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sábado, 26 de novembro de 2011

Palmério Doria: “A bolinha se tornou mais importante que o Papa”

Sigo Palmério no twitter, @palmeriodoria, um jornalista que me faz ficar informada e ao mesmo tempo me diverte com sua maneira de escrever, sempre com bom humor e espirituoso. A entrevista com ele não poderia ser diferente, ele narra os fatos de maneira gostosa. Depois vou sair e comprar o livo, com certeza.

Palmério Doria: “A bolinha se tornou mais importante que o Papa”


“Esta eleição parece um túnel de trem-fantasma para a Dilma. A cada curva era uma cilada, uma armadilha, uma rasteira” | Foto: Arquivo Pessoal / Twitter
Felipe Prestes no Sul21
Uma bolinha de papel bate na cabeça de um presidenciável e o leva para o hospital. Depois, um telejornal diz que a bolinha não foi a causa do ferimento. Outro objeto teria atingido o candidato. As câmeras mostram. Um perito atesta. Na internet, blogueiros separam o vídeo frame a frame e dizem que não se enxerga objeto nenhum. Uma singela bolinha de papel teria mesmo motivado uma tomografia em José Serra. “A bolinha se tornou mais importante que o Papa. A grande personagem das eleições foi a bolinha”, afirma o jornalista Palmério Dória.
O episódio da bolinha de papel é o ponto de partida para a narrativa de Crime de Imprensa – o retrato de uma imprensa murdoquizada, lançamento de Dória e de Mylton Severiano, ambos jornalistas da velha guarda, com passagem por diversos veículos tanto da imprensa nanica, quanto pelos veículos das famílias que dominam a comunicação no pais. É sobre a cobertura destes últimos nas eleições de 2010 que trata o livro. “Esta eleição parece um túnel de trem-fantasma para a Dilma. A cada curva era uma cilada, uma armadilha, uma rasteira. Ela era seqüestradora, bandida, laranja, poste, ela era tudo”, conta Palmério.
A dupla não espera qualquer resenha nos jornais, mas espera, sim, que o livro seja bem vendida. Os dois já fizeram junto Honoráveis Bandidos, que conta a saga de José Sarney, e vendeu cerca de cem mil exemplares, mesmo com pouquíssima divulgação na grande imprensa. “O livro do Sarney também fala das relações da grande imprensa. Todos os grandes irmãos tinham ótimas relações com o Sarney, ele era, inclusive, colunista da Folha de São Paulo. É muito recente o rompimento dos grandes irmãos com o Sarney”, ressalta Palmério.
Sem papas na língua, o jornalista conversou por telefone com o Sul21 e não poupou nem o vice-presidente da República, Michel Temer. Ele revelou que é processado por diversas pessoas – entre elas, o ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi – e que já nem se defende mais na Justiça. “Não quero nem ser defendido. Abri mão de advogado, porque quero que me prendam. Eu sou fora da lei. Esses caras vão me prender? Agora eu quero ver”.
Nesta sexta-feira (25), o Crime de Imprensa foi lançado em uma banca da Avenida Paulista. A obra está apenas em bancas de São Paulo e também pode ser adquirida pela internet.


“Eu falo da imprensa que perdeu a eleição. Da imprensa que torce para que a crise internacional chegue ao Brasil”


Sul21 – O título do livro é Crime de Imprensa. A imprensa brasileira é criminosa? Por quê?
Palmério Dória – Eu falo da imprensa que perdeu a eleição. Da imprensa que torce para que a crise internacional chegue ao Brasil para jogar uma água fria na Dilma, e no Lula também. É uma imprensa que sabe que pode perder também em 2014 e está desesperada. Eu falo, na verdade, das quatro grandes famílias. Ela (imprensa) é criminosa, no final das contas, porque vem manipulando os prezados leitores e espectadores há décadas.
"Em 2002, O Estado de S. Paulo noticiou uma ida, que não houve, do Serra ao Tocantins. Ele sendo recebido em festa pelo prefeito, quando na verdade estava em São Paulo, no estúdio, gravando" | Foto: Giovanni Bello/UFSC
Sul21 – Quais são as quatro famílias?
Palmério Dória – Estamos falando dos grandes irmãos: os Civita, os Marinho, os Frias e nos meninos daí, filhotes menores, os Sirotsky, que se espalham aí no Sul Maravilha. São basicamente esses.
Sul21 – Os Mesquita foram poupados no livro?
Palmério Dória – Os Mesquita são uma família nascida para perder. Na única vez em que eles apoiaram o Getúlio, ele perdeu, na eleição antes da Revolução (de 30). Eles são pé-frios. A última que eles perderam foi agora. Apostaram brabo no Serra. Eles vêm perdendo todas. Quando apostaram, por exemplo, na Revolução (de 64), conspirando para o golpe, na sequência eles perderam. A ditadura é obra da Família Mesquita.
Sul21 – Mas o livro tem foco na cobertura da grande imprensa às eleições de 2010. O que levou você e o Mylton a escreverem um livro sobre isto?
Palmério Dória – Como sempre, o óbvio. Ninguém vai atrás do óbvio. Você fica pensando: “Todo mundo vai escrever um livro sobre as eleições de 2010”. E a regra é: ninguém faz o óbvio. Este é o primeiro livro sobre as eleições de 2010.
Sul21 – O que esta eleição e sua cobertura teve de especial?
Palmério Dória – É um comportamento padrão. A gente sabia que renderia um grande assunto, que os pequenos e grandes golpes aconteceriam. É inevitável. Aconteceram nas outras eleições presidenciais, por que não aconteceriam nesta? Em 2002, O Estado de São Paulo noticiou uma ida, que não houve, do Serra ao Tocantins. Ele sendo recebido em festa pelo prefeito, com o povo na rua, quando na verdade estava em São Paulo, no estúdio, gravando. Então, eles são capazes de tudo. Evidente que o filme iria se repetir em 2010. 


“No caso deles (imprensa), o crime não compensa. Eles perderam. E vão perder de novo na próxima eleição”


Sul21 – Mas a eleição de 2010 teve alguns episódios peculiares. Quais vocês destacam no livro?
Palmério Dória – O episódio da bolinha realmente eu nunca vi… A bolinha se tornou mais importante que o Papa, que as grandes corporações, que a própria imprensa. A grande personagem das eleições foi a bolinha. A narrativa parte deste episódio da bolinha e vai em frente. Esta eleição parece um túnel de trem-fantasma para a Dilma. A cada curva era uma cilada, uma armadilha, uma rasteira. Ela era seqüestradora, bandida, laranja, poste, ela era tudo. Mas eu destacaria o episódio da bolinha como o mais espetacular. Foi onde ficou configurada esta manipulação toda, com o perito Molina na Globo falando do evento bolinha, do evento fita crepe, tentando transformar o episódio da bolinha em um atentado.
Sul21 – O perito (Ricardo) Molina comenta de tudo. Ele entra no livro de forma mais detalhada?
Palmério Dória – Claro que entra. Ele se presta para qualquer papel. Ele não tem noção do ridículo. O ridículo da vida para ele é pouco, ele entra em qualquer cascata. Está aí para o que der e vier. Mas também tem médicos, um cirurgião, gente que trabalhou para o Cesar Maia. O médico que fez a tomografia que ninguém viu até agora.
Palmério Dória diz que a grande imprensa perdeu muito com a derrota de José Serra: "imagine os negócios que eles iam fazer" | Foto: Giovanni Bello/UFSC
Sul21 – O livro, segundo você disse, fala da imprensa que perdeu. Pode se dizer então que o crime não compensa?
Palmério Dória – Você vê, por exemplo, este caso da Chevron. A gente vê como a imprensa não está cobrindo este episódio. Eles têm helicópteros, eles cobrem ocupação da Rocinha. Não fazem esta história da Chevron-Texaco, que vai enlamear o litoral carioca e paulista neste verão, vai matar a fauna marinha e tudo mais. Eles não fazem porque a Chevron é a patroa, e é a patroa do Serra. Está nos documentos do Wikileaks que o Serra disse que ia rever o pré-sal se ganhasse. No caso deles, o crime não compensa. Eles perderam. E vão perder de novo na próxima eleição. Como diz o Mino Carta na epígrafe do livro: na maioria dos casos a mídia, hoje em dia, é ponta de lança para grandes negócios. Neste sentido, eles perderam mais ainda. Imagine os negócios que eles iam fazer a partir de Serra no poder?


“Este livro não trata de corrupção, mas da maneira como a imprensa cobre a corrupção”


Sul21 – Como você está vendo estas quedas sucessivas de ministros, que às vezes até parece uma jogada ensaiada entre Dilma e Veja e outros veículos?
Palmério Dória – Um cineasta aí do Sul disse que estava para ver um movimento destes de direita, uma ditadura que não tenha se implantado em nome do combate à corrupção. Eu também estou para ver. Este livro não trata de corrupção, mas da maneira como a imprensa cobre a corrupção. Eu gostaria que a imprensa agora colocasse 1% de seu exército para cobrir os roubos no metrô paulistanos. Todas as linhas são superfaturadas. Neste momento o escândalo é da linha lilás. Se a imprensa usasse este poder de fogo permanente para cercar as malfeitorias tucanas não restaria nada. Se essa mídia usasse seu esforço, digamos, para levantar a vida de um Tasso Jereissati, que tem uma holding chamada Ceará, ele é dono do Ceará. Se ela levantasse agora a vida, os negócios secretos, de Aécio e de sua irmãzinha Andréa por trás de uma rádio chamada Arco-Íris. Quem banca os carros de luxo e os jatinhos de Aécio Neves? Eu não vejo este interesse da imprensa em bombardear diariamente. E não há quem segure um fogo cruzado destes. Não livramos a cara de ninguém, até porque não tenho vínculo partidário nenhum. O único sufixo “ista” que se aplica para mim e para o Mylton é jornalista. O que a gente discute é o instituto de dois pesos e duas medidas.
Sul21 – Mas como você vê a relação entre Dilma e a imprensa passada a eleição?
Palmério Dória – Eles apostavam que ela não iria segurar os fisiológicos do PMDB. Ela segurou, os fisiológicos estão ali quietinhos. Nestas crises sucessivas, eles apostaram o tempo todo em revoltas das bancadas, na quebra da governabilidade – incentivando até. Esta governabilidade quando foi exercida pelo FHC não era tão contestada. Então, ela está administrando muito bem. Está no fio da navalha, mas administrando muito bem esta questão.
Sul21 – O livro fala em imprensa “murdoquizada”. No que as práticas da grande imprensa brasileira se assemelham às dos veículos de Murdoch?
Palmério Dória – A gente viu outro dia um repórter da Veja invadir o hotel em que estava José Dirceu, tentar invadir o quarto dele, instalar câmeras. Todos os métodos que o bilionário australiano que domina a imprensa nos EUA e na Inglaterra usou. O que você acha do grampo sem áudio que a Veja montou naquela operação, que desarticulou todo o esquema anticorrupção da Polícia Federal?
Sul21 – Que ocasião foi esta?
Palmério Dória – Foi o grampo que originou a queda do (Paulo) Lacerda e de todo um grupo de inteligência (à frente da ABIN, Lacerda teria grampeado o ministro do STF. O áudio nunca apareceu). Aquilo desarticulou completamente todo um trabalho que vinha sendo feito contra a corrupção. Eles não estão interessados em combater a corrupção, estão interessados em derrubar governos. Enfim, são dois exemplos. Podemos citar uma série de outros. Mas assim age o Murdoch lá e age esta imprensa, estes grandes irmãos, aqui.

“O que este menino fez no caso do José Dirceu é o trabalho sujo. Hoje em dia, esses meninos entram alegremente nesse tipo de coisa”


Sul21 – O que escreve Lima Barreto sobre a imprensa da época dele e que vale tanto para o nosso tempo que acabou sendo publicado em Crime de Imprensa?
Palmério Dória – É um texto de Recordações do Escrivão Isaias Caminha. Ele começa assim: “A imprensa, que quadrilha. Fiquem sabendo vocês que o se o Barba Roxa ressuscitasse agora, com os nossos velozes cruzadores e formidáveis couraçados, só poderia dar plena expansão a sua plena atividade se se fizesse jornalista”. Ele pega na verdade as grandes famílias da época, que há cem anos já dominavam a imprensa. Hoje em dia, temos pelo menos uma esperança: a internet.
Sul21 – A internet ajudou muito…
Palmério Dória – Os dois lados. Aquela campanha das trevas, do aborto, foi incentivada pela internet. Mas a internet também foi decisiva para a vitória da Dilma. As forças obscuras, que levaram o aborto para o centro da discussão política, ganharam no primeiro turno. As pessoas falam da queda da Erenice. O próprio João Santana veio com esta lorota de que foi a Erenice que garantiu o 2º turno. Não foi, não. Foram o aborto, os valores; foi Dom Luiz Gonzaga, o Torquemada de Guarulhos; o TFP, a Opus Dei. Depois, a internet, que é uma gráfica que você tem hoje em sua casa, de certa maneira ajudou a Dilma a ganhar.




Jornalista lamenta o que é feito com jovens repórteres nas redações de hoje em dia: "jogam a garotada para se cobrir de cagalhões. Não se faz isto com garoto" | Foto: Jair Bertolucci/TV Cultura
Sul21 – Você o Mylton Severiano são jornalistas experientes. A gente tem impressão às vezes que o jornalista atualmente é mais subserviente aos interesses do patrão. É verdade ou é só impressão?
Palmério Dória – O que este menino fez no caso do José Dirceu é o trabalho sujo. Nós tínhamos outrora nas grandes redações pessoas especializadas neste papel. A gente sabia: “Fulano de Tal”. Hoje em dia, estes meninos entram alegremente neste tipo de coisa. Tínhamos até certa ternura por quem metia a mão na merda, coisa que nós não teríamos coragem de fazer. Esta garotada faz alegremente isto. Por exemplo: meninos que saem destes cursos de trainee e vão direto fazer uma capa na própria Veja demonizando o MST.
Sul21 – É como se fosse um batismo de fogo?
Palmério Dória – É um batismo de fogo. Jogam a garotada para se cobrir de cagalhões. Não se faz isto com garoto. Precisa respeitar no mínimo a garotada. Então, a meninada vai achando que vai crescer bonito e topa qualquer parada.
Sul21 – O bloco de esquerda que hoje está no governo federal não teme demais a imprensa ao não enfrentar, por exemplo, o monopólio das comunicações, que a Constituição não permite?
Palmério Dória – Evidente que sim. O Lula se pela de medo. A Dilma se pela de medo. Eles não aprendem. São incapazes de fazer aqui o que a Cristina Kirchner está fazendo. Está encarando esses caras, mandando o cacete. Aqui, participam de todas as solenidades, aniversário da Folha e tudo o mais. E a Dilma ainda recebe uma cacetada da Danuza Leão porque se retirou antes de terminar o concerto. Mas de qualquer maneira, vão, rendem homenagens e não tomam nenhuma medida para uma palavra bem simples: democratização da mídia, que é a única saída para isto que a gente está conversando.
Sul21 – Como você escreveu também Honoráveis Bandidos, vou fazer uma provocação: o governo tem mais medo da imprensa ou do Sarney?
Palmério Dória – Está diminuindo. Você veja que o Sarney não foi à solenidade da Comissão da Verdade. É um bom sinal. Quem me chamou atenção para este detalhe foi o Luiz Claudio Cunha, que escreveu uma das melhores coisas que eu li nos últimos tempos. O nosso projeto é o mesmo: fazer farinha destes caras, que nem broa. O livro do Sarney também fala das relações da grande imprensa. Todos os grandes irmãos tinham ótimas relações com o Sarney, ele era, inclusive, colunista da Folha de São Paulo. É muito recente o rompimento dos grandes irmãos com o Sarney. Eles adorariam e sabem que o Sarney estaria do lado do Serra, como esteve com todos os governos.
Sul21 – O Ministério de Minas e Energia ninguém tira dele.
Palmério Dória – Em um eventual Governo Serra estaria nas mãos do mesmo Lobão, que era um rato da ditadura. Imagine se, dentro de um projeto de direita, o Sarney não estaria, se o Lobão não estaria. São sapões que têm que ser engolidos e estão sendo engolidos.

“Abri mão de advogado, porque quero que me prendam. Eu sou fora da lei. Esses caras vão me prender?”


Sul21 – Existe a possibilidade política de um governo romper com Sarney ou ainda é inviável para qualquer presidente?
Palmério Dória – Tem se provado que é inviável. Está dito em Honoráveis Bandidos que sem o apoio dele cai o sistema. Esta quadrilha está lá em Honoráveis Bandidos: Michel Temer, Wagner Rossi – que abriu um processo contra mim no valor de R$ 600 mil – o Eduardo Cunha, esses bandidos todos estão lá. E está dito também que a imprensa compactuava com o Sarney. Por isto este livro não teve nenhuma resenha. O papel desta imprensa criminosa já estava contado.
Palmério Dória diz que abriu mão de advogado nos processos contra ele: "o que é que eu vou fazer? Vou à falência para me defender?" | Foto: Arquivo Pessoal / Twitter
Sul21 – Como está transcorrendo este processo de Rossi contra você?
Palmério Dória – Não tenho a menor ideia, vou lhe explicar por que. Não tenho no c… o que periquito voa. Eles podem pedir R$ 1 milhão. Não quero nem ser defendido, abri mão de advogado, porque quero que me prendam. Eu sou fora da lei. Esses caras vão me prender? Agora eu quero ver. Tem uma série de processos dos quais abri mão. Tem o filho do Mario Covas, o Zuzinha; tem a viúva do Dante de Oliveira, que se associou com o crime organizado no Mato Grosso; tem juiz. O que é que eu vou fazer? Vou à falência para me defender? Eles quebram você economicamente jogando esses processos para Brasília, para São Luis, não sei para onde.
Sul21 – As editoras tiveram um pouco de medo de publicar Crime de Imprensa.
Palmério Dória – Não tiveram um pouco de medo, fugiram de mim como o diabo da cruz. Nós estávamos a ponto de publicar este livro virtualmente, porque ninguém topava. Todo mundo saiu da área. Alguns não quiseram conversa, outros sentaram para conversar. Amigos fugiram porque tinham contratos com o governo e se tivessem um processo iam se estrepar. Isto faz parte do jogo. Mas encontramos o pessoal da Plena Editorial que encarou. O livro não está nas livrarias, porque seria inviável economicamente. Será lançado em uma banca de jornal em plena Avenida Paulista.
Sul21 – O plano é não ter nas livrarias?
Palmério Dória – O plano é ter em livrarias. Mas, por exemplo, divulgação zero. A gente diz no final do livro: “Leia Crime de Imprensa, um livro sobre o qual você não verá nenhuma resenha nem menção alguma na grande mídia”. Mas não é reclamando, não. A gente sabe que Honoráveis Bandidos, um livro de jornalismo político e história do Brasil, ficou 35 semanas entre os mais vendidos, apesar deles. E eles não podiam de dar nas suas listas de mais vendidos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pronunciamento Do Presidente Lula

“Nas urnas, falou o Povo, falou com voz clara, falou com convicção”

Em pronunciamento em rede de rádio e TV, na noite desta sexta-feira (5/11), o presidente Lula afirmou que no último domingo “o Povo Brasileiro, mais uma vez, deu uma extraordinária demonstração do vigor da nossa democracia”. O presidente parabenizou a Justiça Eleitoral, que “dirigiu com equilíbrio e competência a disputa”, e que poucas horas depois de encerrado o pleito divulgou o resultado das eleições. Leia a íntegra aqui

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A doce vitória de Vanda

Ontem vendo o programa Roda Viva em que o entrevistado (inquirido) foi José Dirceu, ouvi a a jornalista Marília Gabriela dizer que a vitória de Dilma Rousseff teria sido "apertada".

Bem, o que dizer da ou para a jornalista?

Reproduzo o artigo do Gilson Caroni Filho publicado na Carta Maior

A doce vitória de Vanda

A vantagem de 12 milhões de votos, que separou Dilma de seu competidor, mostrou, de forma cabal, a irreversibilidade de uma agenda que contemplou desenvolvimento com redistribuição de renda.

"Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégio ou compadrio". Em seu primeiro discurso como presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, reafirmou a consolidação, junto ao eleitorado, de um projeto republicano. A primeira providência de um vencedor nas urnas é remover os destroços da campanha. A esta altura, não cabe a menor dúvida de que a vantagem de 12 milhões de votos, que a separou de seu competidor, mostrou, de forma cabal, a irreversibilidade de uma agenda que contemplou desenvolvimento com redistribuição de renda.

A sua vitória demonstra a maturidade da sociedade civil brasileira. De nada adiantou o toque de direitismo, com tonalidades protofascistas, da campanha tucana. Os efeitos da eleição presidencial sobre o quadro partidário brasileiro confirmam com clareza um fenômeno já reconhecível há algum tempo: a desagregação do esquema político que deu sustentação aos oito anos de domínio neoliberal.

O encolhimento expressivo das bancadas do PSDB, DEM e PPS é extremamente emblemático. Reflete a rejeição a uma prática conservadora que, em desespero, açulou o que havia de mais primitivo no imaginário social, com o objetivo de estabelecer uma plataforma calcada no retrocesso cego. Porém, ao mesmo tempo em que levou as forças reacionárias ao paroxismo, a oposição, involuntariamente, construiu uma unidade de pensamento que aglutinou expressivos setores da sociedade organizada a se aliarem em torno da aspiração da continuidade de mudanças profundas nas estruturas que, por muito tempo, sustentaram uma ordem social autoritária e excludente.

Por não estar em sintonia com o tempo político, incapaz de esmaecer suas indefinições internas, o núcleo duro do tucanato, vive um momento de desestruturação que exigirá um esforço imenso para manter até mesmo a imagem unívoca de partido político. De ponta a ponta, o país está sendo varrido por uma ânsia de consolidação democrática que não tem mais condições de ser reprimida. Para a direita, diminuem as possibilidades de uma recomposição de campos de atuação. Querer refrear as oportunidades de mudança social surgidas nos dois governos petistas foi a grande tragédia que tolheu as pretensões de José Serra e seus aliados.

Em intensidade nunca vista, a prova das urnas esfrangalhou as estruturas partidárias da oposição demo-tucana, mostrando a ineficácia de uma estratégia firmada sobre dois pilares: o poder midiático e o desembarque do "iluminismo tucano" no mais deslavado integrismo católico. No palco eleitoral, o personagem central dessa historieta, beijando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, tentou passar-se por filho do destino. Deveria saber que o mito funcionaria contra sua intenção burlesca. Varrido pela tempestade dos votos que liquidaram quase todas as lideranças do seu partido, Serra atuou como cabo eleitoral às avessas. É triste o fim que o transformismo dá a quem o abraça a qualquer preço.

Terminada a campanha, à vencedora cabe tomar a iniciativa de cicatrizar divergências sem a necessidade de compor interesses rasteiros por baixo de uma retórica elevada. A primeira mulher eleita presidente do Brasil não pode, nem quer, ser prisioneira de uma rigidez política que a imobilize dentro de sua base de apoio. O problema, por enquanto, é a falta de um interlocutor que tenha sobrevivido do outro lado.

É lógico que, diante desse quadro, as áreas da imprensa mais vinculadas aos pontos de vista dos derrotados venham dando ênfase às diferenças na coligação vencedora. Apostam, com os olhos voltados para o passado, na fraqueza relativa dos partidos em nossa história republicana. Parecem não querer se dar conta de que há grande possibilidade de uma convergência programática e de ação das forças políticas que, com Dilma, venceram as eleições de 2010. O baronato joga suas fichas na impossibilidade da democracia como reinvenção. Já deveria ter aprendido que o rumo da história é ditado por forças dinâmicas.

Outubro de 2010. O arsenal tático da ex-guerrilheira atordoa as barricadas do atraso. É doce o sorriso de Vanda. Como suave é sua mão estendida.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Campanha 2010: “melhores” momentos

Reproduzo o artigo de Flávio Aguiar publicado na Carta Maior


Campanha 2010: “melhores” momentos


Serra revelou-se um candidato medíocre, sem luz própria, correndo atrás do eleitorado com frases de efeito e de ocasião. Assim, num primeiro passo, proponho aos leitores uma enquete sobre quais teriam sido os momentos mais ridículos dessa campanha.

Haverá muitas análises sobre os motivos da vitória de Dilma Rousseff nas eleições de 2010. Mas sem dúvida um dos motivos da sua eleição chama-se José Serra. É claro que ele encarnou o projeto anti-popular e anti-democrático da coligação PSDB-DEM. Também é claro que para sua candidatura acorreu a nata da escória política brasileira: os saudosos da ditadura, os TFP, a Opus-Dei, mais aqueles que não suportam ver pobre comprando em shopping.

Com isso tudo e para além disso, Serra revelou-se um candidato medíocre, sem luz própria, correndo atrás do eleitorado com frases de efeito e de ocasião. Assim, num primeiro passo, proponho aos leitores uma enquete sobre quais teriam sido os momentos mais ridículos dessa campanha. Alguns deles foram brutais, mas nem por isso deixam de ser ridículos.

1) Serra demora para se declarar candidato, quando todo mundo já sabia que ele seria.

2) Serra começa a novela da escolha do seu vice.

3) Serra aprofunda a novela da escolha do vice, implorando de joelhos que Aécio assuma o papel, depois de aplastá-lo na corrida pela candidatura do PSDB.

4) Serra se afunda na novela da escolha do vice, convidando Álvaro Dias para sê-lo, e em seguida desconvida, porque o DEM faz cara feia e ameaça deixar a coligação.

5) Serra engole Índio da Costa como vice, um desastre como companheiro de chapa, que procura vincular o PT às Farc.

6) Serra anuncia que quem fuma é contra Deus.

7) Serra vai à missa e puxa Ave-Maria.

8) Serra declara Evo Morales cúmplice do narcotráfico, nem que seja por passividade.

9) Serra declara que o Mercosul é uma ficção.

10) Serra anuncia a criação do Ministério da Segurança e o fechamento da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República como compensação.

11) Serra passa a ser “o Zé”.

12) Serra volta a ser Serra.

13) Serra se declara o continuador de Lula, ao mesmo tempo em que é da oposição.

14) Mas Serra teve também brilhantes auxiliares: por exemplo, sua mulher diz a eleitor que Dilma é a favor de “matar criancinhas”.

15) Outros auxiliares entram em cena: O Estadão demite jornalista por delito de opinião e pretende fingir que nada aconteceu.

Ainda mais de auxiliares: lembremos o episódio da "massa cheirosa". E que a Folha de S. Paulo move céus e terra para assessar a ficha de Dilma no STM, depois de divulgar, antes, com estardalhaço, uma ficha policial falsa.

16) Serra se diz verde desde sempre, e que não vai privatizar nada.

17) Serra e próximos a ele brigam continuamente com jornalistas e institutos de pesquisa.

18) A campanha de Serra consegue proibir a circulação de um número da Revista do Brasil e ao mesmo tempo pede “segredo de justiça” para isso.

19) Serra acha “normal” que um bispo peça dois milhões de panfletos apócrifos à gráfica de uma pessedebista de carteirinha, e sem esclarecer quem doou os fundos para a empreitada.

20) Serra diz ser a favor da união cível de homossexuais (afinal algo sensato – nota da redação), que já existe, mas que “casamento é outra coisa”, é matéria de religião.

21) Serra diz que vai passar o salário mínimo imediatamente para R$ 600,00 e dar 10% de reajuste para os aposentados, sem explicar como.

22) Explode uma bomba na campanha de Serra: a bala era de papel, não de prata, e ao invés de explodir na cabeça de Dilma, simplesmente quicou na cabeça do pessedebista. A Globo e a tomografia fizeram o resto do papelão.

23) Serra pede às “moças bonitas” que digam a seus pretendentes que votem nele, para terem mais chances com elas.

24) O grande coadjuvante: o Papa entre na dança, dando uma declaração usada pelos serristas para reativar a questão do aborto. Foi uma extrema-unção, dada à candidatura já moribunda.

E por aí se vai. Deve haver outras pérolas que esqueci, na pressa de redigir. Mais tarde voltarei com novos comentários sobre os rumos e descaminhos desta eleição.

BRASIL TEM PELA 1ª VEZ UMA MULHER NA PRESIDÊNCIA

BRASIL TEM PELA 1ª VEZ UMA MULHER NA PRESIDÊNCIA



Viva Dilma Rousseff

Viva o Povo Brasileiro




domingo, 31 de outubro de 2010

NOTA DE FALECIMENTO

NOTA DE FALECIMENTO

Com alegria anuncio o falecimento dos tucanos, que descansem nos quintos dos infernos se o chefe de lá suportá-los.






O GRITO DA NAÇÃO, SERRA NÃO MAMÃE!

O GRITO DA NAÇÃO, SERRA NÃO MAMÃE!

DILMA VOTA EM PORTO ALEGRE

DILMA VOTA EM PORTO ALEGRE

A emoção do mesário é contagiante, com certeza ele jamais esquecerá esse momento em sua vida.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

TSE concede primeiro direito de resposta no Twitter

Reproduzo o blog Gerivaldo Neiva - Juiz de Direito, se a moda pega... lascou-se!


TSE concede primeiro direito de resposta no Twitter
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu na sessão plenária desta noite (29) o primeiro direito de resposta que deverá ser postado em página de usuário do Twitter, na internet. Os ministros entenderam que Rui Goethe da Costa Falcão, coordenador de campanha de Dilma Rousseff, candidata à presidência da República pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando, ofendeu José Serra, candidato a presidente pela coligação O Brasil Pode Mais, em duas mensagens que elaborou e postou em sua página no Twitter. A Corte determinou que, assim que intimado pelo Tribunal, Rui Falcão veicule e transmita imediatamente em sua página no Twitter a resposta dada pelo candidato José Serra e sua coligação às mensagens que a Corte considerou como ofensivas ao candidato.
Em duas mensagens, Rui Falcão teria alertado seus 2.113 seguidores no Twitter, à época, sobre o vínculo entre telefonemas supostamente originários de apoiadores de José Serra com a eventual prática de futuros crimes.
Após admitir direito de resposta no Twitter e afastar a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido apresentada por Rui Falcão, o relator do processo, ministro Henrique Neves, votou pela concessão do direito de resposta solicitado por considerar que houve realmente ofensa ao candidato do PSDB nas mensagens de autoria de Falcão, que atribuem telefonemas não identificados à “turma do Serra”.
“Considero que a mensagem tem teor ofensivo a justificar o direito de resposta”, disse o relator.
O ministro Henrique Neves retirou a coligação Para o Brasil Seguir Mudando e Dilma Rousseff do pólo passivo da representação, por entender que ambas não tiveram parte na ofensa nem foram citadas na inicial do processo.
Os ministros acompanharam o voto do relator em favor do deferimento da resposta, por verificar a ofensa contra o candidato no caso e após definirem que o Twitter é uma ferramenta de comunicação social na internet. Porém, ressaltaram que o exame de eventuais direitos de resposta na internet deverá ser feito com base nos aspectos específicos de cada pedido.
“A decisão judicial aqui tomada terá que ser cumprida. Pior resultado seria a nossa inércia na questão”, disse o presidente do TSE.
Na resposta, composta de duas mensagens, a ser postada por Rui Goethe Falcão em sua página no Twitter, José Serra e sua coligação informam que a Justiça Eleitoral o puniu por ofensa à campanha do candidato. A coligação O Brasil Pode Mais afirma, na mensagem, que a campanha de Serra sempre agiu com lisura, de forma íntegra, respeitando todos os eleitores.
Processo relacionado: Rp 361895

O "mico" internacional de José Serra

O "mico" internacional de José Serra


Serra lanza una durísima ofensiva contra Dilma

29/10/10

PorELEONORA GOSMAN
SAN PABLO. CORRESPONSAL


“Si sos una chica bonita consigue 15 votos. Para eso, toma la lista de pretendientes y envíales un email. Avísales que aquel que vote por mi tendrá más chances contigo”. Esta fue la gran consigna del candidato José Serra en un acto en Uberlandia (Minas Gerais) en el que ayer estuvo acompañado por el ex gobernador de ese estado, Aecio Neves. En la desesperación por conseguir los 10 millones de votos que le faltan para alcanzar y sobrepasar a su adversaria Dilma Rousseff el socialdemócrata no parece tener reparos en los argumentos.

Para dar un tono festivo al acto, trajeron batucadas debidamente pagas además de ómnibus con “militantes” que recibieron US$ 23 por el viaje entre Belo Horizonte y la ciudad del interior mineiro. El candidato decidió gastar sus últimos cartuchos en Minas Gerais, el tercer distrito electoral del país, porque entiende que allí podrá morder parte del caudal de votos que tuvo Dilma en la primera vuelta. “Minas es el centro del país, es la síntesis. Y aquí se va a decidir la elección”.

La última encuesta de ayer, de la prestigiosa consultora Ibope, marca una ventaja de Dilma de nada menos que 14 puntos. Sólo un milagro, o un error demasiado grosero de las encuestadoras, es capaz de llevar a Serra al Palacio del Planalto el 1º de enero de 2011. Claro que nada puede asegurarse hasta las 20 horas del domingo cuando finalice el recuento de votos. Hoy los dos postulantes protagonizan su último debate. Será en la emisora Globo en Río de Janeiro.

Con esa misma expectativa de que algo sobrenatural lo ayude en esta pelea tan terrenal por el poder, Serra usó la campaña televisiva gratuita para insultar a Dilma a quien consideró como una mujer que de ser elegida para la presidencia “dejará robar en la sala de al lado” de su despacho. Dijo que ella había “quebrado” la intendencia de Porto Alegre cuando la ex ministra de Lula ocupaba un puesto secundario, la acusó de inepta y falta de autonomía. En esa línea discursiva, Serra acusó a Lula de querer privatizar Petrobras y entregar la explotación de las enormes reservas encontradas en la plataforma marítima a las empresas extranjeras.

Dilma consideró esa historia francamente ridícula. Ante miembros de la Federación Unica de Trabajadores Petroleros dijo que es una gigantesca mentira. Agregó que fue el gobierno de Fernando Henrique Cardoso quien vendió un tercio de la empresa estatal Petrobras. El gobierno de Lula acaba de recuperar la mayor parte del paquete accionario que es ahora de 48%. “Brasil sabe quién está a favor de Petrobras y de la explotación de las riquezas por parte de la empresa estatal; como también sabe quién está a favor de dejarlas en manos extranjeras”, dijo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ato de mulheres pró-Dilma reúne 2 mil no centro de SP

As mulheres vão à luta para eleger a 1ª mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff, a festa da democaracia está bonita, estamos mostrando ao país como se faz uma campanha feliz e sem baixarias.


Ato de mulheres pró-Dilma reúne 2 mil no centro de SP

Por: Guilherme Amorim, Rede Brasil Atual


Ato de mulheres pró-Dilma reúne 2 mil no centro de SP

Passeata de mulheres pró-Dilma no centro de São Paulo (Foto: Maurício Morais)

São Paulo – Ativistas de diversos partidos e sindicatos encontraram-se nesta quarta-feira (27) na Praça do Patriarca, centro de São Paulo, para manifestar apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Com uma imensa maioria de mulheres, a passeata tomou ruas próximas à praça e caminhou pela região.

Segundo os organizadores, 2 mil pessoas participaram do ato, que terminou na Praça da República. Os integrantes da Polícia Militar que acompanharam a caminhada não informaram estimativa de participantes.

Organizado pelo comitê "Somos todas Dilma", ato destacou a liderança de mulheres de diferentes partidos que compõem a coligação de apoio à candidata governista. Marta Suplicy (PT), ex-prefeita de São Paulo e senadora eleita pelo estado, Maria Elvira e Jandira Feghali, ambas deputadas federais eleitas por PMDB e PCdoB, respectivamente, foram citadas.

Marta Suplicy destacou a importância das manifestações em favor da Dilma e das mulheres. Para a senadora esse momento é muito importante, e as mulheres sempre tiveram que lutar bastante para chegar ao poder. "Simbolicamente, a passeata mostra que nós, mulheres, estamos contentes, orgulhosas e esperançosas pela diferença que uma mulher vai fazer comandando o país", aposta.

Diversos jingles da campanha da candidata do Partido do Trabalhadores foram executados no carro de som durante a caminhada, inclusive "Dilma Lá", uma paródia de "Lula Lá", forte marca da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 1989. Manifestantes entoaram palavras de ordem, como "Dilma sim, Dilma sim, porque eu não penso só em mim".

Durante o percurso, representantes do movimento falaram do alto do carro de som, entre elas Lídia Correia da Silva, do Partido Pátria Livre, e Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região

Ambas defenderam a importância da continuidade do governo com a eleição da candidata petista, destacando como o regresso a mais um governo tucano prejudicaria o atual crescimento do país. "Nós mulheres não queremos o retrocesso, não queremos mais o tempo da terrível privatização, da quebradeira da indústria", disse Lídia Correia.

Juvandia lembrou do papel fundamental das políticas de Lula para impedir que o Brasil fosse afetado pela crise econômica mundial, desencadeada nos Estados Unidos em 2008. Ela destacou o papel das grandes empresas de pratrimônio público, principalmente os bancos, na hora de manter a estabilidade financeira durantes os períodos mais preocupantes. "Precisamos de continuidade deste governo, das políticas de inclusão social e desenvolvimento econômico que o Governo Lula iniciou. Já como candidata Dilma vem rompendo com o paradigmas. Nós, mulheres trabalhadoras, estamos com Dilma", declarou.

domingo, 24 de outubro de 2010

Veja como os eleitores do candidato tucano estão fazendo na rede, desespero total.

Veja como os eleitores do candidato tucano estão fazendo na rede, desespero total.


O trauma e suas consequências

O trauma e suas consequências

Paulo Preto mudou contrato do Rodoanel

O candidato tucano nomeou Paulo Preto para acelerar a qualquer custo o Rodoanel, para que as obras ficassem prontas até abril, se pagava um montante de reais, muitos, sem querer saber qual a qualidade dos materiais utilizados.
Sinto vergonha alheia.

Paulo Preto mudou contrato do Rodoanel e acelerou obras, diz jornal
A alteração contratual assinada por ele permitiu que fossem usados materiais mais baratos

São Paulo - O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, fez mudanças no projeto original das obras do Rodoanel um dia após assumir a diretoria de engenharia da estatal, informa o jornal Folha de S.Paulo deste domingo.

De acordo com a reportagem, a alteração contratual assinada por ele permitiu que as empreiteiras até usassem materiais mais baratos. Segundo a Folha, a medida, definida em 2007, em acordo da Dersa com as construtoras, foi tomada para "acelerar" a construção do trecho sul a fim de entregar até abril deste ano, quando José Serra (PSDB) deixou o governo paulista para se candidatar à presidência da República.

O jornal afirma ainda que a mudança contratual no Rodoanel inviabilizou cálculos que poderiam dizer se os pagamentos das obras correspondiam ao que havia sido planejado e executado, de acordo com avaliação do Ministério Público Federal, feita dois anos mais tarde. Ainda segundo a Folha, a negociação com as empreiteiras envolvidas nas obras do Rodoanel foi a principal tarefa de Paulo Preto, que teve a missão de não permitir que a "vitrine política" de Serra sofresse atraso.

A reportagem afirma que o acordo mudou radicalmente as regras de pagamentos das construtoras, que tinham sido fixadas na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). De acordo com a Folha, as empreiteiras passaram a receber um preço fechado no valor de R$ 2,5 bilhões, ao invés de serem pagos conforme quantidade e tipo de cada serviço ou material usado na obra. Segundo o ex-diretor, a mudança contratual em 2007 apresentou vantagens e a qualidade do empreendimento foi garantida.