Mostrando postagens com marcador Cabral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cabral. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O que move Sérgio Cabral contra os índios?

O que move Sérgio Cabral contra os índios?
Jornal do BrasilMarcelo Auler


A cena protagonizada no sábado (12) por policiais militares do Batalhão de Choque, fortemente armados e com uniformes típicos de confronto, cercando um prédio onde estavam indígenas munidos de arco e flecha, pode parecer bisonha em pleno século XXI, mas além do ridículo da situação, demonstra a maneira pouco democrática com que o governo do estado do Rio de Janeiro conduz a questão da reforma do Estádio do Maracanã.
Naquele estádio, em 16 de julho de 1950, o Brasil se viu derrotado na Copa do Mundo quando, na final, o uruguaio Alcides Ghiggia marcou o gol da virada que deu ao país vizinho seu segundo e último título de campeão mundial.  Anos mais tarde, de forma irônica, o jogador comentou a façanha destacando que “apenas três pessoas, com um único gesto, calaram um Maracanã com 200 mil pessoas: Frank Sinatra, o papa João Paulo II e eu”.
Isto apenas mostra que o Maracanã, ao longo dos seus 62 anos, já recebeu públicos variados. Na época em que suas arquibancadas eram corridas – sem cadeiras individuais – e que existia a famosa “geralzona”, onde o público – a maioria pobre, mas não apenas eles – assistia aos jogos em pé, ao redor do campo, o Estádio Mário Filho abrigou facilmente quantidade muito superior aos 100 mil torcedores.
O governador Sérgio Cabral Filho, vascaíno doente e descendente de um jornalista que além do samba é vidrado no futebol, certamente quando criança e jovem esteve em jogos que tenham atraído esta multidão de admiradores do esporte. Sempre em quantidade muito superior aos 76 mil espectadores que o estádio abrigará, por exigência da Fifa, na Copa do Mundo de 2014, após a reforma que está instalando cadeiras individuais nas antigas arquibancadas.
Um grande aparato policial foi usado para intimidar os índios, que ocupam a Aldeia Maracanã
Um grande aparato policial foi usado para intimidar os índios, que ocupam a Aldeia Maracanã
Uma reforma que foi decidida entre quatro paredes, sem a participação do público, nem nenhum tipo de consulta mais aberta a especialistas ou órgãos de classe. Prevaleceram os interesses da Fifa, da CBF, na época presidida por Ricardo Teixeira que, todos sabem, comandou a entidade movido por propósitos nem sempre muito claros, e pelos governantes do Rio, Sérgio Cabral à frente. Mas a reforma está sendo sustentada com dinheiro público, de bancos oficiais, ou seja, em última instância, pelos impostos que os torcedores – aqueles que não foram jamais ouvidos – recolhem.
Curiosamente, o projeto estipulado entre quatro paredes e sem a participação popular decidiu pela impossibilidade de convivência entre o estádio reformado e um prédio erguido naquela região muito antes de se pensar em ali se instalar um estádio de futebol.
Datado de 1862, portanto com mais de 150 anos, o prédio do antigo Museu do Índio não tem valor histórico apenas pela sua construção centenária, mas pelo que abrigou. Foi nele que o marechal Rondon inicialmente, depois com a ajuda do antropólogo Darcy Ribeiro e dos irmãos Villas Boas, traçou e conquistou para o país a política nacional de preservação dos indígenas. Foi ali, por exemplo, que eles juntos travaram a batalha em defesa do Parque Nacional do Xingu que, como o filme de mesmo nome acaba de mostrar a milhões de pessoas, tanto nas salas de cinema quanto pela Rede Globo, garantiu a sobrevivência de diversas nações indígenas. E ali se manteve uma tradição indígena, fazendo do prédio abrigar a Aldeia Maracanã, que se transformou em referência para os índios no Rio de Janeiro.
A convivência entre o prédio com 150 anos e o estádio com 62 anos sempre foi pacífica. Mesmo tendo abrigado algumas vezes até 200 mil pessoas, não há registro de que o antigo prédio tenha atrapalhado a hoje denominada “mobilidade urbana”. Estas duas centenas de milhares de pessoas entraram e saíram do estádio Mário Filho sem maiores pertubações, às vezes incomodadas apenas pelos congestionamentos causados por carros particulares transportando quantidade ínfima de passageiros.
Ora, se no passado por ali circularam sem maiores problemas duas centenas de milhares de pessoas, sejam torcedores, fiéis que foram ver o papa ou fãs de Frank Sinatra, por que motivos há de se alegar que o prédio atrapalhará a “mobilidade urbana” em jogos onde são esperados muito menos espectadores?
Fala-se da necessidade de construção de um grande estacionamento. Ou seja, mais uma vez as autoridades priorizam o transporte individual, quando na verdade, em nome da “mobilidade” e até da defesa do meio ambiente, deveriam se preocupar não em derrubar um prédio, que em nada atrapalha o ir e vir dos torcedores, mas sim criar corredores exclusivos de ônibus para que estes, ao lado dos trens da SuperVia e do Metrô garantam o escoamento do publico sem maiores congestionamentos.
Na verdade, toda esta mobilização do governo, inclusive utilizando soldados do Batalhão de Choque que vivenciaram o ridículo papel de cercarem uma aldeia cujos índios possuíam apenas arcos, flechas e, talvez, tacapes improvisados, leva a crer que o governo de Sérgio Cabral está sendo movido por outros interesses.
O que se percebe é a vontade de limpar a área para que a iniciativa privada possa explorar a região com estacionamentos que terão preços abusivos e shoppings onde o chamado mercado irá faturar em cima dos 76 mil torcedores esperados nos jogos da Copa do Mundo. Por detrás disto, consta, estariam também os interesses do megaempresário Eike Batista, aquele que emprestava aviãozinho para os passeios do senhor governador.
Por conta de interesses não dos mais nobres é que toda a história do velho e centenário prédio onde outrora se desenhou a política indigenista do país e, por isto, abrigou o Museu do Índio e tornou-se referência para as tribos indígenas, está sendo jogada no lixo. O pior é que tudo pode acontecer com a omissão ou mesmo a participação do Judiciário Federal fluminense, uma vez que partiu da presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Maria Helena Cisne, a decisão de suspender a liminar que impedia a remoção da aldeia indígena. Ainda há tempo de se evitar que se jogue um pedaço da História do Brasil na lata do lixo. Por enquanto, apenas a Defensoria Pública da União, alguns poucos políticos e movimentos sociais tentam evitar isto. Mas, quem sabe, outras entidades não despertarão do sono profundo no raiar desta segunda-feira, antes do governador promover nova cena dantesca, mandando fuzis e metralhadoras cercarem arcos, flechas, tacapes e parte da História do Brasil?

Globo leva um cala boca na Aldeia Maracanã: "O sensacionalismo dela é prejudicial, só fala mentira..."

Globo leva um cala boca na Aldeia Maracanã: "O sensacionalismo dela é prejudicial, só fala mentira..."

A cara de deboche a jornalista dá nojo, asco...



"Edição e publicação da rede Globo criminaliza o movimento reclassificando a importância do movimento.. os índios cobram explicação sobre a responsabilidade e veracidade da informação veiculada pela rede... usa a mentira, usa a violência para cobrir um crime maior que é a remoçao dos índios de seus terras!! sempre foi assim em 530 anos.. hoje esta aparecendo na luz do dia !!"



.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Eleições no Rio de Janeiro: Eduardo Paes, por sua vez, está aliado a Deus e ao Diabo.

Eleições no Rio de Janeiro: Eduardo Paes, por sua vez, está aliado a Deus e ao Diabo.


Dessa água… não beberei?


CartaCapital



Anthony Garotinho ironiza a aliança Haddad-Maluf, mas ele próprio é, como poucos, um adepto das coligações pragmáticas. Foto: Rodolfo Stuckert
A Bíblia, em diferentes passagens, fala de alianças entre o Criador e os homens. A mais famosa é a do Arco-íris que, segundo o pacto feito com Noé, depois do Dilúvio, é a visualização da promessa divina de que nunca a Terra terá um fim provocado pelas águas.
Mas o sentido de aliança, entre nós, mortais, é amplo. Marido e mulher usam a aliança do casamento. Empresas se aliam para melhorar negócios. E, claro, os políticos também assumem pactos, verbais, mas que mexem com as populações que eles representam, pelo poder do voto a eles outorgado.
Em 5 de março, neste site, eu, surpreso, dizia que, no Rio, a aliança de DEM, por intermédio de Cesar Maia, com PR, de Anthony Garotinho, dava azia. Contei as cobras e lagartos que um contava do outro, antes de decidirem se unir para enfrentar a reeleição do atual prefeito Eduardo Paes (PMDB), através de seus filhos Rodrigo Maia e sua vice, Clarissa Garotinho.
Hoje, vejo Garotinho também espantado no seu blog, com o encontro do ex-presidente Lula com Maluf. Garotinho diz, literalmente que “essa imagem de Lula apertando a mão de Maluf no jardim da casa do deputado no Morumbi é real, não é uma fotomontagem como à primeira vista um desavisado poderia imaginar.” De acordo com ele, só falta a trilha sonora daquela música “Amigos para sempre”, a mesma que deve estar ensaiando atualmente com Cesar Maia.
Eduardo Paes, por sua vez, está aliado a Deus e ao Diabo. Conta com o apoio do governador Sergio Cabral e seu vice, Adilson Pires, é do PT. Nesta aliança, sempre é bom lembrar que Paes, quando deputado federal, ofendeu seriamente toda a família de Lula. Para se eleger, porém, deixou o PSDB, arrumou o apoio de Cabral e, depois de pedir desculpas a Lula, e sua mulher, tornou-se prefeito do Rio. E continua com as bênçãos comovidas de Lula, o Flexível – e põe flexível nisso!
Avesso a alianças, o deputado Marcelo Freixo, do PSOL, convidou o ex-baterista da banda O Rappa Marcelo Yuka, também filiado ao PSOL, para vice em sua chapa. Freixo conta ainda com apoio velado de políticos de outros políticos de outros partidos que não concordam com as alianças que estão sendo feitas.
O agonizante PSDB do Rio indica o deputado federal Otavio Leite. Dentro do próprio partido há quem o chame de “Leite Derramado”, uma vez que sequer arranjou um vice ou qualquer aliança com outro partido. Por enquanto, está só.
O PV, por sua vez, lança a candidatura da deputada estadual Aspásia Camargo. Como o PSDB, ainda não conta com apoios oficiais de outros partidos e ainda não apresentou o vice da chapa. Aliás, o líder maior do PV do Rio, Fernando Gabeira, também está silencioso e ausente das movimentações em torno das eleições para a Prefeitura.
Este é o atual cenário político para as eleições municipais do Rio. Diante das alianças – locais e nacionais – que nos pegam sempre desprevenidos, o economista e analista político competente (principalmente quando pensa em causa própria) Cesar Maia, diz que alianças acontecem para combater um mal maior. E lembra que, na II Guerra Mundial, Alemanha e a então União Soviética se aliaram para abocanhar a Europa e, mais tarde, quando a primeira resolveu agir sozinha, a segunda se aliou aos Estados Unidos para derrotá-la. Terminada a guerra, o pacto se desfez.
Essa linha de raciocínio do ex-prefeito vale para explicar sua associação atual com Garotinho. Mas, em termos bíblicos, a coisa é diferente – acabado o acordo das águas, o mundo acabará em fogo. Essa previsão também tem a ver com os cariocas, que assistem os chefes de estado mais importantes da Tterra discutindo o aquecimento global na Rio+20. Que, como nas alianças acima descritas, produzirá belas frases, ótimas intenções e resultados que só convirão aos mais fortes.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cabral quis ser chique, foi brega

Cabral quis ser chique, foi brega
Elio Gaspari


Novíssimos ricos do Brasil emergente constrangem a patuleia com sua promíscua vulgaridade


VERGONHA, ESSA é a sensação que resulta dos vídeos das villegiaturas parisienses do governador Sérgio Cabral em 2009, acompanhado por alguns secretários e pelo empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta.

Uma cena pode ser vista com o olhar do casal que está numa mesa ao fundo do salão do restaurante Louis 15, no Hotel de France, em Mônaco. ("Este é o melhor Alain Ducasse do mundo", diz Cabral, referindo-se ao chef.)

Ela é uma senhora loura e veste um pretinho básico. A certa altura, ouve uma cantoria na mesa redonda onde há oito pessoas. Admita-se que ela entende português.

O grupo comemora o aniversário de Adriana Ancelmo, a mulher de Cabral, e festeja o próximo casamento de Fernando Cavendish.

Até aí, tudo bem, é vulgar puxar celulares no Louis 15 e chega a ser brega filmar a cena, mas, afinal, é noite de festa. A certa altura, marcado o dia do casamento, Cabral decide dirigir a cena: "Então, dá um beijo na boca, vocês dois."

Cavendish vai para seu momento Clark Gable, e o governador diz à mulher do empreiteiro: "Abre essa boca aí". As cenas foram filmadas por dois celulares. Um deles era o do dono da Delta.

Na mesma viagem, Cavendish, o empresário George Sadala, seu vizinho de avenida Vieira Souto e concessionário do Poupatempo no Rio e em Minas, mais os secretários de Saúde e de Governo do Rio, (Sérgio Côrtes e Wilson Carlos), estão no restaurante do Hotel Ritz de Paris.

Até aí, tudo bem, pois o empreiteiro tinha bala para segurar a conta. Pelas expressões, estão embriagados. Fora do expediente, nada demais. Inexplicáveis, nessa cena, são os guardanapos que todos amarraram na cabeça. Ganha uma viagem a Dubai quem tiver uma explicação para o adereço.

O álbum fecha com a fotografia de quatro senhoras gargalhantes, no meio da rua, mostrando as solas de seus stilettos (duas vermelhas). Exibem como troféus os calçados de Christian Louboutin. Nos pés de Victoria Beckham (38 anos) ou de Lady Gaga (26 anos), eles têm a sua graça, mas tornaram-se adereços que, por manjados, tangenciam a vulgaridade.

Não é a toa que Louboutin desenhou os modelos das dançarinas (topless) do cabaret Crazy Horse. 
As cenas constrangem quem as vê pela breguice. Até hoje, o ex-presidente José Sarney é obrigado a explicar a limusine branca de noiva tailandesa com que se locomoveu numa de suas viagens a Nova York. (Não foi ele quem mandou alugar o modelo.)

A doutora Dilma explicou que não foi ela quem mandou fechar o Taj Mahal. No caso das vileggiaturas de Cabral, a breguice não partiu dos organizadores da viagem, mas da conduta dele, de seus secretários e do amigo empreiteiro.

Esse tipo de deslumbramento teve no governador um exemplo documentado, mas faz parte do primarismo dos novíssimos ricos do Brasil emergente.

Noutra ponta dessa classe está o senador Demóstenes Torres, comprando cinco garrafas de vinho Cheval Blanc, safra de 1947: "Mete o pau aí. Para muitos é o melhor vinho do mundo, de todos os tempos (...) Passa o cartão do nosso amigo aí, depois a gente vê". O amigo do cartão era Carlinhos Cachoeira que, por sua vez também era amigo da empreiteira Delta, de Cavendish.



Li no ConteúdoLivre

sábado, 28 de abril de 2012

Garotinho, Cabral e o sapato chique

Garotinho, Cabral e o sapato chique


por Luiz Carlos Azenha no Viomundo

O assunto que movimentou a rede, nas últimas horas, além do vazamento pelo Brasil247 da íntegra da ação contra Demóstenes Torres, foi a publicação pelo ex-governador carioca, Garotinho, de fotos e vídeos mostrando o governador carioca Sergio Cabral no Exterior com o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish — ah, sim, com destaque para um par de sapatos chique.
Quem gravou tem intimidade com Cabral, já que estava sentado ao lado dele em um restaurante. Quem vazou?  Mistério de um milhão de dólares. Qual o objetivo dos vazadores? Não tenho a mínima ideia.
A nota oficial de Cabral a respeito:
“Em missão oficial à França realizada nos dias 14 e 15 de setembro de 2009, o governador Sérgio Cabral participou do lançamento do ‘Guia Verde Michelin Rio de Janeiro’, na Embaixada do Brasil em Paris; participou de encontros de trabalho para a então campanha pelas Olimpíadas de 2016 no Rio; e fez palestra na Câmara de Comércio Brasil-França para investidores franceses. Entre os seus compromissos oficiais, o governador recebeu, no dia 14, a condecoração máxima do Governo da França: a Légion d’Honneur, no Senado daquele país. Coube ao Presidente do Senado francês, Gerard Larcher, fazer a entrega. Após a solenidade, o Barão francês Gerard de Waldner – casado com a brasileira Sílvia Amélia de Waldner, chamou ao Clube Inglês convidados dele em homenagem ao governador e à condecoração recebida. Estavam presentes, secretários de estado, empresários brasileiros; o Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman; empresários portugueses, como Antonio Pereira Coutinho; empresários franceses, como Thierry Peugeot, e Martin Bouygues”.
As cenas do vídeo que reproduzimos abaixo não deixam dúvidas: Cabral mentiu na sua nota oficial de ontem, quando mandou dizer que foi a Paris numa missão oficial da qual Fernando Cavendish não fazia parte, apenas para um encontro do Guia Michelin e para receber uma homenagem de um barão francês.
Vai ser quente a temporada eleitoral no Rio de Janeiro.
PS do Viomundo: O mais enigmático nesta história é o caco que o Jornal do Brasil incluiu em seu texto sobre o assunto: “O JB acredita que as denúncias contidas no Blog do Garotinho não partem de inimigos políticos do governador, e sim de alguns familiares que, por sentirem dor forte e descaso dos responsáveis, estão sangrando”. Eu, hein?!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Que beleza: A política de unir a população do Cabral.

Que beleza: A política de unir a população  do Cabral.


Metrô Rio hoje de manhã, 10/04/2012




terça-feira, 1 de novembro de 2011

Onze governadores têm seus mandatos questionados no TSE


Onze governadores têm seus mandatos questionados no TSE



Onze governadores eleitos em 2010 têm o mandato questionado em ações no Tribunal Superior Eleitoral. Na semana passada, o 12º processo, em que se questionava a eleição da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), foi julgado. Por maioria, os ministros do TSE concluíram que não havia provas suficientes para cassar o seu mandato.
O recurso contra Rosalba foi interposto pela coligação do candidato derrotado nas eleições, Iberê Ferreira de Souza. A coligação acusava Rosalba de abuso de poder econômico e político e uso indevido dos meios de comunicação social, além de gastos ilícitos de campanha nas eleições de 2010.
Na maior parte dos processo pendentes de julgamento no TSE, os governantes são acusados de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Esses crimes e suas respectivas punições estão previstos na Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/1990), podendo levar à cassação do diploma caso fique comprovada a prática.
Os governadores que terão seu futuro decidido são: Tião Viana (PT-AC); Teotonio Vilela (PSDB-AL); Omar Aziz (PMN-AM); Cid Gomes (PSB-CE); Siqueira Campos (PSDB-TO); Wilson Martins (PSB-PI); Anchieta Junior (PSDB-RR); Antonio Anastasia (PSDB-MG); Roseana Sarney (PMDB-MA); André Puccinelli (PMDB-MS); e Sérgio Cabral (PMDB-RJ).
AcreNo caso do processo contra o governador do Acre, Tião Viana, é o Ministério Público Eleitoral que pede a cassação de seu mandato sob a alegação de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A relatora deste recurso é a ministra Cármen Lúcia.
AlagoasO recurso contra a expedição de diploma de Teotônio Vilela foi apresentado pela coligação adversária, que alega a prática de abuso de poder econômico, abuso de poder político e captação ilícita de sufrágio por parte do governador durante a campanha para as eleições. O relator é o ministro Arnaldo Versiani.
AmazonasOmar Aziz é acusado pelo Ministério Público Eleitoral de abuso de poder econômico e político e por uso indevido dos meios de comunicação social. A relatora também é a ministra Cármen Lúcia.
CearáNo caso do governador Cid Gomes, a coligação adversária alega que ele teria utilizado indevidamente a propaganda institucional com o objetivo de promover sua candidatura. Também acusa o governador de abuso de poder econômico e político. O relator é o ministro Gilson Dipp.
Mato Grosso do SulAndré Puccinelli responde pela acusação de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social. A autora do recurso é a coligação que apoiou o candidato adversário e quem relata o processo é a ministra Cármen Lúcia.
MaranhãoRoseana Sarney é alvo de dois processos que pedem sua cassação. O primeiro foi apresentado pelo candidato a deputado estadual em 2010 pelo PRTB José Maria da Silva Fontinele. Ele acusa a governadora de uso indevido dos meios de comunicação social para se reeleger. No segundo processo, Roseana é acusada por José Reinaldo, candidato ao Senado em 2010, de violar o Código Eleitoral e a Lei das Eleições por suposta compra de votos e fraude por meio de convênios firmados pelo Estado. O relator é o ministro Arnaldo Versiani.
Minas GeraisO governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, também é acusado de abuso de poder econômico durante a campanha das eleições. O autor do recurso é o candidato derrotado, Hélio Costa, que aponta irregularidades em convênios firmados pelo Estado de Minas Gerais. O relator é o ministro Gilson Dipp.
PiauíO diretório estadual do PSDB apresentou o recurso contra Wilson Martins sob o argumento de que ele teria praticado compra de votos e uso de propaganda irregular em municípios piauienses na campanha ao governo. O governador é acusado de abuso de poder econômico e político. A relatora é a ministra Cármen Lúcia.
Rio de JaneiroNo caso de Sérgio Cabral, a acusação é de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante sua campanha à reeleição. O recurso foi proposto por Fernando Peregrino e também acusa Cabral de abuso de poder econômico, o que teria causado desequilíbrio na disputa com outros candidatos. O relator é o ministro Gilson Dipp.
RoraimaNeudo Campos, segundo colocado na disputa pelo governo, e sua coligação apresentaram o recurso contra a expedição de diploma de Anchieta Junior. O argumento é de uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político e econômico. No caso, alegam que os veículos de comunicação ligados ao candidato à reeleição teriam sido utilizados para promover sua candidatura. O relator é o ministro Arnaldo Versiani. O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima chegou a cassar o mandato de Anchieta Junior, decisão suspensa por medida liminar concedida pelo ministro Versiani.
TocantinsO ex-governador do Tocantins Carlos Gaguim, o deputado federal Júnior Coimbra (PMDB) e o deputado estadual Eduardo do Dertins protocolaram no TSE recurso contra a expedição do diploma do governador Siqueira Campos. Os autores do recurso alegam que a eleição de 2010 no estado foi vencida por meio do uso indevido de veículos de comunicação, da captação ilícita de sufrágio e da prática de conduta vedada por prefeitos da base aliada do tucano, atos que se traduzem em abuso de poder político e econômico. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal SuperiorEleitoral.


No Conjur

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O governador Sérgio Cabral descontará os dias parados durante a greve, rompendo o acordo feito



O governador Sérgio Cabral descontará os dias parados durante a greve, rompendo o acordo feito
Cabral vetou o abono das faltas dos dias parados, que garantia o recebimento integral dos vencimentos aos docentes que fizeram greve em 2011. Com isso, os professores que não repuserem as aulas terão o ponto cortado.
Também foi vetado o artigo que determinava que os atuais professores deveriam destinar 1/3 da carga horária semanal em planejamentos e 2/3 em sala de aula. A medida também atinge os servidores da Secretaria Estadual de Cultura, regidos pela Lei 1.614, de 24 de janeiro de 1990 e Lei 5.584. Também foi vetado o enquadramento por formação, após comprovação, dos profissionais do quadro de apoio e procedentes do concurso de 1994.