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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Na ONU, Dilma apoiará a criação do Estado Palestino



Na ONU, Dilma apoiará a criação do Estado Palestino

Assembleia Geral da ONU acontece no próximo dia 21 e pela primeira vez será aberta por uma mulher

Severino Motta, iG Brasília
Foto: Presidência da República

No próximo dia 21, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff vai fazer seu discurso mais importante num evento internacional. Seguindo a tradição da entidade, o representante do governo brasileiro é o responsável para abertura do encontro. Com isso, pela primeira vez uma mulher terá a palavra inicial, algo que será explorado pela presidenta.


Na ocasião, a chefe do governo também deve seguir a linha adotada pelo seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e cobrar uma maior participação de países emergentes no Conselho de Segurança da ONU e em organizações multilaterais como o FMI e o Banco Mundial.
Na Assembleia, que tem como tema “O Papel da mediação na solução de disputas por meios pacíficos”, Dilma deve defender a diplomacia preventiva, os direitos humanos e a ampliação do diálogo para evitar que casos como o da Líbia - que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU viabilizou ataques ao país – se repitam.


O temor da diplomacia brasileira é que novas investidas militares possam ser tomadas contra a Síria ou outros países árabes. Ao longo da Assembleia, a presidenta também deve apoiar a criação do Estado Palestino.
No que diz respeito à ampliação da participação de países emergentes no Conselho de Segurança e nos organismos financeiros multilaterais, Dilma deve tratar do tema de forma diplomática em seu discurso, mas pretende ser mais incisiva nos encontros bilaterais que vai manter ao longo da semana. De acordo com o Itamaraty, um grande número de reuniões com chefes de Estado estão sendo programadas.
Como fez Lula, Dilma deve dizer que a nova realidade mundial não está refletida nesses organismos, que têm sua gestão nas mãos dos países desenvolvidos. Ela deve falar sobre a crise na economia Global e os problemas na zona do Euro. Ela dirá que emergentes como Brasil e Índia são fontes de recursos e precisam estar na mesa de decisão sobre operações econômicas.


Na visita aos Estados Unidos, a presidenta também contará com agendas relacionadas à Saúde, participação política das mulheres, segurança nuclear e transparência dos governos. No dia 20, antes do início oficial da Assembleia Geral da ONU, ela estará ao lado do presidente americano Barack Obama lançando um programa de abertura dos governos (Open Government Partnership, OGP, na sigla em inglês).
A intenção da presidenta era chegar ao evento com a Lei de Acesso à Informação aprovada pelo Congresso Nacional, o que não deve acontecer. Ainda assim, vai assinar com Obama e outros chefes de governo um acordo com o compromisso de adotar medidas concretas para dar transparência a documentos e contas das administrações públicas.
No caso da Saúde, o evento da ONU tratará sobre Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, como a diabetes, ataques cardíacos, câncer e doenças pulmonares, responsáveis por aproximadamente 63% das mortes em todo o mundo e 74% dos óbitos no Brasil – segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Na ocasião, a presidenta deve dizer que o País vai aumentar os impostos de bebidas e fumo como medida para baixar os índices de mortalidade.
Ainda na viagem, no dia 20, Dilma também vai receber um “Prêmio por Serviço Público” do Woodrow Wilson International Center for Scholars. No dia 21, antes do discurso inaugural da Assembleia da ONU, a presidenta se reúne com o Secretário-Geral da entidade, Ban Ki-moon.
No dia 22, quinta-feira, ela participa da reunião de alto nível sobre segurança nuclear e participa de encontros bilaterais com diversos líderes globais.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Chávez: embaixada da Venezuela na Líbia foi saqueada

Chávez: embaixada da Venezuela na Líbia foi saqueada



O presidente venezuelano, Hugo Chávez, denunciou que a embaixada de seu país na Líbia foi "invadida e totalmente saqueada", em declarações durante uma entrevista coletiva à imprensa, concedida nesta quarta-feira, no palácio presidencial, em Caracas.
"O embaixador da Venezuela confirma que a nossa embaixada em Trípoli foi invadida e totalmente saqueada. Precisamos exigir respeito à integridade, primeiro, do nosso embaixador e de todo o pessoal que trabalha ali", disse Chávez, o aliado mais próximo do líder líbio, Muamar Kadhafi, na América Latina.
O presidente leu uma mensagem escrita durante a coletiva, concedida em conjunto com o chanceler russo, Sergei Lavrov, que está em visita a Caracas.
"(É preciso exigir respeito também) ao território venezuelano. É o mesmo que as hordas daqui pretenderam fazer com a embaixada cubana", disse, referindo-se a uma tentativa de invasão da representação diplomática de Cuba, durante o fracassado golpe de Estado que tirou Chávez brevemente do poder, em abril de 2002.
Desde o início do conflito na Líbia, há seis meses, Chávez declarou apoio firme a Kadhafi, insistindo que os países aliados da Otan tentam se apoderar das riquezas petrolíferas do país norte-africano.
Venezuela e Líbia são parceiros na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
"Tomara que esta loucura tenha fim. Tenho a impressão de que a tragédia da Líbia, este povo irmão que tem o direito de ser e fazer sua própria história, está apenas começando", lamentou o presidente venezuelano.
"Destruíram um país e não foi Kadhafi quem o destruiu. Esse país foi incendiado e não foi Kadhafi quem o incendiou. É a loucura imperial", enfatizou.
Em entrevista à TV multiestatal Telesur, com sede em Caracas, o embaixador venezuelano na Líbia, Afif Tajeldine, confirmou que a residência foi "totalmente saqueada" esta manhã por grupos armados, que "começaram a revirar a casa perguntando por mim" e "levaram os carros".
"Esta violação está sendo feita por grupos armados apoiados pela Otan e é uma violação da própria Otan contra nossa soberania", disse o diplomata, afirmando que alertará a Cruz Vermelha Internacional e protestará ante as Nações Unidas sobre o fato.

sábado, 19 de março de 2011

Navios da Marinha dos EUA lançam mísseis contra a Líbia


Navios da Marinha dos EUA lançam mísseis contra a Líbia




O Marinha dos EUA lançou seus primeiros mísseis contra território líbio, informaram as redes de TV CNN e NBC news. Segundo o jornal Folha de São Paulo, reproduzindo notícias da CNN e da Fox News, foram lançados mísseis de cruzeiro. Aguarda-se mais informações.