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quarta-feira, 24 de março de 2010

Mulheres na idade média: Europa e Brasil



Regina Abrahão *
Durante o primeiro milênio a convivência de várias culturas permitiu que as mulheres tivessem acesso a muitos ofícios e gozassem de relativa liberdade. O fortalecimento da doutrina católica, porém, com regras de conduta inflexíveis, constrói o paralelo entre a mulher, o pecado original, e o exercício da sexualidade como fonte do pecado.
O envio de muitos homens para as cruzadas fez com que as mulheres passassem a gerenciar as comunidades, exercendo todo tipo de tarefas necessárias á manutenção das condições de vida.

Durante a baixa idade média as mulheres possuíam direito à propriedade por herança, e podiam assumir a chefia de família em caso de viuvez. Em 1404 a escritora francesa Cristine de Pizan (1364/1430) lança o livro A Cidade das Mulheres, onde defende uma educação igual para ambos os sexos. Cristine é considerada uma das primeiras feministas, por sua luta em defesa da educação das mulheres. Há registros de mulheres que estudaram nas universidades da época.

Brasil - Quando, em 1500, os portugueses invadem o continente recém descoberto e para cá enviam os degredados, criminosos e aventureiros, pouquíssimas mulheres havia entre eles. Os homens que para cá vieram foram responsáveis por estupros, raptos e inúmeras violências contra índias, o que resultou na imensa miscigenação do povo brasileiro. O território só começou a ser efetivamente colonizado em meados do século 16, e a sociedade que havia se instalado aqui era nada semelhante à metrópole. O número de casamentos formais não chegava a 20% e acontecia preferencialmente entre classes abastadas, de forma a garantir o patrimônio das famílias. Não havia obrigatoriedade de indissolubilidade dos casamentos, e com isto estabelecia-se uma maternidade informal, quase matrilinear, uma vez que o cuidado com os improdutivos voltava a ser coletiva: mães, avós, tias, vizinhas, todas compartilhavam do cuidado e da educação de todas as crianças. Inclusive de outros filhos dos eventuais novos maridos destas mulheres, sem grande diferenciação das outras crianças.

A chegada dos mandatários portugueses e do clero, com a finalidade de instalar a dominação portuguesa e moralizar a colônia trouxe com ela toda a carga de preconceitos da Europa medieval, ainda reinante no Portugal da época. A primeira providência foi a remodelação do papel da mulher e a instituição do casamento, instituindo altas taxas para os concubinatos, enquanto os preços dos casamentos eram simbólicos. As uniões pré-maritais eram sabidas, embora não admitidas; num momento em que o povoamento da colônia era fundamental, a fecundidade era condição para o matrimônio. Só que inteiramente atribuída à mulher, uma vez que a própria medicina avalizava a idéia. Por isto o sexo antes da união matrimonial, efetivada quando resultante em gravidez. Caso a fecundação não ocorresse, dependendo do nível sócio-econômico da noiva, o casamento poderia ocorrer, mas sem a obrigatoriedade de sexo, ficando neste caso o homem tacitamente liberado para o sexo com outras mulheres.

Tanto quanto no período medieval europeu, a mulher no Brasil colonial, ser submetida à opressão masculina volta-se para o domínio que lhe é reservado: torna-se parteira, curadora, cuidadora. Confinada ao lar, passa a desenvolver a observação cuidadosa da natureza, desenvolvendo conhecimentos específicos sobre plantas, ervas, doenças; Enfim, tudo o que requeria observação e persistência. Desta forma, acumulando conhecimentos fundamentais para a sobrevivência, A partir daí, institucionaliza-se as duas figuras femininas simbólicas: a mulher-mãe, virtuosa, casta (que se entrega para cumprir seu papel, mas sem usufruir do prazer pecaminoso), e da prostituta, a mulher, sexuada, alegre, sempre disposta e disponível. Dois papéis, duas figuras: nada mais conveniente ao macho-homem, que pode assim desfrutar de duas ou mais fêmeas sem comprometer-se emocional, social ou financeiramente com mais de uma delas. Afinal, cabe à provedora familiar a manutenção do equilíbrio doméstico, enquanto à outra o dever é o da satisfação. Deste período vem o célebre conselho: "à mulher, cabe procurar ser sempre a última; ao homem, o direito de ser sempre o primeiro".



* Funcionária pública, dirigente municipal do PCdoB de Porto Alegre, estudante de ciências sociais da UFRGS. Dirigente da Semapi - RS

sexta-feira, 19 de março de 2010

Criança é arrancada do colo da mãe e envergonha Jundiaí

Cenas chocantes colocam em dúvida atuação do judiciário e da Guarda Município de Jundiaí




Tirada à força de mãe cigana, criança chora muito em abrigo, diz psicóloga Para especialista, separação foi violenta para menina de 1 ano e 2 meses. Juiz vai determinar se mãe tem condições de criar a filha. A menina de 1 ano e 2 meses que foi tirada à força da mãe cigana em Jundiaí, a 58 km de Sâo Paulo ainda chora muito no abrigo para onde foi levada após a separação, segundo uma psicóloga do local. A menina foi separada da mãe pela Guarda Municipal na segunda-feira (15), por determinação da Justiça. A decisão de levar a criança para um abrigo foi tomada depois de uma denúncia anônima. A mãe usaria a criança para pedir esmolas no Centro da cidade. Fonte: Jornal Hoje-17/03/10

Conforme noticiado em vários canais de televisão, a cigana Dervana Dias teve a sua filha de 1 ano e 2 meses tomada do colo pela Guarda Municipal, após denúncia de que a cigana utilizava a menina para sensibilizar as pessoas para pedir esmolas no centro de Jundiaí.
Felizmente, temos notícias de que hoje (19/03) a cigana teve a criança devolvida enquanto a justiça decide se ela tem ou não condições de criar o bebê.
O que mais choca nas imagens é a forma abrupta como a criança foi retirada pela Guarda Municipal de Jundiaí que cumpriam o mandado.

Fico imaginando o pensamento da mãe naqueles momentos, sem saber ao certo para onde a filha iria ficar. Deve ter sido ainda mais desesperador ficar três dias longe do bebê que está em fase de amamentação. Assistindo as imagens, é realmente chocante ver a mãe ser imobilizada e ter a criança retirada de seus braços, e ao que parece, sem nenhum tipo de orientação ou conversa mais civilizada por parte daqueles que cumpriam o mandado e sem nenhum constrangimento perante as câmaras, inclusive discutindo de forma um tanto desrespeitosa com a mãe.

Foi apurado que a mãe tem residência fixa e a criança está em ótimo estado de saúde. Além disso, a mãe se defende dizendo que estava vendendo cobertores e artesanato, e que nunca havia ocorrido fato semelhante em nenhum outro lugar.

A sensação que fica para muitos é a de preconceito, sendo que o caso foi denunciado como racismo pelo movimento Associação de Preservação da Cultura Cigana. Este caso recorda outro episódio ocorrido em Jundiaí - também envolvendo crianças - que teve envolvimento de um juiz da cidade no caso sobre “adoções internacionais de crianças”.
Este caso também coloca em dúvida a atuação da Guarda Municipal de Jundiaí - se este tipo de abordagem foi meramente uma infelicidade pontual, ou se é comum este tipo de procedimento por toda a corporação.

Outras dúvidas que ficam Qual foi o embasamento jurídico do juiz para determinar a tomada da criança? Não teria sido precipitado o mandado pedindo para tomar a criança? Não seria papel da PM (e não da Guarda Municipal) no cumprimento do mandado? Fonte: Blog Douglas Yamagata

quinta-feira, 18 de março de 2010

O boato é um vírus político


Zillah Branco *
O boato é um vírus político

Para a direita mais retrógrada, os que lutaram contra a ditadura e os desmandos da elite histórica no Brasil, são condenáveis e merecedores de campanha caluniosa. É o que hoje a indústria midiática está fazendo contra a candidata Dilma Rousseff, com todos os recursos da tecnologia alternativa - da internet, aflorando na mídia, às cartas escritas à mão, além das fofocas espalhadas pelo vento.

O famoso “boato”, arma utilizada fartamente durante a Inquisição ou o fascismo, é um veneno corrosivo que afeta os mal informados deseducando-os socialmente, deformando as consciências. Deveria ser considerado um crime contra a sociedade.

As calúnias criadas para transformar em monstro uma jovem militante que enfrentou corajosamente a opressão política e policial em defesa da liberdade no Brasil sob a ditadura revelam o ódio neurótico dos que inspiraram os torturadores mais boçais na implantação do terror naqueles negros anos que mancharam a história brasileira. Babam sangue, destilam veneno, poluem o ambiente mental da população que agora se levanta consciente da sua cidadania.

É o “macartismo” tupiniquim animado durante a ditadura e que hoje ocupa destacados postos de “formadores de consciência” a partir das aulas recebidas no famigerado CCC. Na ausência de uma oposição política de centro-direita com capacidade para empanar o brilho da Presidência de Lula, admirada em todo o mundo, a mídia assumiu a função de liderança como se fosse um partido político em véspera de eleição. Denigre o passado de Dilma e despreza o de Lula, com o estafado modelo da velha elite que não suporta qualquer conteúdo democrático e sonha com um Brasil dependente e de cabeça baixa.

Alguns “âncoras” da Globo emitem a sua posição pessoal, agora atribuída à “opinião pública mundial”, para censurar a amizade de Lula por Cuba e o respeito que demonstra pelos direitos do Irã. Inventam cientistas políticos e conhecedores do mundo para fazerem coro com o estribilho dos bate-orelhas do imperialismo. De um momento para outro a boataria da mídia recriou o ambiente desenhado pela ditadura há mais de meio século. E, tudo isso, cercado de frases bombásticas sobre a liberdade de pensamento e de informação. O publico vai sendo enrolado por repetidas notícias sobre crimes de sangue ou de corrupção política que envolve os eleitos do DEMO que a burocracia do sistema judiciário consegue manter em um eterno banho-maria. O nível da mídia, de fato, tornou-se rasteiro e enfadonho, talvez querendo levar as consciências dos eleitores a apagarem as conquistas dos últimos 8 anos em compasso de inanição mental. Visivelmente houve uma orquestração estratégica dessa defasada inspiração “macartista” para servir de pano de fundo à campanha eleitoral impedindo que nela sejam discutidos a sério os conteúdos do novo Brasil independente.

Em causa estará a escolha de um governo que dê seguimento ao que foi criado pelo Governo Lula, ou que retorne às ações neoliberais baseadas na priorização absoluta do mercado e no desprezo pelo papel do Estado como fez FHC nos seus dois mandatos. Ninguém esqueceu que os neoliberais desconstruíram o Estado em suas áreas fundamentais, o que resultou na estagnação da economia e na paralisia ou retrocesso em projetos de inclusão social. Prosseguir a orientação do governo de Lula e Dilma que consideram haver ainda muito a fazer para poder liquidar totalmente a miséria no país dará caráter de plebiscito à próxima eleição.

Para que não haja discussões salutares sobre como aproveitar o prestígio alcançado pelo Brasil a nível internacional pelo grande exemplo que deu na superação da crise que atingiu todo o planeta e pela capacidade de estadista de Lula que se fez respeitar como interlocutor entre países discordantes, para que a população não continue a participar nos programas de desenvolvimento social que hoje entusiasmam profissionais e humanistas de todas as nações, a mídia brasileira baixou o nível dos temas de informação para que o povo pense que voltou a chafurdar na lama anterior quando a elite dominava impondo o seu programa de vida como o único possível em um país subdesenvolvido e dominado.

Dilma foi preparada por Lula na primeira fila do Governo brasileiro e sempre agüentou corajosamente e com competência a ferocidade da oposição, incluindo a da mídia. Não é Lula, claro, é mulher, do sul, com uma experiência própria na luta. Somos a favor da diversidade quando complementa uma boa escolha anterior. Assim cresce a força do povo brasileiro, derrotando os preconceitos e o ranço oligarca do subdesenvolvimento.

* Cientista Social, consultora do Cebrapaz. Tem experiência de vida e trabalho no Chile, Portugal e Cabo Verde.
Fonte:
Portal Vermelho

Dilma e a mulher na política brasileira


Dilma e a mulher na política brasileira
Coisas da Política - Mauro Santayana

Autor: Raphael Bruno


Jornal do Brasil - 15/03/2010

Reiteradas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já deixaram claro que o campo governista pretende explorar, na campanha, o tema da participação feminina na política como maneira de capitalizar votos para a petista. É uma aposta arriscada. A questão do gênero não é, historicamente, um critério relevante para a decisão de voto do eleitorado brasileiro. A candidata petista tem, de toda maneira, uma margem razoável para crescimento, tendo em vista que, curiosamente, as sondagens de intenção de voto indicam que a ministra obtém, entre o eleitorado feminino, percentuais inferiores aos conquistados junto ao masculino.

É difícil deixar de constatar que as afirmações de Lula e Dilma no sentido de que o Brasil está preparado para eleger uma presidente e em defesa da ampliação da presença feminina na política nacional guardam sua dose de oportunismo. Se, por um lado, o governo petista buscou criar mecanismos para aperfeiçoar essa participação a nível institucional, por meio da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, por outro ignorou solenemente a questão em vários outros momentos significativos. O principal deles talvez tenha sido na última tentativa frustrada de emplacar uma reforma política, quando a proposta do governo não trouxe nenhuma espécie de mecanismo de cotas ou reserva de vagas para a eleição de mulheres. Um pecado haja vista o percentual ainda extremamente baixo de representantes femininas no Legislativo brasileiro.

A candidatura de Dilma, contudo, contém uma dimensão emancipatória por si só. Essa característica é explicada pela atuação político-administrativa da ministra. Dilma tem um perfil diferenciado que desafia fronteiras erguidas pelo machismo institucionalizado. Em geral, os partidos e os parlamentares reservam, para as poucas mulheres que conseguem obter um mandato ou um cargo no Executivo, áreas de atuação consideradas mais adequadas para a atuação política feminina. Este artifício altamente excludente abre as portas para as mulheres, por exemplo, de comissões setoriais consideradas leves, como de Seguridade Social e Família, Educação e Saúde, ao mesmo tempo em que limita a participação delas em áreas entendidas como mais nobres, e ao mesmo tempo mais sérias, como política econômica, orçamento e tributação. O próprio governo Lula é um exemplo desse mecanismo. Dilma é a única ministra da equipe, além de Nilcéa Freire, titular da Secretaria Especial de Política para Mulheres, uma pasta atrelada à Presidência com status de ministério. No passado recente, quando mulheres chefiaram ministérios no governo de Lula, foram em assuntos como Meio Ambiente e Turismo. Nada de Planejamento, Fazenda ou Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Toda a carreira política de Dilma, por sua vez, está atrelada a áreas como infraestrutura e Casa Civil, onde, em geral, há hegemonia masculina. Mas a ministra não se limita a esse aspecto. A ciência política feminista, por muito tempo, ficou envolvida no debate que colocava em lados opostos a política de presença da política de idéias. De um lado, o argumento de que era necessária a presença física das mulheres nos espaços de poder. De outro, o entendimento ressaltando que o fundamental era que as políticas e legislações implantadas representassem adequadamente preferências femininas, independentemente do gênero de quem as impulsionava. Hoje, o debate parece ter alcançado um consenso em torno da percepção de que ambos aspectos são necessários. E essa lição Dilma demonstra ter apreendido ao vincular a simples identidade feminina a políticas públicas específicas, como fez na cerimônia comemorativa do Congresso em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres. Na ocasião, a ministra lembrou, por exemplo, que o pagamento do Programa Bolsa Família é feito para a mãe da família beneficiada. Melhor para todos nós que elas, teimosamente, ou sem superar os obstáculos que ainda as impedem de participar das decisões sobre o futuro do país como legitimamente lhes cabe.


Não podemos nos esquecer que a luta das mulheres por igualdade nasceu com a própria opressão.

terça-feira, 16 de março de 2010

Publicidade européia detona Brasil e mulher brasileira

Filme racista e machista, de agência de viagens européia, ofende e achincalha a mulher brasileira, além de promover o turismo sexual no Brasil. http://www.youtube.com/watch?v=Jn9IS0QQO3o
O que a empresa fala, é: "O que você faz nas suas viagens, não é da nossa conta". Veja aqui o que os ministérios do Turismo e Relações Exteriores, presume-se, ainda não tenham visto.

É um comercial de uma Agência de Viagem Européia sobre brasileiras...

Fonte:Com Texto Livrehttp://contextolivre.blogspot.com/2010/03/publicidade-europeia-detona-brasil-e.html

Coisificação da mulher,racismo,machismo, desrespeito total à mulher brasileira e ao Brasil como um todo. É o que depreendemos das linhas e entrelinhas do texto do vídeo.

Quem vive acima da Linha do Equador é superior a quem vive abaixo do mesmo? Por que? No que?

"Sempre que uma mulher toma consciência de sua própria dignidade, sempre que se avança um milímetro sequer nesta estrada,movemos a história adiante". Betty Friedan













segunda-feira, 15 de março de 2010

Percepção machista sobre Dilma



"Dilma não desperta confiança nas mulheres".

“Se a eleição fosse hoje, mesmo repaginada e mais sorridente, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Planalto, perderia feio para José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência, quando o assunto é o eleitorado feminino. A última pesquisa Datafolha, divulgada no início deste mês, mostra que a ministra tem 24% das intenções de voto entre o grupo, enquanto Serra fica com 33%. Para Marcelo Tas, do CQC, explicar essa diferença é fácil:- Mulher tem um radar poderoso para registrar cada segundo da atuação das mulheres. Se eu, que sou um macho primitivo, fiquei incomodado vendo a ministra dançando com gari e posando de pessoa simpática, imagina as mulheres que são mais espertas que os homens, mais sensíveis e reparam nas mínimas coisas? Também psicanalista Alberto Goldin diz que Dilma não emplaca com mulheres porque tem uma imagem "andrógina":- Ela não é feminina, mas também não é um homem. Quantas eleitoras sabem que ela tem uma filha, que vai ser avó? Seria melhor passar essa imagem de avó, mesmo que isso remeta a fragilidade, do que a de um ser andrógino.” (O Globo segundo Coturno Noturno em 14/03/2010).

Causam estranheza e até mesmo espanto as opiniões de Marcelo Tas e de Alberto Godin. A postura(causa perdida) do blog mencionado já conhecemos : é tentar de qualquer forma desqualificar Dilma.

Tas: por que ficou incomodado, vendo a ministra dançando com um gari e posando de pessoa simpática? Se a ministra dançasse com um doutor ou um professor, ou um artista de TV, causaria também indignação?Ao afirmar que Dilma “posando de pessoa simpática” o senhor não estaria externando um juízo de valor subjetivo?
Golding: por que a imagem de fragilidade seria melhor para a ministra?
Fragilidade associada à mulher não seria uma visão machista, reducionista, remetendo à questão de gênero? Ao afirmar que” Dilma não emplaca com mulheres porque tem uma imagem "andrógina". Ela não é feminina, mas também não é um homem”, o senhor estaria externado uma visão machista “assustada” diante do fato da ministra Dilma ter um perfil diferenciado que escapa aos limites estabelecidos pelo machismo jurássico?
Outra afirmação lapidar do psicanalista é:
”Quantas eleitoras sabem que ela tem uma filha, que vai ser avó? Seria melhor passar essa imagem de avó, mesmo que isso remeta a fragilidade, do que a de um ser andrógino”.
Ter filho e ser avó é imprescindível para passar a imagem tão cantada pelo machismo de que mulher tem que ser frágil (ou passar a impressão) para não ser andrógina (ou parecer)?
Qual o problema com a imagem de um ser andrógino?
Qual o problema com a androgenia?
Como ficam as milhares de mulheres que possuem aparência andrógina?
As afirmações são de um psicanalista! Freud explica?

Embora no Brasil as mulheres apresentem índices cada vez mais altos de escolaridade, uma participação significativa no mercado de trabalho e um grande poder de decisão na hora de consumir ainda falta muito a conquistar: em especial respeito e poder.

Conhecendo e debatendo a Lei Maria da Penha!
BlogBlogs.Com.Br

sábado, 13 de março de 2010

Dilma: Brasil precisa de personagens práticas, sensatas e objetivas

No Dia Internacional da Mulher, Dilma arriscou flechada durante visita a projeto social na favela da Rocinha, no Rio de JaneiroFoto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação


A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou a afirmar nesta terça-feira que o Brasil está preparado para ter uma mulher como presidente da República. Pré-candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra disse que a política precisa de personagens práticas, sensatas e objetivas, características que ela considera inatas às mulheres.
"O fato de sermos mulheres, em vez de nos prejudicar, nos ajuda muito. As mulheres são sensíveis, as mulheres são práticas, sensatas e objetivas, e isso é indispensável na política. Por sua vida, as mulheres são fortes, não se curvam à dor e (conseguem) aguentar sacrifícios e não os temem. Isso é imprescindível se a gente quiser transformar o Brasil", disse Dilma, que participa no Senado Federal de homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

"Sempre me perguntam se uma mulher está preparada para ser presidente. Eu digo que o Brasil está preparado para ter uma mulher presidente, e as mulheres em geral estão preparadas para isso. Nossa história política também nos preparou para que mulheres sejam protagonistas", afirmou a ministra.
Laryssa Borges
Direto de Brasília


É fato que a aceitação da presença da mulher no poder político deve-se à atribuição de muitos cargos de poder às mulheres pelo governo Lula e ao destaque de mulheres que disputam e, em alguns casos, ganham o poder em seus países.


Mesmo assim existe um amplo espaço na política para ser ocupado pelas mulheres.


Há um processo de maturação em curso, apontando para a gradual aceitação das mulheres no topo do poder. A lenta redução do velho preconceito está relacionada também ao desencanto com as representações políticas dominadas pelos homens nos Três Poderes.

Pesquisa realizada junto ao eleitorado (1000 pessoas entre homens e mulheres) apontava que:
*para um terço do eleitorado “política é coisa de homem”.
*para a maioria dos eleitores na política a mulher é mais honesta que o homem.
*para 49% o nível de competência é o mesmo entre homens e mulheres, mas para 35% a mulher é mais competente e apenas 14% premiavam os homens no quesito.


Como tradicionalmente a mulher ocupa poucos espaços de poder, essa concepção poderia vir de uma projeção do estereótipo de gênero - a mulher como gestora da prole e da casa - sobre o estereótipo do poder.


Fonte: O Estado de São Paulo 2008


As mulheres precisam de melhor representação no poder político para refletir a atual composição da sociedade e para garantir que sejam consideradas suas diversas experiências específicas, incluídas as pobres.


“O lufa-lufa das índias paraenses começa às 4 da manhã e termina às 22 horas. A antropóloga Jane Beltrão, da Universidade Federal do Pará, foi ver de perto como elas funcionam na aldeia: "Em quatro horas contei 19 tarefas, realizadas numa simultaneidade impressionante". O que fazem para manter a família não é contabilizado pelo IBGE, que registra na região a menor parcela de mulheres economicamente ativas.


São 2,9 milhões, sendo que metade fica no Pará, onde se ocupam do comércio, da prestação de serviços e da indústria extrativista. Em Belém, 80 mil tiram o sustento como domésticas, oito em cada dez sem carteira. No capítulo executivas de médias e grandes empresas, a realidade é mais leve. A Catho aponta que, das corporações cadastradas no Norte, 22% são dirigidas por mulheres. No Tocantins, elas assumem principalmente postos na administração pública e respondem pelo artesanato”.


533 reais é o salário médio





Os êxitos até agora alcançados não dissimulam a persistente desigualdade de gênero.
Concordamos com Dilma, “a política precisa de personagens práticas, sensatas e objetivas, características que ela considera inatas às mulheres”.



Você sabia que há abrigos femininos que proporcionam segurança às mulheres vítimas de violência doméstica?
Para mais informações: Rede de Atendimento à Mulher de sua cidade ou na Central de Atendimento – Disque 180


quinta-feira, 11 de março de 2010

Filhas do Brasil - Gênero,empoderamento e barreiras legais

Filhas do Brasil

As próximas eleições presidenciais podem trazer uma novidade ao Brasil: uma presidenta. Dilma ou Marina podem se juntar a Michelle Bachelet (Chile), Angela Merkel (Alemanha), Indira Gandhi (Índia), Helen Sirleaf (Libéria), Cristina Kirchner (Argentina) e outras que comandam, ou comandaram, um país. Contudo, precisamos fazer umas perguntas: será que nossa democracia amadureceu a tal ponto? Será que o Brasil está aberto para mulheres em postos de comando?
Desde 2004, a rede internacional Social Watch publica o Índice de Igualdade de Gênero (IEG), que avalia a situação da igualdade entre homens e mulheres em mais de 150 países. As categorias avaliadas são: educação (taxa de alfabetização feminina é uma variável), atividade econômica (diferencial entre a renda feminina e masculina) e empoderamento. A taxa de alfabetização feminina, a diferença entre a renda feminina e a masculina, e a quantidade de mulheres que ocupa vagas no Legislativo e Executivo são apenas algumas das variáveis utilizadas para compor o IEG.
No último relatório divulgado (2008), o Brasil ocupa uma posição entre os países de IEG médio. Estamos à frente de Grécia e Itália, mas perdemos para Ruanda e Vietnã. A Suécia ocupa a primeira colocação (http://www.socialwatch.org/).
O IEG põe em evidência que a diferença de renda entre os países não é justificativa para a desigualdade de gênero. Muitas nações pobres alcançaram altos níveis de igualdade (Filipinas e Letônia, por exemplo). E acontece também o oposto, países considerados ricos apresentam baixo IEG (Japão é um caso) e nos mostram que, por trás do desenvolvimento e da riqueza, existe uma brutal desigualdade de gênero.
No Brasil, o Ibase, que integra a rede Social Watch, está iniciando o trabalho de construção de um IEG brasileiro, utilizando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2006. Embora o trabalho esteja no início, já temos algumas pistas. Já observamos que, apesar de estarmos em um nível médio no IEG mundial, o país oculta uma situação distributiva não uniforme, em que vemos, na maioria das vezes, que as regiões Norte e Nordeste apresentam os piores resultados e os estados do Sul e Sudeste destacam-se nas primeiras colocações.
As primeiras impressões mostram também que, apesar da superioridade das mulheres no âmbito educacional, elas não conseguem eliminar a defasagem em relação aos homens nas dimensões de atividade econômica e, especialmente, de empoderamento. Apesar de serem mais qualificadas, as mulheres possuem os piores indicadores de atividade econômica, um diferencial de quase 25%, ou seja, o rendimento das mulheres corresponde, em média, a 75% do rendimento dos homens.
Para refutar essa afirmação, alguns estudos já mostraram que, em média, as mulheres trabalham menos horas do que os homens. Aproximadamente 85% dos homens ocupados trabalham 40 horas ou mais por semana. No caso das mulheres, esse percentual cai para 65%. No entanto, aqui vale uma pergunta: quem cuida da casa, dos (as) filhos (as) ou do parente doente? Quem trabalha mais afinal?
Por que as mulheres não ocupam tantos cargos legislativos, ou por que ocupam poucos cargos de dirigentes em empresas privadas? Essa ainda é uma pergunta sem resposta. Sendo as mulheres mais escolarizadas, a resposta pode ser a forte discriminação que ainda existe no Brasil e no mundo.
As mulheres brasileiras estão prontas para comandar. Sejam empresas, cidades, estados ou países. Se formos capazes de romper as barreiras socioculturais, teremos milhares de Heloísas, Carolinas, Marinas, Fabianas, Vanessas, Joanas, Andreas, Telmas, Lisetes, Martas, Karinas etc no comando. Mas, para isso, precisamos deixar de lado o machismo e o preconceito e reconhecer o valor, a garra, a dedicação, a paixão, a ternura, o espírito de luta de todas as filhas do Brasil.

Fonte:
Luciano Cerqueira,Cientista político e colaborador do Ibase
ADITAL, Agência de Informação Frei Tito para América Latina


Gênero

Não é preciso discriminar abertamente a mulher ou praticar a violência explícita contra ela para demonstrar sua presença, na medida em que o poder de gênero está assegurado através de privilégios masculinos e das desigualdades entre homens e mulheres. A incorporação massiva das mulheres no mercado de trabalho, em especial na indústria, apesar de garantir um incremento na renda familiar e retirar a mulher do isolamento doméstico, não proporcionou uma autonomia do sujeito feminino ou qualquer divisão sexual do trabalho. Acarretou isso sim, numa sobrecarga de trabalho (a segunda jornada), num aumento de responsabilidades, no abandono dos filhos, uma maior vulnerabilidade ao assédio e à violência sexual.

Empoderamento

Surgiu com os movimentos de direitos civis nos EUA nos anos setenta, através da bandeira do poder negro, como uma forma de autovaloração da raça e conquista de uma cidadania plena, passando a ser usado pelo movimento de mulheres ainda nessa mesma década.
Para as feministas o empoderamento compreende a alteração radical dos processos e
estruturas que reduzem a posição de subordinada das mulheres como gênero. As mulheres tornam-se empoderadas através da tomada de decisões coletivas e de mudanças individuais.

Pressupostos do empoderamento:

*O poder não é, o poder se exerce. E se exerce em atos, em linguagem.
*Capacidade de decidir sobre a própria vida.

Mas poder consiste também na capacidade de decidir sobre a vida do outro.

O empoderamento das mulheres representa um desafio às relações patriarcais, em especial dentro da família, ao poder dominante do homem e à manutenção dos seus privilégios de gênero, assim como às decisões unilaterais que afetam toda a família.
O reverso da medalha é que o empoderamento das mulheres libera e empodera aos homens no sentido material e psicológico, livrando-os também dos estereótipos de gênero.

Barreiras Legais

Para a ministra Nilcéia Freire, “O Projeto Lei da Igualdade no Trabalho é prioritário para nós nesse momento e vem sanar uma lacuna na legislação do ponto de vista de assegurar a igualdade de oportunidades e tratamento entre homens e mulheres no mercado de trabalho.”
A ministra destacou o grande desafio que é reverter o enraizamento da cultura machista de exclusão das trabalhadoras através da discriminação de gênero e raça. “É patente a desigualdade entre mulheres e homens. Principalmente quando falamos de mulheres negras”, afirmou a ministra. Outro desafio, ainda segundo ela, é o andamento de temas ligados às mulheres no Congresso Nacional. “Isso faz parte dos interesses e também do ponto de vista cultural. Precisamos mostrar para eles que o desenvolvimento nacional passa pela questão da igualdade salarial, a igualdade no trabalho”, completou.

Fonte:
Portal CTB / Cinthia Ribas


Possibilidades de atuação

*Papel das mulheres: conhecer os seus direitos e o caminho para obter o cumprimento dos mesmos quando violados e divulgação junto à comunidade.
* Discussão sobre a estrutura social brasileira do ponto de vista histórico com mulheres e homens.



“A sociedade civil deve se concentrar nos direitos das mulheres e pressionar seus respectivos governos para que alcancem os objetivos e assumam os compromissos contraídos” como ressalta Taina Bien-Aime, diretora-executiva da Igualdade Já.




terça-feira, 2 de março de 2010

Lei Maria da Penha e Empoderamento

Superior Tribunal de Justiça mantém lei Maria da Penha inalterada

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por 6 votos a 3, que a mulher vítima de agressão leve deve prestar e manter a queixa contra o marido ou companheiro para que o processo tenha prosseguimento, caso contrário o processo é arquivado. Defensores da Lei Maria da Penha, que entrou em vigor há quatro anos, esperavam que o STJ dispensasse a obrigatoriedade da representação da vítima à Justiça, permitindo o Ministério Público propor a ação penal contra o agressor.
...
A deputada Cida Diogo (PT-RJ) classificou como "um absurdo" a decisão do STJ. "Com isso, acaba a possibilidade de ação penal pública incondicionada, e somente a mulher pode representar à Justiça contra seu agressor. É um absurdo, porque sabemos que milhares de mulheres que enfrentam a violência doméstica em nosso País são intimidadas, ameaçadas e acabam não tendo condição de representar contra o seu agressor à Justiça. Espero que essa decisão do STJ seja revista", disse.
...
Exigir-se que a mulher vítima de violência doméstica média ou grave, para ver seu agressor punido, tenha que ir a juízo manifestar expressamente esse desejo somente contribui para atrasar ou mesmo inviabilizar a prestação jurisdicional, fragilizando as vítimas e desencorajando-as a processar o agressor", destaca a deputada Dalva Figueiredo no projeto.
...
A decisão do STJ foi motivada por recurso interposto pelo Ministério Público do Distrito Federal com o objetivo de reverter decisão do tribunal local que entendeu que “a natureza da ação desse tipo de crime é condicionada à representação pela vítima”. No STJ, o MP sustentou que o crime de lesão corporal leve sempre se processou mediante ação penal pública incondicionada.
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Novas correções

No ano passado, o senador Inácio Arruda apresentou emenda ao projeto de lei de reforma do Código de Processo Penal para garantir o procedimento especial para ações penais originadas em leis específicas como a Lei Maria da Penha. Dessa maneira, é possível evitar que a violência doméstica e familiar seja colocada como uma infração de menor potencial ofensivo. No caso da decisão do STJ, a deputada Jô Morais (PCdoB-MG) fez um apelo para que o senador Inácio Arruda apresente nova emenda no Senado a esse projeto de lei para tentar corrigir a interpretação da Lei Maria da Penha pelo tribunal.
Fonte de pesquisa: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=124885&id_secao=1

Breve comentário:

Mesmo com leis, tratados, convenções internacionais ratificadas pelo Brasil e um grande aparato normativo que trata desse assunto, esbarramos numa dificuldade crucial que é a forma como as pessoas que exercem o poder jurídico enxergam a relação homem e mulher.

Além disso, a própria mulher não está preparada para ir adiante com o processo.

O resultado dessa descontinuidade, segundo os operadores da lei, está na fragilidade da mulher, ou mesmo a dependência que ela tem do seu parceiro, o que impede a aplicação da lei. Daí a necessidade do empoderamento por parte da mulher, uma vez que a mesma foi criada num sistema de subjugação econômica e psicológica e que muitas vezes não se percebe como sujeito social único.

Pressupostos do empoderamento:

.O poder não é. O poder se exerce. E se exerce em atos, em
linguagem;
.A capacidade de decidir sobre a própria vida.

Mas poder consiste também na capacidade de decidir sobre a vida do outro.
Quem exerce o poder se arroga o direito ao castigo e a postergar bens materiais e simbólicos. Dessa posição domina, julga, sentencia e perdoa. Ao fazê-lo, acumula e reproduz o poder.

Daí a importância de uma ampla discussão sobre as desigualdades históricas, procurando transformar os valores incrustados na família e na sociedade e em conseqüência a sua transformação. Homens e mulheres são seres que pensam e possuem direitos e deveres semelhantes, devendo ser respeitados e valorizados com suas diferenças e especificidades. Busca-se assim a redução da violência e uma compreensão por inteiro.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O Conceito de Gênero e a Lei Maria da Penha

Revista Veja: O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso definiu a senhora como uma lua política sem luz própria girando em torno e dependente do carisma ensolarado do presidente Lula. Como a senhora pretende firmar sua própria identidade?
Dilma Roussef: Não considero apropriado discutir luminosidade com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Agência Estado: Para Tasso Jereissati (PSDB-CE), ministra é 'liderança de silicone. É bonita por fora e falsa por dentro'.
Diante de afirmações deste tipo feitas por homens em relação a uma mulher me pergunto:
Caso a pessoa a qual se referem fosse um homem receberia o mesmo tratamento?
Para entender o porquê de tais atitudes o conceito de gênero é fundamental, porque nos permite analisar as desigualdades históricas e culturais entre homens e mulheres partindo das relações sociais existentes entre os sexos.
O espaço das mulheres é restrito e norteado a partir de um poder patriarcal no qual ocorre a supremacia do homem sobre a mulher na vida social e também na vida privada.
A Lei Maria da Penha parece ter colocado em xeque inúmeros aspectos sócio-culturais.
A violência acontece em virtude de diversos fatores, sendo um deles de resultado sócio-cultural e que se inicia no conjunto familiar, na forma de educar meninas e meninos. Ainda na infância aparece a distinção preconceituosa de gênero, quando a família, ao lidar com os filhos (as) estabelece distinções entre os meninos e as meninas, levando a uma disciplina de comportamentos distintos.
A orientação diferenciada pelo gênero, moldada pela família e pela sociedade forma homens e mulheres com papéis pré-definidos a partir do sexo. Ao homem está reservado o papel de forte e valente e para a mulher os aspectos de pureza e paciência.
A sociedade brasileira caracteriza-se pelo predomínio do espaço privado sobre o público, tendo o centro na hierarquia familiar, é fortemente hierarquizada em todos os seus aspectos: nela, as relações sociais e intersubjetivas são sempre realizadas como relação entre um superior, que manda, e um inferior, que obedece, transformada em desigualdades que reforça a relação mando-obediência.
É preciso desfazer a compreensão de que a sociedade deve ser construída partindo de posições e papéis diferenciados para homens e para mulheres. As diferenças devem ser apenas biológicas e não sociais.


Vamos conhecer e debater a Lei Maria da Penha!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Lei Maria da Penha em Cordel

A lei Maria da Penha, além de inovar no conceito de família, também, rompe com a dicotomia público/privado.

O espaço doméstico que estava destinado exclusivamente à mulher era inatingível. Isso gerou um sentimento de impunidade pela violência doméstica. A autoridade do marido, no moldes da família patriarcal, permitia o direito de dispor do corpo, da saúde e até da vida da sua esposa.

Dessa forma, considera-se que a lei Maria da Penha representa um marco na proteção da família e um resgate da cidadania feminina.

Cordel criado a partir dos artigos principais da Lei Maria da Penha, com linguagem simples e objetiva, facilitando assim, o entendimento de tod@s.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil


Comemorou-se dia 24 de Fevereiro o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, que passou a ser obrigatório a partir de um decreto de Vargas em 1946.
Mas devemos lembrar que as mulheres encontram dificuldades para serem inseridas na política e para se manter quando conseguem.

Nossa cultura patriarcal nos impede de enxergar que a mulher pode comandar, gerir e executar política. Prevalece ainda a lógica de que política é coisa de "macho".

A lei de igualdade de voto, a Constituição ajudam mas é imprescindível a quebra de uma cultura machista.

Bem disse Lula no 4o. Congresso Nacional do PT " a verdade é que a mulher ainda é tratada no submundo de cada residência, como se fosse um objeto de segunda classe".

A luta feminina deve ser pela superação de limites!

Maria da Penha em ação!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Dilma Rousseff nas bocas da Marocas.


Repararam que já começou um diz que diz por aí, pelos mercados, pelos salões de cabelereireiras, nas filas dos bancos, nas bancas da feiras, nas comunidades de relacionamentos na internet, etc., sobre a falta de carisma de Dilma Rousseff?
Fico impresionada com o poder da Rádio Peão, è muito mais eficaz que os jornalões conservadores, as revistinhas inVejosas e os comentários dos politicólogos de plantão das emissora de rádio e Tv. da rede PIG.
Tudo começa, talvez, com um comentário da Ana Maria "Brega" entre uma receita de pavê e uma matéria sobre casco de cavalo para endurecer as unhas.
Assim,como quem não quer nada, algum "descompromissado" solta a frase:
Eu gosto muito do Lula, fez um ótimo governo, mas a Dilma.....
não dá, não tem carisma!
E a frase vai se reproduzindo, como ratos no esgoto, sem reflexão alguma, sem nem mesmo questionar que diabo significa "carisma".

Quem tiver curiosidade e tempo para pesquisar na internet, ficará surpreso com a quantidade de definições e aplicações para o termo carisma.
O Padre Marcelo Rossi, por exemplo, é carismático, pois pertence a uma ala da igreja católica denominada "Renovação Carismática".
Aliás os carismáticos dessa ala da igreja dizem ter recebido do Espírito Santo o seu "carisma", que eu não sei bem o que significa, mas deve ser algo relacionado com sua missão na terra.
O sociólogo alemão Max Weber, definiu em sua obra alguns tipos de líderes, um deles é o lider carismático que não tem nada a ver com o carisma do Padre Marcelo Rossi.
A dona Maroca e a Ana Maria "Brega", podem não saber nada sobre as definições de lider carismático de Max Weber, mas os que estão por trás delas sabem muito bem o que estão fazendo.
Querem colar na imgem da Ministra e candidata Dilma Rousseff um rótulo que realmente não lhe faz jús. Dilma é uma lider racional e com grande capacidade administrativa, como disse o presidente Lula.
No momento certo ela mostrará todo o seu carisma, que não é o da Renovação carismática e que lhe foi dado pela sua história de vida e competência adminstrativa nos cargos públicos que desempenhou.

Enquanto não começa a campanha, muitos bla-bla-blás e mimimis ( como diz o povo no orkut) ainda serão ouvidos a respeito do carisma ou da falta dele.
É como diz a música do rei Roberto Carlos: "A candinha gosta de falar de mim em tudo...."
As Marocas também!