O capitalismo zumbi de FHC, Serra, Kassab & seus estertores
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
O capitalismo zumbi de FHC, Serra, Kassab & seus estertores
O capitalismo zumbi de FHC, Serra, Kassab & seus estertores
sábado, 1 de setembro de 2012
Kassab, o sexo e a cidade
Xico Sá
Ficou suspenso no ar o sorriso mais bonito que já ganhei na noite. Era Ângela no balanço sobre o balcão da boate Kilt. Tocava um Rolling Stones.
Foi a derradeira vez que estive no castelo dos desejos clandestinos da rua Nestor Pestana. Levara um gringo viejo, amigo madrileño da crônica esportiva, para testemunhar o melhor show erótico do planeta.
O visitante não é uma desculpa. Sempre frequentei, nas viagens ao fim da noite de SP, na buena, este tipo de ambiente.
Como todo mundo já sabia, a Kilt foi fechada, depois de decreto de desapropriação, pelo Sr. Kassab. Será demolida.
Não podemos negar que tem um quê de Gengis Khan (séc. XIII) na política do sr. K. Tudo que desconhece ou não gosta, ele destroi.
A Kilt era a última das casas importantes do gênero na região central da cidade. A equipe do prefeito desapropriou o castelinho sob a desculpa da intervenção urbana na praça Roosevelt.
Depois do escândalo da “máfia do alvará” fica difícil acreditar que a perseguição às boates e bares seja apenas a assepsia moral do kassabismo –o que já seria deprimente- ou, na melhor das hipóteses, ousados planos urbanísticos.
Siga o dinheiro, amigo, como recomenda o jornalismo investigativo americano.
Siga o rastro dos conjuntos imobiliários gigantes. Onde pequenas casas são fechadas, vem sempre uma placa de uma megaobra privada um tempo depois. Ao lacrar estabelecimentos, automaticamente a prefeitura facilita a venda, por baixo custo, dos imóveis.
Em ano de campanha eleitoral, negócios como estes costumam abastecer de grana os cofres dos candidatos.
Queria este cronista, que cobriu pelo menos dez eleições de peso como repórter, estar viajando na maionese conspiratória. Quem dera.
Kassab vai além do simplesmente folclórico –com suas proibições malucas, veja aqui a lista que publiquei em outro post.
Só me resta lembrar do sorriso de Ângela no balancê da Kilt. Guardo agora aquele sorriso pendurado no trapézio do meu cérebro. Como o amigo Brás Cubas protegia as suas obsessões e ideias fixas.
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
Onde vai parar a política higienista de Kassab?
Onde vai parar a política higienista de Kassab?
Raquel Rolnik
domingo, 1 de julho de 2012
Mais de 50% dos entrevistados não soube apontar nenhuma área que Kassab atua melhor
Note, no gráfico abaixo, que, em quase tudo, os governos Erundina e Marta tem os menores índices.
Datafolha revela os 11 principais problemas da cidade para eleitores
| Juca Varella - 27.mar.2012/Folhapress | ||
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| Vale do Anhangabaú alagado, em março, após enxurrada vinda da avenida Nove de Julho, na região central |
- Saúde 26%
- Segurança 16%
- Transporte coletivo 15%
- Enchentes 6%
- Educação 6%
- Trânsito 6%
- Lixo 5%
- Calçamento 3%
- Tráfico de drogas 2%
- Moradia 2%
- Desemprego 2%
sexta-feira, 29 de junho de 2012
São Paulo, uma cidade para poucos
Em janeiro, com o projeto de retirada “a força” dos habitantes da cracolândia, comentei como o centro de São Paulo está sendo alvo de ações de higienismo, com foco sempre na segurança, gerando uma “venda” de liberdades em nome do isolamento (o texto é esse). Tenho defendido nesse espaço, há algum tempo, que a privação das liberdades individuais em nome da “sensação de segurança” não é algo tolerável, e que não podemos simplesmente, enquanto sociedade, “jogar para longe” o problema da pobreza e da desigualdade social, reproduzindo e amplificando o velho problema das cidades latino-americanas, construídas em um ambiente de segregação, com clara separação entre ricos, morando nas regiões nobres, e pobres, morando nas periferias. São Paulo é um exemplo claro dessa separação.
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| Distrubuição de Sopa no Centro de SP pode ser proibida (Fonte: estadao.com.br) |
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Bora, gente: Internautas organizam “sopaço” em frente à casa de Kassab
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Antes fosse penetra: O penetra indigesto na festa do PT
Não gostei da festa dos 32 anos do PT, em Brasília. Senti falta de juventude, vibração. Aquela alegria das antigas.Tô ficando velho? Estamos ficando velhos? Cadê os jovens petistas e suas cores? Festa cinzenta aquela. E os discursos então? Marco Maia até que tentou vibrar, na marra, no grito. Não convenceu nem contagiou. Rui Falcão parecia um zumbi anestesiado. Dilma previsível, visivelmente cansada, burocrática. Definitivamente, discursos inflamados não são o seu forte. Aliás, só teve discurso-sedativo, sem novidades: tiramos 28 milhões da miséria! Fazem dois anos que repetimos a mesma coisa. 28 milhões, primeiro operário presidente, primeira mulher presidenta… Ótimo! Parabéns pra nós, pro PT… Mas quais são as novidades? Qual é o plano? Alguma idéia nova que não fique mofando ao lado do marco regulatório da mídia? Será que só a economia interessa? Precisamos politizar o diálogo com o povo brasileiro.quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
"O DEM fez um grande investimento em Kassab", diz Maia
Rodrigo Maia: presidente do DEM diz não chantagear mas não garante que o partido não vá pedir o mandato de voltaEm meio à disputa interna com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), diz que a legenda se tornaria “transexual” e “transformista” em caso de fusão com o PMDB. Maia defende a manutenção da aliança com o PSDB de olho no projeto presidencial de 2014 e cita o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como um favorito.
Mais fortalecido depois da vitória de ACM Neto (BA) para a liderança do DEM da Câmara, vai trabalhar pelo lançamento de uma chapa única em torno do senador José Agripino Maia (RN) à presidência da legenda, na convenção de 15 de março. O grupo de Kassab, com apoio do ex-senador Jorge Bornhausen (SC), tenta lançar o ex-senador Marco Maciel (PE) – que não conseguiu a reeleição no ano passado – para ocupar o posto.
Filho de Cesar Maia, ex-prefeito do Rio que também não conseguiu se eleger ao Senado em 2010 pelo DEM, Maia reconhece os problemas do partido nas últimas eleições. A saída, diz, é manter-se na “centro-direita” e unificar o discurso à classe média. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por telefone ao Valor:
Valor: Como o senhor vê o DEM, dividido em dois grupos?
Rodrigo Maia: Saímos das eleições com resultado aquém do que gostaríamos. Esse é o pano de fundo da briga. Mas saímos melhor do que imaginavam. Tivemos um resultado razoável naquilo que foi possível. Elegemos dois governadores com uma candidatura presidencial muito frágil no primeiro turno, principalmente nas regiões onde o Democratas é mais forte, no Nordeste. Tudo isso somado ao auge de popularidade do ex-presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva]. Nesses anos todos, fomos o principal contraponto dele.
Valor: Houve problemas em 2010?
Maia: Não. Trabalhamos juntos a eleição inteira em todos os Estados, inclusive em Santa Catarina, quando o PSDB quase declarou apoio a Angela Amin. Fomos eu e Jorge [Bornhausen] juntos ao Sérgio Guerra e conseguimos reverter uma situação quase irreversível. No Espírito Santo, trabalhamos da forma que o Serra queria, pedido pelo Kassab e pelo Jorge, apoiando o candidato do PSDB. A única questão que tinha ficado é que eu havia declarado em outubro de 2009 ser a favor da candidatura do Aécio para 2010. Não fiz nenhum movimento para que minha opinião prevalecesse, apenas dei uma entrevista.
Valor: O estopim foi a proposta de fusão?
Maia: No dia da apuração do segundo turno estive com o Kassab, que disse: ‘o DEM acabou, acho que a gente tem que caminhar com uma fusão para o PMDB, o PMDB só tem político mais velho, a gente toma o poder rapidamente’. Falei que não era bem assim. Muitos políticos nossos têm aliança com o PMDB, mas não podem ir para o PMDB porque não têm espaço, a fusão não faz nenhum sentido do ponto de vista ideológico ou do interesse local. Marcamos uma reunião com o Jorge para dois dias depois. Nesse período, dias 2 e 3 de novembro, o Kassab colocou seus interlocutores para falar a favor da fusão.
Valor: Houve reação?
Maia: Começou a haver reação de todos os lados, 80% do DEM não queria. Muitos querem manter aliança com o PMDB, caso do senador Agripino Maia. Outros por questões ideológicas ou locais. Por que vou abrir mão de ter o poder de comandar um partido e ser o segundo ou terceiro quadro do PMDB? Quando o Jorge voltou, resolveram mudar a estratégia, que era tomar o DEM e fazer a fusão.
Valor: O DEM se tornaria governista?
Maia: Na verdade, estamos numa questão inusitada. Na política, pela primeira vez, teríamos um partido transexual, seria fazer transformismo.
Valor: E vai apoiar o José Serra em São Paulo?
Maia: Não é o que o Kassab promete ao Temer. Entramos no processo de disputa pela liderança da Câmara, era o primeiro teste para o Kassab fazer o que ele entendia correto. Não o julgo, ele tem uma grande vantagem, pensa de uma maneira bem transparente, nunca escondeu sua posição. Passada a eleição do líder, o resultado é claro. Da nossa parte, vamos trabalhar de forma radical pelo consenso. Queremos chegar à convenção com chapa única. Em 8 de dezembro, fui ao limite para tentar um acordo. Infelizmente, não foi possível.
Valor: Só o Agripino?
Maia: Sim, é o melhor nome. O objetivo é tentar de forma bem firme um consenso que mantenha o DEM vivo como partido de oposição, que possa construir um projeto para 2014 desde já.
Valor: O DEM teria nome próprio para 2014?
Maia: Pode ser um projeto próprio como poder ser um projeto próximo ao PSDB. Os dois partidos precisam trabalhar unidos.
Valor: Pode ser o Aécio?
Maia: Certamente. Aécio seria um grande nome em 2010, será um dos principais protagonistas de 2014. Está na hora de parar de brigar para dentro e de debater com os nossos adversários, o governo está começando.
Não podemos querer reformar o partido fazendo uma operação de troca de sexo, o partido não pode ser transexual
Valor: O senhor quer a permanência de Kassab no DEM?
Maia: Sim, por que não? Não posso querer que fiquem no partido somente os meus aliados. O Kassab tem uma relação pessoal comigo muito correta. Do ponto de vista político, ele, de forma clara, comandou um processo do outro lado.
Valor: O DEM de São Paulo sem o Kassab ficaria enfraquecido?
Maia: Temos que trabalhar incansavelmente para Kassab continuar no DEM. Não porque o partido vai ficar mais fraco ou forte, mas porque é um quadro que teve muito investimento do partido. O Jorge, quando presidente, foi fundamental na decisão dele sair como vice [na chapa de José Serra à Prefeitura de São Paulo, em 2004]. Ele não queria. É importante que se tenha o entendimento que o DEM precisa ser valorizado com a permanência dele. Não sei como ele está pensando, me dá a impressão que pensa como oposição à política local. O vejo tentando independência em relação ao PSDB de São Paulo, principalmente ao Alckmin [Geraldo Alckmin, governador de São Paulo].
Valor: Com quem ele vai fechar?
Maia: Ele diz para o Serra que vai ficar no PMDB com o Serra, diz que vai ficar com o DEM e com o PMDB, diz também que se aproximou do palanque da Dilma. Em alguma hora ele vai ter que escolher. Mas é um dos grandes articulistas políticos que conheço. Saberá organizar e espero que permaneça no DEM.
Valor: Qual o argumento de Kassab à fusão com o PMDB?
Maia: De que o DEM acabou e não tem espaço. Ele diz que só vão sobrar dois partidos: PT e PSDB. E que o PMDB é um partido de centro que vai ficar e é um caminho.
Valor: Ele não discute posição ideológica?
Maia: Não. Nunca discutiu, nunca foi a forma dele atuar, sempre foi um bom articulador político. Quem trouxe o prefeito Cesar Maia de volta ao PFL foi o Kassab.
Valor: Se ele sair para o PMDB, o DEM vai reclamar o mandato dele?
Maia: Não quero discutir isso porque não quero que saia. Não vou entrar na discussão, tem uma lei e não é apenas o partido quem pode pedir o mandato. É importante que ele fique e não posso chantagear. Quero que fique pelas suas qualidades, pelo bom governo que faz em São Paulo e pela importância que tem ao partido. Não podemos querer reformar o partido fazendo uma operação de troca de sexo, o partido não pode ser transexual. A sociedade não vai entender troca de sexo.
Valor: Virar governo?
Maia: Não pode ser um transformismo em vez de um reformismo. Vamos reformar o partido, trabalhar em espaços que perdemos no Nordeste, na comunicação da imagem do partido em três ou quatro temas.
Valor: O DEM precisa mudar o discurso?
Maia: Não. O que deve e não foi feito é tentar fazer uma comunicação nacional única com três ou quatro temas e trabalhar com os diretórios regionais, porque demos em 2010 prioridade à questão regional. Em 2007, ficamos com a bandeira contra a CPMF. Para a classe média, temos a questão da carga tributária. Outro tema é a segurança pública.
Valor: Alguns do DEM defendem a fusão com um partido pequeno, uma brecha a quem migrar ao PMDB sem perder o mandato.
Maia: A vitória do ACM Neto mandou alguns sinais. O partido não quer fusão com ninguém nesse momento. A ótica dos que defendem esse tipo de fusão é a porta de saída. Essa equação foi derrotada com a vitória do ACM Neto, da tese de que o DEM é um partido de centro-direita, reformista, que deve existir no Brasil. Se já decidiram sair do partido, é mais fácil que se sentem na mesa para discutir uma saída. Não pode mostrar uma estratégia e ter outra por detrás. O jogo tem que ser mais claro.
Valor: O DEM poderia liberar o mandato do grupo de Kassab?
Maia: Ninguém aqui é criança nem se conheceu ontem. Se ele e alguns deputados decidirem sair, não estou dizendo que o partido vai liberar, tem que sentar na mesa.
Valor: Qual a importância dele para o DEM em São Paulo?
Maia: Talvez ele nem se considere assim, mas o vejo claramente um político de centro-direita. Se pensa em ir ao PMDB, aliado ao PT, deve pensar de outra forma. Para a sociedade paulista, quem vota no Kassab é o eleitor mais conservador, mais liberal na economia. É o eleitor que vota nos Democratas no Brasil inteiro. O Kassab representa não apenas a principal cidade do país, mas sinaliza ao eleitor de classe média do país.
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