Mostrando postagens com marcador presidenta Dilma Rousseff. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador presidenta Dilma Rousseff. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de abril de 2012

The New York Times: Petróleo e mulheres são mistura poderosa no Brasil

The New York Times: Petróleo e mulheres são mistura poderosa no Brasil



A indústria petrolífera global é há muito tempo um nicho masculino, sendo representada na imaginação popular por xeiques árabes de países do Golfo Pérsico e figuras fictícias arrogantes como J.R. Ewing, da série norte-americana "Dallas". Mas uma exceção a essa regra emergiu no Brasil, a potência petrolífera emergente da América Latina, onde as mulheres atualmente ocupam os cargos mais poderosos no próspero setor de energia do país.
Neste ano, em um período de apenas algumas semanas, Maria das Graças Foster, uma engenheira química, foi alçada ao cargo mais graduado da Petrobras, a companhia petrolífera estatal brasileira, e Magda Chambriard foi nomeada para a chefia da Agência Nacional de Petróleo, que regulamenta o setor petrolífero do Brasil.
A designação de mulheres para cargos de chefia como esses é uma prioridade da presidente Dilma Rousseff, a primeira mulher a governar o Brasil. Rousseff, que visitou os Estados Unidos nesta semana, foi ministra das Minas e Energia por sete anos durante a administração do seu predecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.
"Dilma Rousseff conhece essa indústria muito bem, e ela pode ser extremamente exigente", disse Maria das Graças Foster em uma entrevista concedida aqui sobre Dilma Rousseff, uma economista sobre a qual circulam histórias famosas relativas a atos de intimidação cometidos contra os seus subordinados, o que proporciona aos comediantes brasileiros um farto material para piadas. "Quando ela telefona, eu preciso ter a resposta na ponta da língua", afirmou Foster.
Não há muitos exemplos de mulheres que galgam a hierarquia da indústria petrolífera. Dentre os integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Diezani Alison-Madueke, a ministra do Petróleo da Nigéria, é mulher. Nos Estados Unidos, Lynn Elsenhans foi diretora executiva da companhia Sunoco durante quatro anos, até deixar o cargo neste ano. As diretoras executivas da Pertamina, a companhia petrolífera da Malásia, e da Schlumberger Asia, uma companhia de prestação de serviços a campos de petróleo, também são mulheres.
Mas administrar a Petrobras, encarregada da exploração de vastas reservas de petróleo recém-descobertas em águas profundas ao largo da costa brasileira, é outra história. A companhia, criada há 58 anos e chefiada nos seus primeiros anos por Walter Link, um empresário norte-americano do setor petrolífero, está investindo, segundo algumas estimativas, mais dinheiro – após a correção inflacionária relativa ao período – do que a Nasa gastou na década de sessenta para enviar uma missão tripulada à Lua, com o objetivo de retirar petróleo de reservas situadas a quilômetros de profundidade sob água, rochas, areia e sal.
"O programa que a Petrobras está lançando é crítico tanto para o Brasil quanto para o mercado global", afirma Daniel Yergin, autor de "The Quest", ("A Busca"), um novo livro sobre o setor internacional de energia. "Ela enxerga o quadro maior e, ao mesmo tempo, presta muita atenção aos detalhes", disse ele sobre a nova presidente da empresa. "Ela em breve tornar-se-á uma das pessoas mais importantes da indústria petrolífera mundial e certamente a mais importante e influente mulher deste setor em todo o mundo".
Se a Petrobras for capaz de alcançar as suas metas de produção ambiciosas até a próxima década, o Brasil poderá ultrapassar as potências petrolíferas da América Latina, o México e a Venezuela, na lista dos principais produtores globais. Os negócios da Petrobras já estão fazendo com que a economia do Rio de Janeiro experimente um forte aquecimento, já que a chegada de vários profissionais estrangeiros da área está provocando a disparada dos preços dos aluguéis em bairros exclusivos à beira-mar como Ipanema e Leblon.
Mas Foster ainda mora no seu apartamento em Copacabana, uma área menos nobre, na qual há uma grande aglomeração de prédios residenciais altos e que é cercada de favelas situadas nos morros. Ela se constitui em uma anomalia no setor petrolífero, não só pelo fato de ser mãe de dois filhos já adultos, mas porque decidiu não ter sequer carro próprio. Os motoristas de táxi de Copacabana ligam frequentemente para ela, que eles chamam de "a mulher do combustível", oferecendo os seus serviços.
Maria das Graças Foster nasceu há 58 anos, mais ou menos na época em que a Petrobras foi concebida com o objetivo de reduzir a dependência do Brasil de petróleo estrangeiro. Na década de cinquenta, os pais dela mudaram-se do Estado vizinho de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, e foram morar no Morro do Adeus, uma área pobre no morro que atualmente faz parte do Complexo do Alemão, um grupo de favelas ocupadas pelas forças de segurança brasileiras.
Aos oito anos de idade, ela ajudava a complementar a baixa renda da família trabalhando como recicladora de lixo, coletando latas e papel. Ela também ganhava dinheiro lendo e escrevendo cartas para os seus vizinhos, uma família de imigrantes de Portugal.
Após frequentar escolas públicas do Rio de Janeiro, Maria das Graças tornou-se estagiária da Petrobras enquanto estudava Engenharia Química na Universidade Federal Fluminense. A seguir, ela foi atraída pela ideia de fazer pós-graduação em engenharia nuclear, em uma época na qual o Brasil estava desenvolvendo a sua capacitação nesse setor. Mas ela não gostou da perspectiva de ter que passar cinco anos na Alemanha para se aprofundar na área, de forma que acabou retornando à Petrobras. Após voltar a companhia, ela nunca mais saiu, tendo ascendido na hierarquia da empresa, passando por vários cargos de chefia, e obtendo um MBA na Fundação Getúlio Vargas, uma universidade brasileira de elite.
Em 1998, quando trabalhava para uma unidade da Petrobras que estava envolvida na construção de um gasoduto para a importação de gás natural da Bolívia, ela conheceu Dilma Rousseff, que à época era uma obscura funcionária do setor de energia no Rio Grande do Sul, um Estado da Região Sul do Brasil. Maria das Graças, que apoiava o Partido dos Trabalhadores, que está no poder no Brasil desde 2002, concordava ideologicamente com Dilma, que foi guerrilheira marxista na juventude. Ambas se dedicam agora a atrair investimentos estrangeiros para a indústria petrolífera brasileira e a expor a Petrobras às forças de mercado.
Quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Dilma Rousseff para o seu gabinete como ministra das Minas e Energia do Brasil, ela escolheu Maria das Graças para ser uma das suas principais assessoras em Brasília, a capital brasileira. Após ficar no cargo durante dois anos, Maria das Graças decidiu retornar às responsabilidades menos burocráticas na Petrobras.
"O meu negócio é petróleo e gás", declarou ela.  As ações da Petrobras subiram quase 4% naquele dia de janeiro em que ela foi nomeada presidente da Petrobras, substituindo o economista José Sérgio Gabrielli. Mas ela teria pela frente importantes desafios.
Maria das Graças já está sendo submetida a um escrutínio pela mídia brasileira, que é a mais agressiva da América Latina quando se trata de questionar as estruturas de poder dentro de grandes companhias como a Petrobras. O jornal "Folha de São Paulo" publicou em 2010 matérias informando que uma companhia controlada pelo marido dela, Colin Foster, um britânico que mora há muito tempo no Brasil, havia recebido vários contratos desde 2007 no valor de centenas de milhares de dólares para fornecer equipamentos eletrônicos à Petrobras.
A Petrobras negou ter cometido qualquer irregularidade, alegando que nenhuma das aquisições foi feita pela unidade de gás e energia, que estava sob o comando de Maria das Graças Foster.
Além disso, uma porta-voz da companhia disse em uma resposta por escrito a perguntas sobre esses contratos que a Petrobras fez apenas "pequenas compras" na companhia de Colin Foster entre 2005 e 2010.
As ações da companhia tiveram uma queda de mais de 30% no decorrer do ano passado devido às preocupações persistentes quanto a uma série de problemas, como o atraso da encomenda de navios de estaleiros brasileiros para as operações de alto-mar da Petrobras e os custos provocados pela venda da gasolina no país a preços relativamente baratos e a importação de produtos refinados do exterior.
Mas talvez o maior problema para a Petrobras seja atender às expectativas de aumentar a extração do patamar atual de 2,3 milhões de barris diários para estimados 4,5 milhões. Para isso será necessário que a Petrobras, a maior empresa da América Latina, supere gargalos de fornecimento de equipamentos, desenvolva novas e complexas tecnologias de perfuração e faça com que diminuam as preocupações quanto a ocorrência de vazamentos nos campos de petróleo em alto-mar.
"Nós estamos trabalhando para chegar lá", disse Maria das Graças Foster a respeito das metas de produção da Petrobras.
A nomeação de Maria das Graças Foster para a presidência da Petrobras é apenas um dos exemplos da iniciativa de Dilma Rousseff de inserir mulheres nas mais altas hierarquias do governo desde que ela tomou posse no ano passado. Os seus 38 ministérios têm dez ministras, incluindo a sua ex-chefe de gabinete, Gleisi Hoffmann, e Ideli Salvatti, que administra as delicadas relações do governo com um congresso cujas lealdades são duvidosas.
Embora Dilma Rousseff desfrute de um índice da aprovação popular de mais de 70%, as reações às nomeações feitas por ela têm sido mistas. Líderes de igrejas evangélicas recentemente criticaram a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, devido ao apoio desta ao aborto em casos de estupro ou quando a saúde da mulher correr riscos. E, em 2011, o ministro da Defesa, Nelson Jobin questionou a nomeação de Salvatti para o cargo de ministra da Secretaria de Relações Institucionais, chamando-a de "muito fraquinha" em declarações públicas. Dilma Rousseff respondeu com a demissão rápida de Jobin, substituindo-o pelo ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.
Maria das Graças Foster afirmou estar bastante consciente dos desafios que a aguardam como mulher que está à frente de uma companhia petrolífera de 82.1 mil funcionários em um setor dominado por indivíduos do sexo masculino.
"As melhores pessoas para trabalhar comigo são aquelas que me interrompem, e que até me questionam", disse ela. "Se eu estiver falando alto, falem ainda mais alto. Quem participar das discussões encontrará um ambiente que é mais intenso, e de fato até mais caloroso, no qual é possível encontrar as melhores soluções para a companhia".

domingo, 4 de dezembro de 2011

A presidenta Dilma Rousseff: O Brasil perde um de seus filhos mais queridos, o doutor Sócrates.




Presidenta Dilma Rousseff: O Brasil perde um de seus filhos mais queridos, o doutor Sócrates.
A presidenta Dilma Rousseff divulgou hoje (4) nota de pesar pelo falecimento do jogador Sócrates. Segundo ela, além de “gênio do futebol”, com “toques sofisticados” em campo, o doutor Sócrates foi um campeão da cidadania, atuante politicamente, preocupado com seu povo e seu país.
Na nota, a presidenta destaca o sistema democrático que Sócrates ajudou a implantar no Corinthians e sua participação ativa na campanha pelas Diretas-Já.
Leia abaixo a íntegra da nota.
Nota de pesar da presidenta Dilma Rousseff pelo falecimento do jogador Sócrates
O Brasil perde um de seus filhos mais queridos, o doutor Sócrates. Nos campos, com seu talento e seus toques sofisticados, foi um gênio do futebol, a ponto de ser considerado o melhor jogador sul-americano de 1983, e ser escolhido pela FIFA, em 2004, como um dos 125 melhores jogadores vivos da história. Como jogador do Corinthians, deu muitas alegrias à torcida.
Além de ídolo do futebol, Sócrates foi um campeão da cidadania. Fora dos campos, nunca se omitiu. Foi um brasileiro atuante politicamente, preocupado com o seu povo e o seu país. Procurando o bem-estar de seus companheiros, ajudou  a implantar um sistema democrático no clube em que atuava. Participou também ativamente da campanha pelas Diretas-Já e de outros momentos importantes da redemocratização do país.
Lamento a perda de um grande brasileiro e envio meu abraço solidário a seus parentes, amigos e admiradores.  
 
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil


Blog do Planalto 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Pedido atendido: Dilma concede anistia a bombeiros e PMs que participaram de movimentos por melhores salários

Bombeiros - Brasilia - 30/06/2011 - Agência Brasil

Pedido atendido: Dilma concede anistia a bombeiros e PMs que participaram de movimentos por melhores salários


A presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei aprovada pelo Senado, que concede anistia a bombeiros e policiais militares que participaram de movimentos reivindicatórios por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho.
A anistia aplica-se a bombeiros e policiais militares dos Estados de Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e de Sergipe que participaram de movimentos reivindicatórios por melhores salários e condições de trabalho ocorridos entre o dia 1o de janeiro de 1997 e a data da publicação da lei (11/10). Assim, cerca de 400 bombeiros e dois policiais militares do Rio, que foram presos em junho durante manifestação por aumento de salários e que corriam risco de serem expulsos da corporação, serão beneficiados.
Também foram beneficiados, policiais e bombeiros da Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, Tocantins e do Distrito Federal que participaram de movimentos reivindicatórios por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho ocorridos entre 13 de janeiro de 2010 e o dia (11/10),
Senado
Na casa legislativa, tanto oposição quanto governistas votaram favoravelmente ao projeto. Contudo, durante a discussão da matéria, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) — falando em seu nome e não pela bancada do partido — entendeu que não seria interessante a "anistia por atacado" dos 432 militares que invadiram o quartel central dos bombeiros militares do Rio de Janeiro em greve de fome para reivindicar melhores salários.
Para ele, teria sido melhor avaliar a ação de cada pessoa no confronto. O senador ressaltou que se tratava de "homens e mulheres que empunham armas", razão pela qual a conduta de cada um deveria ser estudada. Por esses motivos, Aloysio Nunes se absteve da votação.
Na opinião dele, da maneira como o projeto foi votado fez o Legislativo abandonar suas funções ordinárias e "passar uma borracha" sobre o movimento de insubordinação dos militares, o qual, apesar do apoio da população, foi classificado pelo parlamentar como "episódio controvertido e dramático".
Veja a lei:
Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos JurídicosLEI Nº 12.505, DE 11 DE OUTUBRO DE 2011.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1o  É concedido anistia aos policiais e bombeiros militares dos Estados de Alagoas, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de Rondônia e de Sergipe que participaram de movimentos reivindicatórios por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho ocorridos entre o dia 1o de janeiro de 1997 e a publicação desta Lei e aos policiais e bombeiros militares dos Estados da Bahia, do Ceará, de Mato Grosso, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, de Roraima, de Santa Catarina e do Tocantins e do Distrito Federal que participaram de movimentos reivindicatórios por melhorias de vencimentos e de condições de trabalho ocorridos entre a data da publicação da Lei no 12.191, de 13 de janeiro de 2010, e a data de publicação desta Lei. 
Art. 2o  A anistia de que trata esta Lei abrange os crimes definidos no Decreto-Lei no1.001, de 21 de outubro de 1969 - Código Penal Militar, e as infrações disciplinares conexas, não incluindo os crimes definidos no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, e nas leis penais especiais.
Art. 3o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 11 de outubro de 2011; 190o da Independência e 123o da República.
DILMA ROUSSEFF
José Eduardo CardozoLuís Inácio Lucena Adams

No Conjur

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dilma Rousseff e Alexandre Padilha fazem visita a Lula em São Bernardo

Dilma Rousseff e Alexandre Padilha fazem visita a Lula em São Bernardo

A presidenta Dilma Rousseff visitou, na noite desta quinta-feira (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que faz tratamento contra um câncer na laringe. O encontro ocorreu em São Bernardo do Campo (SP), na residência de Lula. A presidenta estava acompanhada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.



Alexandre Padilha e Dilma Rousseff visitam Lula e Marisa. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula.


InstitutoCidadania

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dilma Rousseff deve indicar uma mulher para o Supremo

Dilma Rousseff deve indicar uma mulher para o Supremo


A presidente Dilma Rousseff criou uma espécie de "banca técnico-jurídica" para analisar quem será o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal. O grupo montado é formado pelos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) e pelo secretário-executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
A estratégia difere da empregada por Lula durante seu governo. Ele costumava tratar do tema de forma informal, considerando a opinião de amigos, como o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, e testando a popularidade dos cotados. De acordo com a reportagem, nos próximos dias uma mulher para ocupar a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal desde a aposentadoria de Ellen Gracie, em agosto.
Saiu uma mulher, entra uma mulher. Até agora, quatro integrantes de tribunais superiores se destacaram na triagem feita pela banca, que levantou todas as informações sobre as cotadas, incluindo entrevista e mapeamento de apoios políticos. A princípio, o grupo tinha em mente 16 nomes, entre desembargadoras, ministras e acadêmicas da área jurídica.
Desse punhado, dez foram selecionadas para entrevistas. Ao final, quatro se destacaram — todas ministras de tribunais superiores. São elas: Rosa Weber Candiota, do Tribunal Superior do Trabalho; Maria Elizabeth Rocha, do Superior Tribunal Militar; Fátima Nancy Andrighi e Maria Thereza Rocha Moura, do Superior Tribunal de Justiça.
Reportagem da Consultor Jurídico apontou que uma das preocupações do governo é indicar um nome que tenha forte musculatura jurídica e seja comemorado quase à unanimidade, como aconteceu quando o ministro Luiz Fux foi anunciado para uma das vagas do STF em fevereiro passado. Por isso, o perfil da escolhida deve ser técnico, com pouca coloração política.
Essa preocupação teria reduzido as chances da ministra Maria Elizabeth Rocha, do Superior Tribunal Militar. Apesar de ser técnica e reconhecida jurista, ela carrega a marca de ter trabalhado com a presidente Dilma na Casa Civil. Poderia ser vista como uma indicação mais política do que técnica.
Ela tem o apoio do ministro José Antonio Dias Toffoli e o trunfo de ter trabalhado na subchefia de assuntos jurídicos da Casa Civil na gestão de José Dirceu e da presidente Dilma, de 2003 a 2007.
Enquanto isso, Rosa Weber conta com o apoio do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e do ex-marido de Dilma, o advogado trabalhista Carlos Araújo. E Maria Thereza, por sua vez, conta com o apoio de Márcio Thomaz Bastos. Nancy Andrighi conta com a torcida da maioria dos ministros do Supremo.

No Conjur

sábado, 8 de outubro de 2011

Nota da presidenta Dilma Rousseff às ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz

Nota da presidenta Dilma Rousseff às ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz


A presidenta Dilma Rousseff divulgou hoje (8/10) nota oficial com cumprimento às ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz – a presidenta da República da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a ativista liberiana Leymag Roberta Gbowee e a jornalista iemenita Tawakkul Karman. Dilma Rousseff destacou a atuação delas na promoção da paz, democracia, liberdade e igualdade de gênero.
Confira abaixo a íntegra da nota:
Recebi, com grande satisfação, a notícia da outorga do Prêmio Nobel da Paz deste ano para a presidenta da República da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, para a ativista liberiana Leymag Roberta Gbowee e para a jornalista iemenita Tawakkul Karman.
Primeira mulher eleita presidenta em um país africano, Ellen Johnson Sirleaf tem contribuído, ao longo de toda sua vida pública, para a paz e o desenvolvimento da Libéria.
Sua compatriota, Leymah Roberta Gbowee, mobilizou mulheres de todas as etnias e religiões para enfrentar o regime de Charles Taylor, na Libéria, e contribuir para o fim da guerra civil em seu país.
Tawakkul Karman, por sua vez, tem trabalhado pela promoção da paz e da democracia e pelos direitos das mulheres no Iemen antes e durante a “Primavera Árabe”. Fundou, em 2005, a ONG “Women Journalists Without Chains”, grupo que tem tido atuação destacada na promoção da liberdade de imprensa naquele país.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

Vi no ComTextoLivre 

domingo, 2 de outubro de 2011

Danilo Gentili: "Votar em Dilma porque ela foi torturada?" "Foda-se. Eu pedi a ela para ser?"



Danilo Gentili: "Votar em Dilma porque ela foi torturada?"  "Foda-se. Eu pedi a ela para ser?"

Danilo Gentili foi entrevistado pelo The Guardian, aqui ,e inicia a entrevista fazendo críticas aos que pediram votos para a Presidenta Dilma Rousseff.


"Votar em Dilma porque ela foi torturada?"  "Foda-se. Eu pedi a ela para ser?"


"Falando sério", continuou ele, "Uma presidente tem que ser inteligente. Se ela foi capturada e torturada, é porque ela era uma idiota." 


Foi  um monólogo de 80 minutos - na tentativa de fazer "humor" com  uma mulher que foi brutalmente torturada pela ditadura.


Foi desrespeitoso não só com a Presidenta Dilma, mas com todos e todas que foram torturados e mortos pela ditadura militar.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Na ONU, Dilma apoiará a criação do Estado Palestino



Na ONU, Dilma apoiará a criação do Estado Palestino

Assembleia Geral da ONU acontece no próximo dia 21 e pela primeira vez será aberta por uma mulher

Severino Motta, iG Brasília
Foto: Presidência da República

No próximo dia 21, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff vai fazer seu discurso mais importante num evento internacional. Seguindo a tradição da entidade, o representante do governo brasileiro é o responsável para abertura do encontro. Com isso, pela primeira vez uma mulher terá a palavra inicial, algo que será explorado pela presidenta.


Na ocasião, a chefe do governo também deve seguir a linha adotada pelo seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e cobrar uma maior participação de países emergentes no Conselho de Segurança da ONU e em organizações multilaterais como o FMI e o Banco Mundial.
Na Assembleia, que tem como tema “O Papel da mediação na solução de disputas por meios pacíficos”, Dilma deve defender a diplomacia preventiva, os direitos humanos e a ampliação do diálogo para evitar que casos como o da Líbia - que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU viabilizou ataques ao país – se repitam.


O temor da diplomacia brasileira é que novas investidas militares possam ser tomadas contra a Síria ou outros países árabes. Ao longo da Assembleia, a presidenta também deve apoiar a criação do Estado Palestino.
No que diz respeito à ampliação da participação de países emergentes no Conselho de Segurança e nos organismos financeiros multilaterais, Dilma deve tratar do tema de forma diplomática em seu discurso, mas pretende ser mais incisiva nos encontros bilaterais que vai manter ao longo da semana. De acordo com o Itamaraty, um grande número de reuniões com chefes de Estado estão sendo programadas.
Como fez Lula, Dilma deve dizer que a nova realidade mundial não está refletida nesses organismos, que têm sua gestão nas mãos dos países desenvolvidos. Ela deve falar sobre a crise na economia Global e os problemas na zona do Euro. Ela dirá que emergentes como Brasil e Índia são fontes de recursos e precisam estar na mesa de decisão sobre operações econômicas.


Na visita aos Estados Unidos, a presidenta também contará com agendas relacionadas à Saúde, participação política das mulheres, segurança nuclear e transparência dos governos. No dia 20, antes do início oficial da Assembleia Geral da ONU, ela estará ao lado do presidente americano Barack Obama lançando um programa de abertura dos governos (Open Government Partnership, OGP, na sigla em inglês).
A intenção da presidenta era chegar ao evento com a Lei de Acesso à Informação aprovada pelo Congresso Nacional, o que não deve acontecer. Ainda assim, vai assinar com Obama e outros chefes de governo um acordo com o compromisso de adotar medidas concretas para dar transparência a documentos e contas das administrações públicas.
No caso da Saúde, o evento da ONU tratará sobre Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, como a diabetes, ataques cardíacos, câncer e doenças pulmonares, responsáveis por aproximadamente 63% das mortes em todo o mundo e 74% dos óbitos no Brasil – segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Na ocasião, a presidenta deve dizer que o País vai aumentar os impostos de bebidas e fumo como medida para baixar os índices de mortalidade.
Ainda na viagem, no dia 20, Dilma também vai receber um “Prêmio por Serviço Público” do Woodrow Wilson International Center for Scholars. No dia 21, antes do discurso inaugural da Assembleia da ONU, a presidenta se reúne com o Secretário-Geral da entidade, Ban Ki-moon.
No dia 22, quinta-feira, ela participa da reunião de alto nível sobre segurança nuclear e participa de encontros bilaterais com diversos líderes globais.