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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

10 considerações sobre os homofóbicos

10 considerações sobre os homofóbicos


Por Alex Passos - Canudos Coloridos

1) Homofóbicos são fáceis de serem reconhecidos pelo mau gosto. Eles se vestem mal. As frescuras e firulas, essenciais à beleza e à arte, são departamentos que sempre pertenceram aos homossexuais, ainda que estejam em decadência nos gays de hoje em dia. Homofóbicos abominam qualquer contato com a beleza; e acreditam que homossexualidade pega.

2) Para ajudar a identificar um homofóbico, procure situações comuns a heterossexuais e troque por gays para ver se elas incomodam o sujeito a ponto de ele ficar nervosinho e virar os olhos, bufar, ou contar uma piada que não faria na frente da mãe.

3) Não é de bom tom chamar um gay de bicha, por mais bicha que ele seja. A regra se estende. Não chamar o gordo de gordo, o velho de velho e a anã de anã. Sobre trocar e inverter os nomes, ninguém se pronunciou ainda. Na dúvida, nunca chame os amigos daquilo que eles realmente são.

4) Li em algum lugar que homofóbicos têm vontade de agredir gays porque, inconscientemente, desejam contato físico com eles. Não sei se acredito nisso, mas dá o que pensar qual seria a interpretação de Freud em relação ao formato da lâmpada fluorescente usada no episódio de agressão da Avenida Paulista.

5) O homofóbico é antes de tudo um neurótico com fixação pela coisa. E enquanto não se tratar, continua com os tremeliques e sem falar coisa com coisa. De fato é curioso como a cabeça balança enquanto incita a violência, já fora de si, espumando pela boca.

6) Um tipo comum de homofóbico é o invejoso. Ele não suporta reconhecer em seu semelhante gay certas vantagens que nele foram podadas na infância, como dobrar as pernas do jeito que quiser e mover as mãos da maneira que bem entender. Usar calça apertada e poder bater no companheiro também são conquistas de causar inveja a qualquer um. Daí o ódio.

7) O pior tipo de homofóbico é aquele que não permite a inclusão de um gay em seu círculo de amizades. Estatisticamente, com mais de 10 amigos há grande risco de pelo menos um deles ser gay. E, infelizmente, preciso dizer, mas se você tem certeza de que nenhum de seus amigos é gay, de repente quem beija rapazes é você.

8) É bem característico de um homofóbico ser covarde e atacar em grupo, quando a vítima não tem defesa. Apesar das críticas, o termo homofobia se faz apropriado. É medo de enfrentar o outro cara a cara.

9) Falar que a homossexualidade não é natural não chega a ser homofobia, mas ignorância. E se disser que não é coisa de Deus, e que gays não vão para o céu, como explicar de onde vem o arco-íris?

10) Quem estiver lendo este texto para saber se é homofóbico, sinto informar, não são. O homofóbico é justamente aquele que não corre atrás de informação; sequer lê. Tudo o que sabem absorveram por osmose. Daí o preconceito e a intolerância, que pegam do ar, em ambiente fechado.

sábado, 7 de julho de 2012

Cura Gay? Lá vai o Brasil descendo a ladeira...

Cura Gay? Lá vai o Brasil descendo a ladeira...



Por: Julio Marinho - Nossos Tons

Acho bom quando homofóbicos expressam suas opiniões. Eu prefiro tê-los as claras, onde podemos mostrar a lógica da intolerância, ignorância e pobreza de argumentos.

Essas pessoas nunca se cansam de vomitar suas opiniões preconceituosas e estúpidas. Uma delas é sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Eu simplesmente não entendo. O quê exatamente essas pessoas pensam que vai acontecer se o casamento homossexual for legalizado? Que a maioria da população irá, subitamente, "virar" gay? Gente, não existe isso de "virar gay", as pessoas são e ponto. A sexualidade humana é tão complexa, são tantas nuances que nem cabe aqui nos aprofundarmos nesse tema. Artigos e ensaios sobre isso é que não faltam na net, basta fazer uma procura rápida, se houver interesse é claro. Além disso é tão simples, se uma pessoa, por algum motivo qualquer, é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, basta não casar com alguém do mesmo sexo. Simples assim!
O pior é que, se esses imbecis fizessem comentários similares sobre o casamento inter-racial, eles seriam presos. E é por isso que as mesmas regras sobre o racismo deveriam ser aplicadas à homofobia, para que ela seja, efetivamente, erradicada do discurso público. Já que, contar com a educação e o bom senso das pessoas nesse caso não é uma opção, que sejam extirpados pela força da lei. Porque afinal de contas, são esses discursos - muitas vezes vistos como inofensivos - que alimentam e validam as agressões. E estas nem sempre ficam apenas no campo das ofensas verbais, em certos casos, evoluem para agressões físicas e até assassinatos. Notícias sobre esses fatos são frequentes na mídia, só não vê quem não quer.

Homofóbicos acusam os cidadãos LGBTs de lutarem por "privilégios", ao invés de uma mera igualdade. Da mesma forma como o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos foi acusado de querer, não só "igualdade" para os negros, mas um "tratamento especial".

Privilégios? Tratamento especial? Por acaso direitos iguais são "privilégios"? Por acaso não ser discriminado é ter um "tratamento especial"? São esses os argumentos dos moralistas e hipócritas de plantão? Ah, por favor, tenham a decência de nos poupar de suas imbecilidades e desses discursos rançosos e sem nenhuma sombra de racionalidade.

Mas também, não dá para esperar coisa melhor, afinal de contas, em que se baseariam esses argumentos, se não em falácias?  As alegações são sempre as mesmas, "a homossexualidade é contrária a lei divina", "a bíblia condena a homossexualidade", "a homossexualidade é um pecado" e blá blá blá... O problema é que, nem todo mundo crê nessas coisas, aliás, ninguém é obrigado a seguir uma crença religiosa. Somos um país laico e nossa Constituição é bem clara em relação a isso. Apesar de que, ultimamente grupos fundamentalistas têm tentado, a todo custo, derrubar essa conquista, e fazer do Brasil uma espécie de Irã tupiniquim. A pergunta que não quer calar é: Vamos deixar isso acontecer?

Não estamos atrás de privilégios, concessões ou aceitações, não precisamos disso. Não pedimos, nós EXIGIMOS respeito e cidadania. Eu quero os meus direitos civis assegurados, isso sim! O resto... o resto é só isso mesmo, a sobra, a migalha, a esmola. Não quero que depois venham nos dizer: "Olha tá vendo, ai estão seus direitos, agora fica ai quietinho no seu canto e não nos incomode mais!". Pois peguem a sua piedade e... façam dela o que bem entender, não precisamos dos seus favores.


A modinha agora entre os fundamentalistas religiosos de plantão é tal da "CURA GAY". Hã? Vocês vão curar o quê? Já faz décadas que a homossexualidade não é mais considerada uma doença. E se já era absurdo naqueles tempos classificá-la como tal, imaginem hoje? Num primeiro momento a gente até se belisca para ver se não estamos tento um pesadelo, mas é só lembrar que estamos num país onde a própria Presidente da Republica afirma em alto e bom som: "Não vamos fazer propaganda de opções sexuais!". Precisa falar mais?


Lá vai o Brasil, descendo a ladeira...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Não tenho nada contra homofóbicos. Eu, inclusive, tenho muitos amigos que são. O problema é que tem uns homofóbicos escandalosos

Não tenho nada contra homofóbicos. Eu, inclusive, tenho muitos amigos que são. O problema é que tem uns homofóbicos escandalosos

Nada Contra

No Contos e Notas


Não tenho nada contra homofóbicos. Eu, inclusive, tenho muitos amigos que são. O problema é que tem uns homofóbicos escandalosos, que não conseguem ser discretos. Ficam dando pinta que não gostam de gay, sabe? Tudo bem ser uma pessoa rancorosa e preconceituosa, mas não em público. Entre quatro paredes e bem longe de mim, tudo bem. Nada contra mesmo.
É impressionante o quanto eles se acham no direito de ficar com pouca vergonha na frente de todo mundo. Outro dia ouvi um cara dizer, em plena luz do dia e para quem quisesse ouvir, que “gay é abusado, mexe com homem na rua mais do que homem mexe com mulher”. Acredita? Mas já vi e ouvi coisas piores. “Tenho nojo de homem se pegando” ou “essas menininhas que se beijam não são bissexuais coisa nenhuma, só querem chamar atenção dos homens” ou ainda “te sento a vara, moleque baitola”, e por aí vai. E se alguém critica, logo apelam para “ah, foi só uma piada” ou “é a minha liberdade de expressão” ou ainda “está na Bíblia”. O horror, o horror.
Ser homofóbico é uma opção, mas ninguém tem a obrigação de aceitar, né. É muito constrangedor ver alguém olhando feio para duas pessoas do mesmo sexo se beijando. Como eu vou explicar para os meus filhos que existe gente intolerante? O pior é que nem na escola as crianças estão a salvo. Querem ensinar nossos filhos a serem homofóbicos, imagina! Quando você percebe, já é tarde demais: uma amiga minha foi chamada pela diretora porque o filho foi pego espancando um colega no intervalo. Tudo porque o rapaz era gay. Minha amiga, coitada, não aguentou a decepção de ter um filho homofóbico. Ela diz que é só uma fase, que vai passar. Por garantia, levou o menino no psicólogo.
Acredite, homofobia tem cura. Soube de uns casos de conversão que parecem até milagre. Em um dia, a pessoa estava lá, odiando gays, militando contra o direito dos homossexuais ao casamento civil, fazendo marcha pela família e tudo o mais. Mas com um pouquinho de empatia e bom senso, eles começaram a ver que não tinham nada que se meter com a sexualidade dos outros. E como o respeito é todo-poderoso e misericordioso, os ex-homofóbicos viram que os gays eram boas pessoas e também mereciam os mesmos direitos. Hoje dão testemunho de tolerância.
Murillo Chibana
Agora, tão preocupante quanto homofóbicos exibidos e sem-vergonha são aqueles que não se assumem. Aqueles que não saem do armário, que se fazem de pessoas normais e sem ódio no coração, mas que, no fundo, no fundo, também são fiscais de cu alheio. Pensa comigo: você sai com uma pessoa dessas, sem saber da opção de ignorância dela, e começam a pensar que você também é homofóbico, igual a ela. E todos sabemos que homofóbicos são abominações, ninguém quer ser confundido com um deles. Além disso, onde enfiar a cara quando eles resolverem se revelar e soltarem um “odeio viado” assim, do nada?
Mas não me leve a mal. Não tenho nada contra os homofóbicos, apenas não concordo com a homofobia. Essa doença quase sempre vem acompanhada de outros preconceitos, como o machismo e o racismo. É um caminho sem volta. Fico triste de ver tantos jovens se perdendo nesse mundão de ódio gratuito. É por essas e outras que prefiro ter um filho gay a um filho homofóbico. Ah, você quer saber se eu vou aceitar e amar um filho que virar homofóbico? Como alguém já disse por aí, eles não vão correr esse risco; vão ser muito bem educados.