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terça-feira, 19 de junho de 2012

Eleições no Rio de Janeiro: Eduardo Paes, por sua vez, está aliado a Deus e ao Diabo.

Eleições no Rio de Janeiro: Eduardo Paes, por sua vez, está aliado a Deus e ao Diabo.


Dessa água… não beberei?


CartaCapital



Anthony Garotinho ironiza a aliança Haddad-Maluf, mas ele próprio é, como poucos, um adepto das coligações pragmáticas. Foto: Rodolfo Stuckert
A Bíblia, em diferentes passagens, fala de alianças entre o Criador e os homens. A mais famosa é a do Arco-íris que, segundo o pacto feito com Noé, depois do Dilúvio, é a visualização da promessa divina de que nunca a Terra terá um fim provocado pelas águas.
Mas o sentido de aliança, entre nós, mortais, é amplo. Marido e mulher usam a aliança do casamento. Empresas se aliam para melhorar negócios. E, claro, os políticos também assumem pactos, verbais, mas que mexem com as populações que eles representam, pelo poder do voto a eles outorgado.
Em 5 de março, neste site, eu, surpreso, dizia que, no Rio, a aliança de DEM, por intermédio de Cesar Maia, com PR, de Anthony Garotinho, dava azia. Contei as cobras e lagartos que um contava do outro, antes de decidirem se unir para enfrentar a reeleição do atual prefeito Eduardo Paes (PMDB), através de seus filhos Rodrigo Maia e sua vice, Clarissa Garotinho.
Hoje, vejo Garotinho também espantado no seu blog, com o encontro do ex-presidente Lula com Maluf. Garotinho diz, literalmente que “essa imagem de Lula apertando a mão de Maluf no jardim da casa do deputado no Morumbi é real, não é uma fotomontagem como à primeira vista um desavisado poderia imaginar.” De acordo com ele, só falta a trilha sonora daquela música “Amigos para sempre”, a mesma que deve estar ensaiando atualmente com Cesar Maia.
Eduardo Paes, por sua vez, está aliado a Deus e ao Diabo. Conta com o apoio do governador Sergio Cabral e seu vice, Adilson Pires, é do PT. Nesta aliança, sempre é bom lembrar que Paes, quando deputado federal, ofendeu seriamente toda a família de Lula. Para se eleger, porém, deixou o PSDB, arrumou o apoio de Cabral e, depois de pedir desculpas a Lula, e sua mulher, tornou-se prefeito do Rio. E continua com as bênçãos comovidas de Lula, o Flexível – e põe flexível nisso!
Avesso a alianças, o deputado Marcelo Freixo, do PSOL, convidou o ex-baterista da banda O Rappa Marcelo Yuka, também filiado ao PSOL, para vice em sua chapa. Freixo conta ainda com apoio velado de políticos de outros políticos de outros partidos que não concordam com as alianças que estão sendo feitas.
O agonizante PSDB do Rio indica o deputado federal Otavio Leite. Dentro do próprio partido há quem o chame de “Leite Derramado”, uma vez que sequer arranjou um vice ou qualquer aliança com outro partido. Por enquanto, está só.
O PV, por sua vez, lança a candidatura da deputada estadual Aspásia Camargo. Como o PSDB, ainda não conta com apoios oficiais de outros partidos e ainda não apresentou o vice da chapa. Aliás, o líder maior do PV do Rio, Fernando Gabeira, também está silencioso e ausente das movimentações em torno das eleições para a Prefeitura.
Este é o atual cenário político para as eleições municipais do Rio. Diante das alianças – locais e nacionais – que nos pegam sempre desprevenidos, o economista e analista político competente (principalmente quando pensa em causa própria) Cesar Maia, diz que alianças acontecem para combater um mal maior. E lembra que, na II Guerra Mundial, Alemanha e a então União Soviética se aliaram para abocanhar a Europa e, mais tarde, quando a primeira resolveu agir sozinha, a segunda se aliou aos Estados Unidos para derrotá-la. Terminada a guerra, o pacto se desfez.
Essa linha de raciocínio do ex-prefeito vale para explicar sua associação atual com Garotinho. Mas, em termos bíblicos, a coisa é diferente – acabado o acordo das águas, o mundo acabará em fogo. Essa previsão também tem a ver com os cariocas, que assistem os chefes de estado mais importantes da Tterra discutindo o aquecimento global na Rio+20. Que, como nas alianças acima descritas, produzirá belas frases, ótimas intenções e resultados que só convirão aos mais fortes.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Apoio: Ex-sogro de Cavendish quer vídeos fora do ar

Se fosse minha filha também não gostaria de ver a memória de minha filha envolvida nessa cachoeira de lama. Até porque Jordana não está diretamente envolvida com os negócios de seu namorido.


Apoio: Ex-sogro de Cavendish quer vídeos fora do ar


A família de Jordana Kfuri, mulher do empresário Fernando Cavendish morta no ano passado, pediu ontem na Justiça a retirada dos vídeos dos encontros entre o empreiteiro, o governador Sérgio Cabral e seus auxiliares.

A ação foi proposta pelo pai de Jordana, Dario Kfuri, contra o deputado federal Anthony Garotinho (PR), através do advogado Armando Miceli Filho, que também representa a Delta Construções. 


Segundo Miceli, Kfuri alega que Jordana, que aparece em algumas das fotos e vídeos veiculados no blog, "não é uma pessoa pública e não deve ter a imagem divulgada".

Jordana morreu no acidente de helicóptero em junho do ano passado que revelou a relação próxima entre Cabral e Cavendish. O grupo ia comemorar o aniversário do empresário.

Garotinho afirmou que respeita a decisão da família, mas diz que vai tentar manter as fotos e vídeos no ar. Ele disse ainda que preservou a imagem de Jordana não publicando outros arquivos que estão em seu poder.



No ConteúdoLivre

sábado, 28 de abril de 2012

Garotinho, Cabral e o sapato chique

Garotinho, Cabral e o sapato chique


por Luiz Carlos Azenha no Viomundo

O assunto que movimentou a rede, nas últimas horas, além do vazamento pelo Brasil247 da íntegra da ação contra Demóstenes Torres, foi a publicação pelo ex-governador carioca, Garotinho, de fotos e vídeos mostrando o governador carioca Sergio Cabral no Exterior com o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish — ah, sim, com destaque para um par de sapatos chique.
Quem gravou tem intimidade com Cabral, já que estava sentado ao lado dele em um restaurante. Quem vazou?  Mistério de um milhão de dólares. Qual o objetivo dos vazadores? Não tenho a mínima ideia.
A nota oficial de Cabral a respeito:
“Em missão oficial à França realizada nos dias 14 e 15 de setembro de 2009, o governador Sérgio Cabral participou do lançamento do ‘Guia Verde Michelin Rio de Janeiro’, na Embaixada do Brasil em Paris; participou de encontros de trabalho para a então campanha pelas Olimpíadas de 2016 no Rio; e fez palestra na Câmara de Comércio Brasil-França para investidores franceses. Entre os seus compromissos oficiais, o governador recebeu, no dia 14, a condecoração máxima do Governo da França: a Légion d’Honneur, no Senado daquele país. Coube ao Presidente do Senado francês, Gerard Larcher, fazer a entrega. Após a solenidade, o Barão francês Gerard de Waldner – casado com a brasileira Sílvia Amélia de Waldner, chamou ao Clube Inglês convidados dele em homenagem ao governador e à condecoração recebida. Estavam presentes, secretários de estado, empresários brasileiros; o Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman; empresários portugueses, como Antonio Pereira Coutinho; empresários franceses, como Thierry Peugeot, e Martin Bouygues”.
As cenas do vídeo que reproduzimos abaixo não deixam dúvidas: Cabral mentiu na sua nota oficial de ontem, quando mandou dizer que foi a Paris numa missão oficial da qual Fernando Cavendish não fazia parte, apenas para um encontro do Guia Michelin e para receber uma homenagem de um barão francês.
Vai ser quente a temporada eleitoral no Rio de Janeiro.
PS do Viomundo: O mais enigmático nesta história é o caco que o Jornal do Brasil incluiu em seu texto sobre o assunto: “O JB acredita que as denúncias contidas no Blog do Garotinho não partem de inimigos políticos do governador, e sim de alguns familiares que, por sentirem dor forte e descaso dos responsáveis, estão sangrando”. Eu, hein?!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Garotinho diz que a homofobia não pode ser criminalizada, porque é 'opinião'. Desde quando agredir, matar é 'opinião'???

Garotinho diz que a homofobia não pode ser criminalizada, porque é 'opinião'. Desde quando agredir, matar é 'opinião'???


Fico enojonada com tamanha intolerância, com tamanho desserviço para a diversidade.