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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Reitores criticam declaração do candidato José Serra


Reitores de Universidades Federais criticaram nesta sexta-feira, dia 15, a declaração do candidato à Presidência da República, José Serra.

A reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Malvina Tuttman, condenou a declaração do candidato e afirmou serem inconsistentes as afirmações de Serra. “Enquanto uma das representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) no Comitê de Governança do Enem, reafirmo a total lisura do Exame e o comprometimento e seriedade do Ministério da Educação em todas as fases do processo, desde a sua concepção, passando pela realização até a divulgação dos resultados. Importante ressaltar, ainda, a importância do Enem para a democratização do acesso de jovens que, em muitos casos, foram historicamente excluídos das possibilidades de ingresso nas instituições federais de educação superior”.

Outro reitor a manifestar apoio ao exame foi Walter Manna Albertoni, reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “A experiência da Unifesp em ter participado da primeira edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), sistema que selecionou os candidatos por meio da nota do Enem 2009, foi extremamente positiva, pois permitiu que os melhores candidatos com as melhores notas fossem selecionados, além de ampliar as possibilidades de mobilidade acadêmica”.

O reitor da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR), Carlos Eduardo Cantarelli Wilson, destacou a importância do Exame para a mudança dos processos seletivos das universidades federais. “Já estava mais do que na hora de alterar a forma de acesso à educação superior pública no país e o Enem responde a essa necessidade”.

O reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), uma das novas universidades criadas neste governo, Dilvo Ristoff, também destacou os avanços do Enem como forma de seleção. “O Enem de hoje – não o do tempo em que o candidato Serra foi governo – é um poderoso instrumento para orientar o ensino médio brasileiro e por isso tem tido excelente receptividade junto às universidades federais. A Universidade Federal da Fronteira Sul tem utilizado exclusivamente o Enem em seu processo seletivo e continuará a fazê-lo nos próximos anos porque o exame substitui com muitas vantagens o vestibular tradicional”.

Outros reitores também manifestaram apoio ao Enem: Luiz de Sousa Santos Júnior, da Universidade Federal do Piauí; Antonio Cesar Goncalves Borges, da Universidade Federal de Pelotas; Luiz Cláudio Costa, da Universidade Federal de Viçosa; Maria Beatriz Luce, da Universidade Federal do Pampa; Miriam da Costa Oliveira, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre; Helgio Trindade, da Universidade Federal da Integração Latinoamericana; João Carlos Cousin, da Universidade Federal do Rio Grande; Carlos Alexandre Netto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Natalino Salgado Filho, da Universidade Federal do Maranhão; Maria Lúcia Cavalli Neder, da Universidade Federal de Mato Grosso; Antonio Nazareno Guimarães Mendes, da Universidade Federal de Lavras e Amaro Henrique Pessoa Lins da Universidade Federal de Pernambuco.

Assessoria de Comunicação Social

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Na era da banda larga fica difícil mentir, enganar... tudo sai quentinho, na hora.

"Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso."Brecht




O candidato tucano tentou, atrasado em algumas horas (o que não é novidade), responder afirmações feitas pela candidata Dilma Rousseff durante o debate na Band.



"Sua esposa, Mônica Serra, disse: A Dilma é a favor de mortes de criancinhas. Acho gravíssima essa acusação" Dilma Rousseff -10/10/10


"Ataque à família não é bom na campanha. Campanha é para discutir propostas, comparar candidatos, o que eles fizeram, o que eles fizeram, o que vão fazer". Jose Serra - 11/10/10


Mulher de Serra faz campanha no Rio e ataca Dilma Estadão - 14/09/10


Mulher de Serra faz campanha no Rio e ataca Dilma. IstoÉ 14/09/10


Você deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza,

seu assessor, que fugiu com R$ 4 milhões

de sua campanha." Dilma Rousseff -10/10/10


"Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factóide criado para que vocês [repórteres] fiquem perguntando". José Serra - 11/10/10


"Não somos amigos, mas ele [Serra] me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao país, ele tem que responder [...] Acho um absurdo não ter resposta, porque quem cala consente". Paulo Preto FSP


Será que o candidato não lê a grande mídia? Nós blogueiros sujos lemos!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ditadura e Inquisição


Copiadíssimo do Ferrão do Humor

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Yes! We Believe.



Papai Noel existe e já deu as caras esse ano em plena primavera. Presenteou o candidato tucano com um video que ataca Dilma, Lula e o PT.

Yes! We Believe.


Serra nega autoria de vídeos anti-Dilma; "pode ser do PSDB", afirma. Aqui

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Macunaíma não foi ao ato

O número de manifestantes não foi suficiente para preencher o espaço montado diante das arcadas da faculdade de Direito do Largo de São Francisco, no centro de São Paulo, mas o evento foi considerado importante o suficiente para compor a manchete da edição de quinta-feira (23/9) do Estado de S.Paulo.


Olhando-se as fotos da manifestação, nota-se que o cidadão comum, aquele que certos intelectuais costumam chamar de "macunaíma", não compareceu. "Juristas, acadêmicos e artistas, além de políticos tucanos", segundo o jornal, fizeram o Manifesto em Defesa da Democracia, no qual acusam o presidente Lula da Silva, que deve deixar o cargo no final do ano, de tramar contra as liberdades civis.


Um dos manifestantes, o jurista Miguel Reale Júnior, chegou a afirmar que "Lula age como um fascista". O jornal agasalha o exagero, próprio de campanha, sob a reputação do jurista em função de cabo eleitoral.


Observe-se que os demais jornais de circulação nacional – Folha de S.Paulo e O Globo– deram destaque menor ao acontecimento. A Folha nem chega a citar a manifestação em sua primeira página e o Globo, com uma foto do jurista Hélio Bicudo, faz apenas uma breve referência. Os destaques são divididos entre o resultado da pesquisa Datafolha, que mostra pequena queda na preferência pela candidata Dilma Rousseff, e novas denúncias de nepotismo no governo.


Campanha política


Os dirigentes da campanha do candidato oposicionista devem ter concluído que escândalos envolvendo parentes de políticos fazem mais estrago do que os que se referem a temas mais complicados, como a quebra de sigilo na Receita Federal. Como a campanha pauta a imprensa, esse deverá ser o tema predominante nas primeiras páginas dos jornais nos dias que faltam para as eleições.


Na página inteira dedicada à manifestação do Largo de São Francisco, que juntou pouco mais de 300 pessoas, o evento é chamado de "mobilização da sociedade civil" e comparado ao lançamento, feito em 1977, no mesmo local, da "Carta aos Brasileiros", quando personalidades do mundo jurídico e intelectual, diante de uma multidão de estudantes, marcaram o início da resistência organizada contra a ditadura militar.


O exagero do Estadão, mais do que atingir o decoro jornalístico, representa uma afronta à História. Afora as diatribes corriqueiras de campanha política, não há em medidas ou atitudes do atual governo qualquer ameaça que se compare ao que representou a ditadura militar.


Rasgando a fantasia


O movimento inaugurado no Largo de São Francisco terá desdobramentos, segundo informa o Estadão. Manifestação semelhante estava programada para quinta-feira (23), no Rio. Muito simbolicamente, o ato foi marcado para a sede do Clube Militar, cenário de tantas conspirações golpistas, e tem como um de seus animadores um general da reserva. Enquanto isso, o noticiário em geral começa a ser vertido para o caldeirão da campanha.


Em todos os jornais, o candidato da aliança oposicionista, José Serra, ganha destaque ao afirmar que a pane na Linha Vermelha do metrô de São Paulo, que prejudicou milhares de pessoas na terça-feira, foi provocada por seus adversários. "Não tenho dúvidas de que há interesses eleitorais nisso", declarou, segundo reproduz a imprensa.


Em outra seção dos jornais, técnicos explicam que a pane foi provavelmente provocada por excesso de lotação e que a Linha Vermelha do metrô paulistano é a mais carregada, com 9,8 passageiros comprimidos por metro quadrado.


Os editores não consideraram importante confrontar a declaração do candidato com o parecer dos técnicos.


As desonestidades da campanha parecem ter afetado irremediavelmente a mídia. A dez dias das eleições, a imprensa rasga a fantasia e sai do armário. Se preciso, vai apoiar e dar repercussão a um inusitado debate sobre liberdades civis no Clube Militar, o que representa uma metáfora de péssimo gosto.


Chamar os militares para protagonistas da disputa eleitoral, ainda que no papel de mestres de cerimônia, é uma jogada de alto risco que pode manchar a biografia de algumas figuras da República. E atingir a reputação da chamada grande imprensa.


A pesquisa Datafolha divulgada na mesma quinta-feira tem como grande novidade o crescimento da candidata Marina Silva, que pela primeira vez supera o índice de 10 pontos na preferência do eleitorado. Mas os analistas de pesquisas eleitorais avaliam que será preciso muito mais escândalos para reverter a tendência que aponta a vitória da candidata governista Dilma Rousseff no primeiro turno.


No dia 3 de outubro veremos o que pensam de tudo isso os milhões de "macunaímas".