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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Americano deixa prisão 32 anos após testes de DNA o inocentarem

Americano deixa prisão 32 anos após testes de DNA o inocentarem


Andre Davis havia sido condenado por estupro e morte de menina em 1980.
Ele é o preso libertado após exames a cumprir maior pena, diz advogada.



andredavis

Um americano passou mais de 30 anos atrás das grades até que um teste de DNA revelou que ele não era culpado do estupro e morte de uma menina de 3 anos. Andre Davis, de 50 anos, deixou a prisão, no estado de Illinois, na sexta-feira (6), horas após os promotores arquivarem as acusações contra ele.
Uma corte de apelações do estado ordenou em março um novo teste de DNA de Davis, após exames feitos no material encontrado na cena do crime da menina Brianna Stickle, em 1980, mostrarem que ele poderia não ser o assassino.

O homem foi libertado da prisão de segurança máxima em Tamms, no sudeste do estado, por volta das 7h30 da manhã. As acusações contra ele foram retiradas.

Judy Royal, do centro jurídico de condenações injustas da Northwestern University, de Chicago, que representa Davis, disse que ele é o condenado libertado após teste de DNA que passou mais tempo na prisão. Desde que iniciou suas atividades, o centro já libertou outros 42 encarcerados injustamente.

"O senhor Davis passou 32 anos na prisão por um estupro e assassinato que ele não cometeu. Tamms é um lugar difícil. Ele agora espera reconstruir sua vida, com ajuda da família", disse Royal.
Fonte: G1
Vi no Portal Geledés

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Justiça cearense decide que garçom pode utilizar sobrenome do companheiro suiço

Justiça cearense decide que garçom pode utilizar sobrenome do companheiro suiço

O TJ-CE (Tribunal de Justiça do Ceará) concedeu à um garçom, o direito de usar o sobrenome do companheiro suíço e incluí-lo em seu registro civil.


Segundo os autos, o brasileiro foi trabalhar na Suíça em 2000, iniciando, no mesmo ano, relacionamento o suíço. Em 2003, passou a morar com o companheiro e, em junho de 2007, formalizou a união, de acordo com a legislação daquele país.

Também requereu na Justiça cearense a inclusão do sobrenome do companheiro em seu registro civil. Em maio de 2008, o Juízo da 1ª Vara dos Registros Públicos da Comarca de Fortaleza negou o pedido, afirmando que a legislação brasileira não reconhecia a legalidade e legitimidade da união entre casais do mesmo sexo.

O garçom apelou da decisão TJ-CE. Ao analisar o caso, a 8ª Câmara Cível, por unanimidade de votos, reformou a sentença e determinou a inclusão do sobrenome do companheiro no registro civil do autor da ação.

De acordo com a desembargadora Maria Iraneide Moura Silva, da 8ª Câmara Cível do TJ-CE, na época da sentença, somente era reconhecida a união estável entre homem e mulher.

“O STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu como entidade familiar a união entre pessoas do mesmo sexo, com a observância dos requisitos para a constituição da união estável entre homem e mulher, proclamando também, com eficácia vinculante, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis heteroafetivas estendam-se aos companheiros na união estável entre pessoas do mesmo sexo”, concluiu Maria Iraneide  

Para a relatora, a inclusão do sobrenome de companheiros em união estável, seja de casais homossexuais ou heterossexuais, é um direito que, “em razão da recente decisão do STF, restou estendido a todos os que se enquadram nessa situação, em razão da aplicabilidade dos princípios constitucionais da igualdade, da dignidade da pessoa humana, da liberdade e da busca da felicidade”.

Maria Iraneide afirmou ainda que a decisão do STF, do dia 5 de maio de 2011, representa um importante passo contra a discriminação, “rompendo paradigmas e elevando a questão ao direito maior de valorização da dignidade do ser humano”.

Número da apelação:  0068725-55.2007.8.06.0001

domingo, 8 de abril de 2012

Sobre a diferença entre democracia e liberdade

Sobre a diferença entre democracia e liberdade

por Ana Helena Tavares

Democracia é uma praça cheia de gente.
Pessoas de todos os sexos, etnias e credos, que, dentro dos limites de uma Constituição representativa, que cria parâmetros e norteia, não têm medo de expressar suas opiniões e, ainda assim, convivem em harmonia, tolerando pacificamente o contraditório.
Seja a Cinelândia, das passeatas com milhares, seja aquela pracinha de sua cidade interiorana. Lá na velha Athenas, foi assim que a palavra democracia foi criada: para ser abrigada num púlpito público, localizado no centro da pólis (denominação dada às antigas cidades gregas que deu origem ao nome política), cujo objetivo era dar voz a todos, sendo respeitada a vontade soberana da maioria. Vale o que mais de 50 por cento acham bom.
Esta vontade, muitas vezes, pode ir contra nossa vontade. Quem mora, por exemplo, num condomínio, sabe bem o que é não ser livre para alterar a fachada de sua varanda. Mas, ao coro dos insatisfeitos, resta contentar-se e conseguir convencer os outros de suas idéias. Dá trabalho, claro. Ser déspota é imensamente mais fácil, porque prosperar numa democracia requer gasto de saliva e talento para o diálogo – palavrinha mágica.
Quanto mais vemos os outros sofrerem, mais gostaríamos que o mundo fosse assim: pessoas dialogando em paz. É, por assim dizer, um ato solidário, conflitante com o ódio (de desapego a si e à sua vontade, quando esta perde). E disto só os tiranos opressores têm medo. E como o mundo está cheio deles! Há até aqueles que querem discursar nas praças de outros países…
Liberdade é uma estrada rumo ao infinito.
Quando este rumo é roubado, tudo parece cansaço. Mas a liberdade é um raio de sol, onde nos apegamos e nos refazemos. É um oásis alucinógeno que nos faz caminhar sedentamente até ele. Mas, se acaso lá chegássemos, e nos deparássemos com muitos lagos, viria de certo a forte dúvida: em qual beber?
Liberdade não tem norte e é conflitante com o amor.
Senão vejamos… Consta que John Lennon, autor da frase – “Amo a liberdade, por isso deixo tudo o que amo livre” – morria de ciúmes de Yoko Ono. E o que é o ciúmes senão o medo de perder o que se ama? E como amar sem ter ciúmes? E o que é o amor senão um “prender-se por vontade”? Seja a alguém, a algo ou a uma terra, quem ama cuida e quem cuida cria laços, elos de uma corrente imaginária mais forte do que as físicas.
Mas liberdade é também ter o direito de escolher a quem ou a que se prender. O problema nas ditaduras é que quem escolhe isso não é nem você nem a maioria – é a minoria “iluminada” e embebida de ódio. Tiranos têm raiva da própria incompetência e temem a democracia porque sabem que não conseguiriam se destacar não fosse pela força. Seu medo é gerado pelo ódio.
E o ódio nada mais é do que uma vontade de ter “licença para matar” ou destruir. O agente secreto da rainha inglesa tinha, mas seguia ordens.
Liberdade é um faroeste sem xerife.
É, no fundo, uma utopia. Não creio que tenha havido na história da humanidade alguém totalmente livre de amarras afetivas e sociais. Até os mais libertários revolucionários não estão a salvo de influências externas. Nesse sentido, a busca pela liberdade talvez se configure numa desesperada tentativa de fuga. Às vezes, uma fuga de si mesmo.
Como se pudéssemos enganar nossas dores, a liberdade é um querer intenso, que, quanto mais sofremos, mais queremos. É, por assim dizer, um desejo solitário (de desapego ao magnetismo do que está à sua volta), pois dá asas a todas as vontades individuais, sem observar as dos outros (tantas vezes conflitantes) arcando com o caos que isto pode gerar.
E, por mais saciado que este desejo nos pareça, sempre desejaremos mais liberdade. Este é o desejo de todos os desejos: desejar mais e mais. Porque, se não houver o que desejarmos, que graça tem o mundo? Apenas tédio e inércia.
Mas o problema é: o que desejar? Muitos não sabem nem querem saber. A prisão, não a física, mas a mental é cômoda. Libertar-se é perigosíssimo. E disto todo ser humano tem medo.
Eu tenho. É o novo ao seu alcance. É o mergulho no desconhecido. É a anarquia. “Graças a Deus”, diria Zélia Gatai, uma anarquista de carteirinha que passou a vida defendendo a democracia. E que lindo era o amor dela pelo nosso Amado.
Sim, é preciso amar para ser democrata, mas a liberdade plena, como utopia que é, conflita tanto com o amor como com o ódio.
Senão vejamos… O ódio, expresso em palavras ou atos, num regime (verdadeiramente) democrático, te levará à cadeia; num mundo livre (caso existisse) te levaria a ser morto. É a (falta de) lei da selva.
O amor num mundo livre? Só quando a humanidade for reinventada.
Sugestão? Ame numa democracia.
*Ana Helena Tavares é editora do site Quem tem medo da democracia? 

quinta-feira, 22 de março de 2012

A retirada dos crucifixos das paredes também é uma declaração, no caso, de liberdade.

"A retirada dos crucifixos das paredes também é uma declaração, no caso, de liberdade." 

Território livre

Luiz Fernando Verissimo

Imagine que você é o Galileu e está sendo processado pela Santa Inquisição por defender a ideia herética de que é a Terra que gira em torno do Sol, e não o contrário. Ao mesmo tempo, você está tendo problemas de família, filhos ilegítimos que infernizam a sua vida e dívidas que acabam levando você a outro tribunal, ao qual você comparece até com uma certa alegria. No tribunal civil, será você contra credores ou filhos ingratos, não você contra a Igreja e seus dogmas pétreos.

Você receberá uma multa ou uma reprimenda, ou talvez, com um bom advogado, até consiga derrotar seus acusadores, o que é impensável quando quem acusa é a Igreja. 

Se tiver que ser preso, será por pouco tempo, e a ameaça de ir para a fogueira nem será cogitada. No tribunal laico, pelo menos por um tempo, você estará livre do poder da Igreja. É com esta sensação de alívio, de estar num espaço neutro onde sua defesa será ouvida, e talvez até prevaleça, que você entra no tribunal. E então você vê um enorme crucifixo na parede atrás do juiz. Não adianta, suspiraria você, desanimado, se fosse Galileu. 

O poder dela está por toda parte. Por onde você andar, estará no território da Igreja. Por onde seu pensamento andar, estará sob escrutínio da Igreja. Não há espaços neutros. Um crucifixo na parede não é um objeto de decoração, é uma declaração. Na parede de espaços públicos de um país em que a separação de igreja e estado está explícita na Constituição, é uma desobediência, mitigada pelo hábito. Na parede dos espaços jurídicos deste País, onde a neutralidade, mesmo que não exista, deve ao menos ser presumida, é um contrassenso – como seria qualquer outro símbolo religioso pendurado. É inimaginável que um Galileu moderno se sinta acuado pela simples visão do símbolo cristão na parede atrás do juiz, mesmo porque a Igreja demorou, mas aceitou a teoria heliocêntrica de Copérnico e ninguém mais é queimado por heresia. Mas a questão não é esta, a questão é o nosso hipotético e escaldado Galileu poder encontrar, de preferência no Poder Judiciário, um território livre de qualquer religião, ou lembrança de religião.

Fala-se que a discussão sobre crucifixos em lugares públicos ameaça a liberdade de religião. É o contrário, o que no fundo se discute é como ser religioso sem impor sua religião aos outros, ou como preservar a liberdade de quem não acredita da prepotência religiosa. Com o crescimento político das igrejas neopentecostais, esta preocupação com a capacidade de discordar de valores atrasados impostos pelos religiosos a toda a sociedade, como nas questões do aborto e dos preservativos, tornou-se primordial. A retirada dos crucifixos das paredes também é uma declaração, no caso, de liberdade. 

Vi no Conteúdo Livre

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

“Prefiro a liberdade com perigos a uma escravidão tranquila”

“Prefiro a liberdade com perigos a uma escravidão tranquila”




Merece ser lida com atenção e cuidado a matéria com a filósofa Marilena Chauí, publicada ontem (9) no Sul21. Nela, Chauí reafirma a legitimidade e a necessidade do conflito político e que ele é o coração da democracia. Antes que os conservadores se assustem e proclamem que se tratam de afirmações subversivas, de um esquerdismo retrógrado, vale lembrar aqui que as afirmações de Chauí são muito semelhantes às escritas por Thomaz Jefferson, um dos “pais da pátria” estadunidense, redator da Declaração de Independência, segundo vice-presidente e terceiro presidente daquele país, um dos fundadores do Partido Democrata-Republicano (já extinto) e que, convenhamos, não é nenhum incendiário.



Nos Escritos Políticos, que reúnem a correspondência de Jefferson durante os anos de 1785 e 1788, o autor é claro quando afirma: “A meu ver, uma pequena rebelião, de quando em vez, é boa medida e tão necessária no mundo político como tempestades no mundo físico. Rebeliões mal sucedidas, de fato, geralmente criam usurpações dos direitos do povo que as produziu. A observação desta verdade deve fazer com que os governantes republicanos honesto amenizem as punições contras as rebeliões de sorte a não as desencorajar demais. É um remédio necessário à saúde saudável do governo” (Carta a James Madison, Paris, 30 de janeiro de 1787).
Referindo-se à Rebelião de Shays, em Massachusetts, que impediu a execução de hipotecas e de leilões pelos tribunais, Jefferson assim se referiu: “Tivemos 13 Estados independentes durante onze anos. Houve apenas uma rebelião. Isso vem a ser uma única rebelião em um século e meio para cada Estado. Que país existiu, antes, sem uma rebelião durante um século e meio? E que país poderá preservar a liberdade se seus governantes não forem advertidos, de tempos em tempos, de que o provo preserva o espírito de resistência? Deixemo-lo levantar-se em armas. O remédio está em esclarecê-los quanto aos fatos, perdoá-los e pacificá-los. Que significam poucas vidas perdidas em um século ou dois? Deve-se regar a arvore da liberdade, de quando em vez, com o sangue de patriotas e tiranos. É sua adubação natural” (Carta a William S. Smith, Paris, 13 de novembro de 1787) (grifos nossos).
Segundo Marilena Chauí, “o núcleo da sociedade brasileira é um grupo oligárquico que não admite contestação e que transforma o conflito na ideia de desordem, crise, perigo, de que é preciso um Estado forte”. Fica claro o quanto estamos atrasados.  Sem que se considere a democracia norte-americana a referência máxima das liberdades políticas e da participação popular, é forçoso, no entanto, constatar que ainda não superamos, passados já 189 desde nossa independência como Nação e 112 anos desde a instalação da República, o domínio oligárquico referido por Chauí.
Mais do que a “cordialidade” que nos caracteriza, precisamos reforçar a disposição de contestação de nosso povo. Mesmo que estejamos atravessando um período de predomínio de governos progressistas e que estão se esforçando por reduzir as desigualdades sociais e econômicas tão profundas existentes em nosso país, é preciso que nosso povo se convença que de que temos ainda uma longa e árdua caminhada a percorrer. Há muitas conquistas ainda a realizar, com a derrubada de barreiras de gênero, de etnia, de renda e de orientação sexual, para citar apenas alguns exemplos, e, também, com a eliminação das oligarquias que há séculos dominam nossa política.
Foi a truculência de nossas elites, por um lado, com sua disposição de eliminar as divergência e de impor a ordem a todo custo, e a incapacidade de se organizar e de resistir de nosso povo, por outro, que nos forçou, como país e como Nação, a nos submeter às vontades e ao domínios das minorias retrógradas que nos dominaram durante séculos e que teimam em nos dominar ainda hoje, a tolerar as ditadura que nos assolaram e a suportar desigualdades sociais extremas que nos envergonham.
Sem a rebeldia apregoada por Chauí e sem a irrupção dos conflitos próprios da democracia nunca construiremos uma nação de igualdade e de justiça. Os governos, quaisquer que sejam eles, mesmo que sejam democráticos e populares, precisam sempre ser incomodados pela possibilidade da contestação popular. Sejam bem vidas, pois, as manifestações dos jovens, dos trabalhadores, dos indígenas, dos homossexuais, das mulheres, dos negros e dos indignados, bem como as ocupações em Wall Street e das praças em todo o mundo e de quantos se levantem contra o consenso e as vontades majoritárias
Na mesma carta a Madison, citada acima, Jefferson afirma, em latim, que malo periculosam libertatem quam quietam servitutem, ou seja, que prefere a liberdade com perigos a uma escravidão tranquila. Façamos nossas suas palavras.

sábado, 23 de abril de 2011

O que fazer com o coelhinho da páscoa?


O que fazer com o coelhinho da páscoa?



Quando publiquei aquela brincadeira em que decretei a prisão de Papai Noel, o professor Gamil Foppel me mandou um e-mail concluindo com a insinuação: “o coelhinho da páscoa que se cuide”.
De fato, o coelhinho está para a Páscoa assim como Noel está para o Natal, ou seja, nada a ver!
Como sabemos, a Páscoa (Pessach) é uma das festas mais importantes do calendário judaico e está relacionada ao êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II. É a passagem da escravidão para a liberdade.
Para os cristãos, a Páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus Cristo, depois de crucificado. É também a passagem de Cristo da morte para a vida.
Assim, o sentido maior da Páscoa, seja para cristãos ou judeus, é a passagem, a liberdade...
Uma pesquisa no oráculo da modernidade – o Google – vai apontar inúmeras versões para a introdução do ovo de chocolate e do coelhinho na celebração da Páscoa, mas o certo é que transformou a Páscoa em festa do consumo parecida com o Natal.
Pois é, o problema agora é o seguinte: que fazer com o“coelhinho da páscoa”?
Mandar matar e comer o bichinho, embora não seja um animal em extinção, não combina com o espírito da Páscoa e com minha formação ecológica...
Mandar prender o bichinho também não combina com o sentido de liberdade da Páscoa e com minha formação libertária...
Talvez fosse melhor ignorar o coelhinho e lutarmos juntos pela libertação de todos os povos do mundo de todas as formas de opressão! Isto é a Páscoa!
Então, boa luta para todos, quer dizer, boa páscoa para todos!

domingo, 31 de outubro de 2010

O GRITO DA NAÇÃO, SERRA NÃO MAMÃE!

O GRITO DA NAÇÃO, SERRA NÃO MAMÃE!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A grande armação pró-Serra do Jornal Nacional

Eu fico estupefata com os veículos de comunicação que insistem em enganar o povo brasileiro. As fotos (clique nas fotos menores para ampliá-las ) abaixo desmontam a armação da Globo, veja a matéria.

A grande armação pró-Serra do Jornal Nacional
Da Revista NovaE

Toda a produção jornalística pode ser digitalizada. Tudo o que é publicado está à mercê de chatos que salvam, gravam, colecionam, digitalizam com plaquinhas de 120 reais. Como eu, que...
Fita mágica atinge John Fitzgerald Serra

Fita mágica atinge John Fitzgerald Serra (imagem TV Globo/Folha.com)

José Antonio Meira da Rocha. Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS (UFSM/CESNORS), campus de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, Brasil.

Toda a produção jornalística pode ser digitalizada. Tudo o que é publicado está à mercê de chatos que salvam, gravam, colecionam, digitalizam com plaquinhas de 120 reais. Como eu, que gosto de gravar TV na minha Pixelview PlayTV Pro.

Por isso, hoje, é inconcebível que a grande imprensa, sofrendo há muito com as mudanças provocadas pela digitalização, tente enganar seu digitalizado público com armações grotescas como esta aprontada pelo Jornal Nacional de 2010-10-22, com ajuda da Folha.com e do repórter Ítalo Nogueira.

Será que a velha mídia não se dá conta que qualquer pessoa pode gravar TV e passar quadro-a-quadro? E que, fazendo isto, a pessoa pode ver que não há nenhum rolo de fita crepe sendo atirado contra o candidato José Serra? Que o detalhe salientado em zoom numa extensa matéria de 7 minutos não passava de um artifact de compressão de vídeo sobreposto à cabeça de alguém ao fundo? Que não se vê no vídeo quadro-a-quadro nenhum objeto indo ou vindo à cabeça do candidato?

E a Globo ainda vai procurar a opinião de um “especialista” de reputação duvidosa

Tudo pode ser digitalizado, menos a credibilidade de um veículo jornalístico. E este único ativo que sobra à velha mídia, ela joga fora…

Veja a sequência abaixo e tente encontrar o rolo de fita voando em direção à cabeça do candidato.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ser feliz é o melhor remédio

Enquanto os "coisos" destilam ódio através de e-mails, nós seguimos felizes


Recebemos via e-mail


No dia 02 de Janeiro de 2011, um senhor idoso se aproxima do Palácio da Alvorada e, depois de atravessar a Praça dos Três Poderes, falou com o "Dragão da Independência" que montava guarda: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.

O soldado olhou para o homem e disse: Senhor, o Sr. Serra não é presidente e não mora aqui.

O homem disse: Está bem. E se foi.

No dia seguinte, o mesmo homem idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e falou com o mesmo Dragão: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.

O soldado novamente disse: Senhor, como lhe falei ontem, o Sr Serra não é presidente e nem mora aqui.

O homem agradeceu e novamente se foi.

Dia 04 de janeiro ele volta e se aproxima do Palácio Alvorada e falou com o mesmo guarda: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.

O soldado, compreensivelmente irritado, olhou para o homem e disse: Senhor, este é o terceiro dia seguido que o Senhor vem aqui e pede para falar com o Sr. Serra. Eu já lhe disse que ele não é presidente, nem mora aqui. O Senhor não entendeu?

O homem olha para o soldado e disse: Sim, eu compreendi perfeitamente, mas eu ADORO ouvir isso!

O soldado, em posição de sentido, prestou uma vigorosa continência e disse: Até amanhã, Senhor!!!

Essa é uma corrente que não pode ser quebrada. Por isso, mande pelo menos para 20 amigos, senão você receberá uma praga e ficará com Serra, FHC e seu bando por 8 anos. Não arrisque!


XÔ URUCUBACA!!!

domingo, 17 de outubro de 2010

Marina Silva tem lado, sim!

Algumas questões à dona Marina Silva.

- A senhora é independente de governos estaduais tucanos, exemplo Yeda Crusius, que se pautou pelo controle da mídia, pela criminalização dos movimentos sociais, ao movimento dos professores da rede pública estadual e aos movimentos de moradia?

- A senhora é independente do Ronaldo Caiado?

- A senhora é independente da Katia Abreu?

- A senhora é independente da UDR?

- A senhora é independente do projeto de privatização?

- A senhora é independente de governo anti-democrático?

- A senhora é independente de governo anti-popular?

- A senhora é independente do candidato que afirmou que no governo dele não terá o MST?

- A senhora é independente das "forças direitistas e fascistas do país"?

- Dona Marina como a senhora pode ser independente de todas as questões feitas acima?

A senhora tem lado, quando não se posiciona contrária ao projeto do candidato tucano e de seus apoiadores.

Seria hilário ver a senadora Kátia Abreu ministra da Agricultura ou do Meio Ambiente, né dona Marina?

Ah! A senhora é independente, né? Neutra.

"No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise. Dante Alighieri

sábado, 16 de outubro de 2010

Ator José de Abreu causa polêmica no Twitter com duras críticas a Serra

Esse blog participou da conversa e apóia as críticas do José de Abreu.


Redação Yahoo! Brasil

O ator José de Abreu causou furor no Twitter, nesta sexta-feira à noite, com uma participação explosiva na Twitcam. Ele defendeu publicamente seu voto em Dilma Rousseff (PT) e fez diversas críticas à candidatura do tucano José Serra, a quem chamou de “fascista”. A transmissão durou mais de duas horas (terminou às 23h29) e chegou a reunir mais de dez mil pessoas.

Em seu perfil no Twitter, José de Abreu se diz “por um governo voltado aos menos favorecidos, Dilma é Lula, Lula é Dilma.”

Logo no início da transmissão, José de Abreu se justificou dizendo que, pelo contrato que tem com a Globo, não pode aparecer na TV fazendo campanha política. “Mas eu não estou na TV, estou no Twitter.”

O ator ironizou a escolha do PSDB de apontar Serra, e não Aécio Neves, como o candidato à Presidência. “Se fosse o Aécio, teríamos um problema”, disse, dando a entender que a vitória de Dilma seria mais difícil. “Valeu a pena o Serra chorar no colo do Aécio e ficar com essa. Mas, realmente, historicamente seria mais interessante uma disputa entre Dilma e Aécio, Lula e Aécio... já o Serra... bom, como disse o Ciro Gomes, Serra na campanha é certeza de baixaria.”

José de Abreu, que tomava uma cerveja durante a transmissão, concentrou suas críticas no vice da chapa de Serra, o deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ). O ator disse que “Serra tem problema no pâncreas e, por isso, não come em público e toma água o tempo inteiro. Já imaginou se ele morre? Para morrer, basta estar vivo. E aí assume o Indio.”

Pouco antes ele já havia dito: “Esse Índio da Costa é um... vocês acham que o Brasil merece um vice-presidente como o Indio? É uma sacanagem do Serra com o DEM. A gente achava que era sacanagem do Rodrigo Maia com o Serra, mas na verdade foi sacanagem do Serra com o DEM (a escolha de Indio). E depois falam que vice não serve pra nada.”

José de Abreu definiu Indio da Costa como “surfista do Rio”. E afirmou que, quando Índio foi perguntado em entrevista se já usara drogas, “ele se calou, ficou quieto.”

Serra se disse a favor do aborto. “Imagina a menina pobre que engravida por um acidente ou por machismo do namorado que não quis usar camisinha”. Falou também sobre liberação das drogas. “É claro que liberar a maconha vai acabar com o tráfico. Aconteceu isso na Holanda. Aliás, não é liberar, é legalizar, é ter controle.”

O ator se irritou com comentários de jovens que o criticaram por suas opiniões. “Tenho 64 anos, cinco filhos e quatro netos. É incrível ver jovens tão reacionários, atrasados, e deve até fumar um baseadinho, fica aqui me criticando. Hipocrisia é fogo.”

Sobrou até para Soninha Francine, coordenadora da campanha de Serra na Internet. Ao ironizar um internauta que se identificou como surfista e eleitor de Serra, José de Abreu disse: “Deve estar com a cabeça cheia de maconha, que nem a Soninha.” Na sequência, emendou: “Não que não exista maconheiro eleitor do PT.”

Ele se divertiu com a sugestão de um internauta: “Não, eu não vou ser Ministro da Cultura. Não quero nenhum cargo público. Nenhum cargo público pagaria o que eu ganho da Globo.”

Perguntado sobre o que achou da eleição de Tiririca para deputado federal por São Paulo, José de Abreu respondeu: “Ele tem o direito de ser eleito. Ele já roubou? Ele já foi pego roubando? Ele é palhaço, eu também sou palhaço. E tem alguém mais palhaço que o Mão Santa (senador do Piauí)?” Em outro trecho, José de Abreu chamou o ex-presidente e ex-prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, de “palhaço.”

José de Abreu foi perguntado também sobre sua amizade com o ex-ministro José Dirceu. “Sou amigo do Dirceu mesmo, assumo, fui lá defender ele em Brasília.”

Sobre seu estilo despojado, José de Abreu disse: “Não estou surtado, não. Sou assim mesmo.” Ele exibiu o copo de cerveja que bebia. “Olhem só: esta é a primeira lata Budweiser que abri. Vejam, o copo está ainda apenas pela metade (...) As pessoas se incomodam com a minha cerveja. Que caretice!”

Ele se irritou diversas vezes com as críticas de internautas que se identificavam como eleitores de Serra e o repreendiam por seus comentários. “Vocês ignorantes, burros, tapados, preconceituosos, que usam a Igreja contra a Dilma, leiam os tuítes do pessoal da Dilma e tentem crescer como seres humanos.”

Sem críticas à Rede Globo
Em outro trecho, disse ser “do interesse da direita que o povo continue sem educação. Quem não tem educação vota na direita. Quem é evoluído, quem é inteligente, vota na esquerda. Você percebe isso pelos próprios tuítes aqui. O pessoal mais evoluído vota na Dilma. Quem é ignorante grita, não sabe argumentar.”

Incitado a criticar a cobertura jornalística da Rede Globo, José de Abreu respondeu: “Não vou falar mal da Globo nem pensar. Estou lá há 30 anos. A Globo é muito boa.”

Ele comentou que estará na próxima novela das 8, “Insensato Coração”, do Gilberto Braga. “A não ser que vocês liguem pra Globo reclamando que eu sou comunista FDP. Mas a Globo não vai fazer isso.”

Collor, Sarney e o Saulo de Passione
José de Abreu também comentou as alianças feitas por Dilma com políticos como José Sarney e Fernando Collor. Sobre o primeiro, explicou que foi uma aliança necessária para que o presidente Lula passasse a ter maioria no Senado e, assim, pudesse ter projetos aprovados. “Por que o José Sarney foi tão execrado? Porque está no poder há 50 anos. Foram dois meses de pancada no Sarney, mas cadê o resultado? O que aconteceu? Foram 45 anos de poder, dois meses de câncer, e agora passou. É um supermercado de escândalos e nenhum dá nada.”

Sobre Collor, foi mais duro: “Vocês acham que a Dilma na presidência vai dar guarida ao Collor? Nem me preocupo com o Collor.”

Ele elogiou a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) no Rio de Janeiro, uma das principais bandeiras levantadas pelo governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB) na área da segurança pública. Cabral é aliado de Dilma. “Estou sentindo uma grande diferença com essas UPPs. Acho uma boa.”

A atriz Fernanda Paes Leme perguntou sobre controle de mídia e José de Abreu respondeu: “Fê, controle da mídia não é censura, como estão falando por aí. Controle da mídia existe em todos os países desenvolvidos. Só em países atrasados não há regulamentação da mídia. Eu jamais seria a favor da censura de conteúdo. Regulamentação da mídia é outra coisa.”

Houve espaço também para perguntas bem-humoradas, como “Quem matou o Saulo em Passione?”, “O que você acha do Justin Bieber?” e “Quem é melhor para o Timão, Parreira ou Tite?”