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sábado, 30 de junho de 2012

MEC diz que problemas em matrículas do Sisu são pontuais


MEC diz que problemas em matrículas do Sisu são pontuais


Agência Brasil


Brasília – O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota negando que as matrículas dos aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) tenham sido interrompidas pela greve dos servidores das instituições federais. De acordo com o governo, foram registrados problemas apenas em algumas universidades e os prazos continuam mantidos.
De acordo com a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), o processo de matrícula em 48 universidades e institutos federais que participam do Sisu tinham sido interrompidos por decisão do comando de greve nacional. Entretanto, de acordo com o MEC, um balanço do primeiro dia de matrículas apontou problemas nas universidades federais do Ceará (UFC), Piauí (UFPI), do Recôncavo da Bahia (UFRB) e de alguns campi da Federal do Tocantins (UFT) e da Tecnológica do Paraná (UFTPR).
Segundo a nota divulgada pelo MEC, neste primeiro dia foi constatado “o esforço dos reitores para assegurar o direito dos estudantes em 21 universidades federais” que participam desta edição do Sisu. “O MEC faz o acompanhamento das matrículas, caso a caso, e orienta as universidades que enfrentam problemas mais agudos com o movimento grevista dos funcionários para que lancem mão do sistema de matrículas pela internet”, diz o texto.
O Sisu foi criado pelo MEC para unificar a oferta de vagas em universidades públicas, que são disputadas pelos estudantes a partir da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, 642 mil candidatos participaram da disputa de cerca de 30 mil vagas.
A matrícula dos aprovadas em primeira chamada começou hoje e terminar em 9 de julho. O MEC alerta que os estudantes deverão prestar atenção aos prazos. Após esse período está prevista uma segunda chamada para ser divulgada em 13 de julho.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Unesco: é dever do MEC criar política contra homofobia na escola

Unesco: é dever do MEC criar política contra homofobia na escola


Angela Chagas Direto de Porto Alegre 

Nesta quinta-feira, dia que marca a luta mundial de combate à homofobia, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) faz um alerta para a necessidade de combater o preconceito contra homossexuais nas escolas. Em entrevista exclusiva ao Terra, a oficial de educação preventiva da Unesco no Brasil, Rebeca Ontero, disse esperar que as orientações da entidade sobre o tema sejam levadas em conta pelo governo brasileiro, já que a homofobia é um problema crescente nas instituições de ensino do País. 


"É dever do Ministério da Educação, e também de outros órgãos do governo, providenciar estratégias para a redução do bullying homofóbico nas escolas. O professor, há anos, demonstra que não está preparado para lidar com a questão da diversidade sexual, e os materiais pedagógicos têm um importante papel para mudar esse quadro", afirmou ao defender o kit do programa Escola sem Homofobia, vetado pela presidente Dilma em maio do ano passado. O material seria distribuído a alunos de 6 mil escolas públicas do País, mas foi suspenso após pressão da bancada religiosa do Congresso Nacional. 

"O kit que nós avaliamos do programa Escola sem Homofobia é muito bom porque trabalha a questão de forma adequada, com respeito. O mais interessante no material é que envolvia a formação de professores, que hoje infelizmente ainda não sabem lidar com a homofobia", disse. Sobre o veto da presidente Dilma ao material, Ontero afirmou que questões políticas predominaram. "Não devemos mais entrar no mérito dessa discussão. Precisamos agora propor novas iniciativas, com embasamento científico que comprovem a importância das ações". 

Segundo ela, enquanto países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra já desenvolveram diversos estudos sobre os impactos da homofobia no aprendizado, isso ainda é pouco incentivado no Brasil. "Toda política pública tem favoráveis e contrários, mas quando ela está ancorada em uma base científica evita que seja questionada. No caso do kit, o veto ocorreu por motivos políticos, não se discutiram dados, não se levou em conta que a homofobia é um problema presente em todas as escolas e que a gente precisa enfrentar", disse. 

Ontero ainda criticou a influência da religião na discussão sobre a política educacional no Brasil. "A questão religiosa também tem um peso grande na contrariedade a esse trabalho de combate à homofobia. Acreditamos que todas as crenças devem ser respeitadas, mas as instituições de ensino não podem refletir as questões religiosas, vivemos em país laico, que deve respeitar a diversidade". 

Impactos do bullying homofóbico 

A Unesco lançou nesta quarta-feira, na França, um guia de orientação sobre a homofobia elaborado a partir de uma consulta pública envolvendo 25 países, realizada no Rio de Janeiro no final de 2011. Durante o evento, especialistas apresentaram os problemas e as práticas adotadas em suas nações para o enfrentamento do bullying. "Os resultados dessa pesquisa foram reunidos e estão sendo divulgados pela Unesco, primeiramente em inglês e francês. Até o final de maio, isso será traduzido para o português", afirmou Rebeca Ontero. 

Segundo ela, a Unesco optou por trabalhar com o bullying homofóbico por ser a prática que mais danos causa à formação de crianças e adolescentes. "Os pais e professores pensam que o bullying é algo natural dessa fase. Silenciam quando os problemas aparecem porque são despreparados para lidar com isso. Mas, na maioria das vezes, o impacto psicológico para os estudantes é inevitável", disse. 

Ontero explicou ainda que a homofobia tem relação direta no aprendizado, já que a maioria das vítimas acaba abandonando a escola. "Eles acabam se dedicando menos ao estudo, faltam às aulas. Às vezes as agressões levam à depressão e até ao suicídio", afirmou ao destacar que muitos acabam se afastando do convívio social e se tornando mais vulneráveis às drogas. "O problema existe e precisamos ter coragem para enfrentá-lo", completou a representante da Unesco ao citar dados que apontam que 40% dos gays no Brasil afirmam já terem sofrido agressão física na escola.



No Portal Vivo

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

MEC vai recorrer de decisão que permite matrícula de crianças menores de 6 anos no ensino fundamental

Até hoje não entendo o por quê pais/mães querem que seus filhos sejam "adiantados" na escola.
Será que pensam que isso vai fazer com que seus filhos se tornem "superdotados"?
Não entendem que quando  entram no ensino fundamental eles terão que ter responsabilidades?


Deixem as crianças brincar, por favor.


MEC vai recorrer de decisão que permite matrícula de crianças menores de 6 anos no ensino fundamental



Brasília - O Ministério da Educação (MEC) vai recorrer da decisão da Justiça Federal que suspendeu uma resolução que impedia a matrícula de crianças menores de 6 anos no ensino fundamental. Pela regra, estabelecida em 2010 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado à pasta, o aluno precisa ter 6 anos completos até 31 de março do ano letivo para ser matriculado no 1° ano do ensino fundamental – caso contrário deverá permanecer na educação infantil.
Segundo o CNE, o objetivo da medida é organizar o ingresso dos alunos no ensino fundamental, já que até então cada rede de ensino fixava uma regra diferente. “ Nós queremos preservar a normalidade dos sistemas de ensino para que eles possam começar o ano letivo de letivo de 2012 organizadamente”, defendeu a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. As resoluções do CNE não têm força de lei, mas servem de orientação geral para os sistemas públicos e privados de ensino.
De acordo com Pilar, 80% das redes públicas de ensino já respeitam o prazo de 31 de março. A pressão para que crianças menores de 6 anos sejam matrículas no 1° ano do ensino fundamental vem dos estabelecimentos privados. O MEC e o CNE argumentam que a criança pode ser prejudicada se ingressar precocemente no ensino fundamental. A consultoria do MEC deverá se reunir com membros do CNE no início da próxima semana para elaborar o recurso.
“A gente tem que tomar muito cuidado para que essa matrícula não vire uma disputa de mercado. E mais do que isso, que ela impeça a criança de viver plenamente a infância porque irá submetê-la às exigências do ensino fundamental como o rendimento”, disse Pilar.
A professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Stella Bortoni, disse que a ansiedade das famílias é a principal motivação para que a regra fosse contestada judicialmente. Segundo ela,  muitos pais temem que seus filhos fiquem atrasados. “Essa definição de uma idade para o início do ensino fundamental não é exclusividade do Brasil, outros sistemas de ensino como o francês também utilizam. Os estudos da psicologia do desenvolvimento mostram que nessa idade [aos 6 anos] a criança atingiu uma maturidade cognitiva e motora que permitirá que ela se empenhe nas tarefas que levarão à alfabetização”.
Em sua decisão, o juiz Cláudio Kitner defendeu que a competência de cada criança precisa ser avaliada individualmente e a aptidão para o ingresso não pode ser baseada apenas no critério cronológico. Segundo ele, permitir a matrícula a uma criança que completa 6 anos em 31 de março e negar a outra que faz aniversário um mês depois fere o princípio da isonomia.
Segundo Pilar, a escola pode avaliar casos específicos de crianças que já leiam, escrevam e tenham a maturidade necessária para ingressar no ensino fundamental aos 5 anos, mas acredita que esse alunos são exceções. “Em uma rede que tem 52 milhões de alunos como a do Brasil, o CNE não pode legislar para a exceção. Nós trabalhamos com a regra. Saber ler e escrever não são as únicas habilidades necessárias que ela precisa ter. Um aluno de 5 anos pode escrever, mas não saber amarrar o sapato, ir ao banheiro sozinha, isso é parte do desenvolvimento de maturação”.
Para Stella, crianças menores de 6 anos devem ser matriculadas na educação infantil, mas lembra que essa oferta nem sempre está garantida pelo sistema público com as condições de qualidade necessárias. “Os pais acham que a criança vai perder tempo [se não ingressar no ensino fundamental], mas se ela estiver em uma pré-escola de qualidade terá um acompanhamento visando ao seu desenvolvimento cognitivo que só vai ajudá-la no momento em que ela iniciar a alfabetização. Mas para isso é preciso que toda criança tenha oportunidade de ter um bom acompanhamento a partir dos 4 anos”.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Transexuais e travestis terão direito de usar nome social em órgãos do MEC

Transexuais e travestis terão direito de usar nome social em órgãos do MEC


Acapa
Transexuais e travestis terão direito de usar nome social em órgãos do MEC
Foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União uma portaria do Ministério da Educação que garante aos servidores públicos transexuais e travestis o direito de usarem o nome social em procedimentos oficiais da pasta.

A portaria inclui servidores públicos diretamente ligados ao MEC e aos que trabalham nas autarquias atreladas ao ministério, como o Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais (Inep), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), além de universidades, institutos e escolas federais.

A medida poderá ser utilizada em identificação no crachá, endereço de email, lista de ramais, cadastros pessoais e no sistema de comunicação interna. No caso do crachá, o nome social será impresso na frente e o civil no verso.

A decisão prevê 90 dias para que o nome social passe a ser usado em todas as situações previstas.