Mostrando postagens com marcador papa Bento XVI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador papa Bento XVI. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de maio de 2012

Publicação de cartas secretas do Papa gera escândalo

Publicação de cartas secretas do Papa gera escândalo

Na Carta Capital



Um resumo do livro foi publicado nesta sexta-feira pelo jornal Il Corriere della Sera ©AFP / Vincenzo Pinto
ROMA (AFP) – A publicação de uma série de cartas confidenciais do papa Bento XVI sobre temas quentes, como as intrigas do Vaticano e os escândalos sexuais do padre mexicano Marcial Maciel, provocou desconforto na Itália diante de um vazamento de informações sem precedentes.
Um resumo do livro, que estará a venda no sábado em toda a Itália com o título Sua Santidade, cartas secretas do Papa, escrito por Gianluigi Nuzzi, autor do best-seller Vaticano SA, sobre as finanças da Santa Sé, foi publicado nesta sexta-feira pelo jornal Il Corriere della Sera.
Baseado em cartas confidenciais destinadas ao papa Bento XVI e ao seu secretário pessoal, Gerog Gaenswein, o livro descreve manobras e confabulações dentro do Vaticano e inclui relatórios internos enviados para o Papa sobre políticos italianos como Silvio Berlusconi e o presidente da República Giorgio Napolitano.
Também relata os confrontos com a chanceler alemã Angela Merkel sobre aqueles que negam o Holocausto, e as confissões do secretário do fundador da Congregação Mexicana Legionários de Cristo, Marcial Maciel, acusado de abusar de crianças e de ter uma vida dupla com duas mulheres e filhos.
Nuzzi teve acesso, possivelmente através de funcionários da Secretaria de Estado, a centenas de documentos, incluindo alguns que levam o selo “Reservado”, que foram elaborados pelo mesmo secretariado.
Este é o maior vazamento de documentos na história recente do Vaticano, que até agora não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Entre as informações vazadas, figuram diretrizes específicas para tratar de questões com o Estado italiano por ocasião da visita presidencial em 2009.
“Devemos evitar qualquer equivalência entre a família fundada sobre o matrimônio e outros tipos de uniões”, diz o texto.
De acordo com trechos publicados pelo Il Corriere della Sera no suplemento especial Sette, o secretário do papa recebeu por fax
Marcial Maciel foi acusado de abusar de crianças e de ter uma vida dupla com duas esposas e filhos ©AFP / Omar Torrestodos
todos os detalhes do chamado “escândalo Boffo”, a operação para desacreditar o editor do Avvenire, jornal da Conferência Episcopal italiana, mediante acusações falsas de assédio homossexual e homossexualidade contra o jornalista Dino Boffo.
Tais cartas resumem o clima recente de guerra ocultada pelo poder dentro do governo central do Vaticano, a influente Cúria Romana, que minou a credibilidade da Igreja.
O nome do atual secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone, mão direita do Papa e número dois da Santa Sé, está presente em muitos dos documentos e é afetado de forma negativa, sendo possível que o livro seja uma operação midiática para atacá-lo.
O jornal italiano Libero também publicou comentários sobre o livro. Nuzzi chegou a comentar sobre o difícil ano vivido com os “corvos” do Vaticano, que lhe passaram os documentos entre “silêncios, longas esperas e precauções maníacas”.
O jornalista confessou que não manteve mais contato com este “grupo informal” de informantes desde que o Papa nomeou uma comissão de inquérito, em março passado, para investigar os vazamentos, conhecidos como “Vatileaks”.

sábado, 20 de agosto de 2011

Depois de protestos, Papa defende celibato e pede firmeza ante as pessoas que excluem Deus

Depois de protestos, Papa defende celibato e pede firmeza ante as pessoas que excluem Deus


O Papa Bento XVI pediu neste sábado (20) a centenas de seminaristas que “não se deixem intimidar diante de um ambiente que pretende excluir Deus” e voltou a defender o celibato para os sacerdotes, durante una missa na catedral de Almudena de Madri.

“Não se deixem intimidar por um ambiente no qual se pretende excluir Deus e no qual o poder e o prazer são os principais critérios que regem a existência”, afirmou o Papa durante sua homilia ante 6.000 seminaristas.

O Papa, que chegou à catedral de Almudena depois de realizar a confissão de quatro peregrinos participantes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), aproveitou sua homilia ante os seminaristas para voltar a defender o celibato.

Protesto contra o Papa

Nesta sexta-feira (19), milhares de manifestantes voltaram a protestar no centro de Madri, fortemente vigiados pela polícia, contra a visita do Papa à capital espanhola, pouco depois da Via Crúcis liderada por Bento XVI a poucos metros do local do protesto.

Os manifestantes eram em sua maioria ligados ao movimento dos “indignados”, nascido na Espanha em maio e tentavam chegar pelas ruas adjacentes ao local da procissão. No local esperavam muitos fiéis católicos, mas a polícia não deixou os manifestantes passarem.

Na quarta-feira, durante o primeiro protesto contra esta viagem do Papa, 4 mil pessoas participaram de ato convocado por associações laicas e de esquerda. O protesto registrou confrontos verbais entre “indignados” e os fiéis católicos, separados a todo momento pela polícia.

Informações da Agencia Francepress e do G1



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quem ainda ouve o que diz Bento 16?

Sobre as declarações do Papa para que bispos brasileiros recomendassem aos brasileiros que não votassem em candidatos favoráveis ao aborto, Lula disse :" O Papa fala a mesma coisa há 2.000 anos"
A maioria dos eleitores brasileiros não deu muita importância à essa declaração de S.S. e, segundo Ricardo Kotscho, parece que não há muita gente no mundo interessada nas opiniões do Papa, sobre questões que envolvam suas vidas pessoais.
Ou seja, como diz o ditado, a Deus o que é Deus e à Cezar o que de Cezar.A Igreja que cuide bem da espiritualidade dos católicos e que deixe seus corpos em paz.





do balaio do Kotscho


Com todo respeito aos fiéis seguidores da Igreja Católica Apostólica Romana, entre os quais me incluo, mas não dá para ficar calado diante das últimas manifestações do papa Bento 16 sobre o que podemos ou não fazer nas nossas vidas. No meio do bestialógico publicado ou levado ao ar neste final de semana sobre as declarações dadas num livro-entrevista, como se alguém ainda estivesse interessado em ouvir o que pensa e diz este papa, salva-se a carta do leitor Renato Khair, publicada na Folha desta segunda-feira:

“Se o papa Bento 16 e a Igreja Católica são a favor ou contra o uso da camisinha (ou do aborto ou da união entre pessoas do mesmo sexo) é absolutamente irrelevante e não deveria fazer a menor diferença”.

É o mesmo que penso a respeito deste assunto, como se a palavra do papa continuasse sendo lei a ser obedecida cegamente por todos os católicos. Seus novos “mandamentos” sobre o uso da camisinha são de tal forma fora de tempo e de lugar, de propósito e de sentido, que o sumo pontífice mereceria uma advertência dos editorialistas do Estadão, como já aconteceu em outros tempos, quando a Igreja Católica defendia os perseguidos pelo regime militar.

Qual o efeito prático de tanto barulho em torno da manifestação papal sobre o uso de camisinhas? Vai mudar alguma coisa? Já posso imaginar os sindicatos de prostitutas em todo o mundo convocando assembléias extraordinárias. Gigolôs em polvorosa. Farmácias e camelôs providenciando reforço nos estoques de preservativos e indústrias comprando novos equipamentos para aumentar a produção.

Depois da sua extemporânea e infeliz intromissão na recente eleição presidencial brasileira, em que ressuscitou a questão do aborto, já estaria na hora de alguém mais próximo ao papa recomendar-lhe um bom repouso, antes de voltar a se manifestar sobre o uso de preservativos por prostitutas, o que obrigou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, a sair dos seus cuidados e vir a público no final de semana para “explicar” o que Bento 16 queria mesmo dizer.

“No raciocínio do papa, está claro que não se trata de uma mudança revolucionária”, mas de uma “visão compreensiva”, para levar uma humanidade “culturalmente muito pobre rumo a um exercício mais humano da sexualidade”, disse Lombardi, em nota distribuída pelo Vaticano. Ah, bom…

Sempre me pergunto o que padres, bispos e papas entendem deste assunto, já que estão condenados ao celibato eterno, a ponto de dar lições de moral a nós pecadores, ainda mais depois das reiteradas denúncias da prática de pedofilia envolvendo religiosos que agora vêm a público. Não seria mais razoável cuidar primeiro do seu próprio quintal?

No livro-entrevista publicado pelo jornalista alemão Peter Seewald, o papa disse que não ficou “totalmente surpreso” com os escândalos dos padres pedófilos, mas que a repercussão do caso provocou-lhe “um choque enorme”.

Menos mal que Bento 16, nesta mesma entrevista, tenha questionado a infabilidade papal _ “já que um pontífice também erra” _ como ele mesmo tem feito questão de provar desde que assumiu o trono de Pedro.

“Obviamente, o papa pode se equivocar. Ser papa não significa se considerar um soberano cheio de glória, mas alguém que dá testemunho do Cristo crucificado”, afirmou ainda o papa alemão. Aos 83 anos, ele admite que “as forças vão diminuindo”, o que sugere aplicar a ele o mesmo ”silêncio obsequioso” que recomendou ao frade franciscano Leonardo Boff, meu bom e velho amigo, antes de expulsá-lo da igreja.

Diante da contínua perda de fiéis para outras denominações religiosas, seria de bom senso recomendar ao chefe da Igreja Católica, que disse não pensar em renúncia, para ocupar seu tempo mais com o seu público interno para saber o que acontece nas sacristias e menos em dar lições de moral ao rebanho.

Como bem diz o leitor Renato Khair:

“É realmente espantoso que, em pleno século 21, milhões de pessoas ainda abram mão da sua liberdade de escolha, de sua racionalidade, de suas convicções íntimas e aceitem que alguma suposta autoridade (papa, igreja, presidente, general) lhes diga o que é certo ou errado e como devem viver as suas próprias vidas”

domingo, 7 de novembro de 2010

Bento XVI é recebido por beijo gay coletivo

Do Portal Terra

Bento XVI é recebido por beijo gay coletivo em Barcelona



Casais homossexuais se beijam em protesto, enquanto Bento XVI passa de papamóvel por ruas de Barcelona. Foto: AFP

Casais homossexuais se beijam em protesto, enquanto Bento XVI passa de papamóvel por ruas de Barcelona
Foto: AFP

Ao menos 100 ativistas gays e lésbicas se beijaram na passagem do papamóvel de Bento XVI pela praça da Catedral de Barcelona, quando o religioso seguia para o templo da Sagrada Família neste domingo na visita à Espanha.

Gays e lésbicas se colocaram em uma região da praça da Catedral que estava lotada de fiéis, que cantavam e davam vivas ao papa na saída do palácio episcopal onde ele passou a noite, depois de chegar de Santiago de Compostela, primeira etapa da viagem.

Jordi Petit, dirigente histórico do movimento homossexual da Catalunha, reclamou que há anos "a hierarquia eclesiástica ataca os direitos básicos humanos", como sua insistência em proibir o uso de preservativos.

Petit especificou que esta crítica é dirigida à cúpula da Igreja Católica, e não "aos cristãos de base que fazem um bom trabalho", e se pronunciou a favor de um estado laico em que "a política vá para um lado e a religião seja algo pessoal".

Os gays e lésbicas gritaram em coro palavras ao Papa, chamando-o de "pederasta" e frases como a "Igreja que ilumina é a que arde". Em contrapartida, jovens cristãos saíram em defesa, dizendo "aqui está a juventude do Papa".