Mostrando postagens com marcador Ministério da Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ministério da Saúde. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O País das Putas Tristes

O País das Putas Tristes

Leandro Fortes no Facebook


Bastaram três dias de pressão da bancada evangélica para, finalmente, Alexandre Padilha demitir Dirceu Greco, diretor do Departamento de AIDS do Ministério da Saúde. 

Três dias. 

Greco caiu porque aprovou a veiculação de uma peça de combate ao preconceito com o slogan "Eu sou feliz sendo prostituta", para o Dia das Prostitutas, 2 de junho. Mas em um país supostamente laico e onde a prostituição não é crime, o exército de crentes e carolas que hoje manda nas grandes decisões nacionais se insurgiu contra a campanha, acionou seus lobistas de plantão e, outra vez, colocou o governo de joelhos.

Chegamos a um ponto em que nem um governo de origem (cada vez mais distante) progressista consegue empunhar essa bandeira essencial das liberdades individuais a partir de ações do Estado. No mar de insensatez em que navegamos, uma prostituta não pode se sentir feliz porque, simplesmente, há um consenso moral medieval estabelecido pela religião e por uma cultura machista predominantemente hipócrita.

Em março, o ministro Padilha já havia suspendido a distribuição do "kit gay", alcunha preconceituosa para revistas de histórias em quadrinhos elaboradas pelo Departamento de AIDS, com foco em adolescentes. O material havia sido elaborado em parceria com o Ministério da Educação, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Caiu por pressão da bancada evangélica.

Agora, calaram as putas, condenadas a serem tristes por decreto.

Feliz mesmo é Feliciano, que logo se apressou a cumprimentar o ministro, no Twitter, por mais essa vitória da moral e dos bons costumes.


.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ministério da Saúde se opõe a teste de HIV em concurso da PM do Espírito Santo

Ministério da Saúde se opõe a teste de HIV em concurso da PM do Espírito Santo


HIV
Governo do ES quer impor exame para saber se candidatos à PM portam vírus HIV
A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde enviou ofício à Polícia Militar do Espírito Santo cobrando a mudança de edital de seleção de profissionais que coloca o teste deHIV como condição para a contratação.
“A determinação disposta no edital fere diretamente os princípios da dignidade humana”, observa o secretário Jarbas Barbosa da Silva Jr., que cita artigos da Constituição que vetam qualquer critério discriminatório na seleção de trabalhadores. Ele lembra ainda que é de sigilo pessoal a informação sobre a aids. “Exigir de candidato a cargo público ou privado a realização de exames anti-HIV para considerá-lo apto ou inapto para o exercício de atividade laboral implica violação à garantia constitucional”, adverte.
O Ministério da Saúde considera que não há justificativa científica para a exclusão prevista pelo edital, já que o vírus, além de poder não manifestar sintomas clínicos durante muitos anos, não impede qualquer das habilidades necessárias para a função de policial. O edital prevê ainda a exclusão em caso de qualquer doença sexualmente transmissível, o que levou o secretário a reiterar que estas enfermidades não são impeditivo para se assumir um trabalho.
O ofício é enviado após reclamação apresentada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), que lembra em carta enviada ao governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), o sucesso do programa brasileiro de combate ao HIV e as diversas portarias editadas pelo governo federal no sentido de evitar a discriminação dos pacientes com aids.  “O conceito de direitos humanos no combate à epidemia da aids é amplo, indo desde a promoção da cidadania de populações historicamente marginalizadas, até a garantia dos direitos humanos de pessoas que vivem com HIV e/ou AIDS”, afirma a associação.


segunda-feira, 28 de março de 2011

Dilma lança programa de atendimento integral a gestantes e bebês

Dilma lança programa de atendimento integral a gestantes e bebês


A presidente Dilma Rousseff lança hoje, em Belo Horizonte, o programa Rede Cegonha, que prevê investimentos de R$ 9,4 bilhões, até 2014, para garantir atendimento integral a gestantes e a bebês de até dois anos de idade e combater práticas que agravam as taxas de mortalidade materna e infantil. A rede de assistência será implantada mediante o reforço dos hospitais já existentes e a criação de novas estruturas como Casas da Gestante e do Bebê e Centros de Parto Normal, que deverão funcionar em conjunto com a maternidade.
O programa é inspirado no Cegonha Carioca, que a Prefeitura do Rio iniciou em 2010, e prevê a vinculação do pré-natal ao parto, com acompanhamento de cada fase da gestação. Para as mães assíduas aos exames de pré-natal, o Rede Cegonha oferecerá enxoval completo, ambulância na porta de casa e visita prévia para conhecer a maternidade onde será feito o parto.
Os problemas identificados pelo Ministério da Saúde que influenciaram na criação do Rede Cegonha incluem o elevado número de gravidez indesejada, a dificuldade de acesso de muitas mulheres a exames qualificados de pré-natal, práticas inadequadas de parto, além da peregrinação de gestantes, geralmente da periferia das metrópoles, em busca de maternidade.
O programa federal será adotado inicialmente em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Recife (PE), Manaus (AM), Distrito Federal, Rio de Janeiro (RJ), São Paulo e Campinas (SP). Nessas capitais e regiões metropolitanas, segundo o Ministério da Saúde,ocorreram em 2009 mais de 13% dos 1.724 óbitos maternos registrados no país. Ainda de acordo com o ministério, 25% dos mais de 4.600 óbitos infantis registrados anualmente em todo o Brasil acontecem no primeiro dia de vida. E quase 16% deles foram registrados nas nove localidades que contarão inicialmente com os serviços do Rede Cegonha.
MENOS CESARIANAS
O programa também pretende reduzir o número de cesarianas, considerado excessivo, estimulando a realização de partos normais. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera aceitável a proporção de 15% para as cesarianas, atualmente 40% dos partos realizados pelo SUS são cesáreos.
“Trata-se de mais uma iniciativa da Presidenta na área da saúde, com foco especial na qualidade de vida das mulheres brasileiras, dois temas prioritários na agenda do atual governo”, informa nota oficial emitida pelo governo neste domingo.
Entre as iniciativas anteriores “que visam a apoiar mulheres, mães, crianças e a família”, a nota destaca o lançamento, no dia 23, de medida para construir seis mil creches e pré-escolas até 2014. Outra decisão citada é a de fortalecer a rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e do câncer do colo do útero, com investimentos de R$ 4,5 bilhões. O dinheiro será usado para implantar 50 centros de atendimento em mastologia/ginecologia e incentivar estados e municípios a oferecer às mulheres entre 25 e 59 anos o acesso ao exame preventivo do câncer do colo do útero. A verba será usada ainda para assegurar a utilização de todos os equipamentos de mamografia já adquiridos pelo SUS.
Fonte: Brasília Confidencial

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Governo da PresidentA Dilma Rousseff mostra a que veio.

Governo da PresidentA Dilma Rousseff mostra a que veio. Mais saúde para o povo brasileiro.



Remédios contra hipertensão e diabetes serão gratuitos

Priscilla Borges, iG Brasília

Diabéticos e hipertensos de todo o País poderão receber os remédios necessários para o tratamento de suas doenças gratuitamente.

Os medicamentos hoje disponíveis a preços mais baixos pelo Programa Aqui tem Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, serão distribuídos gratuitamente aos brasileiros.

A novidade anunciada nesta quinta-feira (3) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pela presidenta Dilma Rousseff passa a valer a partir do dia 14. Qualquer um deles poderá solicitar os remédios gratuitamente.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 33 milhões de brasileiros foram diagnosticados com hipertensão arterial e 7,5 milhões são diabéticos.

A lista dos medicamentos dispensados gratuitamente será afixada nas farmácias. O paciente precisará apresentar o CPF, documento de identidade com foto e a receita médica com a prescrição do medicamento. Não é preciso ter se consultado na rede pública para solicitar o remédio de forma gratuita. Com a decisão, o ministro espera ampliar o acesso da população aos medicamentos e promover o uso adequado deles.

Para os pacientes, a medida também representa economia no orçamento familiar. Para se ter uma ideia, uma caixa com 30 comprimidos de um remédio bastante utilizado por hipertensos, o captopril 25 mg custa R$ 18,70 em farmácias do centro de Brasília. Com o financiamento do programa era possível comprar por R$ 8,50, em média.

As farmácias conveniadas ao programa terão até o dia 14 para se adequar às novas regras de distribuição de medicamentos, que serão publicadas em portaria específica assinada pelo ministro nesta quinta-feira. A drogaria que conseguir adaptar seu sistema antes desse prazo pode oferecer o benefício aos pacientes

imediatamente.


O programa

Atualmente, cerca de 1,3 milhão de brasileiros utilizam o Aqui tem Farmácia Popular. Desse total, cerca de 660 mil são hipertensos e 300 mil, diabéticos. Criado em 2004, o programa iniciou o atendimento oferecendo medicamentos a baixos preços em farmácias populares próprias. Desde 2006, drogarias privadas fazem parte da rede, a partir de parcerias.

O governo financia até 90% do custo de uma lista de 24 tipos de medicamentos (para hipertensão, diabetes, asma, rinite, doença de Parkinson, osteoporose e glaucoma) oferecidos nos estabelecimentos que têm a marca “Aqui tem Farmácia Popular”. O orçamento anual do programa é de R$ 470 milhões.