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terça-feira, 16 de abril de 2013

Horror: Policiais gritavam: "Deus cria, a Rota mata", diz sobrevivente do Carandiru

Horror: Policiais gritavam: "Deus cria, a Rota mata", diz sobrevivente do Carandiru

Primeira etapa do julgamento do Carandiru começou nesta segunda-feira no Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste) Foto: Fernando Borges / Terra
Primeira etapa do julgamento do Carandiru começou nesta segunda-feira no Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste)
Foto: Fernando Borges / Terra

No primeiro dia de julgamento de 26 policiais envolvidos no caso que ficou conhecido como massacre do Carandiru, o ex-detento Marco Antonio de Moura afirmou à Justiça que tem fresco na memória o que ocorreu no dia 2 de outubro de 1992 na Casa de Detenção de São Paulo. Na ocasião, 111 presos foram mortos após uma briga entre criminosos e a invasão da Polícia Militar ao pavilhão 9, local em que estavam mais de 2 mil presos naquela tarde.
"Passaram 21 anos. Para mim foi como se fosse ontem", disse ele, que levou um tiro no pé na ocasião. De acordo com o sobrevivente, os policiais já entraram no presídio atirando contra os presos. "Quando deixamos o pavilhão, para ir para o pátio, eles gritavam: 'Deus cria, a Rota mata. Viva o choque'".
Moura estava no segundo pavimento do pavilhão 9, onde o processo relata que 15 detentos morreram. Por conta dessas mortes, 26 policiais são julgados no Fórum da Barra Funda a partir desta segunda-feira. O júri popular deve se estender pelo menos até o início da próxima semana - seis homens e uma mulher compõem o conselho de sentença, que decidirá o destino dos réus.
O ex-detento afirma que não se tratava de uma rebelião e que a intervenção da polícia era desnecessária. "Não era rebelião. Era um acerto de contas entre bandidos", afirmou.
O sobrevivente afirma que, ao perceber que a Polícia Militar iria invadir o local, previu o pior. "Nós vamos apanhar demais. É deles fazer corredor polonês e bater em você.", contou. Ele nega que os detentos tenham tentado enfrentar os policiais. "Não tem como enfrentar policial armado até o dente. Quem tinha faca entregou. Ao perceber os disparos nas galerias do presídio, ele disse que a situação era mais séria do que ele pensava. "Foram muitos tiros, não era comum".
Moura, que foi preso por roubo (simulando estar armado) e respondeu por uma tentativa de homicídio (que foi arquivada por falta de provas), conta como levou o tiro no pé. "Havia umas 30 pessoas dentro da minha cela. Na correria, começou a entrar um monte de gente. Em um determinado momento, o policial pôs a cara no guichê (espécie de janelinha na porta da cela) e foi muito disparo", disse ele. Entre as rajadas de metralhadoras em seu andar, ele disse que o que mais ouvia eram gritos de "pelo amor de Deus".
Perguntado pelo juiz se reconheceria algum policial que participou da operação, ele foi direto. "Não tenho vontade de olhar para a cara de nenhum deles. Só lembro que tinha um de olho azul". O detento disse ainda se recordar que tiros foram disparados por policiais que estavam sobre um helicóptero, que sobrevoava o pavilhão. "Eu dei sorte. Eu ia subir no telhado. Mas se tivesse subido, teria morrido".
Preso inicialmente em 1988, ele deixou o sistema carcerário em 1994 e, segundo ele, desde então trabalha com "carteira assinada" e não teve mais nenhum problema com a Justiça. É casado e tem três filhos. Moura foi a segunda testemunha de acusação a depor no primeiro julgamento dos policiais acusados de homicídio - os demais júris ocorrerão ainda em 2013, já que o caso foi desmembrado devido ao grande número de réus. Ao todo, 23 testemunhas foram convocadas para depor pela defesa e pelo Ministério Público.
20 anos do massacre do Carandiru
Em 2 de outubro de 1992 uma briga entre presos da Casa de Detenção de São Paulo - o Carandiru - deu início a um tumulto no Pavilhão 9, que culminou com a invasão da Polícia Militar e a morte de 111 detentos. Conheça os detalhes do episódio, que ficou conhecido como "massacre do Carandiru".
Julgamento
Passados 20 anos do episódio que terminou com 111 presos mortos no Pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo, em outubro de 1992, 26 policiais militares serão julgados pelo caso que ficou conhecido como Massacre do Carandiru.
Pelo menos 79 PMs acusados de envolvimento nas mortes aguardam julgamento. O único que recebeu a sentença foi o coronel da Polícia Militar Ubiratan Guimarães, que coordenava a operação no dia do massacre, mas teve sua pena de 632 anos de prisão anulada em 2006, sete meses antes de ser assassinado.
Em 2 de outubro de 1992, uma briga entre presos da Casa de Detenção de São Paulo - o Carandiru - deu início a um tumulto no Pavilhão 9, que culminou com a invasão da Polícia Militar e a morte de 111 detentos. Entre as versões para o início da briga está a disputa por um varal ou pelo controle de drogas no presídio por dois grupos rivais. Ex-funcionários da Casa de Detenção afirmam que a situação ficou incontrolável e por isso a presença da PM se tornou imprescindível.
A defesa afirma que os policiais militares foram hostilizados e que os presos estavam armados. Já os detentos garantem que atiraram todas as armas brancas pela janela das celas assim que perceberam a invasão. Do total de mortos, 102 presos foram baleados e outros nove morreram em decorrência de ferimentos provocados por armas brancas. De acordo com o relatório da Polícia Militar, 22 policiais ficaram feridos. Nenhum deles a bala.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Radialista de Limeira diz que gays estão sufocando os héteros, são anormais mas respeita

Radialista de Limeira diz que gays estão sufocando os héteros, são anormais mas respeita


O interior do Estado de São Paulo sempre foi no imaginário de muitos paulistanos um lugar próspero, cheio de energia mas de fala mansa, gente gentil e muita cordialidade. É muito triste ver surgir exatamente dessa região, nos últimos tempos, notícias terríveis de violência contra gays, lésbicas e travestis. É de lá que recentemente o pai teve a orelha decepada por estar abraçando o filho, confundidos com um casal de homossexuais por uma gangue, por exemplo.
É de lá também, que surgiu esse vídeo do programa do Meio Dia, da Rádio Educadora, de Limeira (que ironia, a rádio chama-se Educadora!):

Temos todos os chavões do discurso do ódio. Os termos usados como maneira de inferiorizar os gays, a suposta condenação religiosa de forma radicalizada, o discurso dos privilégios das minorias que cai em contradição com a negação (para o locutor) do direito dos homossexuais casarem, a intolerância com o que é diferente e o famosa e dissimulada conjunção adversativa “mas” (“mas eu respeito”).
Esse discurso chavão é muito conhecido dos militantes homossexuais que sabem desmontá-lo com propriedade cada uma dessas argumentações.
Mas aí está o engano, por mais que desmontemos cada uma dessas vis provocações de forma racional, elas não estão nem no terreno da lógica nem da racionalidade (não à toa são chamados de discursos do ódio, carregados muito mais de uma emoção primitiva do que um suposto embasamento teórico). Eles continuarão - mesmo com uma contra-argumentação bem feita - repetindo ad infinitum a mesma ladainha.
O discurso desse radialista é primo do mesmo que acreditava que a Terra era quadrada e o Sol girava ao seu redor. Vejam, na época de Galileu havia também uma suposta condenação religiosa de forma radicalizada que dizia que o mundo era daquele jeito e nada poderia mudá-lo pois Deus fez daquela maneira, que a Terra girar em torno do Sol não era natural, e todos que acreditavam nisso mereciam punição/morte ou se calar em seus cantos.
Com o passar do tempo, essa famosa teoria se provou verdadeira e não abalou em nada a fé em Deus, pois a religiosidade tem coisas mais importantes para se preocupar como, por exemplo, a transcendência.
Nesse sentido, a educação, o convívio pacífico e individual com os gays, a perda dos estigmas poderão mostrar para os intolerantes que não existe uma guerra entre héteros e homossexuais, nem privilégios que os gays queiram acima de ninguém e muito menos que existe um complô para transformar todos em homossexuais. Até porque, por terem muitas vezes que viverem em gueto, muitos gays sabem que não existe nada mais tedioso que a homogeneidade. Viva a diferença ou a anormalidade como acredita esse radialista!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mãe evangélica degola filho de 5 anos: "Falei para Deus e depois falei para o diabo para buscar coragem'

Mãe evangélica degola filho de 5 anos: "Falei para Deus e depois falei para o diabo para buscar coragem'


"Quando a coragem veio, eu passei a faca"



Ler na íntegra no blog do PauloLopes

sábado, 20 de agosto de 2011

Depois de protestos, Papa defende celibato e pede firmeza ante as pessoas que excluem Deus

Depois de protestos, Papa defende celibato e pede firmeza ante as pessoas que excluem Deus


O Papa Bento XVI pediu neste sábado (20) a centenas de seminaristas que “não se deixem intimidar diante de um ambiente que pretende excluir Deus” e voltou a defender o celibato para os sacerdotes, durante una missa na catedral de Almudena de Madri.

“Não se deixem intimidar por um ambiente no qual se pretende excluir Deus e no qual o poder e o prazer são os principais critérios que regem a existência”, afirmou o Papa durante sua homilia ante 6.000 seminaristas.

O Papa, que chegou à catedral de Almudena depois de realizar a confissão de quatro peregrinos participantes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), aproveitou sua homilia ante os seminaristas para voltar a defender o celibato.

Protesto contra o Papa

Nesta sexta-feira (19), milhares de manifestantes voltaram a protestar no centro de Madri, fortemente vigiados pela polícia, contra a visita do Papa à capital espanhola, pouco depois da Via Crúcis liderada por Bento XVI a poucos metros do local do protesto.

Os manifestantes eram em sua maioria ligados ao movimento dos “indignados”, nascido na Espanha em maio e tentavam chegar pelas ruas adjacentes ao local da procissão. No local esperavam muitos fiéis católicos, mas a polícia não deixou os manifestantes passarem.

Na quarta-feira, durante o primeiro protesto contra esta viagem do Papa, 4 mil pessoas participaram de ato convocado por associações laicas e de esquerda. O protesto registrou confrontos verbais entre “indignados” e os fiéis católicos, separados a todo momento pela polícia.

Informações da Agencia Francepress e do G1