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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Fotógrafo baleado no olho em protesto pede R$ 1,2 milhão de indenização

Fotógrafo baleado no olho em protesto pede R$ 1,2 milhão de indenização

O fotógrafo Sérgio Andrade da Silva, que perdeu a vista esquerda após levar um tiro de bala de borracha de um policial militar enquanto cobria manifestação popular em São Paulo no dia 13 de julho, entrou com Ação Indenizatória contra a Fazenda Pública Estadual. Na ação, que tem pedido de antecipação de tutela, ele pede R$ 1,2 milhão por danos morais, materiais e estéticos causados por ato ilícito praticado por agente do Estado.
A petição informa que Sérgio cobria manifestação que começou nas escadarias do Theatro Municipal e que teria como destino a Avenida Paulista. Perto da esquina da Rua da Consolação com a Rua Maria Antônia, o fotógrafo ajustava o tempo de abertura do obturador quando foi atingido no olho esquerdo pela bala de borracha, segundo o texto. Com o olho sangrando, ele foi socorrido por um manifestante e levado para o Hospital 9 de Julho, onde recebeu o primeiro atendimento.
A avaliação inicial indica quadro de “trauma ocular à esquerda (contuso) com dor local, sangramento e laceração palpebral com edema”, de acordo com a petição. Posteriormente, foi encaminhado ao H Olhos, hospital especializado, e a conta do Hospital 9 de Julho (R$ 3,1 mil) ainda não foi paga, informa a petição escrita pelo advogado Paulo Sérgio Leite Fernandes, que defende o fotógrafo. O texto diz que, no segundo hospital, ele passou por cirurgia no dia 15 de julho, recebeu remédios e fez compressas, sem redução da sensibilidade à luz. O tratamento foi encerrado após quatro meses, com o fotógrafo permanentemente cego de um olho, o que significa o fim da carreira, de acordo com o texto.
AtuaçãoA petição aponta que as balas de borracha, tratadas como munição não mortal no Brasil, podem levar à morte se utilizadas de forma equivocada, sendo tratadas no exterior como less lethal ammunition, ou munição menos mortal. A recomendação, segundo o advogado, é para que os tiros com bala de borracha sejam disparados na linha das pernas ou para o chão, reduzindo o risco de lesão séria ou morte. Sérgio Andrade da Silva tem quase 1,80 metro de altura e foi atingido no olho por um tiro disparado para cima ou em linha reta a partir da linha dos ombros, cita a peça.
Para o advogado, “há, ao menos, imprudência, pois não caberia atribuir imperícia a um agente estatal exaustivamente treinado”. A peça também inclui a fala do comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, Benedito Roberto Meira, para quem o ferimento sofrido pelo fotógrafo é decorrente dos “riscos da profissão”, inerentes à cobertura jornalística de manifestações. A petição justifica a inclusão da Fazenda Pública Estadual como ré com o monopólio do poder de polícia por parte do Estado.
A inicial afirma que o dever de indenizar fica configurado, mesmo que o ato tenha sido praticado sob comando por parte do policial que efetuou o disparo. De acordo com a peça, o ato da Polícia Militar foi ao menos imprudente, e a situação se agrava porque não houve prestação de socorro ao fotógrafo, que chegou ao hospital 40 minutos após ser baleado, tendo caminhado parte do trajeto e sendo amparado por terceiros no restante.
IndenizaçãoO pedido de tutela antecipada, segundo a peça, inclui a cobertura dos cuidados médicos que Silva recebeu, além do reembolso das despesas já pagas. Devem ser reembolsados os gastos com consultas e transporte, além das mensalidades do plano de saúde da companheira do fotógrafo, que custeou o tratamento no H Olhos, afirma o advogado. No total, o pedido de tutela antecipada fica em R$ 3.894,67. Além disso, é pedida ajuda de custo mensal de R$ 316,05, valor da mensalidade do plano de saúde da mulher do profissional.
Em relação aos danos morais, a petição aponta que Silva foi baleado enquanto trabalhava e que, por conta da lesão, perdeu a possibilidade de enxergar em profundidade, o que o impede de tirar retratos. Outros atos, como dirigir um automóvel e pegar um objeto, também serão afetados pela lesão, conforme a peça, e a essência do dano moral não é o recebimento de valor destinado a amenizar o sofrimento, mas o reconhecimento de que foi vítima de ato ilícito cometido por agente público. O pedido feito na petição chega a R$ 800 mil, com base no Recurso Especial 1.011.437, que teve como relatora no Superior Tribunal de Justiça a ministra Nancy Andrighi.
O dano estético, que segundo a peça não é ponto pacífico na doutrina e jurisprudência, tem como base a marca que Sérgio Andrade da Silva carregará no olho. Com base no REsp 1.011.437, o advogado pede que a indenização por dano estético fique em R$ 400 mil. Levando em conta que o salário do fotógrafo era de três salários mínimos, a defesa pede ainda pensão mensal no valor de R$ 2.034, além dos R$ 316,05 referentes à mensalidade do plano de saúde. Os dois valores devem ser corrigidos conforme os respectivos indicadores, de acordo com a petição.

Conjur

domingo, 16 de junho de 2013

Não vá ao próximo ato sem ler: 10 Dicas para quem vai participar do protesto

Não vá ao próximo ato sem ler: 10 Dicas para quem vai participar do protesto

Revista Ripe

Desde o último dia 6 de junho, o Movimento Passe Livre está organizando protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. As passagens de ônibus, metrô e trens da CPTM passaram de R$ 3,00 para R$ 3,20.   
Este blog não tem a intenção de discutir o valor da manifestação, os motivos dos militantes e as consequências do movimento. Mas acreditamos que a população deve ser livre para sair às ruas e lutar por seus direitos. Somos 100% aversos à agressão e repressão da Polícia Militar contra os participantes da manifestação. 
Para você que está disposto a participar dos atos, preparamos uma lista com 10 dicas úteis:
1.  Use roupas impermeáveis Se você tiver casacos ou peças impermeáveis em casa, eles são perfeitos contra o famoso gás lacrimogêneo. O algodão absorve o gás e os químicos ficam em contato com a pele por mais tempo. 

Casaco Impermeável
Casaco Impermeável
2. Tome Banho Sim, vá para a manifestação bem limpinho. Isso porque a oleosidade da pele também ajuda a fixar o gás lacrimogêneo.
3. Não fotografe o rosto dos manifestantes Os organizadores do movimento pedem que fotógrafos e jornalistas não ajudem a polícia a identificar membros dos protestos. Essas pessoas, após identificadas, podem ser perseguidas ou presas injustamente.
4.  Cinegrafista, mantenha distância! 
A cobertura da mídia tradicional brasileira está deslegitimando o processo e dando importância apenas a cenas de violência. Se você tem uma câmera, faça imagens do que realmente está acontecendo. Mas proteja-se em um lugar tranquilo e longe da confusão. No meio do protesto, você corre o risco de ser reprimido pela Polícia Militar.
5.  Ande em grupo Vídeos postados nas redes sociais mostraram grupos de policiais espancando pessoas que estavam sozinhas. O melhor é estar sempre acompanhado por um grupo. 
6. Óculos de Natação O óculos é barato e protege os seus olhos do gás lacrimogêneo. Não use lentes de contato! Elas retêm o gás nos seus olhos. 
 óculos de natação
 óculos de natação

 7. Máscara de Pintor Esta é mais uma opção barata para se proteger contra o gás lacrimogêneo. Bandanas e lenços também ajudam. Acrescente vinagre diluído em água e, se puder, leve um Cebion para colocar na boca. 
8. Nunca esfregue os olhos! Para desinfetá-los contra o gás, vire a cabeça lateralmente, jogue água corrente e deixe-a escorrer do olho para fora, em um olho de cada vez. A amônia corta o efeito do gás lacrimogêneo. 
Cebion
Cebion
9. Sapatos confortáveis No último ato, foram 5 horas de caminhada. Vá preparado. 
10.  Se você não for participar, evite a região onde o ato vai acontecer Você não precisa ser contra nem a favor. Se não vai participar, o melhor é evitar a região do protesto. A população está saindo às ruas para reivindicar um direito básico. Não seja o chato que reclama porque chegou 2 horas mais tarde em casa. O  próximo ato em São Paulo acontece na segunda-feira 17.  
Faça a coisa certa e defenda seus direitos!  Boa sorte!
(Obs.: os colaboradores que participaram da elaboração do conteúdo preferiram não ser identificados) 

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Em novo protesto contra Feliciano, marcha de 20 mil tem 4 detidos

Em novo protesto contra Feliciano, marcha de 20 mil tem 4 detidos

Cerca de 20 mil membros de sindicatos, grupos estudantis e grupos coletivos de homossexuais marcharam até a sede do Congresso


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Diversos movimentos sociais se uniram nesta quarta-feira em um protesto contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e é acusado de homofobia e racismo. Segundo cálculos da polícia, na manifestação participaram cerca de 20 mil membros de sindicatos, grupos estudantis e grupos coletivos de homossexuais que marcharam até a sede do Congresso em Brasília por diversas causas, mas se fundiram em uma só voz que exigiu a renúncia de Feliciano.

O deputado foi eleito no dia 7 de março como presidente da Comissão de Direitos Humanos do Congresso e desde então é alvo de fortes protestos por suas polêmicas opiniões sobre homossexualidade, a etnia negra e outros assuntos. Durante a marcha de hoje, quatro pessoas burlaram a segurança e chegaram até o 15º andar do Congresso, onde abriram uma bandeira com as cores do arco íris, que identifica o movimento LGBT, em meio à agitação dos manifestantes.

Por causa disso, funcionários que trabalham na comissão reclamaram à Polícia Legislativa, que deteve quatro manifestantes. Eles foram liberados em seguida, mas serão investigados. Na sessão de hoje da comissão, aberta apenas a evangélicos, um grupo de apoiadores do pastor levou cartazes com mensagens favoráveis a ele.
Feliciano gerou a rejeição de grupos de direitos humanos por suas posições contra a homossexualidade, que segundo ele, "incita o ódio e o crime". Também assegura, apoiado em suas crenças religiosas, que a etnia negra foi "amaldiçoada" por Noé e que assim "diz a Bíblia".

Há três semanas, lançou mais lenha na fogueira ao afirmar que quando os Beatles se disseram "mais famosos que Jesus Cristo" e afirmaram que o grupo era "uma nova religião", desafiaram Deus. "Isso nunca fica impune", declarou o pastor em um culto de sua igreja, e sustentou que por isso John Lennon foi assassinado com "um tiro em nome do Pai, outro em nome do Filho e outro em nome do Espírito Santo".

Aos protestos se somou até o governo da presidente Dilma Rousseff, que há duas semanas se manifestou contra a permanência de Feliciano nesse cargo através de dois de seus despachos. A titular da secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, pediu ao Congresso que "encontre uma solução" que leve à renúncia de Feliciano, enquanto o Ministério de Igualdade Racial considerou "inaceitável" que o pastor ocupe a presidência da Comissão de Direitos Humanos.

Apesar das pressões, Feliciano disse várias vezes que não renunciará ao cargo, já que foi eleito em forma "legítima". No entanto, vários partidos pediram ao Congresso que inicie um processo visando à destituição do pastor, que além de ser acusado de racista e homofóbico enfrenta suspeitas de envolvimento em irregularidades administrativas.

Outras reivindicações
Além do protesto a Feliciano, a marcha reuniu servidores públicos federais e outros grupos que exigiam a não implementação do Acordo Coletivo Especial, a anulação da reforma da Previdência Social de 2003 e o fim do fator previdenciário, assim como a reforma agrária

"Basta de ataques aos trabalhadores! Chega de entregar dinheiro aos grandes empresários! Mais verbas para a saúde, educação e reforma agrária!" diziam algumas das faixas e cartazes.

Segundo a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), o não cumprimento das reivindicações dos professores estaduais em greve também foram alvo do protesto. Os educadores pedem a imediata aplicação da lei do piso nacional da categoria, 40 horas semanais de carga horária dos professores, dois terços das atividades em sala de aula e um terço sem o aluno, para preparação de aulas e estudo do conteúdo.


domingo, 24 de março de 2013

Quem vai pagar por isso?: Policial atira covardemente em militante no protesto da Aldeia Maracanã

Quem vai pagar por isso?: Policial atira covardemente em militante no protesto da Aldeia Maracanã

"Policial militar despreparado psicológica e emocionalmente atira em militante que trafegava com uma companheira na calçada próximos à Aldeia Maracanã. Tinha havido um protesto no cruzamento ao lado Maracanã e o militante retornava da aldeia com uma companheira pela calçada junto à linha do trem, quando o policial o avistou de longe, comentou com os outros guardas que havia mandado o militante tirar o lenço do rosto e como ninguém deu importância ele seguiu em direção ao casal atirando, errando o militante e acertando sua companheira."

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Protesto contra o racismo no Shopping Higienópolis

Protesto contra o racismo no Shopping Higienópolis


Manifestantes em ruas do bairro Santa Cecília na tarde deste sábado (Foto: Cris Faga/ AE)


Organizado pelo "Comitê contra o genocídio da juventude negra", o ato saiu da Santa Cecília e terminou dentro do Shopping Higienópolis.

Assinaram a convocação do ato: Amparar (Assoc. de Amigos e Familiares de Presos/as), Anastácia Livre, Centro Acadêmico de Ciências Sociais Florestan Fernandes (Uninove), Centro de Resistência Negra, Círculo Palmarino, Coletivo AnarcoPunk SP, Coletivo Anti-Homofobia, CONEN, Consulta Popular, Empregafro, Força Ativa, Fórum Popular de Saúde, Juventude Socialista, Levante Popular da Juventude, Mães de Maio, Movimento Negro Unificado (MNU), Movimento Quilombo Raça e Classe, MST, Núcleo de Consciência Negra na USP, Sarau da Brasa, Setorial LGBT da CSP-Conlutas, Sujeito Coletivo -- USP, Tribunal Popular, UNEAFRO, UNEGRO.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ruim é o Racismo! - Movimento negro protesta em frente à escola acusada de racismo

Ruim é o Racismo! - Movimento negro protesta em frente à escola acusada de racismo

ruim e o racismoCerca de 50 pessoas representantes de ONGs e associações do movimento negro fizeram um protesto na tarde desta terça-feira em frente ao Colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, bairro nobre da zona sul de São Paulo. O grupo apoiava a estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, de 19 anos, que denunciou a diretora da escola por racismo, e exigia a implantação da lei 10.639, que determina o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas.
Ester registrou um boletim de ocorrência afirmando que a diretora do colégio chamou sua atenção duas vezes e sugeriu que alisasse os cabelos crespos para manter a "boa aparência". Para o colégio não houve racismo e a diretora não teve intenção de causar qualquer constrangimento. A instituição tem normas em relação à vestimenta e pede que os funcionários usem uniformes e cabelos presos.
A manifestação foi recebida por estudantes, ex-alunos e pais que foram prestar solidariedade ao colégio. O grupo aguardava dentro da escola, mas foi à rua interagir com os manifestantes. Mariana Conde Sekeres, de 17 anos, uma das organizadoras da defesa ao colégio, convocada pelo Facebook, afirma que a escola não é racista. "Existe um padrão de trabalho, não uma discriminação específica com a Ester", diz a estudante recém-formada. O engenheiro e pai de aluno Carlos Herculano Ávila, de 50 anos, destaca que a escola é inclusiva e também avalia que a estagiária "não entendeu a regra da escola" de usar cabelos presos.
"Estão se aproveitando de um mal entendido para falar mal da nossa escola. É incoerente alguém que está fora daqui criticar a nossa educação, sem conviver com a nossa realidade", diz George Emiliano, de 16 anos, que irá para o 3º ano do ensino médio.
Pais, professores e estudantes destacaram que o colégio sempre trabalhou temas como inclusão e diversidade racial. Todos que participaram da manifestação se mostraram ofendidos com o rótulo de "colégio racista". Segundo os estudantes, o colégio tem um professor e funcionários negros na administração, segurança e limpeza, e denúncias de racismo nunca foram feitas.
Racismo x padrão
ruim e o racismo 2Para Douglas Belchior, coordenador da União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora (Uneafro), movimento organizador do protesto, existe uma cultura de "não se assumir o racismo" no Brasil. "Este colégio tem uma chance ímpar de servir de exemplo pro País inteiro", afirma.
Luka Franca, 26 anos, negra e militante da Uneafro, avalia que a escola está reafirmando o padrão branco de beleza ao exigir que as funcionárias prendam ou alisem os cabelos crespos. "Instituições de ensino de qualidade são onde deveria acontecer o debate democrático e onde está se formando a nossa sociedade. É muito grave que casos de racismo aconteçam nestes ambientes", aponta.
O tema do protesto era "Soltem os crespos, prendam os racistas". "O cabelo curto ou alisado não permite que a gente afirme a nossa origem africana", explica Vanderlei Victorino, do Circulo Palmariano, movimento que também estava na manifestação.
Afastamento
De acordo com o advogado de Ester, Cleyton Borges, a jovem está afastada do trabalho por problemas psicológicos. Na semana passada, a estagiária foi retirada de sua função original, que era atender os pais interessados em conhecer a escola, e passou a trabalhar na secretaria. Após sofrer assédio moral, deixou de frequentar o trabalho.
Segundo Clayton, a escola não procurou sua cliente para oferecer uma solução extra-judicial, como uma conciliação. O colégio, por sua vez, entende que não houve racismo e sim um "ruído na comunicação", e aguarda o resultado da investigação. A escola disse que colocou duas psicólogas à disposição de Ester e que também não teve retorno da estagiária.










No PortalGeledés

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mulheres protestam contra religioso acusado de abuso sexual

Mulheres protestam contra religioso acusado de abuso sexual

Violência sexual mediante fraude.

As mulheres, que já foram vítimas do pastor, e outras integrantes de organizações que defendem as mulheres, se reuniram em frente à igreja onde o pastor é líder para protestar.





No R7


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Professor: Na USP, droga só é ilícita quando convém reprimir

Professor: Na USP, droga só é ilícita quando convém reprimir


Dayanne Sousa


Os alunos que ocupam um dos prédios da administração em protesto contra a presença da Polícia Militar na Universidade de São Paulo vêm ganhando apoio de docentes. O protesto começou no último dia 27 quando três estudantes eram detidos por fumar maconha. O professor da Faculdade de Direito, Jorge Luiz Souto Maior, avalia que questão das drogas vem servindo de pano de fundo para a repressão na Universidade e ataca: "Vira ilícito na hora que convém".
Especialista em Direito do Trabalho, Souto Maior se uniu a membros da Associação dos Docentes da USP (Adusp) e da faculdade ocupada - a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Gumanas - e pede que seja repensado convênio que permite a presença de policiais no campus. Ele conversou com Terra Magazine depois de publicar artigo no site do Diretório Central dos Estudantes.
- É preciso discutir a origem dessa determinação de ter a polícia no campus. O problema não é segurança. Por trás da busca da segurança tem mais coisas - diz. Ele critica a política do reitor João Grandino Rodas, a quem acusa de usar a polícia para reprimir movimentos sociais e reivindicações de estudantes e funcionários.
Leia a entrevista.
O senhor avalia que é legítima essa revindicação de tirar a polícia do campus?
É preciso discutir a origem dessa determinação de ter a polícia no campus. O problema não é segurança. Por trás da busca da segurança tem mais coisas.
O senhor quer dizer que há repressão?
Sim, diante do histórico do reitor João Grandino Rodas. Em 2007, ele colocou a Polícia Militar dentro da faculdade de direito para tirar os movimentos sociais dali de dentro. Ele já usou a polícia para afastar uma greve de servidores no campus. Nesse contexto, a questão da segurança é só um mote.
O que provocou o início desse movimento foi a detenção de estudantes que usavam maconha. O governador Geraldo Alckmin disse que "ninguém está acima da lei". A questão das drogas deve ser tratada de uma forma diferente na Universidade?
Não, não deve haver nenhum tratamento diferente do ponto de vista legal. Não se pode dizer que fora da Universidade é uma coisa e dentro é outra. Não foi isso que levou os alunos a esse ato. Se você descontextualizar, vai dizer: "eles não querem que pessoas que estão cometendo um ato ilícito sejam presas". O problema é que isso é o estopim de uma gama enorme de insatisfação. As pessoas já estão satisfeitas com a situação e, diante de um fato isolado, resolveram se manifestar por conta da opressão que vêm sentindo. O estopim foi gerado por uma coisa pequena, mas que reflete algo muito maior.
O reitor não sinalizou que deve negociar com os alunos, mas a diretoria da faculdade ocupada, sim. A expectativa é positiva?
Sim, a expectativa é boa. Acho que vai prevalecer o bom senso, como deve ser dentro de uma Universidade. Não há possibilidade de uma posição radical ser posta. A questão da segurança vai ter que ser discutida e a qualidade da preservação da segurança sem ser opressora é outro ponto. A forma de fazer isso é fruto do debate.
Na USP sempre houve uma discussão forte sobre a dificuldade de se ter uma política coerente com relação às drogas. Todo mundo sabe que existe, mas quando algum usuário incomoda chamam a polícia. Será que é possível acabar com essa dubiedade?
Vira ilícito na hora que convém. Mas é muito difícil. Por isso acho que a soma de inteligências para resolver esses problemas sem preconceitos é a única solução. Pessoalmente, não visualizo uma saída, só sei que a solução de repressão adotada no momento é a pior possível.

No JB

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ativista de topless é presa durante protesto em defesa dos animais

Ativista de topless é presa durante protesto em defesa dos animais

Ativista do Femen se revolta ao ser presa durante protesto em zoo da Ucrânia / Sergei Supinsky/AFPAtivista do Femen se revolta ao ser presa durante protesto em zoo da UcrâniaSergei Supinsky/AFP
Uma ativista ucraniana do movimento Femen, que prostestava de topless, foi presa nesta quinta-feira por funcionários de um zoológico de Kiev, na capital da Ucrânia.

A manifestação era contra as condições de vida dos animais que vivem no zoo. Segundo elas, eles vivem de uma forma intolerável. As ativistas ainda relatam que centenas de animais raros já morerram por causa do frio, de fome ou com alguma doença.

O movimento Femen exige que as autoridades ucranianas fechem o local.

Ativista do Femen
Sergei Supinsky/AFP



Na Band

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Brasileiro é um dos lideres do protesto em Wall Street

 Brasileiro é um dos lideres do protesto em Wall Street


Um dos pioneiros desse movimento é um brasileiro de 26 anos, que já foi preso duas vezes.

Alexandre Carvalho formou-se em medicina no Rio de Janeiro. Mora há mais de dois anos em Nova York, onde fez pós-graduação. E como muitos estrangeiros por aqui, não consegue encontrar emprego.

O brasileiro é um dos lideres do protesto, que três semanas nesse sábado, e se espalhou por cidades como Los Angeles, Boston e Chicago.







No Jornal da Band

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Protesto de jovens contra o capitalismo cresce nos EUA


Protesto de jovens contra o capitalismo cresce nos EUA


sábado, 27 de agosto de 2011

Estudantes chilenos correm 1.800 horas sem parar em protesto

Estudantes chilenos correm 1.800 horas sem parar em protesto


Mais de 4.000 estudantes se revezaram durante 1.800 horas em corridas ao redor do Palácio La Moneda em Santiago. A ideia era correr o número de horas equivalente ao montante de dólares necessários, segundo os estudantes, para pagar os estudos dos 300.000 alunos mais vulneráveis do pais.

A manifestação inusitada foi feita durante dois meses e meio e registrando a participação de estudantes, pais, idosos e crianças sem interrupções, com jornadas durante o dia e a noite. O ato encerrou neste sábado (27) reforçando o pedido de educação gratuita e de qualidade e com uma grande corrente humana, passando a bandeira chilena de mão em mão.

Durante as últimas horas da corrida, o pelotão aumentou, até somar cerca de 500 pessoas, que corriam ao redor da sede do executivo, portando bandeiras chilenas, guarda-chuvas, cartazes, globos, e cantando em favor de uma educação melhor.

Mais de mil pessoas aplaudiam nas ruas, e os automóveis faziam soar suas buzinas em sinal de apoio.

Com informações da France Press

no Sul 21

sábado, 20 de agosto de 2011

Depois de protestos, Papa defende celibato e pede firmeza ante as pessoas que excluem Deus

Depois de protestos, Papa defende celibato e pede firmeza ante as pessoas que excluem Deus


O Papa Bento XVI pediu neste sábado (20) a centenas de seminaristas que “não se deixem intimidar diante de um ambiente que pretende excluir Deus” e voltou a defender o celibato para os sacerdotes, durante una missa na catedral de Almudena de Madri.

“Não se deixem intimidar por um ambiente no qual se pretende excluir Deus e no qual o poder e o prazer são os principais critérios que regem a existência”, afirmou o Papa durante sua homilia ante 6.000 seminaristas.

O Papa, que chegou à catedral de Almudena depois de realizar a confissão de quatro peregrinos participantes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), aproveitou sua homilia ante os seminaristas para voltar a defender o celibato.

Protesto contra o Papa

Nesta sexta-feira (19), milhares de manifestantes voltaram a protestar no centro de Madri, fortemente vigiados pela polícia, contra a visita do Papa à capital espanhola, pouco depois da Via Crúcis liderada por Bento XVI a poucos metros do local do protesto.

Os manifestantes eram em sua maioria ligados ao movimento dos “indignados”, nascido na Espanha em maio e tentavam chegar pelas ruas adjacentes ao local da procissão. No local esperavam muitos fiéis católicos, mas a polícia não deixou os manifestantes passarem.

Na quarta-feira, durante o primeiro protesto contra esta viagem do Papa, 4 mil pessoas participaram de ato convocado por associações laicas e de esquerda. O protesto registrou confrontos verbais entre “indignados” e os fiéis católicos, separados a todo momento pela polícia.

Informações da Agencia Francepress e do G1