dias














sábado, 10 de dezembro de 2011

Perdeu playboy! Serra tenta comprar estoque de "A Privataria Tucana"

Perdeu playboy! Serra tenta comprar estoque de "A Privataria Tucana"


Serra tenta comprar estoque de
Foto: ZUHAIR MOHAMAD/AGÊNCIA ESTADO


O ex-governador José Serra telefonou ontem à noite para a loja da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, pedindo para reservar todos os 50 exemplares do livro "Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que tinham acabado de chegar. O pedido foi negado, segundo uma fonte da livraria que preferiu não se identificar. Mas os livros sumiram das prateleiras da loja mesmo assim. Foram todos comprados ontem mesmo. "O Serra ligou ontem à noite pedindo para reservar, porque ele iria comprar todos", disse a fonte. "Foi ele mesmo quem ligou, mas nós não pudemos reservar. A gente quer vender o livro e parece que ele quer vetar a venda".
A funcionária assinalou que é esperada a chegada de mais exemplares na segunda-feira, após as 14h, à loja da Avenida Paulista. Mas a disponibilidade do polêmico livro não é garantida, mesmo para quem ligar reservando, como muitos já estão fazendo, segundo ela. "Não é garantido que receberemos mais lotes, porque se ele (Serra) pedir para a editora não vender, também não receberemos mais."
Na tarde de sábado, ainda havia alguns exemplares em outras lojas da rede, informou a vendedora. Mas eles não deveriam durar até o fim do dia. "O estoque está muito dinâmico, hoje de manhã vi 50 em outra de nossas lojas, e agora só restam 12", assinalou.
Lançado ontem pela Geração Editorial, do jornalista Luiz Fernando Emediato, "Privataria Tucana" traz revelações importantes sobre a era das privatizações, expõe o tráfico de influência comandado por Serra e revela ainda como uma guerra interna no ninho tucano deu origem a toda essa história.
Ex-repórter do Estado de Minas, que tentava emplacar Aécio Neves como presidenciável, Amaury recebeu a encomenda de investigar a vida de José Serra. O resultado está nas 343 páginas do livro.


No Brasil247

O “D” de PSDB quer mesmo dizer Democracia?


O “D” de PSDB quer mesmo dizer Democracia?


Reação de Aécio Neves e FHC quando souberam da pergunta-título desde artigo
Por Ana Helena Tavares(*)
Já não está mais aqui o velho timoneiro que também criou um partido com “D” na sigla e dava a essa letrinha o seguinte sentido: “A grande força da democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não acontece com os sistemas totalitários, que se autopromovem em perfeitos e oniscientes para que sejam irresponsáveis e onipotentes.” (Ulysses Guimarães)
Se já nenhum ser humano é infalível, imaginem no jogo político, reforçado pela numerosa parcela medíocre da imprensa que se vende a ele, onde há palanques até embaixo de tapetes. Não há altares de pureza.
De limpa já basta a raça com que Hitler sonhava – e que parte do mundo ainda quer tornar realidade. É um jogo de causar inveja ao mais maquiavélico jogador de pôquer. RM (o todo-poderoso da Globo) entendia dos dois jogos. FHC lecionou sobre Maquiavel.
JS, aluno tardio e arredio, não aprendeu grande coisa. Principalmente, não aprendeu a reconhecer seus próprios erros. Coisa que não poderia mesmo aprender com FHC.
Por que, com todos os defeitos que possa ter tido, nossa Constituinte foi um avanço democrático? Porque é preciso reconhecer-se imperfeito para avançar. Naquele momento, os congressistas sentiam-se derrotados por 20 anos de ditadura. E só assim foi possível começar de novo.
Quando JS e FHC reconhecerão que foram derrotados? Não por Dilma, nem por Lula, nem pelo PT, mas por seus próprios aliados e, pior, por seus próprios egos. JS mantém um Twitter tragicômico. FHC escreve artigos que ninguém de bom senso consegue ler.
É assombrosa a miudeza de pensamento deles. Não  fazem política. Fazem futrica.
É nítida a sede de poder, vazia de sustentação. A eterna ânsia de tapetão.
Isso não é bom para o Brasil.
O que o PSDB fez ao pedir a cassação do registro de Dilma, quando ela contava com mais de 50% dos votos na eleição de 2010, senão a irresponsabilidade de tentar ganhar na marra, achando-se onipotente, “cavalo puro sangue”, na (ingênua) tentativa de aniquilar a concorrência?
E por que perderam mesmo com a metralhadora da mídia apontada unicamente contra o PT? Porque o T de PT quer mesmo dizer Trabalhadores. Negar isso é negar que milhões de pessoas foram tiradas da miséria, fato que o mundo inteiro reconhece.
Ah, o Brasil ainda tem muitos problemas… A educação de base é das piores do mundo. Ok. Vocês não acham possível mudar em 9 anos um país explorado por 5 séculos, não é?
Membros da alta cúpula petista enriqueceram? Sim. Se foi dentro da lei, e daí? Que moralismo de bordel é esse onde político não pode enriquecer, mas todo mundo acha normal a fortuna de Steve Jobs e Eike Batista? Quem vocês acham que corrompe os políticos senão os grandes empresários? Se o enriquecemento não foi lícito, é caso de polícia. É assunto para o Ministério Público e para a Justiça.
Como também deveria ser o recém lançado livro “A privataria tucana”, do premiado jornalista Amaury Ribeiro Jr.
Dizem que o “B” de PSDB refere-se a Brasil. Vender o patrimônio público e enriquecer em cima disso é ser brasileiro onde, quando, como?
A roubalheira durante as privatizações foi fortíssima. O teor do livro seria para colocar na cadeia JS, FHC e RT (o dono da bola, homem com o corpo mais fechado do Brasil). É vergonhoso, escandaloso, indecoroso, o silêncio sepulcral da mídia e o do judiciário.
Hoje, quem for à banca de jornal, presenciará uma guerra de capas. A da revista Carta Capital anuncia o livro bombástico. Mas engana-se quem acha que Veja o ignora. A revista(?) da Editora Abril passa recibo, tentando desqualificar as denúncias.
A diferença? É que o trabalho bem apurado da Carta Capital só tem voz graças à internet. Já o esgoto da Veja tem efeito cascata na Folha, no Estadão e em todos os veículos comandados pela família de RM (o homem que jogava pôquer com a sociedade).
Nenhum país avança na caminhada democrática tendo uma oposição que, por não conseguir ganhar no voto, se escora na mídia para desestabilizar o governo. Federal. Porque o de SP não passa pela boca da Poeta nem quando a corrupção sai em livro.
Vai daí que a corrupção só vai acabar quando ela parar de ser investigada e punida de forma seletiva. Quando a regulamentação da mídia garantir acesso à informação a todos os brasileiros. Quando houver uma reforma séria no judiciário. Quando houver uma reforma séria na política.
Quando tudo isso acontecer afetará a vida de todos, principalmente a da elite, por detrás de seus vidros fumê. De onde não ouve o povo. Nem o vê.
Quando afirmei, no início deste texto, que JS e FHC foram derrotados por seus próprios aliados não foram palavras gratuitas. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. de petista não tem nada – é ligado a AN (diz isso no livro). E tudo indica que foi o neto de Tancredo que, que mandando e desmandando no jornal “O Estado de Minas”, lhe pediu o início das investigações que geraram o livro.
Amaury foi, então, acusado de quebrar o sigilo de diversos tucanos para obter algumas das informações. Sendo verdade, o que JS tem a reclamar se sua filha, através de sua empresa, quebrou uma quantidade infinitamente maior de sigilos para fins bem menos nobres?
Ligado ao PSDB e legítimo representante da privataria, agora denunciada e fartamente documentada em livro, o engenheiro Luiz Carlos Mendonça de Barros, teve amplo espaço na edição de 30 de Agosto de 2010 da revista Época, para se defender do suposto grampo de Amaury dizendo o seguinte absurdo: “quebra de sigilo fiscal guarda a mesma proporção que uma tortura física praticada pela polícia e pelo exército porque se trata de direitos constitucionais do cidadão” (declaração que só pode mesmo vir de quem estava nadando em dinheiro durante a ditadura).
Aí, fica a pergunta: no escândalo do grampo (leia-se quebra de sigilo telefônico) – que levou “Mendonção” (como é conhecido Mendonça de Barros), então presidente do BNDES, ao banco dos réus (sendo absolvido) em ação de improbidade administrativa, e que comprovadamente ocorreu com a condescendência do então Presidente da República FHC – não estavam em jogo “direitos constitucionais do cidadão”?
O que este texto tenta mostrar é que o que distingue um governo de outro não é aquilo que todos chamam hipocritamente de moral, bons costumes, etc e tal, sem, muitas vezes, ter nada disso em casa. A diferença está no projeto político. É isso o que os brasileiros deveriam estar discutindo nos bares (além do futebol, é claro).
Vale ainda frisar que se agora a corrupção aparece tanto, de uma forma como não aparecia antes, é óbvio que é porque ela está sendo combatida de forma democrática e transparente, enquanto outros, com a luxuosa ajuda dos barões da mídia, preferiam engavetá-la.
Reza a lenda que o brasileiro típico “não tem nem um mal nem um bom caráter, simplesmente não o tem”. Só que isso não quer dizer que sejamos manipuláveis. Macunaíma era bem mais esperto do que os leitores da Veja.
Não consigo ver o nosso “herói sem nenhum caráter” acreditando em denúncias sem provas e desprezando um livro bem documentado. Não, ele não cairia nessa.
O que somos é maleáveis ao vento dos interesses. E aí há gente que acredite em tudo, de acordo com o que lhes convém.
E há também quem não possa acreditar nem deixar de acreditar por ser impedido de se informar sobre os acontecimentos. O editor do livro “A privataria tucana” já denunciou ter sido sondado por JS para uma “conversa”.
JS foi líder estudantil numa época em que o Brasil vivia sob um regime que também começa com “D”. Espero que ele não esteja com saudades.
*Ana Helena Tavares é editora do site Quem tem medo da democracia?