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quarta-feira, 25 de julho de 2012

PROIFES indicará que professores votem à favor da Proposta do Governo

PROIFES, que representa 7 universidades, indicará que professores votem à favor da Proposta do Governo
O Conselho Deliberativo do PROIFES-Federação decidiu há pouco, por unanimidade, pela aceitação da nova proposta de reestruturação das carreiras dos professores de Universidades e Institutos Federais, apresentada ontem (25) a noite pelo governo.
O Conselho indicou aos sindicatos que façam amplas consultas de abrangência nacional durante os dias 27 de julho e 01 de agosto, e que os professores votem favoravelmente à nova proposta para assinatura de acordo. Se assim for decidido pelos docentes, a orientação é que a greve seja encerrada.
A categoria é uma das poucas que receberam sinalização por parte do governo para reajuste salarial e reestruturação da carreira. Segundo o Proifes, houve avanço no processo negocial com a aceitação de 15 pontos considerados inaceitáveis na proposta anterior. “Mostramos ao governo a importância de uma carreira atrativa para novos docentes e valorizada tanto para os que estão na ativa, quanto aos aposentados”, disse Eduardo Rolim, presidente da Federação.
Entre os pontos citados por Eduardo Rolim, estava a garantia de que nenhum professor recebesse um reajuste inferior a 25%. Para atender a demanda, o governo teve que ampliar os recursos de 3,92 para 4,2bilhões. Os Ministérios da Educação e do Planejamento retiraram os pontos que feriam a autonomia universitária, anteciparam para março o pagamento dos reajustes anuais, e retiram as barreiras para progressão no Magistério Superior e no Ensino Básico, Técnico, e Tecnológico.
A posição do Conselho Deliberativo para a aceitação da nova proposta também reflete uma preocupação com o prazo de até 31 de agosto para que o governo envie Projeto de Lei ao Congresso Nacional. Do contrário não haverá reajuste em 2013 e todos os avanços da negociação iniciada em setembro do ano passado sejam desconsiderados.
O veredicto sobre a aceitação ou rejeição da proposta do governo, por parte dos docentes, será apresentada no dia 1º de agosto, quarta feira, às 21h.
Mécia Menescal
Assessora de Comunicação
Proifes – Federação
(61) 9254-9269
Proifes

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ufa! Governo marca para amanhã reunião com professores grevistas

Ufa! Governo marca para amanhã reunião com professores grevistas

Agência Brasil

Brasília – O governo federal vai receber amanhã (13) os representantes das instituições federais de ensino. A categoria, que está em greve desde o dia 17 de maio, será recebida pelo secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça. O encontro está previsto para as 15h.

A reunião, inicialmente prevista para o dia 19 de junho, foi desmarcada pelo governo, que não havia definido nova data para o encontro. Segundo a presidenta da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), Marina Barbosa, a categoria exige que o governo federal assuma sua responsabilidade na educação. Mesmo com o ofício do agendamento em mãos, os sindicalistas se mostram “incrédulos” com uma possível solução.

“Do jeito que o governo tem se comportado, não dá para prever como será a conversa amanhã. Esperamos que eles [governo] apresentem de fato uma proposta concreta. A responsabilidade está nas mãos deles”, disse Marina.

A paralisação atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica. Os professores reivindicam reestruturação da carreira dos docentes e melhores condições de infraestrutura nas instituições.
De acordo com a presidenta da Andes, os professores pedem uma reestruturação simples em 13 níveis, com variação de 5% de valor. Atualmente, a progressão salarial é dividida em níveis e subníveis não muito claros, que tornam difícil a ascensão do profissional ao topo da carreira.

terça-feira, 10 de julho de 2012

No 11º CONCUT: Servidores federais condenam “enrolação, intransigência e descaso do governo”

No 11º CONCUT: Servidores federais condenam “enrolação, intransigência e descaso do governo”


CUT
 Luiz Carlos Leite e Carmem Lúcia Barbosa (SINTET-UFU) e Benedito Robson Monteiro (SINTUF),
Luiz Carlos Leite e Carmem Lúcia Barbosa (SINTET-UFU) e Benedito Robson Monteiro (SINTUF),
Após 58 infrutíferas reuniões com o governo federal, os servidores federais decidiram ir à greve. Iniciada há um mês, a paralisação vem se fortalecendo de Norte a Sul contra “a intransigência e o descaso”, denunciam delegados e delegadas sindicais presentes ao 11º Congresso Nacional da CUT.
Em jornal distribuído ao conjunto do plenário nesta terça-feira (10), a delegação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (SINTUFRJ) condenou “o infeliz pronunciamento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que teve a cara de pau de afirmar que se a presidenta Dilma autorizar aumento para os trabalhadores da educação o Estado quebra”.
Enquanto os problemas se avolumam, adverte Luiz Carlos Leite, coordenador de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior de Uberlândia (Sintet-UFU), o governo finge que não ouve. “É uma intransigência absurda, não aponta nada, não negocia nada, não há reposição. A última reunião com a presença do ministro Mercadante não saiu do lugar. É um descaso só, como se não existissem problemas e nem houvesse uma greve para exigir sua solução”, avalia.
“O fato é que não há diálogo. As mesas de negociação viraram mesas de enrolação, colocando a solução sempre para depois, como se o mar estivesse calmo, como se não tivéssemos de nos alimentar, de estudar, de nos qualificar”, denuncia Carmem Lúcia Barbosa, coordenadora de Formação Sindical do Sintet-UFU. Segundo a dirigente, a insatisfação crescente faz com que na Universidade Federal de Uberlândia, onde trabalham cerca de seis mil servidores técnico-administrativos, três mil docentes e 20 mil estudantes, a mobilização contra o arrocho seja total, pois isso afeta diretamente a qualidade do ensino e dos serviços prestados à população.
“O fato é que ficamos 2011 e 2012 sem nenhum reajuste, o que implica em arrocho dos salários. Estamos reivindicando algo que é nosso de direito. Se não conseguirmos colocar o reajuste na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) até o dia 31 de agosto, e o governo só tem até 31 de julho para enviar ao Congresso, também em 2013 não teremos nada. Portanto, ficaremos quatro anos sem ter sequer a reposição da inflação, o que representa um enorme arrocho e um imenso desgaste para a categoria”, acrescenta Luiz Carlos.

GOVERNO DESCUMPRE AGENDA
Em Cuiabá, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), descreve Benedito Robson Monteiro de Andrade, a situação é igualmente grave, com professores, estudantes e técnico-administrativos unidos e mobilizados “contra a falta de cumprimento das agendas por parte do governo”. “Na UFMT estão trabalhando apenas 30% dos trabalhadores que atuam nos serviços essenciais, como reza a lei”, explica.
Uma das principais bandeiras do movimento grevista, sublinha Robson, é a garantia da data-base, no dia 1º de Maio, e o piso de três salários mínimos. “Hoje o nosso piso é de apenas R$ 1.014. Defendemos um piso de R$ 1.800, a reposição das aposentadorias com as mesmas garantias dos ativos, pois há uma perda justamente quando a pessoa mais precisa”, disse.
É importante lembrar, alertou o delegado sindical de Mato Grosso, “que o governo cortou R$ 55 bilhões do Orçamento, desvalorizando os servidores e o serviço público para priorizar o pagamento de dívidas com os donos de bancos, com os especuladores”.

HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS: NÃO À PRIVATIZAÇÃO!
Outro ponto condenado por Robson é “o processo em curso de privatização dos hospitais universitários (HUs) com a formação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que é pública, mas de direito privado, para administrá-los”. Esta decisão, acrescenta Carmem Lúcia, “retira a autonomia universitária e compromete a unidade entre pesquisa, ensino e extensão”.
Assim, um hospital universitário como o de Uberlândia, que é referência para todo o Triângulo Mineiro, atendendo o sistema SUS e casos extremamente complexos e custosos, alerta Carmem, fica submetido a um regime privatista que compromete a qualidade e a amplitude do seu funcionamento. O mesmo ocorre no HU Júlio Muller em Cuiabá, denuncia Robson, que é referência para todo o Centro Oeste.
Como sintetiza o jornal do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, “o termômetro explodiu” com a ordem do governo dada às reitorias para que corte o ponto dos grevistas. Contra a ação repressiva, a categoria reforça a mobilização e convoca a sociedade a se somar na luta para “defender a autonomia universitária e barrar o autoritarismo”.

sábado, 30 de junho de 2012

MEC diz que problemas em matrículas do Sisu são pontuais


MEC diz que problemas em matrículas do Sisu são pontuais


Agência Brasil


Brasília – O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota negando que as matrículas dos aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) tenham sido interrompidas pela greve dos servidores das instituições federais. De acordo com o governo, foram registrados problemas apenas em algumas universidades e os prazos continuam mantidos.
De acordo com a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), o processo de matrícula em 48 universidades e institutos federais que participam do Sisu tinham sido interrompidos por decisão do comando de greve nacional. Entretanto, de acordo com o MEC, um balanço do primeiro dia de matrículas apontou problemas nas universidades federais do Ceará (UFC), Piauí (UFPI), do Recôncavo da Bahia (UFRB) e de alguns campi da Federal do Tocantins (UFT) e da Tecnológica do Paraná (UFTPR).
Segundo a nota divulgada pelo MEC, neste primeiro dia foi constatado “o esforço dos reitores para assegurar o direito dos estudantes em 21 universidades federais” que participam desta edição do Sisu. “O MEC faz o acompanhamento das matrículas, caso a caso, e orienta as universidades que enfrentam problemas mais agudos com o movimento grevista dos funcionários para que lancem mão do sistema de matrículas pela internet”, diz o texto.
O Sisu foi criado pelo MEC para unificar a oferta de vagas em universidades públicas, que são disputadas pelos estudantes a partir da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, 642 mil candidatos participaram da disputa de cerca de 30 mil vagas.
A matrícula dos aprovadas em primeira chamada começou hoje e terminar em 9 de julho. O MEC alerta que os estudantes deverão prestar atenção aos prazos. Após esse período está prevista uma segunda chamada para ser divulgada em 13 de julho.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Negocia, Dilma: Funcionários do Itamaraty aderem à greve dos servidores federais



Negocia, Dilma: Funcionários do Itamaraty aderem à greve dos servidores federais


Agência Brasil

Brasília – Os funcionários do Ministério de Relações Exteriores (MRE) também aderiram à greve dos servidores públicos federais, iniciada ontem (18). Segundo o Sinditamaraty, é a primeira vez que o pessoal do MRE entra em greve.
De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindisep-DF), aderiram à greve os funcionários dos ministérios da Justiça, da Saúde, do Desenvolvimento Agrário, do Trabalho e Emprego, da Previdência Social, da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Arquivo Nacional, além de professores de universidades federais e auditores fiscais da Receita Federal, que, segundo o sindicato da categoria, não pararam, mas decidiram fazer uma operação padrão.
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou que não tem um levantamento dos órgãos que estão com atividades paralisadas e que os dados sobre a greve são de responsabilidade de cada órgão. Na Receita Federal, a informação é que ninguém do órgão falará sobre o movimento dos auditores.

Os servidores públicos federais reclamam que não existe uma contraproposta do governo para as reivindicações da categoria enviadas ao governo em janeiro, entre as quais um reajuste de salários, que inclui no cálculo a inflação e a variação do Produto Interno Bruto (PIB), segundo informou José Milton Costa, da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

Os auditores fiscais estão usando duas formas de manifestação. Uma é uma operação padrão, que faz com que os servidores vejam “com lupa” cada produto que entra no país. A tática deles é atrasar a liberação de produtos e insumos destinados à produção. Os auditores ressaltam que ficam de fora da operação apenas os produtos perecíveis.

A outra forma dos auditores fiscais se manifestarem é por meio do que eles chamam de “crédito zero”. Ou seja, as informações sobre o recolhimento de impostos e multas, por exemplo, não serão transferidas para os computadores da Receita ficarão retidas nos equipamentos dos auditores, o que pode criar problemas para a contabilização da arrecadação.

A pauta dos auditores é extensa, mas eles pedem reajuste salarial de 30,18%, pois alegam que não recebem reajuste há mais de três anos, e a recomposição dos quadros de auditores fiscais, pois consideram que o quadro está defasado ante o aumento do comércio exterior brasileiro. Outro pedido é um adicional para os que trabalham em área de fronteira e em localidades inóspitas. O Sindifico reclama que o governo não deu retorno a nenhuma da reivindicações.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Macacos também entram em greve após injustiça

Macacos também entram em greve após injustiça

O homem não é o único animal capaz de se sentir injustiçado e até mesmo decidir entrar em greve. De acordo com estudos realizados pelo pesquisador holandês Frans de Waal, uma das maiores autoridades mundiais em relação ao comportamento de primatas, os macacos do gênero Cebus também se recusam a realizar tarefas caso percebam que tenham recebido um tratamento desigual.

Wikimedia Commons
Pertencem a esta subdivisão diversas espécies brasileiras de macacos-prego (foto à esquerda), comuns na Mata Atlântica brasileira.

“Comprovamos que se damos a um desses macacos-prego uma recompensa menor ao que demos  a outro após terem realizado ambos a mesma tarefa, o animal prejudicado se irrita e para de ajudar”, afirma o cientista ao jornal espanhol El Mundo. “Por essa razão, estou convencido de que esses macacos entendem perfeitamente quando são tratados de maneira injusta e podem rebelar-se contra a desigualdade de uma maneira comparável às greves dos humanos”.

O pesquisador se encontra na Espanha para participar de uma série de palestras justamente no mesmo dia em que o país enfrenta uma greve geral. Ela ocorre em protesto às medidas de austeridade e cortes públicos impostas pelo governo de Mariano Rajoy, além da tentativa de estabelecer uma dura reforma trabalhista.

"Quem sabe o que está se passando na Espanha e em outros países onde os cidadãos que se sentem indignados pelos privilégios de uma elite, com salários astronômicos em um contexto de grave crise econômica, seja comparável ao que sentem esses animais perante uma situação (propositalmente) injusta", questiona o cientista.

Calcula-se que mais de cinco milhões de pessoas paralisaram suas atividades. Manifestações ocuparam as ruas das principais cidades do país. O governo de Rajoy, que assumiu o poder em janeiro, não concorda com a paralisação e defende as reformas. Dezenas de manifestantes foram presos.

Reação lógica

Para chegar à conclusão de seu estudo sobre as reações dos animais frente à desigualdades, De Waal e sua equipe ensinaram a um grupo de  macacaos-prego a realizarem uma tarefa que consistia em recolhaer pedras e depositá-las nas mãos de um pesquisador. Em troca, eles recebiam um pepino como recompensa por seus “serviços”.

Até a mudança de filosofia, a “produtividade da empresa” ia de vento em popa. Enquanto todos os macacos recebiam o mesmo salário, em diferenças substanciais de tamanho entre os legumes repartidos aos trabalhadores, a paz social reinava: 90% dos animais cumpriam suas obrigações em menos de cinco segundos.


Wikimedia Commons

Espécies do macaco-prego são comuns na Mata Atlântica 

No entanto,os problemas começaram quando, de forma indiscriminada, os cientistas decidiram aumentar o soldo para apenas alguns de seus “funcionários”. Ante uma reação de surpresa dos macacos testemunhada pelo pesquisador, os mais afortunados passaram a receber uvas ao invés de pepinos, cada vez que traziam uma pedra. Para esses animais, a fruta, em razão de seu gosto doce e odor, tem um “valor” maior do que um pepino. 

A reação dos prejudicados foi semelhante a de qualquer humano em uma situação de desigualdade parecida: perder a motivação e passar a desobedecer os pesquisadores (que cumpriam o papel dos patrões). Pouco depois, o conflito laboral foi instaurado e os macacos se negaram a continuar trabalhando.

Para De Waal, esse comportamento demonstra neles a existência de uma “aversão à desigualdade”, que os leva a reagir com certa hostilidade se algum membro do grupo recebe uma recompensa maior pela mesma tarefa dos demais.



De Waal é autor de livros como “Nosso símio interior” e “A política dos chimpanzés”. Dirige o laboratório Yerkes de Investigações sobre Primatas em Atlanta, nos EUA, e ensina comportamento primata na Emory University, na mesma cidade.


No OperaMundi

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Trabalhadores/as em educação suspendem a greve e voltam às salas de aula nesta quinta-feira (29/09)


Trabalhadores/as em educação suspendem a greve e voltam às salas de aula nesta quinta-feira (29/09)

Sindute
Trabalhadores/as em educação suspendem a greve e voltam às salas de aula nesta quinta-feira (29/09) - Estado de greve continua
Após 112 dias de greve e 197 horas de greve de fome (dos trabalhadores/as Marilda de Abreu Araújo e Abdon Geraldo Guimarães), chega ao fim uma greve histórica em Minas Gerais. A suspensão da greve foi possível a partir de um processo de negociação com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais e com o governo, por meio do Secretário de Governo, Danilo de Castro. O Governo reconheceu, finalmente, que não paga o Piso Salarial Profissional Nacional na carreira. Foi assinado o Termo de Compromisso.

Os trabalhadores em educação, em greve desde 08 de junho, retornam às atividades escolares amanhã, 29 de setembro. A categoria conseguiu: o reconhecimento do Piso Salarial na carreira da educação, e não apenas para professor; a suspensão das demissões anunciadas pela Secretaria Estadual de Educação; a suspensão da tramitação do projeto de lei 2.355; a formação de uma comissão formada por representantes do Sind-UTE/MG, do Governo e da ALMG.

“O Piso Salarial na carreira significa aplicá-lo na tabela de vencimento básico considerando os percentuais existentes (22% entre os níveis e 3% entre os graus). O reposicionamento da categoria nesta tabela será objeto de definição da comissão e terá impacto financeiro entre 2012 e 2015”, explica a coordendora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueria.
Ela também informa que o processo para pagamento e a anistia dos dias paralisados serão feitos junto ao Legislativo Estadual. Vale dizer que a comissão inicia os trabalhos nesta quinta-feira, dia 29/09, em horário e local a serem definidos.
 
A direção do Sindicato orienta toda a categoria a aguardar a definição do calendário de reposição e do pagamento dos dias parados, assuntos que constam da pauta da reunião de amanhã.
 
Reunião no STF
Vale ressaltar que hoje, o Sind-UTE/MG tem reunião marcada a partir das 13 horas, em Brasília, com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia. A proposta é pedir a ela que reveja sua decisão, publicada nessa segunda-feira (26/9), na qual ela nega recurso do Sindicato que pedia a suspensão da decisão do desembargador Roney de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que determinava a suspensão do movimento. “É fundamental que a ministra repense sobre sua decisão, porque é importante garantir o direito de greve do trabalhador/a”, defende Beatriz Cerqueira.
O Comando de Greve se reúne no dia 08 de outubro para avaliar o movimento e o andamento dos trabalhos desta comissão.


Crédito Taís Ferreira