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segunda-feira, 29 de março de 2010

Uma operação midiática de grande escala contra o governo Lula


Desde o Brasil se denuncia que a partir da primeira quinzena de março foi lançada uma operação midiática em larga escala que aciona todos os instrumentos ao alcance da direita política e do poder econômico contrários ao presidente Lula e ao seu governo, contra a candidata presidencial Dilma Rousseff e contra o Partido dos Trabalhadores.
Por Niko Schvarz *

O começo dessa campanha reconcentrada já é visível nos grandes meios de comunicação quando o país se encaminha às eleições presidenciais a ser realizadas em outubro do ano em curso. Nas redações, o bombardeio midiático é conhecido pelo nome de "Tempestade no Cerrado", que, de algum modo, evoca, devido à sua localização geográfica, ao Palácio do Planalto, sede do governo. A expressão recorda a "Tempestade no deserto" da primeira invasão ao Iraque, em fevereiro de 1991, dirigida pelo general Norman Schwarzkopf, que produziu 70 mil vítimas.

A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, de O Estado de São Paulo e da Folha de São Paulo é de disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas contra esse triplo objetivo (que, na realidade, é um só), para provocar uma onda de fogo tão intensa que torne impossível ao governo e ao PT responder pontualmente às denúncias e provocações.

A cartilha é a seguinte:

1) Manter permanentemente uma denúncia, qualquer que seja, contra o governo Lula nos portais informativos na Internet;
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas e utilizar fotos que ridicularizem ao presidente e à candidata;
3) Ressuscitar o caso do mensalão de 2005 e explorá-lo ao máximo e, ao mesmo tempo, associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã;
4) Elevar o tom dos editoriais;
5) provocar ao governo de modo que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de censura;
6) Selecionar dados supostamente negativos da economia e apresentá-los isolados de seu contexto;
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com os promotores cooptados;
8) utilizar ao máximo o poder de fogo dos redatores.

Uma estratégia midiática tucana foi traçada por Drew Westen, um cidadão estadunidense que se apresenta como neurocientista e presta serviços de cunho eleitoral, sendo autor de The Political Brain (O cérebro político) que, segundo dizem, é o livro de cabeceira de José Serra, governador de São Paulo e próximo candidato presidencial do PSDB. A adaptação do projeto corre por conta de Alberto Carlos Almeida, autor dos livros "Por que Lula" e "A cabeça do brasileiro", que atua como politólogo e foi contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo

A denúncia é recheada de exemplos concretos, reveladores de que essa tática já está sendo aplicada nos diários e, rapidamente, chega à Internet. Referem-se às falsificações numéricas (em vários casos, de enormes dimensões) para ocultar ou inverter os bons resultados da política econômica e social do governo em matéria de infraestrutura em todo o país, na construção de habitações e no combate da inflação.

Uma campanha especial toma como eixo a Dilma Rousseff e seu "passado terrorista", dizendo que, além de assaltar bancos, tinha prazer em torturar e matar bons pais de família. Também colocam em cena a um filho de Lula. Isto é: a clássica campanha de tergiversações e calúnias; porém, nesse caso, agigantada em suas proporções e na somatória de meios postos à disposição que, sem dúvida, se irão incrementando e subindo o tom à medida que nos aproximemos a outubro.

O leitor poderá apreciar também até que ponto campanhas similares a esta em sua essência vêm sendo realizadas agora mesmo contra governos de esquerda do continente, como acontece com Cuba, Venezuela ou Bolívia, entre outros.

No caso do Brasil, a operação tende a impactar a ascensão da campanha eleitoral por Dilma Rousseff, que reduziu consideravelmente a vantagem inicial de Serra e continua subindo enquanto este desde até situar-se em virtual situação de empate técnico. Também correm a seu favor a notável projeção internacional da política do presidente Lula, expressada estes dias em seu compromisso direto e no terreno para a solução do problema palestino-israelense; bem como seus êxitos internamente. O orçamento da educação foi triplicado em 8 anos, passando de 17,4 bilhões de reais, em 2003, para 51 bilhões, destinando-se grande parte do aumento do PIB para a educação básica; e fevereiro registrou um recorde de 209.425 novos empregos formais, cifra que chega a 390.844 no primeiro bimestre do ano de 2010.

* Jornalista uruguaio que escreve regularmente no matutino La República, o texto foi publicado e traduzido por Adital

sexta-feira, 19 de março de 2010

Criança é arrancada do colo da mãe e envergonha Jundiaí

Cenas chocantes colocam em dúvida atuação do judiciário e da Guarda Município de Jundiaí




Tirada à força de mãe cigana, criança chora muito em abrigo, diz psicóloga Para especialista, separação foi violenta para menina de 1 ano e 2 meses. Juiz vai determinar se mãe tem condições de criar a filha. A menina de 1 ano e 2 meses que foi tirada à força da mãe cigana em Jundiaí, a 58 km de Sâo Paulo ainda chora muito no abrigo para onde foi levada após a separação, segundo uma psicóloga do local. A menina foi separada da mãe pela Guarda Municipal na segunda-feira (15), por determinação da Justiça. A decisão de levar a criança para um abrigo foi tomada depois de uma denúncia anônima. A mãe usaria a criança para pedir esmolas no Centro da cidade. Fonte: Jornal Hoje-17/03/10

Conforme noticiado em vários canais de televisão, a cigana Dervana Dias teve a sua filha de 1 ano e 2 meses tomada do colo pela Guarda Municipal, após denúncia de que a cigana utilizava a menina para sensibilizar as pessoas para pedir esmolas no centro de Jundiaí.
Felizmente, temos notícias de que hoje (19/03) a cigana teve a criança devolvida enquanto a justiça decide se ela tem ou não condições de criar o bebê.
O que mais choca nas imagens é a forma abrupta como a criança foi retirada pela Guarda Municipal de Jundiaí que cumpriam o mandado.

Fico imaginando o pensamento da mãe naqueles momentos, sem saber ao certo para onde a filha iria ficar. Deve ter sido ainda mais desesperador ficar três dias longe do bebê que está em fase de amamentação. Assistindo as imagens, é realmente chocante ver a mãe ser imobilizada e ter a criança retirada de seus braços, e ao que parece, sem nenhum tipo de orientação ou conversa mais civilizada por parte daqueles que cumpriam o mandado e sem nenhum constrangimento perante as câmaras, inclusive discutindo de forma um tanto desrespeitosa com a mãe.

Foi apurado que a mãe tem residência fixa e a criança está em ótimo estado de saúde. Além disso, a mãe se defende dizendo que estava vendendo cobertores e artesanato, e que nunca havia ocorrido fato semelhante em nenhum outro lugar.

A sensação que fica para muitos é a de preconceito, sendo que o caso foi denunciado como racismo pelo movimento Associação de Preservação da Cultura Cigana. Este caso recorda outro episódio ocorrido em Jundiaí - também envolvendo crianças - que teve envolvimento de um juiz da cidade no caso sobre “adoções internacionais de crianças”.
Este caso também coloca em dúvida a atuação da Guarda Municipal de Jundiaí - se este tipo de abordagem foi meramente uma infelicidade pontual, ou se é comum este tipo de procedimento por toda a corporação.

Outras dúvidas que ficam Qual foi o embasamento jurídico do juiz para determinar a tomada da criança? Não teria sido precipitado o mandado pedindo para tomar a criança? Não seria papel da PM (e não da Guarda Municipal) no cumprimento do mandado? Fonte: Blog Douglas Yamagata

quinta-feira, 18 de março de 2010

O blogueiro da Veja e a greve dos professores em São Paulo


PETISTAS JÁ DEFLAGRARAM A TENTATIVA DE BAGUNCISMO EM SP DE OLHO NAS URNAS. GREVISTAS DA APEOESP FERRAM AS CRIANÇAS E GRITAM: “DIL-MA; DIL-MA”!!!
quinta-feira, 18 de março de 2010

Escrevi um post ontem sobre um despacho da Reuters, publicado na Folha Online, que dava destaque a um ovo jogado por militante da Apeoesp na direção do governador José Serra. O Estadão Online pôs no ar a foto. O criminoso certamente se sentiu recompensado. E o crime agradece. Um crime que não se resume a esse ataque de boçalidade. O sindicato da rede oficial de ensino está mobilizado, neste momento, contra os pobres. Tenta tirar daqueles que já não têm muito o pouco que têm: o direito à educação. Sua pauta è obscurantista, atrasada, própria de gente que se reúne para queimar livros.

A Apeoesp é uma espécie de MST urbano: é virulento, odeia o mundo moderno, vende fantasias e falsidades e é contra a eficiência. Tem, na comparação com o movimento dos sem-terra, uma pequena diferença — a favor, acreditem, do MST: o movimento de João Pedro Stedile consegue, às vezes, demonstrar alguma independência em relação ao PT , sempre pela esquerda, claro!, mas consegue. A Apeoesp se limita a ser um esbirro partidário. Neste momento, sua tarefa é fazer campanha eleitoral. E usa os estudantes pobres como bucha de canhão de sua luta ensandecida.
Assim como o MST tenta convencer o Brasil de que o país precisa fazer uma reforma agrária nos moldes de 50 anos atrás — o que levaria o Brasil à fome e à miséria —, a Apeoesp tem uma luta que despreza as necessidades reais da educação. E o lastimável é que a imprensa, que faz profissão de fé na eficiência, reproduz de forma mecânica as suas mentiras.

O salário
Já bastava para qualificar a “luta” o pedido delirante de reajuste de 34%! Se me perguntam se professor ganha bem ou mal, diria que merece ganhar mais. Só que o salário inicial de um professor, num regime de 40 horas semanais (que é a média de qualquer trabalhador — a minha é mais do que o dobro..), é de R$ 1.835. É maior do que a de muitas profissões. Pode chegar a R$ 6.270 no fim da carreira. Por mim, ganhariam cinco vezes mais. A questão é saber se isso é realista e se há dinheiro para tanto. Não é, e não há. Ora, pesquisem para saber qual é o rendimento médio do trabalhador brasileiro e dos próprios professores em outros estados. A Apeoesp espalha por aí uma conta vigarista com média salário de 24 horas semanais. Quem, no Brasil, trabalha 24 horas por semana? Nem o Lula! Esse é tempo que ele passa discursando.

A grande mentira
De todas as mentiras, a mais escandalosa é a que assegura que os professores estão sem reajuste desde 2005. Daquele ano até 2009, a folha de pagamentos da Secretaria de Educação saltou de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões. São dados oficiais, sim, mas verificáveis, em números públicos.

Mérito
Pedir muito, mentir para tentar ganhar adesões, tudo isso, dirá alguém, é próprio do sindicalismo etc. Ocorre que a pauta da Apeoesp é bem maior. O sindicato quer acabar com Programa de Valorização pelo Mérito. Ele permite que parte da categoria, a cada ano, receba 25% de reajuste — para tanto, os professores têm de se submeter a avaliações e programas de qualificação. Que idéia criminosa esta, não é mesmo???

Faltas
Os obscurantistas não param por aí! Exigem o fim da Lei 1041, que limitou as faltas justificáveis a seis por ano. Isto mesmo companheiro: na prática, cada professor já pode faltar seis vezes por ano sem ter um centavo descontado. A Apeoesp pretende voltar ao padrão antigo, e os pais dos alunos pobres sabem bem o que isso significa: escolas sem professor. De novo: os dados disponíveis indicam que, depois da 1041, houve uma redução de 60% no número de faltas.

Escola de formação
A Apeoesp luta para revogar a lei 1094, que criou a Escola Paulista de Formação de Professores e instituiu novas regras para ingresso na carreira. Com base nela, o estado abriu concurso para 10 mil professores — há mais de 261 mil inscritos. Os aprovados passam por um curso de preparação de quatro meses. A única conseqüência dessa lei é aumentar o preparo dos professores em sala de aula. Também quer extinguir as provas para professores temporários.

Ler e Escrever
Os iluminados também são contra o programa Ler e Escrever, que compreende a distribuição de material didático ao aluno e do Guia do Professor. Segundo esses libertários, isso tira o espaço para a criatividade, sabem? Vocês certamente sabem o que isso significa.

Bônus por resultado
A Apeoesp não gosta, acreditem, do programa Bônus por Resultados, que pode pagar até 2,9 salários aos professores e funcionários que superarem as metas de qualidade definidas para as escolas. No ano passado, 49% dos professores e 48% dos funcionários tiveram essa compensação. Os valentes acham que isso divide a categoria.

A pauta é essa
O sindicato se mobiliza, consegue paralisar uma parte pequena do professorado, mas em número suficiente para atrapalhar o trânsito na Paulista, e ganha notícia de jornal. Aí um delinqüente se desloca até uma solenidade em que se está inaugurando uma escola, tenta agredir autoridades com um ovo e se candidata, vamos ver, a ganhar primeira página de jornal. NESSA HORA, A FRANJA SINDICAL DO PT SE ENCONTRA COM A FRANJA PETISTA DO JORNALISMO. E o resultado é o que se vê.

Ação criminosa
Um crime contra a educação está sendo cometido em São Paulo. Só não é maior porque, felizmente, a esmagadora maioria dos professores percebeu que poderia se tornar massa de manobra do PT e da Apeosp e resolveu não aderir a essa greve doidivanas.
O que é um pouco espantoso é que a imprensa, que tanto diz zelar pela qualidade na educação, espalhe a mentira sobre a suposta falta de reajuste desde 2005 — o governo sempre aparece negando, como se fosse mera questão de opinião de um lado e de outro —, concentre-se no pedido de reajuste e ignore o restante da pauta, que pretende simplesmente desmontar um programa que está sendo bem-sucedido.

Segundo informa a Secretaria de Educação, “os resultados do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) e do Saresp (Sistema de Avaliação e Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) de 2009 mostraram uma melhora generalizada nos níveis de aprendizado dos cerca de cinco milhões de alunos da rede estadual. O conjunto das cinco mil escolas estaduais superou amplamente a meta estabelecida pelo Idesp, que era 2,58 para o ano de 2009, com o índice chegando a 2,79 - um crescimento de 9,4% em relação aos 2,55 de 2008″.
Isso é só conversa oficial? Não! São números verificáveis, que saíram de exames efetivamente aplicados.

Dil-ma, Dil-ma
A manifestação dos funcionários ideológicos da Apeoesp e do PT não poderia ter sido mais clara ontem. No “protesto” organizado contra Serra, gritavam: “Dil-ma/ Dil-ma”. Há dias, a Justiça Eleitoral mandou tirar do ar uma propaganda eleitoral ilegal em que Lula asseverava todo o amor que a candidata do PT tem por São Paulo. Ontem, Marta Suplicy também falava da importância da Educação.
O amor dos petistas pelos paulistas e pela qualidade na educação está provado pelo comportamento da tropa de choque da Apeoesp. A Apeoesp, comos seus cabos eleitorais deixaram claro, é a face de Dilma na educação de São Paulo.
Blog Reinado Azevedo


Breve comentário

Postei o artigo acima na íntegra para que não haja sonegação de nenhum ponto de vista do blogueiro sobre a greve dos professores do estado de São Paulo tamanha minha indignação com tanta distorção,virulência e falta de vivência da profissão de educador.
Além disso, a forma peçonhenta,ardilosa,rasteira em que tenta atingir a ministra Dilma.Reparem na grafia que reproduz os gritos dos professores:DIL-MA,DIL-MA.


Ora, faça-me o favor!
O blogueiro pensa que está se dirigindo a incautos?
Ora senhor blogueiro: é fácil falar de fora ainda mais quando sabemos de que lado e a quem o senhor serve!
O senhor fala em ação criminosa dos grevistas em relação à educação em São Paulo?
Depende de qual perspectiva se olha a questão.Do ponto de vista dos grevistas a ação criminosa é do tucanato instalado no poder do estado há 16 anos.

Educador merece respeito!
Mulher educadora também!
Não menospreze nossa capacidade!
Quem ainda mantém o sistema educacional funcionando somos nós!


Abaixo a "Lei da Mordaça"!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Quem fez notícia em 2010?



Relatório preliminar do Projeto Global de Monitoramento de Mídia de 2010

Somente 24% das pessoas vistas, ouvidas ou a respeito de quem se lê nas notícias são mulheres.

Essa é uma das principais revelações do Projeto Global de Monitoramento de Mídia de 2010 (2010 Global Media Monitoring Project - GMMP). O relatório preliminar foi divulgado em 2 de março de 2010, em um painel de discussões e debates, por ocasião da 54ª sessão da Comissão da ONU sobre a Condição da Mulher, em Nova York.10 de novembro de 2009 foi um dia comum de trabalho para o pessoal das salas de notícias ao redor do mundo. Foi, contudo, um dia especial para grupos voluntários em 130 países em todo o mundo, que estavam debruçados sobre seus jornais de circulação nacional, atentamente ouvindo notícias no rádio e assistindo de perto à televisão local. Com lápis e códigos nas mãos, o objetivo era observar, analisar e documentar achados com relação a indicadores de gênero em notícias, para o Projeto Global de Monitoramento de Mídia - a maior pesquisa e iniciativa mundial de gênero na mídia noticiosa. O propósito do projeto é fazer surgir uma representação de gênero justa e equilibrada na mídia noticiosa.
Os resultados contidos no relatório são preliminares, baseados em uma amostragem de 42 países na África, Ásia, América Latina, no Caribe, nas Ilhas do Pacífico e na Europa. Os resultados incluem 6.902 itens de notícias e 14.044 tópicos de notícias, incluindo pessoas entrevistadas nas notícias.
Edouard Adzotsa, Secretário Geral do Sindicato dos Jornalistas da África Central e Coordenador do GMMP no Congo Brazzaville, observou, durante o monitoramento naquele dia, que "a mídia noticiosa parece servir a interesses masculinos; a atenção às mulheres é extremamente negligente, apesar de as mulheres estarem em maior número, nacionalmente; as mulheres são a vida das comunidades, particularmente em assentamentos informais e em áreas rurais.”

Dentre os principais resultados estão:

- 24% das pessoas entrevistadas, ouvidas, vistas ou a respeito de quem se lê em transmissões principais e notícias impressas são mulheres; somente 16% de todas as matérias concentram-se especificamente em mulheres.
- As mulheres quase atingiram a igualdade, ao fornecer opinião em matérias. Entretanto, menos de um dentre cinco especialistas entrevistados é mulher, e homens predominam fortemente como testemunhas e relatores de experiências pessoais em matérias.
- Quase metade (48%) de todas as matérias reforça estereótipos de gênero, enquanto 8% das matérias questionam estereótipos de gênero. As mulheres em noticiários são identificadas por seus relacionamentos familiares (esposa, mãe, filha), cinco vezes mais que os homens.
- Em geral, há bem menos matérias apresentadas por repórteres femininas, do que por repórteres masculinos. Matérias apresentadas por repórteres femininas têm consideravelmente mais focos em temas femininos, do que as matérias apresentadas por repórteres masculinos, e questionam estereótipos de gênero quase duas vezes mais do que matérias de repórteres masculinos.
- O estudo revela, em geral, que as mulheres permanecem extremamente sub-representadas na cobertura de notícias, em comparação com os homens, resultando em notícias que retratam um mundo em que as mulheres são altamente ausentes.


A pesquisa também mostra a escassez de visões e opiniões de mulheres, em comparação com perspectivas masculinas, nos principais noticiários.

Abebech Wolde, da Associação Etíope de Mulheres da Mídia e Coordenadora da GMMP, na Etiópia, disse: "Esperamos que nosso estudo a respeito da representação de gênero na mídia seja levado a sério por quem tem o poder nesses veículos.”

Uma comparação com os resultados das três últimas edições do GMMP, realizadas a cada cinco anos desde 1995, mostra sinais de mudanças em direção a notícias equilibradas e sensíveis no tocante a gênero.

Matérias com temas femininos aumentaram de 17% para 24%, nos últimos 15 anos. A opinião popular em notícias agora chegou quase à igualdade, se comparada com 2005, quando em 66%, a opinião popular era majoritariamente prestada por homens.

Aidan White, Secretário Geral da Federação Internacional de Jornalistas (International Federation of Journalists - IFJ), declarou, na publicação do IFJ denominada "Alcançando o Equilíbrio: Igualdade de Gênero no Jornalismo" ("Getting the Balance Right: Gender Equality in Journalism"), que "um retrato de gênero justo é uma aspiração profissional e ética, similar ao respeito por precisão, justiça e honestidade".

O Projeto Global de Monitoramento de Mídia é coordenado pela Associação Mundial para a Comunicação Cristã (World Association for Christian Communication - WACC), uma ONG internacional com escritórios no Canadá e no Reino Unido, que promove comunicação em prol de mudanças sociais, em colaboração com o analista de dados Media Monitoring Africa, da África do Sul.

A Gender Links, também sediada na África do Sul, forneceu assessoria para o aprimoramento das ferramentas de monitoramento e da metodologia. Os voluntários que participaram do dia do monitoramento incluem ativistas das áreas de gênero e mídia, grupos de comunicação de base, pesquisadores/as universitários/as e estudantes de comunicação, profissionais de mídia, associações de jornalistas, redes de mídia alternativas e grupos religiosos.

O projeto é apoiado pelo Unifem - Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher.O relatório preliminar está disponível em inglês em http://www.whomakesthenews.org/S

Sumários executivos estão disponíveis em inglês, francês e espanhol. Relatórios globais, regionais e nacionais finais serão publicados em setembro de 2010.

Para maiores informações, contate: MT@waccglobal.org [Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo].

No Brasil, a coordenação ficou a cargo de Sandra Duarte de Souza (Universidade Metodista) e Vera Vieira (Rede Mulher de Educação e Associação Mulheres pela Paz).
Em breve, será divulgado um artigo específico sobre o relatório brasileiro, que não foge aos resultados mundiais.
Fonte: WACC - World Association for Christian Communication
Tradução: Luana Yoko Vieira Komatsu
Indicação de fonte:Vera Vieira - jornalista e diretora do Instituto Patrícia Galvão e da Rede Mulher de EducaçãoInstituto Patrícia GalvãoSão Paulo/SP

sexta-feira, 12 de março de 2010

PRONTO! COMEÇOU A BAIXARIA DO PIG.


Em março de 2009, participantes da comunidade do orkut São Paulo Mobilizada, encotraram-se num bar na Rua Vergueiro apenas para conhecer-se pessoalmente e trocar idéias sobre a campanha eleitoral para a sucessão do presidente Lula.
Nesse encontro, uma das idéias que discutimos foi criar um blog que defendesse a mulher Dilma Rousseff de todo ataque machista que ela, porventura, viesse a sofrer durante a campanha.
O blog foi criado , temos postado matéias de interesse dos direitos das mulheres, homenagens às mulheres pelo seu dia internacional, mas temos sido bastante cautelosas, atendendo a pedidos de amigos, para não dar à campanha de Dilma Rousseff um caráter sexista.
Uma companheira de luta até nos aconselhou a seguir nosso trabalho na defesa das mulheres mas "sin perder la ternura". Não queremos e nem vamos perder a ternura, não por ser um atributo essencialmente feminino, mas por ser um valor humano desejável, independente do sexo.
Porém, quando lemos no blog do Paulo Henrique Amorim que um blogueiro da Folha de São Paulo, escreveu em destaque as palavras VADIA e VAGABUNDA, associanado-as às fotos de Dilma Rousseff e Marta Suplicy, que me perdoe minha amiga conselheira e o querido Che Guevara, mas a ternura foi pro saco.

Segundo o Mini Dicionário Aurélio:
VADIO: adj. diz-se daquele que não faz nada, aluno pouco estudioso.
VAGABUNDO:adj. (1)que leva a vida errante, andejo, nômade ,(2) Velhaco, canalha: sent.fig. (3) de má qualidade, ordinário.

Mas todas nós mulheres, conhecemos bem outros sentidos para os termos Vadia e Vagabunda. Qualquer macho acuado, ou pego de surpresa por uma mulher que sabe se impor e defender sua dignidade já foi chamada de vadia e/ou vagabunda.
O mais engraçado é que se quisermos rebater chamando o tal blogueiro de vadio e vagabundo, não conseguiremos provocar o efeito que ele quis provocar. Um homem vadio, se enquadra direitinho na definição do dicionário, mas uma mulher vadia são outros quinhentos. A inteção de quem usa esse adjetivo para uma mulher é atingir sua honra, sua moral, como fez o tal blogueiro.
Não podemos nos calar diante de manifestações trogloditas como essa.
Qundo Marta Suplicy foi candidata a prefeitura, em São Paulo, essa foi uma prática rotineira da oposição e do povo reacionário de São Paulo. O que estava em julgamento não era a política Marta, era a "mulher que abandonou o coitadinho do marido" e, ainda por cima, se casou com um bonitão argentino.
Ou seja, uma vadia, uma vagabunda.
Assim sendo minhas amigas, é chegada a hora de dizer:
BASTA!
Não se atrevam a usar as mesmas armas contra a nossa candidata Dilma Roussef.
Vamos mandar e-mails, mensagens de protesto, espalhar na internet que nós mulheres exigimos respeito e que esses calhordas ao tentarem ofender a nossa candidata com artimanhas machistas estão ofendendo todas as mulheres brasileiras.
Senhor Josias de Souza o adjetivo Vagabundo, aplica-se ao senhor e aos jornais que desesperadamente tentam desqualificar todas as mulheres ao desrespeitar a mulher Dilma Rousseff.

VAGABUNDO:adj. (1)que leva a vida errante, andejo, nômade ,(2) Velhaco, canalha: sent.fig. (3) de má qualidade, ordinário.